E porque existem muitas realidades dentro da realidade e outras possibilidades dentro das impossibilidades, surge este espaço dedicado a todos aqueles que gostam de divagar por aí ( sempre sem perder de vista o chão ) e aos outros que simplesmente têm curiosidade.
Um espaço aberto a todos os amantes do mistério, viciados em utopias, filosofeiros da vida, buscadores de algo e poetas à solta. Os mais curiosos também podem entrar e talvez também deixem ficar a sua opinião.
- Quando me refiro à violência,
falo em termos da perspectiva global. É certo que existem diferenças entre
países, diferenças entre comunidades e culturas, ou seja, a violência não está distribuída
de igual forma;
- Há muito a tendência também
para culpabilizar a religião. Para alguns, a religião aparece como a culpada de
todos os males do mundo. Na minha opinião, esta é uma perspectiva errada, a
culpa não é da religião em si, mas sim do fanatismo religioso. Não é a religião
(no seu sentido mais puro), mas sim algumas religiões que foram sendo
construídas na base de interesses, politicas, distorções (de algumas escrituras
também),um determinado contexto e algumas influências culturais de uma
determinada época (que já não se adequam aos nossos dias e hoje nos parecem erradas,
embora nem todas sejam assim tão erradas…). Portanto, foram sendo adicionados
elementos àquilo que inicialmente seria o essencial. Neste sentido, não podemos
dizer que, por exemplo, o cristianismo incitou à violência porque a mensagem
nunca foi essa! O perigo sempre esteve no aproveitamento das religiões e na
construção de elementos supérfluos! (inicialmente ou posteriormente) Também não
podemos confundir religião com espiritualidade. Dar um sentido à vida, ter uma
certa filosofia de vida, a crença ou convicção no sobrenatural ou em algo
transcendente, a crença num Deus ou simplesmente a crença numa realidade
última, tudo isso, por si só, não é o factor que gera a violência. Também não
podemos esquecer que “a cada dia” aparecem novas formas de espiritualidade,
muitas pessoas abandonam as religiões tradicionais mas abraçam outras
filosofias e formas de espiritualidade e essas geralmente não entram em algumas
estatísticas…
- Algumas pessoas insistem na
ideia de que existe uma natureza humana, supostamente imutável, é quase como se
fosse uma espécie de entidade sobrenatural obscura, difícil de definir e
incontornável, uma essência que é responsável também, neste caso, pela
violência. Esta visão, aparentemente inocente, é, na verdade, perigosa porque
estimula certas lógicas desaconselháveis e encerra uma série de problemas, por
exemplo, leva-nos a negligenciar as condições e factores que geram a violência e,
como consequência, a nossa atenção centra-se principalmente em leis, penas e
punições;
-Outro aspecto importante é que a
violência assume várias formas, não é somente física, mas também, em grande
parte, psicológica;
- A violência pode ser praticada
por ambos os géneros, existem estudos e dados sobre isso, apesar de haver a
tendência para noticiar e culpabilizar apenas um dos géneros (mas as coisas têm
lentamente vindo a mudar em relação a este tipo de divulgação);
Em relação à guerra, é uma forma
de violência, embora por vezes seja apenas defensiva, mas claramente é
evitável! Devo dizer que não sou especialmente simpatizante de coisas
relacionadas com o militar, etc. Não faz parte da minha maneira de ser nem da minha
filosofia e visão das coisas, mas neste momento, é este o mundo que temos e as
forças armadas têm uma função no mundo tal como o conhecemos. Contudo, o recurso
a intervenções militares tem sido, com frequência, totalmente irresponsável, servindo
interesses reprováveis e gerando por vezes consequências nefastas a longo
prazo. Espero que um dia tudo isso seja extinto e venha a ser substituído por
outras ideias mais avançadas.
Nota: Este
artigo não pretende reduzir toda a realidade a um só conceito ou explicação,
muito menos advoga um determinado tipo de prática como sendo “ a solução”.
Trata-se apenas de um texto que fala sobre o conceito de Karma.
Há quem refira (talvez
com razão) que este conceito de karma (do sânscrito), assim como tantas outras
coisas, tem sido mal traduzido e interpretado pelo ocidente, embora haja
orientalistas que são bastante mais rigorosos na altura de abordar a
complexidade deste tema.
Alguns apontam
que a palavra lei (que muitas vezes pode surgir como metáfora ou não)
simplesmente não é muito aplicável neste caso, primeiro porque não se trata de
uma lógica simplista do tipo punição/recompensa (muito menos vingança) nem de
uma justiça a ser feita. Também não tem um sentido moral (pelo menos não da
mesma forma que nós geralmente o concebemos). Neste sentido, não é uma
retribuição ou divida a ser resgatada, é algo que não se enquadra nesse tipo de
analogias ou lógicas. É ainda, para outros, um mecanismo que nos mostra como
são importantes os nossos comportamentos, e funciona, segundo essas pessoas,
mais na base de uma aprendizagem interior, que é um processo individual, uma
reflexão, vivência interna, no sentido de uma evolução em termos de uma
consciência mais refinada.
Também, segundo
alguns, não equivale a uma lei determinística, conforme o conceito de lei científica,
lei natural comummente aceite no mundo ocidental (que originalmente foi o berço
do pensamento cientifico actual).
Apesar de tudo
isto, convém dizer que, no oriente, segundo pude perceber, quanto a este mesmo
conceito de karma, existem vários e divergentes pontos de vista.
Resumindo, Karma
é muitas vezes visto como uma “lei” não linear, que não é estritamente
determinística, pois é algo mais fluido. A acção (a palavra karma significa
acção) lança uma semente, a própria semente já contém a árvore e o fruto, mas a
forma como a planta cresce depende de vários factores, o que significa que um
determinado acontecimento inicial pode não produzir sempre o mesmo resultado.
Convém também dizer que, dentro deste conceito, Karma está relacionado tanto
com as chamadas boas acções como as más acções, ou seja, desde que haja uma
intenção (seja ela considerada boa ou má), ou um desejo de obter um resultado,
ficaremos igualmente acorrentados à tal roda (Samsara), um ciclo de morte e renascimento.
Muitos acreditam que esta é a visão mais correcta e a interpretação mais
próxima à ideia original.
Independentemente
das possíveis consequências (kármicas ou não) dos nossos comportamentos, para
mim, o mais importante é estimular e despertar uma certa sensibilidade nas
pessoas, para que elas sejam capazes de sentir empatia em relação aos outros,
para que haja algum respeito e uma certa conexão com as necessidades e
problemas dos outros. Que o comportamento não seja apenas baseado no medo de
uma possível “punição” futura, mas antes e principalmente que seja baseado num
sentimento genuíno e numa incapacidade ou dificuldade em fazer mal aos outros,
intencionalmente. Do género " não faço porque a minha consciência não
permite”, “ não faço porque não me sinto bem com isso”.
Sugestão: Abrir
a caixa de comentários do anterior artigo publicado e ler o conteúdo. O diálogo
aí estabelecido levou à colocação de importantes questões que complementam esta
publicação sobre o conceito de Karma.
Alan Watts, por
exemplo, propõe-nos a seguinte visão do conceito:
Dentro do amplo espectro das
estranhas visões e experiências, podemos ter várias situações: algumas ocorrem quando
sonhamos (ou quando acreditamos que estamos a sonhar); outras ocorrem naquela
fase intermédia entre o sono e a vigília (são bastante comuns); em certos casos
ocorrem também durante extremos estados de consciência involuntários ou então
quando alguém provoca intencionalmente um estado alterado de consciência (que
pode ser obtido de várias maneiras); e, por último, em grande parte das
situações, essas experiências e visões acontecem no estado de vigília
completamente normal.
Quanto aos sonhos, nós sonhamos
com muita coisa ao longo da vida, esses sonhos podem até precisar de uma
interpretação devido ao seu simbolismo, existem muitas teorias sobre isso,
algumas ligam os sonhos a manifestações do inconsciente, enquanto outras
dão-lhe um carácter mais transcendente, digamos assim, às vezes mediúnico e até
premonitório. Penso que não é um tema fácil porque aqui misturam-se muitos
aspectos ao mesmo tempo. É evidente que os conteúdos dos nossos sonhos podem
estar claramente relacionados com aspectos da nossa vida, desejos, fantasias,
memórias (sejam elas traumáticas ou não), e isso é perfeitamente fácil de
identificar. Mas mesmo reconhecendo que existem vários aspectos que se misturam
quando sonhamos, será que os nossos sonhos ocorrem num determinado lugar (fora
do nosso quarto)? E, partindo do princípio de que existem outras consciências,
será que elas podem interferir no meu sonho? Ou será que tudo é criado e ocorre
exclusivamente dentro de nós (mesmo quando experienciamos o nosso estado normal
de vigília)? Será que estamos a viver um sonho dentro de outro sonho? A única
coisa que podemos afirmar, e isto não é nenhuma novidade, é que realmente o
ponto de partida é a consciência, partimos do facto de sermos conscientes, a
seguir verificamos que podemos passar por diferentes estados de consciência e, sejam
experiências dentro do corpo ou fora do corpo, tudo são aspectos que ocorrem
dentro da consciência.
Se eu quiser abrir todas as
possibilidades, principalmente em certos casos, não posso descartar a possibilidade
de se tratar de alucinações relacionadas com a paralisia do sono, mas confesso
que tenho algumas dúvidas, e cada vez mais fico com a sensação de que estas experiências
são demasiado estranhas, a nossa consciência por vezes parece conectar-se com
outras realidades que escapam à nossa percepção comum, um pouco como as ondas
de rádio, podemos sintonizar diferentes frequências e quando escolhemos uma
determinada frequência em particular, as outras não deixam de existir…
Por exemplo, dentro do tema da
criptozoologia, neste momento surge na minha mente a história do Bigfoot… Devo
confessar que não é um tema que me desperta especial atenção, mas não deixa de
ser estranho que haja imensos relatos e pessoas que estão extremamente
convictas de que viram um estranho animal ou ser, embora eu não descarte
algumas fraudes também! Mas o que é que o Bigfoot (e outras criaturas) tem a
ver com isto? Aparentemente nada! No entanto, todos nós já ouvimos testemunhos
sobre o Bigfoot, e, não raras vezes, as pessoas referem que de repente esse ser
desaparece no meio da floresta e apenas conseguem vê-lo durante breves instantes.
É claro que os cépticos dizem que as pessoas assustam-se, enganam-se e
confundem ursos e outros animais com o Bigfoot, também referem que o Bigfoot é
uma lenda, não existe porque nunca foi encontrada nenhuma prova. Mas é possível
que os cépticos estejam parcialmente correctos, ou seja, há uma hipótese que
diz que essas criaturas não existem na nossa realidade, mas devido a certas
anomalias existentes em determinados locais, essas espécies desconhecidas materializam-se
na nossa realidade, para depois voltarem a desaparecer. Talvez sejam criaturas
que existem paralelamente mas numa outra dimensão, fazem parte do passado da
Terra, mas estão actualmente extintas, no nosso tempo presente.
Voltando ao tema inicial, e tal
como já tinha referido, a verdade é que nem todas as experiências incluem
paralisia, algumas acontecem no estado normal de vigília, os testemunhos
possuem alguma coerência, às vezes são corroborados e partilhados por mais
pessoas, e nem sempre são experiências assustadoras ou desconfortáveis.
Sabemos que antigamente o diabo
surgia como explicação para tudo aquilo que era desconfortável para as
autoridades religiosas dessas épocas. Hoje já não é o diabo que surge como
explicação, mas sim a alucinação! Tudo o que é desconfortável passa a ser visto
como uma alucinação. A conclusão é que o Iluminismo (e outros ismos que vieram
a seguir) não trouxe só coisas boas… (às vezes passamos do 8 ao 80, na
sociedade há muita coisa que passou rapidamente a extremos, não foi só em
relação a estes temas…)
Se é verdade que, em certos casos,
explicar as coisas como sendo alucinações pode até servir para aliviar a tensão
e preocupação produzidas por determinado tipo de experiência, e devemos ter em
conta este aspecto! Contudo, também não deixa de ser verdade que noutros casos
essa mesma explicação pode ser contraproducente até…
O vídeo/documentário pode
impressionar algumas pessoas, por isso fica a advertência. Não sinto especial
prazer em explorar assuntos que podem produzir medo, terror ou assustar as
pessoas, mas pareceu-me importante partilhar este tema. Sugestão para pesquisa:
ver sobre “shadow people” e “Hat Man”.
Devo dizer que conheço alguma
coisa do tema da profecia Maia (embora tenha sido um assunto polémico, e sobre
o qual já não falo há muito tempo, devo confessar), sei que houve várias interpretações,
análises, criaram-se novas teorias dentro do fenómeno new age, algumas
distorções também, etc. Eu sempre achei que devíamos focar alguma atenção neste
tema (e também noutros similares), mas o certo é que houve e há muitas lacunas
e questões de difícil resposta. Mas, de uma forma geral, as profecias são um
fenómeno que me desperta a atenção e interesse.
Mas, independentemente dessas
profecias, ou interpretações, e para além dessas mitologias antigas (que têm
sempre a sua importância e não deixam de ter alguns aspectos semelhantes quando
comparamos as várias culturas), podemos também encontrar estudos científicos
que nos alertam para cenários não muito agradáveis e mudanças radicais…
Já aqui neste blogue, numa
anterior publicação, foi apresentado um estudo financiado pela NASA que nos
alertava e perspectivava mudanças profundas na nossa civilização. Agora
deparamo-nos com um novo estudo (e deve haver muitos mais por aí) que aponta
para uma sexta grande extinção em massa, cenário não muito agradável!
Ainda é possível remediar muita
coisa, as soluções existem, hoje existe mais consciência ecológica do que antes,
mas a complexidade da situação exige globalmente medidas mais fortes e eficazes.
Eu posso até estar enganado, mas,
na minha opinião, o grande problema é que essas correcções só podem ser
implementadas na plenitude se ocorrerem mudanças na estrutura base da
civilização e isso, como é evidente, irá mexer com muita coisa, é o próprio
paradigma de civilização que tem de mudar, é o conjunto, a totalidade.
Portanto, neste sentido, não vejo a coisa muito fácil, a curto prazo, pelo
menos.
No entanto, concordo que é
importante alertar e denunciar certas coisas, e também não esquecer que por
vezes são as pequenas acções, todas somadas, que fazem a diferença. Não
desvalorizar a força da Internet através dos seus vários aspectos, não
subestimar a força do colectivo, não subestimar o trabalho de certos projectos
e iniciativas, não subestimar, por exemplo, o trabalho de certas organizações
não-governamentais, redes de activistas, que através de campanhas, petições
online, etc, têm conseguido exercer a sua pressão e obter resultados
importantes globalmente e em todos os domínios.
(ver quando marca 01:49:06, e depois, em relação a outro tema, a sugestão é ver também o que se segue imediatamente a seguir porque penso que também vale a pena... Nota: neste link, a contagem aparece do lado direito e é decrescente, por isso o debate aparece logo no inicio deste programa. Já foram publicados outros programas neste blogue, por isso, para não haver confusão, deve ter em conta que eu costumo me guiar sempre pela contagem decrescente que fica do lado direito)
“Devemos tratar estes temas com
prudência e uma rigorosa avaliação científica, usando o método científico, no
sentido de obter provas. Não temos de misturar isto com assuntos ligados ao
religioso, místico, esotérico ou outro tipo de crenças. Há muita gente que faz
altas misturas, criam cultos e alguns, como sabemos, não correram muito bem!”
Evidentemente, não consigo
discordar, é claro que devemos tratar este tema (e também outros temas) com bom
senso, prudência, e avaliação científica, dentro das nossas possibilidades.
No entanto, devemos também não
esquecer que a ciência não nos dá verdades perfeitas, portanto qualquer teoria
está sempre sujeita a ser abandonada e substituída por outra. Será sempre
difícil ter a certeza absoluta de alguma coisa, por isso costuma-se dizer que
não existem provas na ciência, as provas ficam para a matemática, por exemplo.
Se a palavra prova significa uma verdade completamente objectiva e absoluta,
então não se aplica neste caso. Evidências sim aplicam-se. As teorias podem ser
vistas como hipóteses que ainda não foram refutadas.
Também é importante referir que a
comunidade científica, constituída por seres humanos, está sujeita às dinâmicas
de grupo, pressões, convenções, e isso influencia muita coisa. Muitas vezes
acontece que as anomalias são sistematicamente descartadas porque simplesmente
não encaixam no paradigma dominante, até que um dia a mudança é inevitável...
Outro aspecto importante é saber
que a negação de algo constitui também uma forma de crença! Não devemos
confundir cepticismo com negação dogmática. Por isso, a crença não está somente
do lado daqueles que acreditam no místico, esotérico, ETs, whatever, porque
aqueles que referem que nada existe, nada mesmo, somente o seu mundinho existe,
esses também possuem uma forte crença! (mais valia dizer: não sei! Mas estou
aberto a essa possibilidade).
Concordo que misturar o fenómeno
OVNI com outros assuntos designados religiosos ou não, pode tornar as coisas mais
confusas, mas penso que é sempre importante manter a mente aberta, sem deixar
de ser prudente na abordagem. Nem todas as crenças têm de ser necessariamente
falsas, a não ser que consigamos provar que são realmente falsas. Por isso, nem
tudo aquilo que é religioso, esotérico, tem de ser obrigatoriamente falso.
Para além disso, se adoptarmos
uma postura 100% cientificista, talvez não seja bom, porque estaremos a
eliminar muitas coisas importantes. Tal como já tinha referido, o fenómeno
OVNI, assim como outras coisas, deve ser estudado numa perspectiva
multidisciplinar, devido às suas características próprias, ou seja, não se
trata de excluir as ciências naturais, mas sim integrá-las juntamente com
outras áreas do conhecimento, para assim termos uma perspectiva mais completa
do fenómeno. Devemos usar todas as ferramentas à nossa disposição, quer sejam
provenientes das ciências naturais ou não. Tudo é importante, porque o que
queremos é perceber melhor as coisas.
Em relação ao método científico,
não existe um método científico, no sentido em que não há uma única forma de
construir teorias, fazer ciência ou construir conhecimento. As coisas muitas
vezes não começam com grandes observações… O método científico não é um
conjunto de passos rígidos, não funciona como se fosse uma receita culinária!
Muita coisa começa com ideias criativas, intuições que nos invadem a mente,
etc. Em certo sentido, a ciência não é muito diferente de outras coisas, tem
também o seu lado misterioso (embora alguns não concordem com esta designação).
Quanto ao resto, não podemos
esquecer que a ciência não é um exercício totalmente neutro e livre, como
algumas pessoas talvez possam pensar, porque existem mais factores aqui
envolvidos, como já referi anteriormente, de forma leve.
Neste contexto, a Ovnilogia será
sempre de certa forma incompreendida, porque, para muitas pessoas que assumem
posturas estritamente cientificistas, o testemunho, o depoimento, tenha a
credibilidade que tenha, nunca será valorizado, não conta para nada, é que é
mesmo assim! Embora eu saiba que há muita gente ligada ao mundo científico (e
académico) e que não têm tal postura, têm a mente aberta, mas alguns ainda
optam, por medo de consequências, não dizer tudo o que pensam.
Quanto ao resto da sociedade,
vemos ainda muita ignorância e preconceito, embora haja bastante mais
informação hoje em dia. Acredito que não é impossível mudar esta situação, mas,
tal como dizia Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um
preconceito! (quanto à ignorância, as pessoas devem aceitar esta crítica, isto
não deve constituir uma ofensa, porque ninguém pode saber tudo, eu próprio sou ignorante
em relação a muita coisa. No que diz respeito ao preconceito, pode ser uma
consequência imediata e natural motivada por essa mesma ignorância, embora haja
mais razões. Por outro lado, existem determinadas situações que hoje são
encaradas como sendo preconceitos infundados, mas na realidade, essas situações
e opiniões não são tão absurdas como se possa pensar, simplesmente foram rotuladas
e passaram a ser vistas como preconceitos devido a uma forte propaganda das
ideias e cultura dominante).
Há quem afirme que os OVNIS (e
não esquecer que também existem OSNIS porque estes objectos também submergem),
assim como os seus tripulantes, seriam uma espécie de plasmação da mente
colectiva, uma espécie de projecção ou materialização na nossa realidade
(assumindo que existe uma lá fora), uma manifestação de conteúdos pertencentes
ao imaginário de uma determinada cultura ou culturas.
Não deixa de ser uma teoria
interessante, mas que deixa bastantes dúvidas e possui algumas lacunas
principalmente porque já existiam alguns relatos destas coisas no passado e
nessas épocas as pessoas não estavam expostas à mesma cultura de hoje, nem
partilhavam as mesmas ideias e noções… Por isso, suspeito fortemente que outros
seres nos visitam!
Mas, no fundo, talvez aquilo que
chamamos de real (aquilo que chamamos realidade ou mundo exterior) seja um
fenómeno que apenas tenha lugar na nossa consciência, dentro de uma espécie de
idealismo… Não sei! De qualquer forma, o mundo não deixa de ser algo que está
sujeito a uma interpretação, ou construção, não apenas individual mas também
colectiva (isto não significa necessariamente uma posição reducionista
materialista do tipo cérebro produz consciência, mas sabemos que as
interpretações do mundo variam e também diferentes estados de consciência
produzem diferentes percepções do mundo, uma boa parte dessas percepções são
mais partilhadas pelo colectivo do que outras).
Aceitando que esses seres possuem
uma existência independente em relação a nós humanos, um outro aspecto, também
já falado, prende-se com a possibilidade destas entidades possuírem uma relação
com a nossa psique, ou seja, alguns defendem que o seu aparecimento tem ligação
com os nossos estados mentais, emocionais, expectativas, e também aqui assume
especial relevância os momentos históricos e mais importantes da humanidade.
Já outros consideram que tais
entidades operam em várias dimensões e planos da existência, para além de
comunicarem telepaticamente.
“Esses seres preferem não contactar
connosco. Algumas pessoas dizem que a humanidade ainda não está preparada para
o contacto, mas são tretas porque ninguém sabe a verdadeira razão.”
Não nos contactam de forma
aberta, sim isso é verdade, mas há outras formas de contacto mais individualizadas,
digamos assim. Não sei se ninguém faz a menor ideia dessa razão, com certeza
alguém deve saber um pouco mais do que eu… Mas claro que isto não significa que
todas as alegações sejam verdadeiras, e estou certo de que muitas não são!
Com certeza, também não será
através do SETI, mas posso estar enganado.
Segue-se um conjunto de respostas
a algumas das mais frequentes afirmações e opiniões acerca deste tema:
“Até hoje ninguém tirou nenhuma
foto de homenzinhos verdes ou marcianos.”
E mesmo que alguém fotografasse,
provavelmente ninguém acreditaria. Que se saiba, não existem homens verdes, com
antenas na cabeça, em Marte, pelo menos as sondas ainda não viram nada, mas
talvez até existam, nunca se sabe! Apenas uma confirmação de uma foto da NASA,
ou de outra agência, serviria como prova para os mais exigentes, mas duvido que
isso aconteça porque essa informação traria muitas implicações e consequências
e, como tal, a NASA não iria revelar nada! Há quem discorde, mas eu tenho
minhas dúvidas quanto a esta situação.
O problema é que, com tantas
fraudes que circulam na net (intoxicações propositadas ou não), provavelmente
quando aparecer uma foto interessante, já ninguém vai acreditar, nem sequer
perder tempo a analisar tal foto... Mas, apesar disso, nós ainda temos algumas
boas fotos de OVNIS, uma delas foi tirada no território português, tendo sido
devidamente analisada...
Eu até diria mais: mais do que
intoxicado, está tudo contaminado, está tudo minado, e isso dificulta muito as
coisas. Nada melhor do que espalhar a confusão, para depois descredibilizar o
resto que valha a pena, e se isto for uma táctica, se tiver um propósito, não
deixa de ser uma boa táctica. Mas acredito que uma boa parte é simplesmente
pelo prazer de enganar os outros, pura diversão.
“Existem muitos astrónomos,
profissionais e amadores, gente que entende destas coisas, eles observam os
céus e nunca encontram nada relevante”
Na verdade, existem astrónomos
amadores que observam os céus e de vez em quando afirmam ver coisas estranhas e
relevantes, mas claro está, tudo depende do nosso conceito de “ coisa
relevante”...
Captar algo verdadeiramente
extraordinário e conseguir ter tempo para fotografar e filmar a uma curta
distância ou obter um grande plano de um objecto, talvez não seja a coisa mais
fácil do mundo, mas já aconteceu, inclusivamente em Alfena, famoso caso de
Alfena, aqui em Portugal, por exemplo.
Eu não entendo muito dessa
tecnologia, mas também depois tudo poderá depender do tipo de material que
usamos e das suas capacidades. Se calhar nem todos os telescópios são os mais
indicados, principalmente se o objecto estiver na baixa atmosfera...
Por exemplo, em Hessdalen,
Noruega, projecto realizado por uma universidade e que conseguiram filmar e
estudar umas estranhas luzes. Mas existem mais exemplos interessantes.
E em relação a astrónomos
profissionais, mesmo tendo em conta que nem todos os telescópios podem ser
adequados, lembro-me perfeitamente de ouvir o astrónomo Allen Hynek dizer que
tinha conhecimento, na altura, de seus colegas que afirmaram ter visto coisas
estranhas. Estou certo de que hoje alguns astrónomos profissionais também já
viram coisas estranhas, mas, como sabemos, falar pode ser sempre perigoso para
a sua carreira... Exactamente como os pilotos, muitos só optam por falar quando
a sua carreira termina...
“Não existem provas, sejamos francos! Apenas
umas luzinhas aqui e ali, às vezes um objecto estranho mas que não conseguimos
definir. Parece-me muito pouco! Para além disso, hoje toda a gente tem câmaras
nos telemóveis, smartphones, etc… Além disso, a maior parte desses supostos
avistamentos podem ser facilmente explicados através de ilusões de óptica,
ignorância pura, ou então alucinações!”
É claro que devemos aceitar
outras visões e opiniões, até porque às vezes são levantadas questões
importantes. Mas, na minha opinião, penso que nestas coisas, em primeiro lugar,
é preciso ter tempo e principalmente querer “perder” esse tempo, para sabermos
do que estamos a falar, pelo menos isso. O tema também não serve para mentes
demasiado ortodoxas ou até obtusas, porque determinadas mentes estão demasiado
formatadas e isso cria muitos anticorpos e rejeições de todo o tipo. Portanto,
isto não é para todos!
Depois, em relação a estes temas,
algumas pessoas referem que certos testemunhos e depoimentos são bons é para
meter no lixo, pois não servem para nada, mas os tribunais e a polícia
trabalham com testemunhos e depoimentos, não é? São epistemologias diferentes,
mas curiosamente, recorrer a testemunhos e depoimentos é algo que parece ser aceite
por todos, desde que ninguém fale em OVNIS, claro!
Se a nossa epistemologia
limita-se a considerar como evidência apenas uma nave exposta num museu, ou
ADN/corpo de um ET num laboratório, tudo exposto para todos verem, então nesse
caso não existem evidências, estamos de acordo quanto a isso! Mas o
conhecimento não se constrói nem se limita apenas a essa visão naturalista das
coisas…
A Ovnilogia não é uma ciência,
assim como são as ciências naturais. A Ovnilogia é uma área de pesquisa onde se
juntam várias ferramentas, algumas podem vir da área das ciências naturais, mas
não exclusivamente. Portanto, assemelha-se em grande parte a uma investigação
criminal e policial, etc. Podemos somente compreender certos fenómenos, se
fizermos uma abordagem multidisciplinar, e é exactamente isso que falta a
outras áreas que despoticamente apenas querem ver as coisas numa única e
exclusiva perspectiva. Por isso, como já tinha referido anteriormente, aqui a
evidência toma um outro sentido que não se resume àquele estritamente
científico, uma vez que não temos a tal nave exposta num museu nem ADN no
laboratório, mas temos muitas outras coisas, e é possível e, ao mesmo tempo que
filtramos, tem sido possível montar um certo puzzle...
Em relação aos telemóveis, não me
parece que sejam adequados para realizar determinadas filmagens ou fotos… E o
facto de haver muita fraude e luzinhas insignificantes, não quer dizer que não
haja coisas interessantes em termos de imagem e que mereçam mais e melhor
pesquisa.
Para terminar, equiparar os
avistamentos de OVNIS a alucinações (medicalização da sociedade) não me parece
justo ou lógico, isso não faz qualquer sentido. Os depoimentos e testemunhos
não aparecem isolados, eles muitas vezes aparecem dentro de um contexto onde
fazem parte outros dados (alguns objectivos), e muitas vezes estamos a falar de
casos de múltiplas testemunhas…
“Certas pessoas falam daquilo que não sabem,
suas conclusões são fruto dos seus desejos e necessidades psicológicas,
projectam suas crenças na realidade. Vejo muita especulação e muitos desses
pseudoinvestigadores conhecem tanto os objectos de estudo como eu, nunca os
viram!“
Este é um falso argumento. Não
necessitamos de ver para podermos compilar e estudar as informações que nos
chegam, quer seja através das testemunhas ou de outros dados, que devem ser
devidamente filtrados. Existe muito que desconhecemos, é verdade, mas não
podemos negar que estamos a ser visitados há bastante tempo! Não é preciso ser
muito inteligente para perceber isso! A não ser que queiramos aceitar a tal
teoria de que toda a gente alucina ou de que os OVNIS são uma espécie de
materialização da mente colectiva, mas, excluindo essas hipóteses, não encontro
outra explicação que não seja a dos visitantes. Existem vários estudos realizados sobre o fenómeno OVNI, o "Relatório Cometa" é um exemplo digno de nota: