quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Natureza humana, guerra, violência

Alguns pontos a reter:

- Quando me refiro à violência, falo em termos da perspectiva global. É certo que existem diferenças entre países, diferenças entre comunidades e culturas, ou seja, a violência não está distribuída de igual forma;

- Há muito a tendência também para culpabilizar a religião. Para alguns, a religião aparece como a culpada de todos os males do mundo. Na minha opinião, esta é uma perspectiva errada, a culpa não é da religião em si, mas sim do fanatismo religioso. Não é a religião (no seu sentido mais puro), mas sim algumas religiões que foram sendo construídas na base de interesses, politicas, distorções (de algumas escrituras também),um determinado contexto e algumas influências culturais de uma determinada época (que já não se adequam aos nossos dias e hoje nos parecem erradas, embora nem todas sejam assim tão erradas…). Portanto, foram sendo adicionados elementos àquilo que inicialmente seria o essencial. Neste sentido, não podemos dizer que, por exemplo, o cristianismo incitou à violência porque a mensagem nunca foi essa! O perigo sempre esteve no aproveitamento das religiões e na construção de elementos supérfluos! (inicialmente ou posteriormente) Também não podemos confundir religião com espiritualidade. Dar um sentido à vida, ter uma certa filosofia de vida, a crença ou convicção no sobrenatural ou em algo transcendente, a crença num Deus ou simplesmente a crença numa realidade última, tudo isso, por si só, não é o factor que gera a violência. Também não podemos esquecer que “a cada dia” aparecem novas formas de espiritualidade, muitas pessoas abandonam as religiões tradicionais mas abraçam outras filosofias e formas de espiritualidade e essas geralmente não entram em algumas estatísticas…

- Algumas pessoas insistem na ideia de que existe uma natureza humana, supostamente imutável, é quase como se fosse uma espécie de entidade sobrenatural obscura, difícil de definir e incontornável, uma essência que é responsável também, neste caso, pela violência. Esta visão, aparentemente inocente, é, na verdade, perigosa porque estimula certas lógicas desaconselháveis e encerra uma série de problemas, por exemplo, leva-nos a negligenciar as condições e factores que geram a violência e, como consequência, a nossa atenção centra-se principalmente em leis, penas e punições;

-Outro aspecto importante é que a violência assume várias formas, não é somente física, mas também, em grande parte, psicológica;

- A violência pode ser praticada por ambos os géneros, existem estudos e dados sobre isso, apesar de haver a tendência para noticiar e culpabilizar apenas um dos géneros (mas as coisas têm lentamente vindo a mudar em relação a este tipo de divulgação);


Em relação à guerra, é uma forma de violência, embora por vezes seja apenas defensiva, mas claramente é evitável! Devo dizer que não sou especialmente simpatizante de coisas relacionadas com o militar, etc. Não faz parte da minha maneira de ser nem da minha filosofia e visão das coisas, mas neste momento, é este o mundo que temos e as forças armadas têm uma função no mundo tal como o conhecemos. Contudo, o recurso a intervenções militares tem sido, com frequência, totalmente irresponsável, servindo interesses reprováveis e gerando por vezes consequências nefastas a longo prazo. Espero que um dia tudo isso seja extinto e venha a ser substituído por outras ideias mais avançadas.






terça-feira, 25 de agosto de 2015

Esoterismo, espiritualismo, ocultismo, metafisicas e questões fundamentais: Karma

Nota: Este artigo não pretende reduzir toda a realidade a um só conceito ou explicação, muito menos advoga um determinado tipo de prática como sendo “ a solução”. Trata-se apenas de um texto que fala sobre o conceito de Karma.


Há quem refira (talvez com razão) que este conceito de karma (do sânscrito), assim como tantas outras coisas, tem sido mal traduzido e interpretado pelo ocidente, embora haja orientalistas que são bastante mais rigorosos na altura de abordar a complexidade deste tema.  

Alguns apontam que a palavra lei (que muitas vezes pode surgir como metáfora ou não) simplesmente não é muito aplicável neste caso, primeiro porque não se trata de uma lógica simplista do tipo punição/recompensa (muito menos vingança) nem de uma justiça a ser feita. Também não tem um sentido moral (pelo menos não da mesma forma que nós geralmente o concebemos). Neste sentido, não é uma retribuição ou divida a ser resgatada, é algo que não se enquadra nesse tipo de analogias ou lógicas. É ainda, para outros, um mecanismo que nos mostra como são importantes os nossos comportamentos, e funciona, segundo essas pessoas, mais na base de uma aprendizagem interior, que é um processo individual, uma reflexão, vivência interna, no sentido de uma evolução em termos de uma consciência mais refinada.

Também, segundo alguns, não equivale a uma lei determinística, conforme o conceito de lei científica, lei natural comummente aceite no mundo ocidental (que originalmente foi o berço do pensamento cientifico actual).

Apesar de tudo isto, convém dizer que, no oriente, segundo pude perceber, quanto a este mesmo conceito de karma, existem vários e divergentes pontos de vista.

Resumindo, Karma é muitas vezes visto como uma “lei” não linear, que não é estritamente determinística, pois é algo mais fluido. A acção (a palavra karma significa acção) lança uma semente, a própria semente já contém a árvore e o fruto, mas a forma como a planta cresce depende de vários factores, o que significa que um determinado acontecimento inicial pode não produzir sempre o mesmo resultado. Convém também dizer que, dentro deste conceito, Karma está relacionado tanto com as chamadas boas acções como as más acções, ou seja, desde que haja uma intenção (seja ela considerada boa ou má), ou um desejo de obter um resultado, ficaremos igualmente acorrentados à tal roda (Samsara), um ciclo de morte e renascimento. Muitos acreditam que esta é a visão mais correcta e a interpretação mais próxima à ideia original.

Independentemente das possíveis consequências (kármicas ou não) dos nossos comportamentos, para mim, o mais importante é estimular e despertar uma certa sensibilidade nas pessoas, para que elas sejam capazes de sentir empatia em relação aos outros, para que haja algum respeito e uma certa conexão com as necessidades e problemas dos outros. Que o comportamento não seja apenas baseado no medo de uma possível “punição” futura, mas antes e principalmente que seja baseado num sentimento genuíno e numa incapacidade ou dificuldade em fazer mal aos outros, intencionalmente. Do género " não faço porque a minha consciência não permite”, “ não faço porque não me sinto bem com isso”.


Sugestão: Abrir a caixa de comentários do anterior artigo publicado e ler o conteúdo. O diálogo aí estabelecido levou à colocação de importantes questões que complementam esta publicação sobre o conceito de Karma.


Alan Watts, por exemplo, propõe-nos a seguinte visão do conceito:




domingo, 16 de agosto de 2015

Esoterismo, espiritualismo, ocultismo, metafisicas e questões fundamentais: aparições, visitantes e intrusos!

Dentro do amplo espectro das estranhas visões e experiências, podemos ter várias situações: algumas ocorrem quando sonhamos (ou quando acreditamos que estamos a sonhar); outras ocorrem naquela fase intermédia entre o sono e a vigília (são bastante comuns); em certos casos ocorrem também durante extremos estados de consciência involuntários ou então quando alguém provoca intencionalmente um estado alterado de consciência (que pode ser obtido de várias maneiras); e, por último, em grande parte das situações, essas experiências e visões acontecem no estado de vigília completamente normal.

Quanto aos sonhos, nós sonhamos com muita coisa ao longo da vida, esses sonhos podem até precisar de uma interpretação devido ao seu simbolismo, existem muitas teorias sobre isso, algumas ligam os sonhos a manifestações do inconsciente, enquanto outras dão-lhe um carácter mais transcendente, digamos assim, às vezes mediúnico e até premonitório. Penso que não é um tema fácil porque aqui misturam-se muitos aspectos ao mesmo tempo. É evidente que os conteúdos dos nossos sonhos podem estar claramente relacionados com aspectos da nossa vida, desejos, fantasias, memórias (sejam elas traumáticas ou não), e isso é perfeitamente fácil de identificar. Mas mesmo reconhecendo que existem vários aspectos que se misturam quando sonhamos, será que os nossos sonhos ocorrem num determinado lugar (fora do nosso quarto)? E, partindo do princípio de que existem outras consciências, será que elas podem interferir no meu sonho? Ou será que tudo é criado e ocorre exclusivamente dentro de nós (mesmo quando experienciamos o nosso estado normal de vigília)? Será que estamos a viver um sonho dentro de outro sonho? A única coisa que podemos afirmar, e isto não é nenhuma novidade, é que realmente o ponto de partida é a consciência, partimos do facto de sermos conscientes, a seguir verificamos que podemos passar por diferentes estados de consciência e, sejam experiências dentro do corpo ou fora do corpo, tudo são aspectos que ocorrem dentro da consciência.

Se eu quiser abrir todas as possibilidades, principalmente em certos casos, não posso descartar a possibilidade de se tratar de alucinações relacionadas com a paralisia do sono, mas confesso que tenho algumas dúvidas, e cada vez mais fico com a sensação de que estas experiências são demasiado estranhas, a nossa consciência por vezes parece conectar-se com outras realidades que escapam à nossa percepção comum, um pouco como as ondas de rádio, podemos sintonizar diferentes frequências e quando escolhemos uma determinada frequência em particular, as outras não deixam de existir…

Por exemplo, dentro do tema da criptozoologia, neste momento surge na minha mente a história do Bigfoot… Devo confessar que não é um tema que me desperta especial atenção, mas não deixa de ser estranho que haja imensos relatos e pessoas que estão extremamente convictas de que viram um estranho animal ou ser, embora eu não descarte algumas fraudes também! Mas o que é que o Bigfoot (e outras criaturas) tem a ver com isto? Aparentemente nada! No entanto, todos nós já ouvimos testemunhos sobre o Bigfoot, e, não raras vezes, as pessoas referem que de repente esse ser desaparece no meio da floresta e apenas conseguem vê-lo durante breves instantes. É claro que os cépticos dizem que as pessoas assustam-se, enganam-se e confundem ursos e outros animais com o Bigfoot, também referem que o Bigfoot é uma lenda, não existe porque nunca foi encontrada nenhuma prova. Mas é possível que os cépticos estejam parcialmente correctos, ou seja, há uma hipótese que diz que essas criaturas não existem na nossa realidade, mas devido a certas anomalias existentes em determinados locais, essas espécies desconhecidas materializam-se na nossa realidade, para depois voltarem a desaparecer. Talvez sejam criaturas que existem paralelamente mas numa outra dimensão, fazem parte do passado da Terra, mas estão actualmente extintas, no nosso tempo presente. 

Voltando ao tema inicial, e tal como já tinha referido, a verdade é que nem todas as experiências incluem paralisia, algumas acontecem no estado normal de vigília, os testemunhos possuem alguma coerência, às vezes são corroborados e partilhados por mais pessoas, e nem sempre são experiências assustadoras ou desconfortáveis.

Sabemos que antigamente o diabo surgia como explicação para tudo aquilo que era desconfortável para as autoridades religiosas dessas épocas. Hoje já não é o diabo que surge como explicação, mas sim a alucinação! Tudo o que é desconfortável passa a ser visto como uma alucinação. A conclusão é que o Iluminismo (e outros ismos que vieram a seguir) não trouxe só coisas boas… (às vezes passamos do 8 ao 80, na sociedade há muita coisa que passou rapidamente a extremos, não foi só em relação a estes temas…)

Se é verdade que, em certos casos, explicar as coisas como sendo alucinações pode até servir para aliviar a tensão e preocupação produzidas por determinado tipo de experiência, e devemos ter em conta este aspecto! Contudo, também não deixa de ser verdade que noutros casos essa mesma explicação pode ser contraproducente até…




O vídeo/documentário pode impressionar algumas pessoas, por isso fica a advertência. Não sinto especial prazer em explorar assuntos que podem produzir medo, terror ou assustar as pessoas, mas pareceu-me importante partilhar este tema. Sugestão para pesquisa: ver sobre “shadow people” e “Hat Man”.   





quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Caminhamos para a Sexta Extinção?

Devo dizer que conheço alguma coisa do tema da profecia Maia (embora tenha sido um assunto polémico, e sobre o qual já não falo há muito tempo, devo confessar), sei que houve várias interpretações, análises, criaram-se novas teorias dentro do fenómeno new age, algumas distorções também, etc. Eu sempre achei que devíamos focar alguma atenção neste tema (e também noutros similares), mas o certo é que houve e há muitas lacunas e questões de difícil resposta. Mas, de uma forma geral, as profecias são um fenómeno que me desperta a atenção e interesse.

Mas, independentemente dessas profecias, ou interpretações, e para além dessas mitologias antigas (que têm sempre a sua importância e não deixam de ter alguns aspectos semelhantes quando comparamos as várias culturas), podemos também encontrar estudos científicos que nos alertam para cenários não muito agradáveis e mudanças radicais…

Já aqui neste blogue, numa anterior publicação, foi apresentado um estudo financiado pela NASA que nos alertava e perspectivava mudanças profundas na nossa civilização. Agora deparamo-nos com um novo estudo (e deve haver muitos mais por aí) que aponta para uma sexta grande extinção em massa, cenário não muito agradável!

Ainda é possível remediar muita coisa, as soluções existem, hoje existe mais consciência ecológica do que antes, mas a complexidade da situação exige globalmente medidas mais fortes e eficazes.

Eu posso até estar enganado, mas, na minha opinião, o grande problema é que essas correcções só podem ser implementadas na plenitude se ocorrerem mudanças na estrutura base da civilização e isso, como é evidente, irá mexer com muita coisa, é o próprio paradigma de civilização que tem de mudar, é o conjunto, a totalidade. Portanto, neste sentido, não vejo a coisa muito fácil, a curto prazo, pelo menos.

No entanto, concordo que é importante alertar e denunciar certas coisas, e também não esquecer que por vezes são as pequenas acções, todas somadas, que fazem a diferença. Não desvalorizar a força da Internet através dos seus vários aspectos, não subestimar a força do colectivo, não subestimar o trabalho de certos projectos e iniciativas, não subestimar, por exemplo, o trabalho de certas organizações não-governamentais, redes de activistas, que através de campanhas, petições online, etc, têm conseguido exercer a sua pressão e obter resultados importantes globalmente e em todos os domínios.


Debate:


(ver quando marca 01:49:06, e depois, em relação a outro tema, a sugestão é ver também o que se segue imediatamente a seguir porque penso que também vale a pena... Nota: neste link, a contagem aparece do lado direito e é decrescente, por isso o debate aparece logo no inicio deste programa. Já foram publicados outros programas neste blogue, por isso, para não haver confusão, deve ter em conta que eu costumo me guiar sempre pela contagem decrescente que fica do lado direito)


quarta-feira, 22 de julho de 2015

Temas e Questões Ovnilógicas: OVNIS, ETs, cultos e esoterismo!

“Devemos tratar estes temas com prudência e uma rigorosa avaliação científica, usando o método científico, no sentido de obter provas. Não temos de misturar isto com assuntos ligados ao religioso, místico, esotérico ou outro tipo de crenças. Há muita gente que faz altas misturas, criam cultos e alguns, como sabemos, não correram muito bem!”

Evidentemente, não consigo discordar, é claro que devemos tratar este tema (e também outros temas) com bom senso, prudência, e avaliação científica, dentro das nossas possibilidades.

No entanto, devemos também não esquecer que a ciência não nos dá verdades perfeitas, portanto qualquer teoria está sempre sujeita a ser abandonada e substituída por outra. Será sempre difícil ter a certeza absoluta de alguma coisa, por isso costuma-se dizer que não existem provas na ciência, as provas ficam para a matemática, por exemplo. Se a palavra prova significa uma verdade completamente objectiva e absoluta, então não se aplica neste caso. Evidências sim aplicam-se. As teorias podem ser vistas como hipóteses que ainda não foram refutadas.

Também é importante referir que a comunidade científica, constituída por seres humanos, está sujeita às dinâmicas de grupo, pressões, convenções, e isso influencia muita coisa. Muitas vezes acontece que as anomalias são sistematicamente descartadas porque simplesmente não encaixam no paradigma dominante, até que um dia a mudança é inevitável...

Outro aspecto importante é saber que a negação de algo constitui também uma forma de crença! Não devemos confundir cepticismo com negação dogmática. Por isso, a crença não está somente do lado daqueles que acreditam no místico, esotérico, ETs, whatever, porque aqueles que referem que nada existe, nada mesmo, somente o seu mundinho existe, esses também possuem uma forte crença! (mais valia dizer: não sei! Mas estou aberto a essa possibilidade).

Concordo que misturar o fenómeno OVNI com outros assuntos designados religiosos ou não, pode tornar as coisas mais confusas, mas penso que é sempre importante manter a mente aberta, sem deixar de ser prudente na abordagem. Nem todas as crenças têm de ser necessariamente falsas, a não ser que consigamos provar que são realmente falsas. Por isso, nem tudo aquilo que é religioso, esotérico, tem de ser obrigatoriamente falso.

Para além disso, se adoptarmos uma postura 100% cientificista, talvez não seja bom, porque estaremos a eliminar muitas coisas importantes. Tal como já tinha referido, o fenómeno OVNI, assim como outras coisas, deve ser estudado numa perspectiva multidisciplinar, devido às suas características próprias, ou seja, não se trata de excluir as ciências naturais, mas sim integrá-las juntamente com outras áreas do conhecimento, para assim termos uma perspectiva mais completa do fenómeno. Devemos usar todas as ferramentas à nossa disposição, quer sejam provenientes das ciências naturais ou não. Tudo é importante, porque o que queremos é perceber melhor as coisas.

Em relação ao método científico, não existe um método científico, no sentido em que não há uma única forma de construir teorias, fazer ciência ou construir conhecimento. As coisas muitas vezes não começam com grandes observações… O método científico não é um conjunto de passos rígidos, não funciona como se fosse uma receita culinária! Muita coisa começa com ideias criativas, intuições que nos invadem a mente, etc. Em certo sentido, a ciência não é muito diferente de outras coisas, tem também o seu lado misterioso (embora alguns não concordem com esta designação).

Quanto ao resto, não podemos esquecer que a ciência não é um exercício totalmente neutro e livre, como algumas pessoas talvez possam pensar, porque existem mais factores aqui envolvidos, como já referi anteriormente, de forma leve.

Neste contexto, a Ovnilogia será sempre de certa forma incompreendida, porque, para muitas pessoas que assumem posturas estritamente cientificistas, o testemunho, o depoimento, tenha a credibilidade que tenha, nunca será valorizado, não conta para nada, é que é mesmo assim! Embora eu saiba que há muita gente ligada ao mundo científico (e académico) e que não têm tal postura, têm a mente aberta, mas alguns ainda optam, por medo de consequências, não dizer tudo o que pensam.


Quanto ao resto da sociedade, vemos ainda muita ignorância e preconceito, embora haja bastante mais informação hoje em dia. Acredito que não é impossível mudar esta situação, mas, tal como dizia Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito! (quanto à ignorância, as pessoas devem aceitar esta crítica, isto não deve constituir uma ofensa, porque ninguém pode saber tudo, eu próprio sou ignorante em relação a muita coisa. No que diz respeito ao preconceito, pode ser uma consequência imediata e natural motivada por essa mesma ignorância, embora haja mais razões. Por outro lado, existem determinadas situações que hoje são encaradas como sendo preconceitos infundados, mas na realidade, essas situações e opiniões não são tão absurdas como se possa pensar, simplesmente foram rotuladas e passaram a ser vistas como preconceitos devido a uma forte propaganda das ideias e cultura dominante). 

  

terça-feira, 21 de julho de 2015

Temas e Questões Ovnilógicas: Contacto, origem e significado

Há quem afirme que os OVNIS (e não esquecer que também existem OSNIS porque estes objectos também submergem), assim como os seus tripulantes, seriam uma espécie de plasmação da mente colectiva, uma espécie de projecção ou materialização na nossa realidade (assumindo que existe uma lá fora), uma manifestação de conteúdos pertencentes ao imaginário de uma determinada cultura ou culturas.

Não deixa de ser uma teoria interessante, mas que deixa bastantes dúvidas e possui algumas lacunas principalmente porque já existiam alguns relatos destas coisas no passado e nessas épocas as pessoas não estavam expostas à mesma cultura de hoje, nem partilhavam as mesmas ideias e noções… Por isso, suspeito fortemente que outros seres nos visitam!

Mas, no fundo, talvez aquilo que chamamos de real (aquilo que chamamos realidade ou mundo exterior) seja um fenómeno que apenas tenha lugar na nossa consciência, dentro de uma espécie de idealismo… Não sei! De qualquer forma, o mundo não deixa de ser algo que está sujeito a uma interpretação, ou construção, não apenas individual mas também colectiva (isto não significa necessariamente uma posição reducionista materialista do tipo cérebro produz consciência, mas sabemos que as interpretações do mundo variam e também diferentes estados de consciência produzem diferentes percepções do mundo, uma boa parte dessas percepções são mais partilhadas pelo colectivo do que outras).

Aceitando que esses seres possuem uma existência independente em relação a nós humanos, um outro aspecto, também já falado, prende-se com a possibilidade destas entidades possuírem uma relação com a nossa psique, ou seja, alguns defendem que o seu aparecimento tem ligação com os nossos estados mentais, emocionais, expectativas, e também aqui assume especial relevância os momentos históricos e mais importantes da humanidade.

Já outros consideram que tais entidades operam em várias dimensões e planos da existência, para além de comunicarem telepaticamente.

“Esses seres preferem não contactar connosco. Algumas pessoas dizem que a humanidade ainda não está preparada para o contacto, mas são tretas porque ninguém sabe a verdadeira razão.”

Não nos contactam de forma aberta, sim isso é verdade, mas há outras formas de contacto mais individualizadas, digamos assim. Não sei se ninguém faz a menor ideia dessa razão, com certeza alguém deve saber um pouco mais do que eu… Mas claro que isto não significa que todas as alegações sejam verdadeiras, e estou certo de que muitas não são!


Com certeza, também não será através do SETI, mas posso estar enganado.


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Temas e Questões Ovnilógicas: As evidências

Segue-se um conjunto de respostas a algumas das mais frequentes afirmações e opiniões acerca deste tema:

“Até hoje ninguém tirou nenhuma foto de homenzinhos verdes ou marcianos.”

E mesmo que alguém fotografasse, provavelmente ninguém acreditaria. Que se saiba, não existem homens verdes, com antenas na cabeça, em Marte, pelo menos as sondas ainda não viram nada, mas talvez até existam, nunca se sabe! Apenas uma confirmação de uma foto da NASA, ou de outra agência, serviria como prova para os mais exigentes, mas duvido que isso aconteça porque essa informação traria muitas implicações e consequências e, como tal, a NASA não iria revelar nada! Há quem discorde, mas eu tenho minhas dúvidas quanto a esta situação.

O problema é que, com tantas fraudes que circulam na net (intoxicações propositadas ou não), provavelmente quando aparecer uma foto interessante, já ninguém vai acreditar, nem sequer perder tempo a analisar tal foto... Mas, apesar disso, nós ainda temos algumas boas fotos de OVNIS, uma delas foi tirada no território português, tendo sido devidamente analisada...

Eu até diria mais: mais do que intoxicado, está tudo contaminado, está tudo minado, e isso dificulta muito as coisas. Nada melhor do que espalhar a confusão, para depois descredibilizar o resto que valha a pena, e se isto for uma táctica, se tiver um propósito, não deixa de ser uma boa táctica. Mas acredito que uma boa parte é simplesmente pelo prazer de enganar os outros, pura diversão.

“Existem muitos astrónomos, profissionais e amadores, gente que entende destas coisas, eles observam os céus e nunca encontram nada relevante”

Na verdade, existem astrónomos amadores que observam os céus e de vez em quando afirmam ver coisas estranhas e relevantes, mas claro está, tudo depende do nosso conceito de “ coisa relevante”...

Captar algo verdadeiramente extraordinário e conseguir ter tempo para fotografar e filmar a uma curta distância ou obter um grande plano de um objecto, talvez não seja a coisa mais fácil do mundo, mas já aconteceu, inclusivamente em Alfena, famoso caso de Alfena, aqui em Portugal, por exemplo.

Eu não entendo muito dessa tecnologia, mas também depois tudo poderá depender do tipo de material que usamos e das suas capacidades. Se calhar nem todos os telescópios são os mais indicados, principalmente se o objecto estiver na baixa atmosfera...

Por exemplo, em Hessdalen, Noruega, projecto realizado por uma universidade e que conseguiram filmar e estudar umas estranhas luzes. Mas existem mais exemplos interessantes.

E em relação a astrónomos profissionais, mesmo tendo em conta que nem todos os telescópios podem ser adequados, lembro-me perfeitamente de ouvir o astrónomo Allen Hynek dizer que tinha conhecimento, na altura, de seus colegas que afirmaram ter visto coisas estranhas. Estou certo de que hoje alguns astrónomos profissionais também já viram coisas estranhas, mas, como sabemos, falar pode ser sempre perigoso para a sua carreira... Exactamente como os pilotos, muitos só optam por falar quando a sua carreira termina...

“Não existem provas, sejamos francos! Apenas umas luzinhas aqui e ali, às vezes um objecto estranho mas que não conseguimos definir. Parece-me muito pouco! Para além disso, hoje toda a gente tem câmaras nos telemóveis, smartphones, etc… Além disso, a maior parte desses supostos avistamentos podem ser facilmente explicados através de ilusões de óptica, ignorância pura, ou então alucinações!” 

É claro que devemos aceitar outras visões e opiniões, até porque às vezes são levantadas questões importantes. Mas, na minha opinião, penso que nestas coisas, em primeiro lugar, é preciso ter tempo e principalmente querer “perder” esse tempo, para sabermos do que estamos a falar, pelo menos isso. O tema também não serve para mentes demasiado ortodoxas ou até obtusas, porque determinadas mentes estão demasiado formatadas e isso cria muitos anticorpos e rejeições de todo o tipo. Portanto, isto não é para todos!

Depois, em relação a estes temas, algumas pessoas referem que certos testemunhos e depoimentos são bons é para meter no lixo, pois não servem para nada, mas os tribunais e a polícia trabalham com testemunhos e depoimentos, não é? São epistemologias diferentes, mas curiosamente, recorrer a testemunhos e depoimentos é algo que parece ser aceite por todos, desde que ninguém fale em OVNIS, claro!

Se a nossa epistemologia limita-se a considerar como evidência apenas uma nave exposta num museu, ou ADN/corpo de um ET num laboratório, tudo exposto para todos verem, então nesse caso não existem evidências, estamos de acordo quanto a isso! Mas o conhecimento não se constrói nem se limita apenas a essa visão naturalista das coisas…

A Ovnilogia não é uma ciência, assim como são as ciências naturais. A Ovnilogia é uma área de pesquisa onde se juntam várias ferramentas, algumas podem vir da área das ciências naturais, mas não exclusivamente. Portanto, assemelha-se em grande parte a uma investigação criminal e policial, etc. Podemos somente compreender certos fenómenos, se fizermos uma abordagem multidisciplinar, e é exactamente isso que falta a outras áreas que despoticamente apenas querem ver as coisas numa única e exclusiva perspectiva. Por isso, como já tinha referido anteriormente, aqui a evidência toma um outro sentido que não se resume àquele estritamente científico, uma vez que não temos a tal nave exposta num museu nem ADN no laboratório, mas temos muitas outras coisas, e é possível e, ao mesmo tempo que filtramos, tem sido possível montar um certo puzzle...    

Em relação aos telemóveis, não me parece que sejam adequados para realizar determinadas filmagens ou fotos… E o facto de haver muita fraude e luzinhas insignificantes, não quer dizer que não haja coisas interessantes em termos de imagem e que mereçam mais e melhor pesquisa.

Para terminar, equiparar os avistamentos de OVNIS a alucinações (medicalização da sociedade) não me parece justo ou lógico, isso não faz qualquer sentido. Os depoimentos e testemunhos não aparecem isolados, eles muitas vezes aparecem dentro de um contexto onde fazem parte outros dados (alguns objectivos), e muitas vezes estamos a falar de casos de múltiplas testemunhas…

“Certas pessoas falam daquilo que não sabem, suas conclusões são fruto dos seus desejos e necessidades psicológicas, projectam suas crenças na realidade. Vejo muita especulação e muitos desses pseudoinvestigadores conhecem tanto os objectos de estudo como eu, nunca os viram!“

Este é um falso argumento. Não necessitamos de ver para podermos compilar e estudar as informações que nos chegam, quer seja através das testemunhas ou de outros dados, que devem ser devidamente filtrados. Existe muito que desconhecemos, é verdade, mas não podemos negar que estamos a ser visitados há bastante tempo! Não é preciso ser muito inteligente para perceber isso! A não ser que queiramos aceitar a tal teoria de que toda a gente alucina ou de que os OVNIS são uma espécie de materialização da mente colectiva, mas, excluindo essas hipóteses, não encontro outra explicação que não seja a dos visitantes.

Existem vários estudos realizados sobre o fenómeno OVNI, o "Relatório Cometa" é um exemplo digno de nota: