Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal Misterioso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal Misterioso. Mostrar todas as mensagens

sábado, 8 de setembro de 2018

Ficheiros Secretos


Uma entrevista com um conhecido historiador e autor, membro do CTEC (centro transdisciplinar de estudos da consciência, sediado na Universidade Fernando Pessoa, e também dedicado ao estudo do fenómeno ovni), e que muito tem contribuído para a investigação, estudo, divulgação, respeito e valorização deste tema em Portugal. Nesta entrevista, o autor responde a várias perguntas e apresenta o seu novo livro: “Ficheiros Secretos à Portuguesa”.
Queria apenas deixar algumas notas e opiniões sobre o conteúdo do programa:
Este livro não tenta realizar qualquer tipo de interpretação sobre o que poderá estar por detrás do fenómeno. Por isso, não tenta especular sobre a sua natureza ou origem do mesmo, não tira qualquer tipo de conclusão ou conclusões, e também não expõe qualquer tipo de crença pessoal. A função deste livro não se destina a analisar esse tipo de questões, e isso é compreensível. No entanto, neste ponto e sobre o tema em geral, penso que é perfeitamente possível e aceitável desenvolver não uma crença pessoal (porque simplesmente sai fora deste contexto), mas sim uma convicção alicerçada e bem fundamentada. A crença pessoal, segundo o dicionário, é uma convicção profunda que não é baseada numa análise racional, etc. Mas o facto de determinada convicção surgir de uma forma que entendemos como não racional, não quer necessariamente dizer que essa crença está errada ou que deve ser negligenciável, por isso não tenho qualquer preconceito em relação a esse lado. Tal como o autor refere, podem existir várias interpretações e explicações sobre o fenómeno ovni, ou até, se quisermos, várias origens. Eu já escrevi sobre isso anteriormente, por isso não vou expor aqui novamente a minha convicção em relação a este assunto.
É sempre louvável e bem-vinda uma divulgação séria sobre o tema (isso tem vindo a dar os seus frutos) no sentido de dar alguma credibilidade, coisa que o entrevistado sempre tentou fazer. Mas, do meu ponto de vista, tendo em conta o forte preconceito, a ridicularização e o desdém que sempre existiu sobre este e outros temas semelhantes, talvez este estilo de programa não seja, a meu ver, o mais conveniente e apropriado para tratar destes assuntos. É muito grave? Não! Mas acho que devemos pensar em tudo, de forma a prevenir eventuais situações e consequências, no sentido de poupar o tema porque este já tem sido suficientemente atacado e maltratado. Por exemplo, apresentar o tema de forma jocosa e leviana não contribui muito para conservar aquele progresso que já foi obtido em relação à credibilidade e respeito. Eu próprio já usei um pouco de humor aqui no blogue, de forma moderada, mas usei-o de uma maneira que não tem o potencial de prejudicar minimamente estas temáticas, para além disso este contexto é completamente diferente e toda a gente sabe qual é, de facto, o objectivo deste blogue, isso desde muito cedo ficou sempre bem claro. Portanto, o sentido de humor tem o seu lugar, mas a participação em programas de humor, na minha opinião, deve ser sempre ponderada. Nada contra o programa em si (este que está no link abaixo), e a participação dos ouvintes é uma boa opção para qualquer tipo de programa, mas simplesmente se eu tivesse de escolher, escolheria outro género.
Dentro deste âmbito, devido à sua natureza, há muita coisa a gravitar à volta disto, muitas teorias e, na minha opinião, existem sobretudo algumas conspirações sem qualquer base e nesse aspecto estou de acordo com o entrevistado. Há muita gente a falar e a dizer muita coisa e obviamente nem tudo é verdade.
Também é importante dizer que a palavra ciência significa conhecimento, apenas isso! E depois, a partir daí, encontramos vários tipos de ciências, e qual delas é a melhor? Depende! Por exemplo, o cientismo adora passar a ideia de que tudo o que as ciências naturais nos dizem é claro, óbvio, absoluto, constituído por verdades perfeitas e tudo é transparente, só que, na realidade, existem também aqui muitas áreas cinzentas e coisas que não são assim tão claras… Eu anteriormente já tinha comentado sobre este assunto, mas seria interessante ouvir o que diz Stanton Friedman acerca deste tema (ver a partir do minuto 33, vídeo no final deste artigo).
Outro aspecto, é a ideia de que a investigação só pode e deveria ser realizada dentro de universidades e afins (ou deve ser constituída apenas por pessoas com um determinado currículo e títulos), porque somente desta forma ganha credibilidade (isto não é dito de forma explícita, mas eu interpreto desta maneira, é a ideia que, de certa forma, passa). Não concordo muito com este ponto, embora eu também reconheça que existe muita gente que se diz investigador ou tem pretensões a investigador e claramente não está preparada para tal. Estou à vontade para falar porque nunca fui investigador no terreno, etc, no máximo sou apenas um divulgador e gosto de analisar e reflectir sobre estes temas, com total liberdade. Também já falei sobre este assunto numa publicação anterior por isso não vou repetir a minha opinião.  
Programa: 
 
Vídeo:
 
 


Extra:  Ainda um vídeo com uma entrevista, sobre o pentágono e os ovnis. Penso que vale a pena ver. De uma vez por todas, penso que é necessário olhar para este assunto com mais seriedade, ganhar consciência de que isto tem, de facto, importância. É necessário, cada vez mais, encontrar argumentos para calar a boca de muita gente, e digo isto de uma forma um pouco mais agressiva porque algumas pessoas (e grupos), com o seu comportamento, não demonstram respeito por ninguém, e só têm servido para atrasar todo este processo de consciencialização e entendimento do fenómeno.
 


quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Porto do Graal


Portugal, “Portugral”, porto do graal (ou talvez não). Pode ser que o Indiana Jones, e tantos outros entusiastas dos templários na vida real, tenham andado durante muito tempo a procurar no lugar errado, é apenas uma hipótese que me surge.
Do meu ponto de vista, em termos internacionais, a história dos templários em Portugal (assim como tantos outros aspectos positivos da nossa História, embora muita gente só queira ver o negativo porque talvez lhes convenha de alguma maneira) tem sido fortemente negligenciada de forma quase inexplicável, mas as coisas têm vindo a mudar nos últimos anos. O que não quer dizer que todos andaram a dormir no passado não muito longínquo, porque sei que alguns (fora de Portugal) sempre estiveram atentos e já vieram cá algumas vezes para filmar e discutir sobre o assunto.
Apresento aqui mais um documentário sobre os famosos cavaleiros templários e a sua relação com Portugal. Não é uma produção nacional nem ibérica, e isso é positivo, aliás já não é a primeira vez que isto acontece, porque nos últimos anos já houve outros documentários produzidos fora de Portugal.
Pontos a reter: (sem nacionalismos exacerbados da minha parte)
- Os templários foram fundamentais na formação de Portugal como reino independente, aliás, embora eu não seja historiador, arrisco-me a dizer que Portugal dificilmente existiria sem a ajuda e influência dos templários. Portugal, se não me engano, é o país da europa com as fronteiras mais antigas. Há até quem afirme que Portugal foi inicialmente uma invenção dos templários e que tinha um propósito como nação, ou seja, existia um projecto ou um conjunto de ideias por detrás da criação do reino;   
-Em determinado momento do documentário, foi dito que Portugal (inicialmente um condado) tornou-se independente do reino espanhol, ou de Espanha. Ora eu penso que existe aqui uma incorrecção porque, na verdade, a Espanha não existia nessa época, tendo sido formada muito mais tarde. O reino de Portugal é mais antigo! Reino de Leão não é a mesma coisa que reino de Espanha. E mais tarde, durante a união ibérica, é preciso salientar que Portugal nunca pertenceu à Espanha, apenas partilhava o mesmo rei. É que a palavra união não significa aquilo que muitas pessoas pensam… Portugal nunca deixou de ser Portugal nem perdeu autonomia. Depois deu-se a chamada restauração da independência porque, do lado espanhol, durante o reinado de Filipe III, quiseram rasgar e não respeitar o acordo que tinha sido feito com os portugueses. Por isso essa história de que Portugal foi da Espanha (De que Espanha estamos a falar? O que é que isso significa?) é pura fantasia;
- D. Afonso Henriques foi educado pelos templários (segundo o documentário) e Bernardo de Claraval (seu parente) teve um papel importante durante o processo de independência;
- O selo de D. Afonso Henriques e a sua leitura (talvez arriscada, não sei);
- A criação da Ordem de Cristo pode ser encarada como uma refundação da Ordem do Templo;
- Tomar, a sede da Ordem em Portugal; o pentagrama; os túneis; as relíquias, os conhecimentos, os mapas (especulação); os segredos e os objectivos da Ordem;
-A expansão marítima que foi pioneira e teve um impacto na História Mundial;
-Os rituais de iniciação que teriam sido copiados dos essénios, um ritual de ressurreição no qual são criadas condições para que ocorra uma experiência fora do corpo, exactamente como acontece no fenómeno que hoje chamamos de EQM, com todas as mudanças interiores que essas experiências acarretam. 



quarta-feira, 12 de julho de 2017

Os outros e nós

Quem são os outros? Quem são essas outras entidades que se intrometem na nossa realidade? Quais são as suas agendas? O que têm a ganhar?

E nós?! Somos apenas meros peões num complexo e vasto jogo? Quem nos move? Somos realmente inteiramente donos e senhores das nossas vidas? Escolhemos e decidimos, ou alguém escolhe por nós? Quem escolhe? Quando é que escolhemos realmente alguma coisa?
Estas são algumas das questões levantadas no seguinte programa:

quinta-feira, 18 de maio de 2017

O fenómeno de Fátima: uma abordagem multidisciplinar

Este ano celebrou-se o centenário das aparições de Fátima. O seguinte documentário analisa o fenómeno de Fátima sob várias perspectivas. (em certos momentos o áudio não é o melhor mas vale a pena ver)
 



A propósito do centenário, é interessante verificar que existem pessoas que têm uma predileção especial para menosprezar, criticar e até ridicularizar* certos temas comummente designados de paranormais. Alguns também são muito zelosos no seu papel de detractores de tudo aquilo que não faz parte de um certo pensamento dominante, e por vezes escrevem artigos em revistas e jornais, para além de já terem marcado presença em programas televisivos, embora não muito frequentemente. Depois também temos assíduos comentadores televisivos (jornalistas e não jornalistas) cujas opiniões pululam por aí e estes nunca se inibem de ”desancar” quando aparece algum assunto que foge a uma certa normalidade nas mais variadas áreas, são os defensores do status quo. Posso até estar enganado mas, curiosamente, não vi nenhum tipo de manifestação e crítica em relação a Fátima! Algumas destas pessoas ficaram caladas e abstiveram-se de fazer qualquer crítica sobre Fátima, decidiram ser politicamente correctos e optaram por respeitar a fé dos outros (não é má ideia), talvez pelo peso e importância de Fátima e da religião católica e também devido à importância da vinda do Papa a Portugal. De repente a coerência desaparece e abstêm-se de fazer uma crítica que seria perfeitamente natural, no contexto da sua posição filosófica. Ou seja, ao seguirmos a mesma linha de pensamento, teremos de obrigatoriamente considerar absurdo, cómico até, e irracional tudo o que está relacionado com Fátima, teremos de não só criticar a versão oficial dos acontecimentos mas também considerar um total absurdo tudo que rodeia Fátima. Na perspectiva destes autênticos paladinos, é sempre importante: trazer racionalidade para a sociedade, tentar educar as pessoas dentro da ciência (a tal que dizem não ter dogmas), destruir toda a pseudociência (só quando lhes convém e nas áreas desejadas) e combater a superstição e o preconceito. Por isso não faz sentido este silêncio por parte de alguns destes cavalheiros, mas pelos vistos eles especializaram-se apenas em determinados temas…
De igual forma, também não faz sentido alguém ser católico, aceitar as aparições de Fátima, e depois condenar e não aceitar outras aparições semelhantes, rejeitando também outros fenómenos paranormais, para além de condenarem outros tópicos polémicos… Haja coerência também aqui!
Por outro lado, em relação àqueles que abertamente criticam Fátima e têm digamos a coragem e a franqueza de falar o que pensam, devo dizer que querer deitar no lixo todo o fenómeno de Fátima (assim como outros fenómenos) é, do meu ponto de vista, um erro e uma ingenuidade. Podemos reflectir sobre muita coisa e criticar a versão oficial, podemos até criticar algumas dinâmicas e aspectos que sucedem ali actualmente. Contudo, devemos sempre abordar o assunto com seriedade e honestidade suficiente porque temos perante nós a oportunidade de explorar não só a mente humana mas também outros aspectos, possibilidades e até hipóteses. Neste sentido, torna-se essencial olhar Fátima (e não só) para além da religião (e seus dogmas) e reconhecer que também existem benefícios (talvez não para todos, mas para muitos). E, principalmente, independentemente da interpretação, não podemos negar que algo aconteceu ali no início do século passado!
 
*Neste aspecto, a ridicularização pode trazer uma consequência automática: a inibição! Isso leva a que muitas pessoas se inibam e não apresentem o seu testemunho quando o consideram relevante, ou então pensarão duas vezes antes de contarem as suas experiências. Por isso é sempre importante haver associações, grupos de pesquisa, investigadores sérios e de bom senso, e jornalistas especializados neste temas (jornalistas é coisa rara de se ver nos meios convencionais) para que estes testemunhos possam ser de certa forma protegidos e compreendidos.
 
Para além disso, não menos curioso é o facto de haver duas posições aparentemente incongruentes (em geral, não apenas no que diz respeito a estes temas): a sociedade (ou pelo menos uma parte dela) não aceita e publicamente censura determinadas abordagens e comentários, sabemos inclusivamente que legalmente pode haver consequências para quem agredir, ofender, difamar e tentar humilhar os outros, e às vezes verificamos até um certo extremismo politicamente correcto que é manifestado quando se toca nalguns tópicos; Por outro lado, por vezes assistimos a uma completa aceitação de abordagens e comentários com características semelhantes a, por exemplo, certas formas de bullying, e a defesa desses comentários é ainda mais notória quando certos indivíduos não nutrem qualquer interesse pelo assunto ou quando são até extremamente críticos em relação aos temas em questão.   
 
Portanto, às vezes basta alguma coisa ser dita por um humorista, ou vir protegida pela capa de um simples programa humorístico, e aquilo que noutro contexto poderia ser criticável, condenável e censurável torna-se milagrosamente mais aceitável, e depois alguns usam todo o tipo de argumentos à disposição para convencer os outros de que afinal não há nenhum problema porque isto é apenas humor, nada mais! Claro que programas de humor são sempre bem-vindos, cada caso é um caso, diferentes pessoas podem ter diferentes opiniões, a análise e o impacto depende de muita coisa, mas a verdade é que as consequências podem ser igualmente más, ou até piores, para aqueles que são alvos de troça num contexto de um programa de humor e afins.   
 
E o mais diria cómico é quando vemos que determinados humoristas deixam sempre certos temas e grupos intactos (ou então são mais brandos com estes), as piadas são selectivas ou debruçam-se mais sobre certos assuntos deixando outros de fora. Uma das ditas funções do humorista é a crítica social, a qual deveria ser inteligente e totalmente abrangente, contudo parece-me óbvio que de repente tudo ganha contornos estranhos e tendenciosos…Mas não precisamos de humoristas para nada porque um simples comentador, uma simples reportagem ou uma simples entrevista pode, por exemplo, dar cabo da reputação de muita gente (e já deu).
 
 
Dito isto, viva a liberdade de expressão, sou todo a favor do humor, e gosto sempre de recordar aquele ditado suponho que brasileiro: “pimenta no traseiro do outro para mim é refresco”…

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Tesouros, piratas, templários e o reino da consciência

O vídeo mostra-nos o segundo episódio de uma série que junta templários, tesouros e piratas. Este episódio debruça-se mais sobre Portugal e os templários portugueses, mas a ligação com esses templários é estabelecida ao longo de toda a série.

Depois, nos dois links seguintes, uma entrevista com o autor do livro: “First Templar Nation”.

Em ambos os casos, tal como seria de esperar, muita especulação (também é preciso) e alguns factos.


 

O reino da consciência e a primeira nação templária (de um autor pouco conhecido, mas existem mais livros e autores que falam sobre os templários e a ligação com Portugal):

https://www.youtube.com/watch?v=iVuWZ6Rx6GU  (ver a partir do minuto 3:28)

https://www.youtube.com/watch?v=oXN-CfBEpqc
 

domingo, 13 de dezembro de 2015

Em torno da questão de Fátima


Em relação a Fátima, eu posso oferecer muitos argumentos, posso colocar muitos defeitos na religião, claro que posso, mas também posso reconhecer que há muitas pessoas que encontram conforto, apoio, força, energia, convívio nestas peregrinações, encontram na religião um significado para as suas vidas, por isso Fátima não é só os OVNIS, Fátima é muito mais do que isso. E, para mim, apenas uma opinião pessoal, exemplos como Fátima enquadram-se em lógicas que podem estar muito para além de determinado credo ou religião específica, independentemente de ter havido manipulação ou não. Foi também bom para a economia da região e foi bom para o país, mas isso é apenas na minha óptica!
 
Quanto ao dinheiro, ele está metido em todo o lado, neste momento é assim que as nossas sociedades funcionam, as instituições religiosas não são excepção. Não tenho conhecimento suficiente para poder discutir certos pormenores em relação ao dinheiro envolvido no santuário. Sobre isso já ouvi críticas e algumas talvez sejam legitimas, mas posso dizer que da última vez que lá estive, assisti a cerimónias junto com familiares e ninguém me pediu coisa alguma... Estou à vontade para falar porque não sou devoto católico, sou, por isso, insuspeito.
 
Além disso, é preferível que os acontecimentos de Fátima fiquem conservados numa esfera do religioso do que em esfera nenhuma, pior seria terem sido esquecidos e ignorados, que era o que muitos pretendiam. Se não tivesse sido preservada a memória, não podíamos estar aqui hoje a discutir interpretações e pontos de vista sobre Fátima...
 
É verdade que o cenário de uma manipulação dos acontecimentos faz bastante sentido e há razões para acreditar nisso. Mas, como já tinha referido, teria sido bastante pior se o acontecimento tivesse caído no completo esquecimento, se não houvesse registos nem depoimentos de ninguém, ou se fosse pura e simplesmente ignorado. As pessoas, por exemplo, podiam não ter dado o benefício da dúvida, podiam não ter acreditado nas crianças, se isso tivesse acontecido, aquela multidão não teria presenciado nada, hoje seriam talvez vistas como partidas e invenções de crianças ou alucinações…
 
E mais, ocorre-me a seguinte ideia: apenas especulo mas, partindo do princípio de que não foi Nossa Senhora que lá apareceu, esses seres teriam algum plano? Sabiam exactamente o que estavam a fazer? Talvez! Porque é que esses seres não apareceram para académicos, pessoas cultas, da cidade, por exemplo? Porque é que decidiram aparecer para crianças humildes, ignorantes, camponeses, muito religiosas? Claro que pode haver mais do que uma razão para o facto, umas dessas razões pode estar relacionada com qualquer tipo de característica sensitiva, digamos assim, das crianças.  
 
Mas a questão fundamental que eu quero colocar prende-se com a conservação do acontecimento e a importância, dinâmica colectiva que aquele local ganhou depois do acontecimento. Esses seres poderiam ter isso em mente e por isso sabiam que, naquela época (e talvez mesmo hoje), a única maneira de conservar o acontecimento e de dar dinâmica colectiva àquele local era precisamente sob o manto da religião! Estava tudo calculado! Seria a única forma de dar força a algo que eles tinham em mente, um projecto qualquer que envolveria o desenvolvimento daquele local em termos de dinâmicas colectivas que talvez tenham algum propósito para esses seres… A intenção era levar gente para ali, durante muito tempo, com algum propósito…



Extra:

São também comuns dois tipos de afirmações sobre este tema: para uns, nada aconteceu e, para outros, Fátima não é caso isolado porque existem mais aparições marianas por todo o mundo, Fátima é apenas mais um acontecimento entre muitos. Em relação à primeira afirmação, não é verdade que nada aconteceu, algo aconteceu porque temos argumentos suficientes e provas que sustentam esses acontecimentos invulgares. No que diz respeito à segunda afirmação, eu não sou especialista em questões de aparições marianas, mas parece-me que o caso de Fátima possui particularidades que a maioria dos outros casos não apresenta. É verdade que aparições de Nossas Senhoras não aconteceram apenas em Portugal, e, para além disso, em Portugal, Fátima não é o único caso de aparições da virgem, mas o caso de Fátima tem características únicas e uma riqueza de detalhes, registos, documentos, testemunhos variados, inclusivamente de um professor de ciências da Universidade de Coimbra, que testemunhou o acontecimento, para além de jornalistas, etc, o que aliás levou historiadores a fazer outro tipo de interpretações bastante plausíveis, e é isso que está aqui em questão, a riqueza do acontecimento, que foi único nesse sentido.

Algumas pessoas ainda colocam a hipótese de ter sido um caso de humanos do futuro que nos alertavam para certas situações. Quanto a esta hipótese, sabemos que é teoricamente possível viajar no tempo, mas deparamo-nos com o chamado paradoxo do avô, por isso, segundo alguns físicos, no caso de os visitantes serem humanos do futuro, não podem mudar o seu próprio passado, eles apenas podem mudar ou influenciar o passado de alguém que pertence a um universo paralelo, ou seja, neste caso, os pastorinhos são praticamente idênticos aos pastorinhos do passado desses visitantes, mas essas crianças são de um universo paralelo, o nosso universo. Não podemos mudar o nosso próprio passado, apenas podemos mudar o passado dos outros...    

No seguimento deste artigo, e porque estamos a falar de contactos com outros seres, decidi colocar aqui mais um caso interessante e que, na minha opinião, merece a nossa atenção. Não é propriamente um caso excepcional mas é mais um que se junta a outros de natureza semelhante. O caso aparece logo no início do seguinte programa:
 

domingo, 7 de junho de 2015

Estranhas luzes e antigas lendas

Em Portugal, há sempre quem olhe o céu e se depare com estranhas luzes, quer em termos de aparência, quer em termos de comportamento. Algumas dessas pessoas afirmam não encontrar uma explicação para muitos desses avistamentos nocturnos.

Dentro deste contexto, e porque recentemente foram avistadas, filmadas e fotografadas algumas dessas luzes( http://ufoportugal.blogspot.pt/2015/06/ovni-reaparece-no-alentejo-alcacer-do.html ), neste caso no Alentejo, deixo aqui ficar a antiga lenda da Luz da caniceira:


O conhecimento deste tipo de lendas, independentemente da interpretação, linguagem usada ou explicação que possa ser apresentada nestas histórias, tem a sua importância porque mostra-nos que talvez haja alguma verdade nelas e provavelmente trata-se do mesmo tipo de fenómeno observado actualmente. (aliás, sejam lendas de luzes ou não, até considero que todas as lendas e mitos têm sempre o seu valor).

Para além disso, podemos verificar que este tipo de fenómenos são muito similares a outros ocorridos noutros países:



sábado, 6 de junho de 2015

Os templários: Uma visita guiada

Mais um programa sobre esta Ordem lendária, envolta em mistério.

A sua importância na formação de Portugal como reino independente e a sua relação com a coroa portuguesa ao longo do tempo. O programa resume a história dos templários e realça essa ligação com Portugal. Esta Ordem que motivou e inspirou vários livros, especulações e teorias (que divergem daquelas defendidas pela ortodoxia) acerca de Portugal e dos objectivos e segredos desta Ordem militar e monástica.






sexta-feira, 15 de maio de 2015

Debate sobre Fátima

Mais um programa retirado do Baú, e desta vez, porque estamos no mês de Maio, trata-se de um pertinente debate sobre os acontecimentos de Fátima, que constituem um marco importante na História portuguesa do século XX.

Torna-se cada vez mais claro o cenário de uma manipulação religiosa daqueles acontecimentos, que mesmo assim não deixam de ser extraordinários. Desta forma, novas possibilidades se abrem na tentativa de explicar Fátima e, como já tinha sido referido noutras publicações, certos pormenores parecem enquadrar-se naquilo que hoje chamamos de Fenómeno OVNI.

No entanto, seja de natureza religiosa ou não, fica sempre a impressão de que aquele local, aquela região, possui algo estranho e difícil de definir… 

  



quarta-feira, 28 de maio de 2014

O fenómeno de Fátima

Este tema já foi abordado numa publicação anterior, mas podemos dizer que o fenómeno de Fátima (antigo e moderno) desperta sempre alguma curiosidade. Em relação a ele, podemos fazer muitas críticas (nem todas são positivas, é certo), podemos fazer (ou tentar) muitas interpretações: considerar a hipótese de se tratar de uma egrégora; algo relacionado com o fenómeno OVNI; aparição mariana; aparição de um ser celestial; podemos também preferir uma explicação mais racional, como alguns gostam de lhe chamar (principalmente no que toca ao chamado milagre ou milagres);etc.

Apesar de tudo isso, é importante salientar que o culto à Deusa e a entidades semelhantes já existia mesmo antes do cristianismo, em contexto pagão, e este tipo de seres sobrenaturais já não são propriamente coisas novas dentro de uma perspectiva histórica e antropológica. Por isso, acreditando que são aparições reais (suponho que sejam porque, reflectindo um pouco sobre o assunto, não parecem ser alucinações colectivas, apesar de muita gente cair no erro de medicalizar tudo, e acho que isso é um problema na nossa sociedade actual. Já não é o diabo que aparece como explicação, mas sim a alucinação, etc), é algo que acompanha a humanidade há imenso tempo e, assim como acontece com outro tipo de fenómenos, na minha opinião, nada tem a ver com a religião x ou y, porque antecede a própria religião. A religião veio mais tarde e apropriou-se destes fenómenos, muitas vezes distorcendo ou adicionando coisas.

Há quem diga que sempre que tentamos interpretar este tipo de fenómenos, com ou sem religião, corremos o risco de adulterá-los, quando simplesmente deveríamos vivê-los sem esse tipo de interferência, vivê-los no seu estado puro. Penso que podemos sempre tentar ser neutros, mas talvez isso não seja sempre inteiramente possível. A cultura (esta ou outra) molda a forma como olhamos para a realidade. Para além disso, à medida que o tempo passa, a maneira como olhamos para as coisas pode mudar consideravelmente, dependendo da idade (biológica) e outros aspectos.  

Debate:






quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Os mistérios das catedrais e templos góticos

Para muitos, as catedrais e templos góticos, para além de serem edifícios católicos, são também livros de pedra que contêm símbolos e ensinamentos esotéricos. Estes edifícios, principalmente as grandes catedrais, sempre exerceram um estranho fascínio sobre a maioria das pessoas e muitos defendem que os seus construtores medievais usaram-nas para transmitir a doutrina hermética. Por isso, tradições antigas como a Cabala ou a alquimia convivem lado a lado com o cristianismo. (É importante salientar que algumas destas tradições herméticas eram proibidas pela religião católica).

Neste contexto, as catedrais, assim como outros templos, convidam-nos a fazer uma viagem e a ver para além das aparências.

A sua beleza, a sua grandeza, o seu silêncio e a luz que passa pelos vitrais coloridos, para além de criarem condições que nos podem levar à reflexão ou mesmo à meditação, facilmente provocam em nós um estado de tranquilidade.

Há até quem sugira que as catedrais são uma espécie de bosques de pedra, ou seja, seriam uma forma de reproduzir a magia dos bosques e o seu carácter sagrado. Mas, apesar destas construções serem realmente fantásticas, eu penso que o bosque natural pode cumprir a mesma função da catedral e até com mais eficácia…






Mosteiro da Batalha-Portugal

Existem alguns exemplos de arquitectura gótica em Portugal e o Mosteiro da Batalha é um desses exemplos.

O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, mais conhecido como Mosteiro da Batalha, estilo gótico, foi construído para cumprir uma promessa feita por D. João I e comemora a vitória de Portugal sobre Castela na Batalha de Aljubarrota.

Segundo alguns, D. João I, mestre de Avis, foi iniciado nos mistérios templários. Para além disso, também afirmam que o mosteiro é um monumento maçónico operativo, não sendo o único em Portugal.

Esta obra ficou incompleta e há quem sugira que as chamadas Capelas Imperfeitas estão incompletas assim como está incompleta a missão universalista de Portugal: a criação do Quinto Império.


O Monumento possui várias mensagens e símbolos e apresenta-se como se fosse um mapa (do ocidente e península ibérica ao oriente, com a europa pelo meio). Na sua construção, nada foi fruto do acaso…










Fulcanelli e os mistérios das catedrais

No seu livro "O Mistério das Catedrais", Fulcanelli diz-nos que, paralelamente ao cristianismo, existe uma outra dimensão escondida dentro das catedrais e essa dimensão corresponde à alquimia e ao hermetismo. Fulcanelli procura então desvendar esses mistérios, interpretando a simbologia existente nas catedrais. (E quem gostar de temas relacionados com profecias e enigmas desse género, certamente irá lembrar-se da cruz de Hendaye e seus símbolos enigmáticos, assunto também analisado por Fulcanelli em “ O Mistério das Catedrais”).






sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O Quinto Império

O que é o Quinto Império?

Muito se tem escrito sobre este tema. Uns adoptam uma visão mais poética, profética, mística e esotérica, e outros interpretam e encaram esta ideia de uma forma diferente, com outro tipo de interesse que não envolve a crença no tema.

Confesso que não conheço muito sobre este tema, mas como encaixa no “Portugal Misterioso” e como é um assunto que já foi falado e escrito por tantas pessoas, decidi colocar alguma coisa sobre o mesmo.

É curioso verificar que, para alguns, o Quinto Império é um projecto ou missão que não está relacionada exclusivamente com os portugueses, mas estende-se a toda aquela “gente que foi tocada por esta cultura que se originou daqui” (segundo Agostinho da Silva). O Quinto Império será diferente dos anteriores, pois assentará em valores distintos e não pretenderá dominar os outros povos.

Fantasia? Ficção? Profecia por cumprir? Real possibilidade?

Qual é a semelhança entre esta e outras profecias?

E, já agora, de que forma é que esta ideia de Quinto Império se encaixa, por exemplo, com a nova civilização que eu e tantos outros imaginamos e vemos, principalmente, como necessária?


O que pensava Agostinho da Silva sobre tudo isto? 




sábado, 4 de janeiro de 2014

A Era dos Descobrimentos

Não querendo ser demasiado nacionalista ou patriótico (não me agrada nada essas posturas arcaicas), penso que a era dos descobrimentos portugueses foi de extrema importância para a humanidade, não só a nível científico, mas também porque foi a primeira grande globalização.

Quem eram aquelas pessoas? Quais eram as suas motivações? Que tecnologias usavam? Como eram os seus barcos? Como é que conseguiram realizar tais proezas?  

E porque nasci aqui, este é um daqueles mistérios que está mais perto e por isso torna-se mais fácil falar dele!

Talvez não seja má ideia recuperar aquele espírito antigo e partir para novas descobertas, mas desta vez seguindo uma lógica completamente diferente e escolhendo um outro contexto igualmente importante e necessário… (é claro que não estou a falar daquela propaganda mais ideológica que por aí costuma circular nem de outras propostas mais ou menos convencionalistas e divulgadas pela comunicação social…)











quinta-feira, 3 de outubro de 2013

«EX»

“Documentário sobre a presença de OVNIS em Portugal. Tudo começou em Fátima, ou mesmo antes, mas a verdade é que já são muitos os que se dedicam à causa. Os OVNIS não são apenas manifestações da literatura e do cinema de Hollywood. Muitas pessoas em Portugal procuram evidências e modos de comunicar com a vida inteligente extraterrestre. Recorrendo a uma simples câmara fotográfica ou através de detectores inventados pelo próprio ovnilogista, passando horas na Internet e a observar os céus nocturnos. Muitos são os investigadores amadores. Mas há também quem se dedique a este tema dentro da academia, através da pesquisa de arquivos históricos ou de métodos da psicologia clínica. O fenómeno existe e é vivido intensamente por estas pessoas. “Ex” é sobre a vida destas pessoas.”



Trailer:





segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Extraterrestres?

Uma série documental sobre casos de OVNIs na península ibérica e não só...



Trailer





Primeiro episódio




Restantes episódios :

http://www.youtube.com/watch?v=p7C7ldasgqE

http://www.youtube.com/watch?v=8ETPq9iuOrc

http://www.youtube.com/watch?v=41Doe8TciOQ

http://www.youtube.com/watch?v=kDWTfSroTpc


Estreou hoje um novo episódio desta série e foi dedicado a um tema complexo: as abduções!

"Interpretado como estados de possessão, ou raptos extraterrestres, encontramo-nos perante um fenómeno que acompanha o ser humano ao longo de toda a História da humanidade.Muitos casos de rapto são extraídos da memória, graças a regressão hipnótica. Será este método fiável? É possível mentir em estado de hipnose? É possível implantar falsas recordações na nossa memória? Encontramos motivos para dúvidas. Em 1961, o casal Hill antecipou 11 anos a invenção da laparoscopia, ao descrever esta técnica cirúrgica como parte do seu processo de rapto. Analisaremos os casos de Carla Batista, uma mulher supostamente raptada nas imediações de Lisboa, e de Xavier, um catalão que afirma ter sido raptado não por extraterrestres, mas por uns seres que poderiam habitar no centro da terra."

Fonte: http://canalhistoria.pt/programa/0000597140_1/?extraterrestres 

(De momento, penso que ainda não existe o vídeo deste episódio na Internet, mas publicarei mais tarde, se não me esquecer, claro).

Outros episódios desta nova temporada:

http://canalhistoria.pt/destacados/extraterrestres-2/





sábado, 28 de setembro de 2013

OVNIs no Porto Canal

Um programa dedicado ao tema dos OVNIs e que foi recentemente transmitido pelo Porto Canal. De vez em quando, a comunicação social lá nos surpreende, mas não de forma total! O programa não acrescenta nada de muito novo: os mesmos entrevistados do costume e os mesmos casos do costume.

Quanto aos entrevistados, alguns já têm trabalho reconhecido feito nesta área, mas dá a impressão de que deixaram de investigar novos casos, pois prendem-se demasiado ao passado! Também podemos verificar que alguns destes entrevistados (não todos) protegem-se demasiado por detrás de uma postura de “objectivamente científico” e acho que deviam dizer abertamente o que sentem em relação ao tema. No entanto, compreendo esta atitude porque alguns têm carreiras académicas e já sabemos como estas coisas funcionam… Precisamos de pessoas que não tenham nada a perder. Precisamos de pessoas que não tenham medo de dizer o que sentem! Na minha opinião, isso não põe em causa a seriedade do investigador!

Sabemos que existem novos relatos de avistamentos e, apesar de recentemente um deles ter sido publicado num jornal online, a comunicação social geralmente não dá notícias desses novos casos. E, por exemplo, podemos encontrar testemunhos aqui http://ufoportugal.blogspot.pt . É evidente que há coisas que podem ter uma explicação simples e é necessária uma certa filtragem, mas também existem situações que são mais difíceis de explicar!

Na minha opinião, o problema é que não temos jornalismo especializado nesta área e, por isso, quando não existe sensacionalismo nem preconceito, as reportagens sabem sempre a pouco! Para além disso, a investigação no terreno e a investigação propriamente dita é praticamente inexistente!

Apesar de tudo isto, penso que vale a pena ver o programa porque, aqui e ali, há opiniões e informações importantes.

Mas há questões que permanecem sem resposta: Quem são os visitantes? Que tipo de relação têm vindo a estabelecer connosco ao longo do tempo? Serão realmente visitantes? Serão de fora ou de dentro? Terão criado ou disseminado a vida na Terra? Se a vida na Terra chegou de fora, terá chegado nalgum cometa ou asteróide ou houve aqui o dedo de alguém? Poderão estes seres ter respostas para as nossas questões mais importantes? Saberão os segredos do Universo? Serão estes visitantes uma versão humana futura? Eles interferem na nossa evolução enquanto espécie? Interferem nos nossos assuntos? Porque não se revelam? Terão alguma intenção específica? Serão benevolentes?

Todas estas questões permanecem sem resposta para a maior parte de nós. Estamos diante de um autêntico mistério!


   




segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Mata Nacional do Buçaco

Eis mais um lugar mágico, mais um entre muitos que desfilam por este Portugal carregado de mistério e lenda, cheio de histórias para contar.

A Mata Nacional do Buçaco reúne alguns ingredientes a não perder: a beleza da natureza, a História e, como não podia deixar de ser, o misticismo. O lugar tem uma aura especial que seguramente não deixará ninguém indiferente!


O artigo em baixo (constituído por 4 páginas) deixa-nos algumas descrições e informações sobre a mata.






No vídeo, esperar pelo final da publicidade.