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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Estudos Proibidos

O vídeo fala sobre alguns estudos relacionados com uma área de pesquisa completamente herética, mas que conta com alguns valentes que não se importam de arriscar, aplicando o método científico e as ferramentas das ciências naturais, recorrendo a metanálises, dentro das possibilidades actuais e com resultados interessantes.

A ciência deve se libertar de preconceitos e acolher qualquer hipótese de trabalho. A ciência deve explorar aquilo que for possível, por muito que isso custe a alguns figurões (e outros menos figurões).

Tenho tido conhecimento que muitos desses figurões tentam por vezes aldrabar e fazer as suas próprias estatísticas, manipulando as coisas de forma a encaixarem no seu paradigma, inventando todo o tipo de argumentos (alguns falaciosos) e descobrindo falhas em todo o lado, mesmo quando esses estudos parecem ter sido conduzidos com rigor, levando a resultados estatisticamente relevantes.

E o mais curioso é que toda essa gente, esses figurões tendenciosos, sempre tão preocupados, tão exigentes no policiamento, nunca se preocupam com a verdadeira e perigosa charlatanice existente noutras áreas, veja-se, por exemplo, na área da medicina onde temos aldrabices monumentais e, com a conivência de muitos. Deveria ser motivo de preocupação o facto de muita gente estar a tomar substâncias (longe de serem inócuas) quando as mesmas não são melhores do que um placebo, ou seja, sem evidências significativas.

Se bem me lembro, recentemente alguém dizia que a comunidade científica necessitaria de uma espécie de tribunal, onde tudo pudesse ser debatido, vários pontos de vista apresentados, onde tudo pudesse ser apresentado e argumentado. Os dissidentes e o mainstream deviam ter a possibilidade de falar, em igualdade, sem que haja a possibilidade de alguém evadir-se de determinadas perguntas. E tudo dentro de um sistema bem organizado, não permitindo posturas parciais por parte da comunicação social no que diz respeito à cobertura e transmissão desses debates. Nem permitindo que haja pressões ou influências e interesses externos (ou internos, acrescento). Não sei se um tribunal é a melhor ideia, mas talvez uma espécie de fórum ou algo inovador que ainda não exista.





domingo, 12 de janeiro de 2014

"Juramento de Hipócritas"

O que é que sabemos realmente? Onde está a verdade? Onde está a mentira ou o engano?

Há situações duvidosas, há mentiras grossas, e existem ainda outros temas que merecem mais pesquisa, análise, debate, reflexão e procura de alternativas. De facto, a medicina não é o que as pessoas pensam! E quem quiser ir contra a corrente, certamente irá passar um mau bocado... Os hereges são severamente punidos! Mas, infelizmente, podemos observar situações semelhantes noutras áreas (atenção, olhos bem abertos! Somos comidos todos os dias! Ainda ontem soube que foram oferecidos cargos em instituições a dois políticos que estavam no governo e isto é prática comum e resulta do “bom comportamento” desses políticos…). Não sou um "conspiranóico", pois não acredito em tudo aquilo que esteja relacionado com conspirações, nem acho que toda e qualquer informação seja falseada ou erradamente tida como verdade, mas há muita coisa realmente duvidosa e outras são demasiado evidentes.   

Em geral, as pessoas não pensam ou não querem pensar, preferem confiar num sistema perigoso e enganador e deixam-se levar. Seguir o rebanho, seguir um determinado sistema cultural tem também os seus riscos… A cultura é sempre quem manda e às vezes é necessário colocar-se à margem dessa cultura e até comparar com outras (nada disto é fácil...).

Em relação à medicina e à saúde, deixo aqui um artigo interessante:


As vacinas são um mito? O tema das vacinas, por exemplo, tem gerado alguma controvérsia (mas não é o único…) e inclusivamente alguns profissionais de saúde começam a pôr muita coisa em causa. Em relação a isto, não vou entrincheirar-me defendendo um determinado lado, mas realmente penso que há coisas que merecem ser melhor analisadas e debatidas e devemos evitar posturas demasiado dogmáticas.

Artigo: 


Vídeo: 






segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Os Três Pilares

(sobre saúde e não só)

Na minha opinião, existem três pilares essenciais que ajudam a ter uma boa saúde. Na verdade, existem muitos mais aspectos essenciais e não podemos esquecer os aspectos mentais, emocionais e a importância de uma vida sem stress (talvez não seja possível eliminá-lo sempre, mas pelo menos convém diminui-lo). Mas se é verdade que as emoções e os pensamentos podem influenciar o corpo, também é verdade que, ao violar e negligenciar estes três pilares, dificilmente conseguiremos obter o estado mental e emocional desejado! E por isso decidi escolher estes três pilares, porque começar pelo corpo é sempre mais fácil do que começar por outro sítio qualquer.

Também é importante referir que, ao cumprir e respeitar estes três pilares (o que por vezes nem sempre acontece e pode ser simplesmente por desleixo ou por outras razões), não estaremos completamente imunes a tudo o que possa existir! É certo que eles são uma grande ajuda e estaremos a prevenir uma série de situações, mas infelizmente não conseguimos controlar todos os factores.

O estilo de vida e o meio são muito importantes. O meio é de extrema importância porque é ele que pode “ligar ou desligar certos botões” e incluo aqui também o meio social! E eu até diria mais: se quiséssemos construir uma nova civilização (a tal), iríamos ter muitas surpresas, não só porque teríamos comportamentos realmente ecológicos e viveríamos num meio muito mais limpo e verde, mas também porque socialmente faríamos um upgrade que estaria mais de acordo com as nossas possibilidades e conhecimentos actuais (uma nova humanidade) e isso só nos poderia trazer grandes vantagens.

Têm-se realizado algumas mudanças a nível ambiental e ecológico e principalmente fazem-se muitas promessas! Contudo, muito mais podia ser feito e lamentavelmente certos interesses continuam a falar mais alto… A verdade é que não estamos no bom caminho! Quanto ao resto (aspectos sociais, etc), nem vale a pena falar… A teimosia infelizmente irá trazer-nos ainda mais dissabores!

A saúde é influenciada por todos estes factores, e quem ainda tiver uma visão reducionista das coisas, esqueça! Está completamente enganado!

E porque valorizamos muito a nossa saúde e a da comunidade (mesmo sabendo que as nossas simpatias não se estendem a todos), é importante não esquecer que muitas vezes são os pequenos pormenores que fazem a diferença e muito se fala sobre promoção da saúde e prevenção da doença, mas por vezes é mais conversa do que prática (é apenas uma opinião pessoal). Depois sempre preferem investir quase tudo no grande aparato, na complexidade, nas grandes soluções (nem sempre tão boas), mas na simplicidade investe-se muito pouco! É um pouco como aquele problema dos fogos florestais, em que nunca é dada a devida importância às medidas de prevenção.

Reconheço que evoluímos muito tecnicamente, hoje em dia controlamos muitas doenças, vivemos mais tempo (em média), mas nem tudo são maravilhas, nem todos os argumentos orgulhosos fazem sentido e ficamos sempre com a sensação de que muito mais podia ser atingido… (ah, e sempre muita cautela, porque de vez em quando aparecem por aí uns abutres oportunistas oferecendo ajuda…)


Portanto, voltando um pouco atrás, e não sendo propriamente novidades, aqui estão os três pilares:

-Sono reparador: é de grande importância ter um sono de qualidade. Durante o sono, tudo abranda e, para além de outras razões que já estão mais do que estudadas, acredito que estamos ligados a algo e através dessa ligação recarregamo-nos energeticamente (é apenas uma desconfiança ou sensação muito pessoal). Por vezes as melhores ideias criativas aparecem precisamente quando acordamos depois de termos dormido uma noite inteira ou então surgem naquela fase entre o sono e a vigília (e sempre de forma espontânea). É certo que essas ideias criativas podem aparecer em muitas outras situações e contextos, e talvez haja um aspecto comum a todas essas situações, mas fica a sensação de que o sono tem algo de estranho…Terá a mente mais liberdade nesse momento? Poderá a mente viajar? Será que quando acordamos esquecemo-nos do essencial? E o que dizer sobre os sonhos?

- Alimentação saudável: para além de uma boa hidratação, é importante ter uma dieta equilibrada que nos forneça as quantidades necessárias de nutrientes (e neste aspecto, em relação às quantidades recomendadas de certos nutrientes, nem todas as opiniões são unânimes). É também importante referir que os suplementos existentes na forma de comprimidos, vitaminas, por exemplo, podem ser benéficos nalgumas situações, mas nada substitui os alimentos vivos e de qualidade! Porque os alimentos, esses sim, são completos, têm tudo! O alimento funciona como um todo e o comprimido não, pois falta-lhe sempre muita coisa. Por isso convém sempre comer alimentos, com a excepção da vitamina D que dificilmente será obtida nas quantidades adequadas através de alimentos, e aí só há duas opções: exposição solar ou suplementos. Se a exposição solar não for possível e no caso de não haver problemas em tomar a vitamina D (contra-indicações), sendo necessário, é sempre uma boa opção tomar um suplemento (inclusivamente, poderá ser feita uma análise de sangue para verificar quais são as suas necessidades de vitamina D). Há entidades que recomendam tomar 1000 UI diárias e há também quem recomende tomar menos. Uns estabelecem 1000 UI como limite, outros referem que 2000 UI deve ser o limite quando tomado sem orientação médica e há também aqueles que defendem que é seguro tomar mais do que 2000 UI. Mas, mais uma vez, tudo poderá depender das necessidades específicas de cada pessoa. Já quando a conversa é exposição solar, o organismo consegue produzir naturalmente muito mais do que 1000 UI, mas aí a história é diferente.

Consumir alimentos, de preferência orgânicos e de qualidade ou então, na impossibilidade de consumir apenas este tipo de alimentos, incorporar pelo menos alguns na dieta. E isto é um problema porque a maior parte das pessoas não tem possibilidade de consumir muitos destes alimentos. E neste aspecto penso que muito mais podia ser feito no sentido de tornar estes alimentos mais acessíveis. Temos conhecimentos e condições para isso, mas andamos movidos por “motores” desaconselháveis e, segundo alguns, isto é mais um problema de mentalidades e não tanto um problema técnico.

E para quem procura algum reforço, sempre pode tomar ou acrescentar à sua dieta alimentos especiais que são muito ricos e completos, tais como o pólen ou a geleia real, etc (atenção, quem for alérgico ao pólen ou a produtos de colmeia, terá de escolher outro tipo de alimentos que sirvam de reforço).

- Exercício físico: exercício adequado e adaptado às capacidades e possibilidades de cada um, e é importante uma boa gestão para não gastarmos muito mais energia do que aquela que possuímos. Deve se ter atenção aos exageros, cuidado com os exageros, e certas coisas devem ser muito graduais.

O movimento é também uma forma de arte. Tudo tem a sua técnica e arte, e a mente está muito envolvida em tudo isto. Podemos dizer que de certa forma o exercício pode ser encarado como uma espécie de alquimia interna (e há tradições que defendem precisamente isto). Durante o exercício, é gerado um calor interno que depois serve para fortalecer, por exemplo, o sistema imunitário e o organismo é também estimulado de várias outras maneiras. Os benefícios podem ser imensos (isso está mais do que provado através de vários estudos científicos). Logicamente, se alguém estiver, por exemplo, a arder em febre, não vai meter-se a fazer exercícios extenuantes. É necessário usar o bom senso, saber gerir e dosear as coisas e há situações e momentos que pedem descanso e outros que possibilitam a realização de exercícios.

É necessário pôr a energia a circular (metaforicamente falando ou não…), para não estagnar. Até porque o ser humano não foi feito para estar parado! Não somos vegetais!


Queria terminar dizendo algo que já tinha dito anteriormente num comentário aqui publicado:

Com a verdadeira mudança civilizacional (a tal), a medicina começa onde pode e deve começar: no bom senso de construir comunidades saudáveis a todos os níveis! Desde a agricultura, passando pela arquitectura, até a outros aspectos que hoje são negligenciados na prática. Tudo é encarado segundo uma determinada perspectiva: como sendo diferentes facetas de uma mesma coisa, tudo é abordado com um mesmo objectivo e esse objectivo é óbvio! E tudo (ou quase tudo) pode ser uma forma de arte. E a filosofia está presente em tudo. Mas temos sempre a tendência para isolar e separar demasiado as coisas e há até algumas pessoas que chegam ao ponto de dizer que a filosofia e a ciência são coisas distintas! Serão mesmo? Alguém me pode dizer o que é que não saiu do útero da filosofia? Outra questão é a seguinte: Será que a expressão máxima do ser humano é montar empresas e fazer negócios? Para que serve a economia (esta)? Quais são as bases que a sustentam? Está realmente a fazer-nos bem? O que é que realmente queremos? Qual é o nosso objectivo? É este o caminho que realmente queremos seguir? E se não está mais de acordo com as nossas necessidades, então qual é a alternativa? Este tipo de organização serve os nossos interesses? (dizem que isto é democracia).

Tal como dizia um grande compositor numa entrevista dada há pouco tempo (um daqueles que não entende nada de partituras, um autodidacta que se conecta directamente com a música, porque afirma que ela está em todo o lado. Alguém verdadeiramente inspirado), devemos investir na beleza, na harmonia, e muitas vezes o que vemos acaba por ser no fundo o resultado desse desinvestimento. Pois, realmente, o ideal seria apostar no melhor, mas a verdade é que continuamos a investir em criancices! O mundo está globalizado, temos de reconhecer que há países melhores do que outros em determinados aspectos, mas, na minha opinião, o modelo básico é igual! Por isso, penso que não importa aqui pensar apenas localmente, é necessário ter uma visão global, porque tudo influencia tudo e a nossa pátria deve ser o mundo!

E ainda sobre aquele compositor, dizia ele que, durante o seu processo criativo, nunca sabe o que vai fazer a seguir, ou seja, deixa-se levar por algo que, segundo a sua opinião, é maior do que ele próprio, transformando-se assim num canal através do qual a música se manifesta. Para alguns, a sua música é a música das esferas, digamos assim, é algo de muito superior, inspirador e positivo (bem, são opiniões, mas eu até concordo!). E tudo isto quer dizer que ele nunca deixa o seu pensamento atrapalhar demasiado esse processo criativo porque, na sua opinião, o pensamento limita muitas possibilidades. E também, acrescento eu agora, existe outra situação: quando queremos ser demasiado o protagonista, esse protagonismo atrapalha o processo. É que não somos assim tão importantes! A obra ou a criação poderá ser muito mais importante!

Outra situação é ainda a cultura e a cultura não é necessariamente o que as pessoas pensam e não exige obrigatoriamente cursos superiores e, de facto, títulos académicos podem não significar muito… Para mim, cultura é quando alguém está ou esteve exposto a um grande número de ideias ou informações (seja na forma de arte ou não), mesmo que essas ideias ou informações às vezes sejam muito diferentes entre si. Isso é uma vantagem em vários sentidos. Ninguém pode saber tudo, mas se tivermos uma ideia geral sobre várias coisas, isso já é um bom princípio. E muitos que se julgam grandes intelectuais demonstram por vezes pouca abertura de mente e continuam limitados por uma determinada linha de pensamento e não há nenhuma lei natural que os impeça de aceitar outras alternativas, essas alternativas não violam nada, antes pelo contrário! Por outro lado, as restantes pessoas deviam aproveitar a internet para, com algum critério pelo menos, explorar as várias ideias, porque isso pode mudar perspectivas.

Mas voltando mais ao tema central desta publicação, no que diz respeito à saúde, novas atitudes, novas filosofias, novas formas e abordagens aparecerão e outras serão melhor entendidas, exploradas, aproveitadas e combinadas de forma mais eficaz. Subtileza! subtileza!

O caminho faz-se pensando num sistema integral que tenta não deixar nada de fora, sem deixar de ser prático.  

O foco principal vira-se não só para os problemas do individuo, mas também para o meio e desta vez de forma mais eficaz e genuína.

O conceito de saúde tem de ser realmente entendido como algo abrangente (do papel para a prática). Tudo será realmente importante.

Um novo entendimento do corpo e da consciência poderá nascer, também o retomar de velhas ideias, mas exploradas e desenvolvidas de uma forma nunca antes vista. Novas possibilidades se abrem e a convergência com outras áreas do conhecimento.


É necessário também saber que a tecnologia, também os procedimentos “estandardizados”, a pesquisa, a grande pesquisa e a estatística (que muitas vezes também dependem de interpretações) -tudo isso é importante, mas nem tudo é número, nem tudo é gaveta e cada pessoa é uma pessoa. Por outro lado (ou pelo mesmo lado), o corpo tem várias partes, isso é um facto. No entanto, o corpo não é uma máquina, o corpo é um organismo! E às vezes isso parece que é esquecido…



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Era uma vez o lobo mau, os papões e a "pedestalização"

Quando a saúde por vezes passa a ser apenas um negócio!

As ligações de alguns profissionais de saúde com os laboratórios farmacêuticos já é um tema sobejamente conhecido e tivemos alguns casos que vieram confirmar essa situação e daí muitos desses profissionais protestarem contra certas mudanças que foram feitas a nível das regras de prescrição de medicamentos (usando muitas vezes argumentos desesperados que não fazem qualquer sentido. Argumentos destinados a iludir as pessoas em relação às verdadeiras razões que motivaram essa postura de protesto…).

Quanto aos grandes laboratórios farmacêuticos, já todos sabemos que só vêem o lucro à frente e, para além de várias reportagens e documentários que mostraram as habilidades e corrupção destas empresas, tivemos também inclusivamente há pouco tempo as declarações de um Nobel da medicina que vieram confirmar as verdadeiras intenções e motivações destes laboratórios (no fundo, foi chover no molhado).

E agora nesta reportagem emitida há poucos dias aparece uma situação lamentável que envolve fraudes (não é a única…) e que demonstra a mentalidade mercenária que tem estado presente na área da saúde. E, com a excepção de alguns pormenores relativos à fraude (não estamos a falar da velha cunha que todos criticam mas que todos já meteram, mas sim de roubar dinheiro a quem já pouco tem), convém dizer que o assunto da reportagem também não constitui nenhuma grande novidade ou surpresa, porque estas coisas sempre aconteceram…


Na minha opinião, sem querer fazer generalizações abusivas (pois não seriam justas), penso que existem muitos profissionais de saúde que não mereciam exercer a sua profissão e não me baseio apenas em aspectos relacionados com a ganância… (tenho a certeza de que o leitor, sendo perspicaz, entenderá facilmente o que eu quero dizer!). E assim como acontece noutras áreas da sociedade, infelizmente às vezes as pessoas perdem-se em armadilhas e situações tentadoras (e aqui falo de todo o espectro, falo de todas as profissões desta área, embora seja mais notório numas do que noutras). Talvez não tenham a culpa toda ou talvez tenham. A verdade é que o sistema montado facilita muitas destas coisas e quando a sociedade se lembra de “pedestalizar” uns em detrimento de outros, normalmente colhe os frutos (maus) mais tarde. Temos de proporcionar boas condições para que as pessoas possam fazer o seu trabalho com qualidade e muito mais poderia ser feito nesse sentido, mas nada de pedestais! 


domingo, 17 de novembro de 2013

Herege!

É um tema que já foi tocado anteriormente, mas achei interessante este documentário e por isso deixo-o aqui.

Duas coisas a reter: a primeira é que a Inquisição não morreu, pois consiste numa força que renasce assumindo diferentes formas e punindo os hereges de diferentes maneiras; a segunda é que, sejam verdades ou não, certos temas ou propostas são muito inconvenientes e logo à partida geram atitudes de rejeição e hostilidade por parte da comunidade científica em geral. (não me recordo de tê-los visto a criticar certas e determinadas coisas que por aí andaram a circular e que de base sólida pouco tinham… É uma coerência fantástica!)


Que cada um tire suas próprias conclusões!







quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Terapias Complementares

Este é um tema que ainda hoje não reúne sempre consenso, embora haja práticas mais aceites do que outras. Uns preferem chamar-lhes terapias alternativas, outros preferem chamar-lhes terapias complementares.

Muitos ataques que são feitos a algumas destas terapias surgem disfarçados de seriedade científica, mas no fundo estão carregados de interesse próprio e são corporativistas, etc. Neste capítulo, penso que podemos ou não discordar de certas coisas, podemos apresentar argumentos contra ou a favor, mas, se são práticas inócuas ou relativamente seguras, então cabe a cada pessoa decidir se quer ou não usá-las e não precisamos de gente que está constantemente preocupada em eliminar inquisitorialmente algumas destas práticas. É simples: Parem com isso! Já somos crescidinhos!  

Põe-se também o problema da certificação e, segundo sei, parece que estão a tratar de regulamentar algumas dessas terapias em Portugal. É um processo que já se arrasta há algum tempo e tem encontrado muitos problemas e provavelmente vai continuar a encontrar.

Podemos falar de dois exemplos, a acupunctura e a homeopatia.

No caso da acupunctura, aceitemos ou não as suas teorias e modelos, podemos verificar que existem alguns estudos que mostram a sua eficácia, principalmente para tratar certo tipo de dores. Há também quem critique as limitações e a forma como esses estudos foram conduzidos, mas a verdade é que se trata de uma medicina milenar que, mesmo hoje em dia, tem ajudado imensas pessoas!

A homeopatia é outro exemplo e é também uma medicina antiga que, tal como a medicina chinesa ou a acupunctura, vê o ser humano como um todo, tem uma perspectiva holística, perspectiva essa que muitas pessoas dizem que falta à medicina convencional!

E, sobre a homeopatia e em termos da sua eficácia, podemos encontrar, como era de esperar, duas posturas muito distintas: a dos defensores e a dos detractores.

Os detractores referem que é apenas um placebo. Dizem que, tendo em conta os estudos existentes, não existem evidências científicas e que aqueles estudos que demonstram alguma eficácia da homeopatia não são para valorizar.


Já os defensores afirmam que a homeopatia funciona e inclusivamente em crianças muito pequenas e animais e, no caso dos animais, alguns veterinários afirmam que têm tido bons resultados (se isto é verdade, então placebos não podem funcionar em animais, suponho!). O problema, segundo dizem alguns homeopatas, é que muitas vezes é difícil de encontrar provas científicas devido às limitações desses estudos e à forma como são conduzidos, porque cada pessoa requer um medicamento homeopático especifico, o que quer dizer que pessoas com o mesmo diagnóstico podem receber diferentes medicamentos homeopáticos e isso dependerá das manifestações que cada um apresenta em termos de sinais e sintomas, assim como de outros aspectos como a personalidade de cada um, etc.



sábado, 24 de agosto de 2013

A Música e a sua importância

Desde a luz que recebemos até aos ruídos que nos rodeiam. A dieta, o estilo de vida, o meio em que nascemos e vivemos, as emoções dos outros e as nossas, etc. Existem milhentas coisas que nos podem afectar e afectam mesmo e muitas vezes nem estamos conscientes delas.

Tudo é importante e às vezes os pequenos pormenores podem se tornar grandes pormenores. Muitas coisas são negligenciadas, porque não temos tempo para elas ou por outra razão qualquer. Ou então não se dá o devido valor, porque certas entidades oficiais pura e simplesmente desvalorizam-nas ou não falam delas, quer seja por falta de evidências ou não (e, embora haja situações claramente injustas, a verdade é que também é necessário algum cuidado, porque a superstição pode se meter nesta história- isso é um facto!).

A música também pode exercer uma enorme influência nas pessoas e, segundo alguns, isso não é suficientemente valorizado! Para além da nossa própria experiência pessoal, também existem estudos científicos que provam que certo tipo de música pode influenciar-nos em muitos sentidos. Para além disso, assim como as emoções, também a música parece deixar uma impressão na água (isto é polémico, mas pelos vistos existe alguma confirmação desta realidade, aliás como já foi mostrado num documentário publicado anteriormente). A Cimática também é outro tema recorrente quando falamos de ondas sonoras e dos seus efeitos na matéria, etc.

Portanto, a música tem a sua importância e há quem defenda que a frequência 432 Hz (afinação musical), a frequência esquecida, é a ideal. Esta frequência sincroniza com os ritmos naturais e biológicos e tem um efeito muito mais positivo do que a actual de 440 Hz que foi adoptada no Século XX.


Bem, não há nada como fazer a experiência e ouvir uma música em 432Hz e depois ver qual é a diferença! Poderão fazê-lo aqui na Internet, pois há musicas que foram convertidas para 432Hz.



sexta-feira, 19 de julho de 2013

Quando as teorias da conspiração passaram a ser realidade!

Volto a tocar neste assunto que julgo ser de extrema importância para todos nós. Já tinha falado desta situação noutras publicações e comentários, mas recentemente apareceu mais um exemplo que demonstra bem o estado das coisas.

A nossa saúde é demasiado importante para depender dos interesses de alguns. É necessário abrir bem os olhos e mudar muita coisa! Não podemos estar totalmente dependentes dos interesses dos grandes laboratórios que só vêem o lucro à frente. Também não podemos estar dependentes de certos corporativismos e egos… E mais não digo!

Deixa-se de investigar muita coisa porque não convém! E já nem falo da corrupção que existiu durante muitos anos e ainda continua a existir, com vários casos que provam esta realidade.
 
 
Reportagem:
 
 
 
 
 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O Ciclo Idiota

Documentário que fala sobre a poluição ambiental, contaminação dos alimentos e OGM ( organismos geneticamente modificados).











sábado, 17 de novembro de 2012

Water

A água, elemento essencial para a vida, poderá ter propriedades desconhecidas?

Este documentário mostra-nos experiências que parecem indicar que a água possui memória e, segundo alguns, ela é capaz de receber, armazenar e transmitir informação, ou seja, para além de ser influenciada por outros factores, a estrutura da água também é influenciada pelos nossos pensamentos, intenções, emoções e palavras. Por isso, há quem defenda que a qualidade e o tipo de estrutura apresentado pela água pode ter uma grande influência na nossa saúde, comportamento, etc. 


   




quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Terapia Gerson

Na publicação " Um Outro Olhar sobre a Saúde" falei sobre Max Gerson e aqui estão os vídeos.












domingo, 7 de outubro de 2012

O Marketing da Loucura


O documentário em baixo tem gerado alguma discussão, muitos dizem que se trata de uma “caça às bruxas” e uma tentativa de destruir os psiquiatras e também criticam quem está por detrás da elaboração do documentário. O documentário, de facto, coloca em causa a psiquiatria, toma em conta a opinião de várias pessoas, entre elas estão profissionais de saúde que criticam a psiquiatria.

Pessoalmente, não pretendo fazer “caça às bruxas” a quem quer que seja, mas concordo com muita coisa que é defendida pela chamada antipsiquiatria e considero válidas e correctas muitas críticas que são feitas no documentário em baixo. Por isso, o objectivo não é destruir os psiquiatras, mas sim questionar e pôr em causa algumas abordagens, práticas e paradigmas da psiquiatria. Também não nego que os problemas existem e o sofrimento psicológico existe (como é lógico) e, quanto ao uso de psicofármacos, já disse o que pensava sobre isso na publicação com o título “Drogas”, e portanto não vale a pena repetir.

Não faço “caça às bruxas” a ninguém, mas, sem querer generalizar, sabemos que muitos psiquiatras fazem “caça às bruxas” e, ultimamente, uma das armas usadas são abaixo-assinados e outras habilidades como processos em tribunal. Aliás, se este blogue não fosse quase “clandestino” e anónimo, se calhar também deveria preocupar-me, porque podiam fazer também um abaixo-assinado para me obrigar a calar… Afinal de contas, não brinquem com a autoridade! Mas será que essa autoridade que lhes foi concedida é legítima? Será que algumas das suas práticas são aceitáveis e seguras? Será que tudo o que eles dizem é verdade?

Em primeiro lugar, quando falamos nesta especialidade de medicina, é importante ter em atenção que não se trata propriamente de medicina no sentido mais convencional do termo, pois não existe um diagnóstico baseado em critérios objectivos (como análises laboratoriais, por exemplo) e algumas avaliações podem ser largamente subjectivas e abertas a interpretações. E, quando hoje em dia se criticam muitas abordagens que são consideradas pouco cientificas e que são rotuladas de pseudociências, é bom também referir que, de facto, há muita coisa na psiquiatria que também possui todas as condições para encaixar nessa categoria. Ou então que valorizem a subjectividade, mas valorizem todas as subjectividades, porque não podemos ter dois critérios e criticar umas coisas e depois fechar os olhos a outras, só porque vêm daquilo que consideramos fontes oficiais. Por isso, não estou a dizer que tudo o que eles fazem é uma porcaria e para algumas pessoas não é (e há imensas outras que se sentiram prejudicadas), mas há que duvidar de muita coisa e criou-se um mito que é acreditar que a psiquiatria trabalha com ciência exacta e isso não corresponde inteiramente à verdade!

Depois, e no seguimento do que disse em cima: há que reflectir e tentar perceber o que é uma doença e se certas coisas são realmente doenças mentais ou se classificar as coisas como doenças não será inapropriado; lembrar que passaram a vida a lançar propaganda e a fazer-nos acreditar que aquilo a que chamamos de depressão é provocado pela falta de serotonina no cérebro e dizem isso com a maior desfaçatez do mundo. No entanto, não há nenhum exame de diagnóstico que possa comprovar essa afirmação e, seja qual for o efeito que os antidepressivos possam ter (muitos são até perigosos para a saúde e de eficácia duvidosa, não são rebuçados), não sabemos se realmente estão a acertar quimicamente alguma coisa e provavelmente podem até desacertar; Há também quem refira, e com razão, que boa parte das classificações psiquiátricas são uma trapalhada, uma confusão que se adensa com o tempo e que rotular as pessoas e reduzi-las a uma classificação psiquiátrica é uma forma de estigmatização; etc, etc.

Outra crítica que aparece, não só em relação à psiquiatria, mas também em relação à psicoterapia (uma certa vertente da psicoterapia) é que muitas vezes não tem como objectivo libertar a pessoa, mas teria a função de uniformizar comportamentos e ajustar as pessoas a uma normalidade que muitas vezes nada tem de normal no sentido de ser algo natural e que faça sentido para a própria pessoa. Claro que há muitos tipos de psicoterapias (umas mais em moda, outras menos) e, dependendo das opiniões, umas serão melhores, outras piores. Para uns, é algo totalmente inútil e desnecessário e, para outros, é algo que pode fazer a diferença. Cabe a cada um tirar suas conclusões.

Voltando ao assunto inicial, torna-se necessário verificar alternativas para solucionar problemas e buscar interpretações diferentes para algumas coisas e saber que muitas vezes a solução de uma pessoa não tem de ser necessariamente a solução para todas as pessoas. E, antes de partirmos para soluções mais pesadas e arriscadas, há muita coisa que pode ser experimentada primeiro.

Hoje em dia, devido à crise, parece que estão a querer voltar à carga, assustando as pessoas e oferecendo-se como salvadores, e as pessoas têm de estar alerta para isso e ponderar bem.









quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A Grande Máquina e os seus lucros

Já falei neste assunto noutra publicação, mas aqui neste documentário é mostrada a grande máquina e os seus lucros. A grande máquina tem sido altamente proveitosa para muita gente, com muita falta de ética à mistura e, se é verdade que trouxe-nos alguns benefícios, também é verdade que nos tem trazido algumas desvantagens e, acima de tudo, a desconfiança nestas estruturas é cada vez mais acentuada, pois nunca sabemos quando realmente nos dizem a verdade ou até que ponto essa verdade é inteiramente verdadeira, até porque a mentira tem sido usada várias vezes.

Neste cantinho, a máquina também tem sido proveitosa. Certos corporativismos têm reinado e beneficiado imensamente, desequilibrando muita coisa durante o processo. Mas agora apareceu uma lei que estragou a festa (mais vale tarde do que nunca), não sei se irá acabar definitivamente com certas habilidades, mas com certeza que essas habilidades irão diminuir consideravelmente.



  




domingo, 29 de julho de 2012

Vitamina D


Hoje em dia, em geral, verificamos que o estilo de vida tornou-se desligado da natureza e dos seus ciclos. Embora saibamos que não podemos controlar absolutamente tudo e que a doença pode sempre aparecer, um estilo de vida equilibrado e saudável é determinante na promoção da saúde e prevenção da doença. Entre outros factores, o stress (imposto ou não pela sociedade), a falta de exercício físico regular e equilibrado, uma má dieta, respirar ar de pouca qualidade e uma reduzida exposição ao sol podem predispor-nos para situações menos boas. De facto, um bom estilo de vida pode ser uma das maneiras de reduzir as despesas da saúde.

Dentro desta perspectiva, gostaria de falar sobre a importância da vitamina D.

Benefícios

A Vitamina D poderá ser obtida através dos alimentos (em pouca quantidade), suplementos ou através da exposição ao sol.

A vitamina D age como um regulador do organismo e possui vários benefícios. Parece prevenir e ter um efeito positivo na diabetes, gripe, hipertensão, doenças ósseas, osteoporose, arteriosclerose, cancro, doenças do sistema imunitário, etc. Juntamente com a luz do sol, a vitamina D também tem um efeito sobre o humor das pessoas.

No inverno certas condições de saúde pioram e, por exemplo, estudos demonstram que certas doenças auto-imunes verificam-se mais em localidades distantes da linha do equador, o que mostra que isso se deve à diminuição da radiação solar e a uma menor produção de vitamina D. 

Controvérsia em relação à exposição solar

A exposição ao sol desencadeia a produção desta vitamina na pele, mas, devido aos efeitos nocivos que a radiação pode ter na nossa pele, fomos incentivados a utilizar protectores solares que bloqueiam os UVB, a radiação que estimula a produção da vitamina D pelo organismo.

Portanto, se não quisermos tomar nenhum suplemento alimentar, torna-se necessário estabelecer uma relação entre benefício e risco e pensar numa exposição solar segura e equilibrada. Mas, o que não devemos fazer é continuar a ter uma visão reducionista das coisas. O problema é que muitas pessoas desta área perdem a visão holística das coisas… Por isso, o sol também é necessário e, na minha opinião, toneladas de protector solar podem não ser muito boa ideia! Para além disso, os protectores solares não são totalmente eficazes…

Segundo as pesquisas, expondo uma boa parte do corpo ao sol, 15/20 minutos chegam para produzir uma quantidade adequada de vitamina D. E, se evitarmos as horas de maior radiação, não faz sentido colocar protector solar. Penso que a moderação é a chave para muita coisa e, neste caso, aplica-se bem. Podemos dizer que o corpo é sábio, ele sabe quando estamos a exagerar e avisa-nos, muitas vezes só é preciso estar atento.

Segundo parece, a maior parte das pessoas tem uma deficiência de vitamina D, mas a preocupação está sempre muito vocacionada para vacinas e afins, porque, verdade seja dita, são coisas muito mais lucrativas!

Depois há outra situação curiosa, as entidades oficiais recomendam apenas 200 a 600 UI de vitamina D. No entanto, em poucos minutos de exposição solar, conseguimos produzir entre 4000 a 10 000 UI de vitamina D, segundo algumas pesquisas recentes.

Nota: Caros leitores, não me responsabilizo pelo que possam vir a fazer. Cabe a cada um avaliar e verificar a veracidade destas informações e decidir conforme aquilo que achar melhor.









segunda-feira, 2 de julho de 2012

A Chamada Cura Espiritual, Os Curadores e as Técnicas de Imposição de Mãos

Hoje em dia, verificamos um boom no que diz respeito a algumas práticas holísticas de carácter terapêutico através da imposição de mãos com o intuito de restaurar o estado de equilíbrio natural, etc. Penso que existe um lado positivo quando vejo pessoas das mais diversas profissões, etc, a interessarem-se por este tipo de abordagens, principalmente porque, em teoria, elas encerram dentro de si próprias uma filosofia e uma visão do mundo e da realidade que é diferente do comum e isso pode ser benéfico para todos. É a tal mudança de paradigma de que tanta gente fala e que encontra muitas resistências. No entanto, e sem querer estar a dar lições, doutrinas ou grandes morais a quem quer que seja, só queria dizer algumas coisas em relação ao que vejo na prática, é apenas a minha opinião, é aquilo que sinto e respeito todas as opiniões contrárias.

Vamos tomar como exemplo o Reiki e eu começaria por dizer que não entendo muito bem a razão de quererem fazer uma petição em relação ao Reiki ou quererem regulamentar de certa forma isto. É lógico pensar que certas técnicas e procedimentos realizados noutras áreas requerem pessoas certificadas, porque podem trazer algum risco para a pessoa que está a receber os cuidados, sem dúvida. Mas em relação ao Reiki e outras coisas semelhantes, esse problema não se põe, uma vez que são técnicas inócuas em princípio. Hoje em dia há uma excessiva preocupação em regulamentar tudo e eu sei que muitas vezes é devido a motivações e razões que são contrárias à própria filosofia e lógica de coisas como o Reiki e é preciso reflectir sobre isso… No entanto, se houver algum argumento coerente que faça realmente sentido, talvez eu mude de ideias.

Na minha opinião, o Reiki até me parece bastante complicado, bastante ritualista, muitas iniciações, algumas regras rígidas, etc, etc, e, sinceramente, eu penso que também se torna necessário começar a desmistificar estas coisas, pois acredito que, na verdade, tudo é mais simples e espontâneo do que parece, tal como a natureza é, e se alguém por acaso sente que tem energia nas suas mãos e sente vontade de colocar as mãos em alguém, então basta colocá-las (com o consentimento da pessoa, claro). E, acreditando na existência dessa energia universal e nestas ideias, a verdade é que todos nós temos acesso a essa energia, mesmo não sabendo técnicas nenhumas e talvez quanto mais inocentes, simples e ignorantes somos em certo sentido, mais probabilidade temos de ser um bom canal dessa energia e de fazer um bom trabalho. Depende mais das condições existentes dentro de cada pessoa do que quaisquer técnicas. Por isso, estas coisas não são propriedade, nem monopólio de ninguém. Elas não requerem especializações, nem diplomas, apenas requerem uma pessoa genuína e a mestria (se existir) está neste aspecto. Não é para encher currículo, e muito menos para show-off.

Embora nunca tenha sido iniciado no Reiki, tenho uma visão geral do Reiki (e penso que não é uma visão leviana) e sempre me interessei por temas que são de certa forma semelhantes a este. Independentemente de se discutir, em termos de percentagem e estudos controlados, sobre a eficácia ou não destas abordagens, a verdade é que parece ajudar muitas pessoas que dizem sentir benefícios com este tipo de abordagens, embora não seja uma panaceia e não sirva para toda a gente da mesma maneira. Mas, apesar de tudo isso, o Reiki é apenas mais uma técnica, existem muitas mais e talvez nenhuma seja melhor ou pior do que outra, mas, quanto a mim, torna-se necessário transcender todas essas técnicas e ir ao essencial.


Com estas abordagens ninguém cura ninguém, na minha opinião. O ego não toma parte nisto, é inútil fazer diagnósticos e aplicar tratamentos neste âmbito (aqui não funciona essa lógica). Aqui o foco está mais na pessoa e menos na doença, não se pretende dissecar a doença. Nós aqui apenas facilitamos algo…algo que muitas vezes não sabemos explicar muito bem… e talvez não seja preciso saber… as atitudes de controlo não têm lugar aqui. Nós não fazemos nada. Os chamados Curadores não têm propriamente um modelo a seguir e não podem alimentar o ego dizendo: “eu fiz isto e aquilo, eu curei fulano tal”… Isso é limitador e é um obstáculo neste tipo de processos. Portanto, é deixar a mente de lado. Fazer não fazendo, estar presente sem interferir e aqui é que está a mestria. A maior parte das pessoas não está habituada a fazer isto e, como tal, com as devidas excepções, o ego está sempre muito presente… Ninguém pode dizer que não o tenha, todos temos, mas se não existe o hábito de reflectir sobre ele (o ego) e quando se incentivam determinadas coisas, o ego vai crescer e interferir neste tipo de trabalho, tão certo quanto o dia ser seguida pela noite.

Mudando um pouco de assunto, as áreas da saúde mais convencionais, como é evidente, obedecem a lógicas diferentes destas. É certo que existe lugar para os dois tipos de abordagens, o convencional e o complementar/alternativo, embora muitas vezes pareçam incompatíveis… mas talvez fosse boa ideia haver um equilíbrio, ou seja, há muita coisa que podia ser mudada na abordagem convencional, penso que certas mudanças seriam muito benéficas…

domingo, 1 de julho de 2012

Um Outro Olhar sobre a Saúde

Quando se fala em Saúde, normalmente o que nos vem imediatamente à memória são aquelas imagens e assuntos perfeitamente comuns e amplamente divulgados baseados na nossa experiência pessoal ou por influência da comunicação social. No entanto, podemos sempre pegar no tema e vê-lo de outra perspectiva, vê-lo de outros ângulos. 

Num mundo dominado por uma filosofia de negócio e de grandes lucros, onde existem grandes interesses instalados, é lógico pensar que tudo aquilo que se coloca no caminho da obtenção desse lucro poderá ser destruído e existe sempre lugar para a conspiração. A área da saúde, que é de vital importância para todos nós, não foge a estas lógicas e filosofias e é certo que também aqui há lugar para a conspiração, e, no caso do lucro, isso é um facto. Os grandes laboratórios não estão interessados na pesquisa de coisas que não podem ser patenteadas, coisas que não geram muito lucro, e não é loucura pensar que irão fazer tudo o que estiver ao seu alcance para manter o seu monopólio e, se puderem, tentarão (tentaram e tentam) arranjar formas de destruir, ridicularizar, suprimir ou descredibilizar tudo aquilo que não lhes convém. Para além disso, seus tentáculos e influências há muito tempo que se espalharam e agarraram várias outras instituições, meios académicos e profissões, nomeadamente a profissão médica e isso é por demais evidente, penso que ninguém pode negar tal influência. 

Por exemplo, a terapia desenvolvida por Max Gerson que se destina ao tratamento de doenças crónicas, degenerativas, etc, embora tenha o seu próprio método, não é nada de novo e baseia-se em princípios antigos. Apesar de ter sido pensada e implementada por um médico, esbarrou com os paradigmas e ideias da medicina convencional ortodoxa (e continua a esbarrar) e esbarrou com as grandes empresas farmacêuticas. O método de Gerson, tal como tantos outros métodos que são mais ou menos simples e/ou naturais, está destinado a encontrar e chocar com essas barreiras, com essas estruturas de poder e de influência e com certos dogmas. 

Podemos sempre questionar se este e outros métodos são realmente eficazes e se vale a pena perder tempo com isto, mas questionar e negar-se a pesquisar e olhar para os casos clínicos, para além de ser claramente uma atitude arrogante, anticientífica, dogmática e antiética, revela que existe uma tendência clara e interesses bem definidos. Com uma agravante que é o facto de sabermos hoje em dia que existem estudos que apontam para os benefícios e potencialidades de certas substâncias contidas em certos alimentos, mas depois, na prática, verificamos que nada se implementa e esses estudos não são continuados e/ou deixam de ser financiados, sendo o dinheiro encaminhado para outra linha de actuação. A atitude das autoridades e de certas classes profissionais, neste aspecto, revela-se perigosa (e tem sido perigosa) para todos nós e para a nossa saúde. Esta não é a sociedade que devíamos ter… 

Max Gerson, de acordo com o que é alegado, tratou muitas pessoas e com sucesso, publicou diversos casos clínicos, mas lamentavelmente foi perseguido e sofreu uma tentativa de assassinato por envenenamento, tendo escapado. Depois da sua morte, seus filhos continuaram o seu projecto, mas, por motivos legais, tiveram de sair dos Estados Unidos e montar uma clinica no México. Hoje em dia, existem alguns médicos que se renderam ao seu método, nomeadamente no Japão, onde existe também uma clinica que aplica o método. Na Europa existe uma ou duas clinicas também, se não me engano. Para além disso, qualquer pessoa pode aprender e aplicar o método em sua casa, lendo o seu livro ou através de cursos certificados, embora seja sempre conveniente ter um acompanhamento médico para verificar a evolução das coisas e, por isso, as clinicas fornecem esse tipo orientação. Mas, quem sabe, tudo poderia ser grátis se houvesse outro tipo de abertura por parte das autoridades, grupos profissionais e se a lógica de negócio não fosse tão prevalente. Cabe às pessoas exigirem mudanças… 

Um outro exemplo de alguém que entrou em rota de colisão com aquilo que está estabelecido foi Patch Adams, médico norte-americano, ele é realmente uma personagem interessante. Sempre falando com total sinceridade, ele de certa forma contagia-nos com suas ideias (algumas até parecem utópicas) e inspira-nos. 

Patch acredita que as grandes multinacionais farmacêuticas não têm nenhum sentimento e consideração pelo ser humano, somente visam o lucro e a ganância e não estão interessadas em buscar a cura para nenhuma doença. 

Na sua opinião, o capitalismo é perigoso e reduz o ser humano a um irrefreável consumidor, o jornalismo está corrompido e a televisão é responsável por manipular informações e transmitir programas que alimentam ferozmente a inacção e a passividade. 

Quanto à medicina, segundo ele, os médicos preocupam-se mais com a doença do que com a pessoa. Refere, com indignação, que nas faculdades de medicina não se ensina a ter saúde, apenas a cuidar de doenças. Defende que, para além da ciência, também se pode cuidar com amor. 

Embora eu concorde com o Patch, também é verdade que às vezes as generalizações são perigosas. Por isso, reconheço que nem tudo é mau nesta área e é inegável que houve muitos avanços na saúde, progressos que são cruciais para salvar vidas e aumentar a longevidade. No entanto, há muitos aspectos que podem e devem ser mudados e há uma coisa que parece-me bastante clara nisto tudo: não pode haver lugar para cinismos, oportunismos e outras tantas coisas do género. 

As profissões desta área (não só a medicina, mas todas as outras profissões da saúde) requerem gente diferente (todas as profissões deveriam requerer gente diferente, mas principalmente estas, devido ao contexto), gente sensível e não apenas bons técnicos. Não é tudo uma questão de números, médias e técnicas, pelo menos não deveria ser. Estas profissões deveriam ser ocupadas por pessoas com alma de artista, poeta, filósofo, pessoas espirituais, não num sentido religioso e de moralismos pouco essenciais, porque não é isso que se pretende, mas num sentido mais essencial do que é e significa ser espiritual. 

Sabemos que estas coisas são faladas (talvez não sejam faladas com as mesmas palavras que eu uso, mas com outro tipo de roupagem e de uma forma menos directa), inclusivamente em conferências, mas, depois, na prática, tudo é bastante diferente. Também sabemos que certas condições de trabalho, muitas vezes, provocam comportamentos menos bons, geram insatisfação, stress, mas isso não serve para explicar tudo e o problema não está só nas políticas e nos políticos… 

Todas estas coisas afectam não só a relação com as pessoas que precisam de ajuda, mas também afectam a relação entre colegas e outros profissionais da mesma área. Não é incomum verificar que na relação entre colegas (seja nesta ou noutra área) não se respeitam as diferenças, sejam elas a nível de personalidade ou a outro nível, a tendência para uniformizar comportamentos e outro tipo de situações e a violação da individualidade é frequente. E, sem o respeito pela individualidade (e todos nós damos as nossas facadas na individualidade do outros, uns mais outros menos, mas acontece) não pode haver comunidades, nem grupos fortes e, neste caso, não pode haver boas equipas de trabalho. Na minha opinião, todos estes factores criam uma série de problemas, mas, mais uma vez, isto é um problema da sociedade em geral. 

Sem esse tipo de sensibilidade para perceber todas estas situações, não se pode tratar ou cuidar bem das pessoas que necessitam de ajuda. 

Depois existem também as hierarquias que são estabelecidas de uma forma que se torna sufocante e só isso dava pano para mangas… 

É sempre difícil falar de uma área (embora não seja um caso isolado) que se protege bastante, é altamente defensiva, rígida por vezes, elitista em certo sentido e com vontade de penalizar quem se mete no seu caminho e quem coloca em causa seus métodos, abordagens e filosofias. Como exemplo disto mesmo, ainda há pouco tempo um juiz da nossa praça pública foi alvo de severos ataques e de um abaixo-assinado, só porque deu a sua opinião em relação a certas coisas que se faziam no IDT. Será que não existe liberdade para expressar opiniões? As atitudes despóticas de certas estruturas profissionais e científicas ou, em alguns casos, pseudocientíficas (conforme algumas interpretações) não deveriam acontecer. É certo que existe abertura de mente por parte de certos elementos, mas não da estrutura como um todo. Estas estruturas são complicadas e capazes de atacar até os seus próprios membros, uma situação que se verifica mundialmente. 

Lamentavelmente, muitas artificialidades e comportamentos “cópia” já se verificam também nas chamadas terapias complementares/alternativas…