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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Não Identificado


Este é o primeiro de uma série de seis episódios sobre o fenómeno OVNI. Caso ainda não conheça, sugiro que o leitor veja todos os seis episódios deste documentário e não apenas aquele que está publicado no final deste artigo. É, a meu ver, importante não só porque ajuda-nos a entender o passado, mas também oferece informação sobre os acontecimentos mais recentes, e são principalmente esses que devem ser o foco da nossa atenção neste momento, devido à sua relevância.

Havia muita coisa a dizer e a comentar sobre o conteúdo desta série, existe aqui muita informação interessante, mas, para não me alongar demasiado, gostaria de realçar um aspecto: o estigma que ainda está associado ao fenómeno OVNI dá sinais de poder ser superado e, na minha opinião, será cada vez mais. Aliás, estigma e preconceitos também podem estar presentes noutros temas relacionados com o mistério e o chamado paranormal.

Tendemos a pensar que a imaginação manifestada pelos criadores de ficção científica, todos os cenários, histórias, conceitos, tecnologia e personagens, tudo isso é inventado do nada, imaginado e criado na mente, não tendo lugar em nenhuma realidade. Porém, a verdade pode ser outra e completamente diferente das nossas suposições. De forma semelhante, há quem pense que todas as fantasias, mitos (palavra muita na moda) e histórias sobrenaturais são inventadas, não se baseiam nem têm lugar em nenhuma realidade.

Tendemos a pensar que o fenómeno OVNI é um tópico completamente distinto e sem nenhum tipo de relação com a consciência e o denominado sobrenatural. E se a verdade for outra?

Neste momento, se tiver alguma coisa a dizer, sinto que, para além dos assuntos ligados à consciência, abordar este tipo de temas (sem conflitos) é muito mais importante do que discutir questões políticas e económicas porque estas estão sempre carregadas de complexidade ( uma complexidade diferente) e também porque já não tenho propriamente a mesma perspectiva em relação a coisas que escrevi, teria colocado algumas ideias de forma diferente, ou então teria deixado esses assuntos completamente de lado. Não podemos ficar cristalizados. Confesso que não dei importância suficiente a alguns aspectos que são essenciais, tudo o resto parece ser secundário.   






sábado, 8 de setembro de 2018

Ficheiros Secretos


Uma entrevista com um conhecido historiador e autor, membro do CTEC (centro transdisciplinar de estudos da consciência, sediado na Universidade Fernando Pessoa, e também dedicado ao estudo do fenómeno ovni), e que muito tem contribuído para a investigação, estudo, divulgação, respeito e valorização deste tema em Portugal. Nesta entrevista, o autor responde a várias perguntas e apresenta o seu novo livro: “Ficheiros Secretos à Portuguesa”.
Queria apenas deixar algumas notas e opiniões sobre o conteúdo do programa:
Este livro não tenta realizar qualquer tipo de interpretação sobre o que poderá estar por detrás do fenómeno. Por isso, não tenta especular sobre a sua natureza ou origem do mesmo, não tira qualquer tipo de conclusão ou conclusões, e também não expõe qualquer tipo de crença pessoal. A função deste livro não se destina a analisar esse tipo de questões, e isso é compreensível. No entanto, neste ponto e sobre o tema em geral, penso que é perfeitamente possível e aceitável desenvolver não uma crença pessoal (porque simplesmente sai fora deste contexto), mas sim uma convicção alicerçada e bem fundamentada. A crença pessoal, segundo o dicionário, é uma convicção profunda que não é baseada numa análise racional, etc. Mas o facto de determinada convicção surgir de uma forma que entendemos como não racional, não quer necessariamente dizer que essa crença está errada ou que deve ser negligenciável, por isso não tenho qualquer preconceito em relação a esse lado. Tal como o autor refere, podem existir várias interpretações e explicações sobre o fenómeno ovni, ou até, se quisermos, várias origens. Eu já escrevi sobre isso anteriormente, por isso não vou expor aqui novamente a minha convicção em relação a este assunto.
É sempre louvável e bem-vinda uma divulgação séria sobre o tema (isso tem vindo a dar os seus frutos) no sentido de dar alguma credibilidade, coisa que o entrevistado sempre tentou fazer. Mas, do meu ponto de vista, tendo em conta o forte preconceito, a ridicularização e o desdém que sempre existiu sobre este e outros temas semelhantes, talvez este estilo de programa não seja, a meu ver, o mais conveniente e apropriado para tratar destes assuntos. É muito grave? Não! Mas acho que devemos pensar em tudo, de forma a prevenir eventuais situações e consequências, no sentido de poupar o tema porque este já tem sido suficientemente atacado e maltratado. Por exemplo, apresentar o tema de forma jocosa e leviana não contribui muito para conservar aquele progresso que já foi obtido em relação à credibilidade e respeito. Eu próprio já usei um pouco de humor aqui no blogue, de forma moderada, mas usei-o de uma maneira que não tem o potencial de prejudicar minimamente estas temáticas, para além disso este contexto é completamente diferente e toda a gente sabe qual é, de facto, o objectivo deste blogue, isso desde muito cedo ficou sempre bem claro. Portanto, o sentido de humor tem o seu lugar, mas a participação em programas de humor, na minha opinião, deve ser sempre ponderada. Nada contra o programa em si (este que está no link abaixo), e a participação dos ouvintes é uma boa opção para qualquer tipo de programa, mas simplesmente se eu tivesse de escolher, escolheria outro género.
Dentro deste âmbito, devido à sua natureza, há muita coisa a gravitar à volta disto, muitas teorias e, na minha opinião, existem sobretudo algumas conspirações sem qualquer base e nesse aspecto estou de acordo com o entrevistado. Há muita gente a falar e a dizer muita coisa e obviamente nem tudo é verdade.
Também é importante dizer que a palavra ciência significa conhecimento, apenas isso! E depois, a partir daí, encontramos vários tipos de ciências, e qual delas é a melhor? Depende! Por exemplo, o cientismo adora passar a ideia de que tudo o que as ciências naturais nos dizem é claro, óbvio, absoluto, constituído por verdades perfeitas e tudo é transparente, só que, na realidade, existem também aqui muitas áreas cinzentas e coisas que não são assim tão claras… Eu anteriormente já tinha comentado sobre este assunto, mas seria interessante ouvir o que diz Stanton Friedman acerca deste tema (ver a partir do minuto 33, vídeo no final deste artigo).
Outro aspecto, é a ideia de que a investigação só pode e deveria ser realizada dentro de universidades e afins (ou deve ser constituída apenas por pessoas com um determinado currículo e títulos), porque somente desta forma ganha credibilidade (isto não é dito de forma explícita, mas eu interpreto desta maneira, é a ideia que, de certa forma, passa). Não concordo muito com este ponto, embora eu também reconheça que existe muita gente que se diz investigador ou tem pretensões a investigador e claramente não está preparada para tal. Estou à vontade para falar porque nunca fui investigador no terreno, etc, no máximo sou apenas um divulgador e gosto de analisar e reflectir sobre estes temas, com total liberdade. Também já falei sobre este assunto numa publicação anterior por isso não vou repetir a minha opinião.  
Programa: 
 
Vídeo:
 
 


Extra:  Ainda um vídeo com uma entrevista, sobre o pentágono e os ovnis. Penso que vale a pena ver. De uma vez por todas, penso que é necessário olhar para este assunto com mais seriedade, ganhar consciência de que isto tem, de facto, importância. É necessário, cada vez mais, encontrar argumentos para calar a boca de muita gente, e digo isto de uma forma um pouco mais agressiva porque algumas pessoas (e grupos), com o seu comportamento, não demonstram respeito por ninguém, e só têm servido para atrasar todo este processo de consciencialização e entendimento do fenómeno.
 


sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Não tem matrícula, mas não é nosso!

 
Há um estudo e investigação realizada pelo pentágono e que recentemente foi noticia nos media. Existem alguns vídeos e artigos na internet, por isso quem quiser pode facilmente procurar informação com os detalhes desta história, com entrevistas ao piloto e aos responsáveis por este estudo.
 
O estudo do pentágono sobre objectos voadores não identificados gerou alguma discussão e, tal como seria de esperar, algumas pessoas aproveitaram e recorreram às frases feitas, já muito gastas, e às perguntas do costume, por exemplo: “O que é que significa a sigla OVNI? Não se esqueçam! Não vamos agora saltar para nenhuma conclusão”. E repetem isto até à náusea, como se estivessem a dizer uma grande coisa, como se fosse algo muito racional e lógico, mas, na verdade, é preciso ser muito ingénuo, fanaticamente tendencioso, ou mesmo bastante desconhecedor e distraído para levar este tipo de discurso a sério.
 
É, portanto, a velha história do costume, o mesmo argumento sem sentido que desinforma (umas vezes propositadamente, outras vezes não) e, de facto, muita gente alinha nisto. Tenta-se criar aqui dúvidas sem sentido, uma delas é colocar a hipótese de que talvez estes objectos sejam produzidos por seres humanos. Trata-se de uma teoria descabida, fantasiosa, sem nexo, principalmente quando o comportamento apresentado por estes objectos desafia tudo o que sabemos até ao momento. Nós não temos capacidade nem conhecimento para criar estas naves. O comportamento destes objectos também não é novo e existe todo um registo histórico destas coisas, portanto nada nos faz supor que estes objectos tenham origem humana, porque eles já se manifestavam e se mostravam no passado quando a tecnologia humana era muito menos desenvolvida. Por isso todas estas brincadeiras que se fazem e estes argumentos que usam a sigla OVNI servem para convencer de que não existem evidências de que somos visitados por outras entidades e, para conseguir esse objectivo, essas pessoas acabam por fugir das questões importantes como por exemplo tentar explicar o comportamento, as manobras e as capacidades desses objectos que claramente estão muito além da nossa ciência e capacidades actuais, e isso leva-nos a uma conclusão apenas: não estamos sozinhos! 
 
Temos também pessoas que se apresentam como autoridades nesta matéria, apesar de nunca terem investigado isto seriamente, e só dizem disparates. E vem-me à memória um individuo muito popular, sempre com o mesmo risinho achincalhador e que não podia ter deixado de marcar presença na televisão para dar a sua opinião sobre este caso. Trata-se, a meu ver, de uma pessoa sobrevalorizada, é uma celebridade de programas sobre ciência, não gosto de citar nomes, mas toda a gente o conhece. É mais do mesmo, já estamos todos habituados.
 
Mas como podemos interpretar esta abertura por parte do pentágono? Algumas pessoas questionam: será estratégia? Preparam algo? Fingem que não existe informação mais aprofundada nem encobrimento? E pergunto eu: será um estudo genuíno (parece ser) mas simplesmente não traduz o real conhecimento produzido por todas as organizações? Haverá outros grupos que investigam e possuem informação relevante (com toda a certeza) mas não comunicam essa informação a outras organizações dentro do governo? Ou seja, dentro de um governo podem existir diferentes grupos com diferentes níveis de conhecimento e informação. Mas o reconhecimento de que estes objectos existem, a apresentação de um filme onde um desses objectos aparece e é registado através de câmaras e instrumentos especiais, tudo isto é melhor do que nada!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Questões ovnilógicas: a origem mais razoável!

Alguns dos avistamentos são, na verdade, naves tripuladas por seres humanos? Será?!
 
Há quem afirme que não devemos automaticamente dizer que essas naves são todas de origem extraterrestre (em sentido amplo). Algumas pessoas defendem que uma boa parte desses objectos (OVNIS) são tecnologia criada por humanos ou produto de engenharia reversa de tecnologia extraterrestre.  
 
Como é óbvio, não sou dono da verdade mas encontro razões coerentes e razoáveis para não acreditar nesta tese. Os OVNIS (falo daqueles que nos interessam porque nem todos os ovnis permitem-nos tirar conclusões) não são produto de nenhuma tecnologia humana nem de engenharia reversa de naves ou tecnologia recuperada, pois penso que tal cenário é pouco provável!
 
Em seguida irei expor alguns argumentos no sentido de esclarecer melhor a minha posição:
 
-Em relação à engenharia reversa, é importante ter em consideração o seguinte: o mais provável é que exista um enorme fosso tecnológico e científico entre nós humanos e essas entidades, por isso é muito pouco provável que os melhores cientistas entendam e consigam replicar tecnologia ET. Cito o ufólogo Stanton Friedman: “Se fosse possível recuar quinhentos anos e oferecer a Cristóvão Colombo um submarino nuclear e um orçamento ilimitado, será que ele conseguiria fazer a engenharia reversa? ” A resposta parece-me óbvia…;
 
- Não é plausível que seja produto de tecnologia cem por cento humana, nem hoje e muito menos no passado, e se recuarmos no tempo (não muito), conseguimos obter registos que não são nada compatíveis com qualquer possibilidade humana a nível tecnológico;
-O comportamento destes objectos é característico de curiosidade (mas não só), existe também, aqui e ali, um contacto muito característico ou qualquer tipo de intenção invulgar que parece mostrar que se trata de visitantes de fora, ou de alguém que aparece e se faz notar deliberadamente por alguma razão concreta. Portanto, este não é o comportamento que se esperaria de humanos que já conhecem as dinâmicas habituais e por isso não teriam qualquer interesse em adoptar este tipo de comportamento, até porque não precisam de usar essas naves para estudar seja o que for ou aceder à população;
 
-Vamos admitir que alguém teve sucesso na tal engenharia reversa (o que, tal como vimos, seria pouco provável) e existe um projecto secreto de alguma potência. Se esse grupo de humanos pretende manter tudo isso em segredo, porque é que então decidem aparecer e andar a passear por zonas povoadas e às vezes até densamente povoadas? Não faz muito sentido! Seria mais lógico que se afastassem dessas zonas. Ninguém no seu juízo perfeito iria ostentar aquilo que pretende manter secreto. Com toda a certeza, não iriam testar estas coisas em cima da cabeça dos outros, muito menos a uma baixa altitude, porque existem outras formas de o fazer, logo, na minha opinião, podemos descartar esta teoria;
- Por último, será que esses seres, essas entidades permitiriam uma coisa dessas? Permitiriam que um ser humano esteve na posse de tecnologia ET? É uma boa questão! Estaria tal facto dentro dos seus interesses? E alguém acha que eles teriam alguma dificuldade em impedir isso? Claro que não teriam, seria demasiado fácil para eles.
 
Existem também outras alegações que circulam por aí mas que, na minha opinião, não passam de especulações sem evidências e com bases muito débeis, para além de outras alegações em relação à formação académica, cientifica e sobre o passado de algumas pessoas, afirmações que não são corroboradas por outras testemunhas nem por documentos. Ou seja, coisas que deixam muitas dúvidas e provavelmente são embustes.
Por isso, neste momento, a única explicação que faz todo o sentido, tendo em conta os principais casos e estudos, é aquela que afirma que a origem desses objectos (aqueles que interessam) é cem por cento exógena e não são tripulados por humanos da Terra pertencentes às nossas civilizações actuais, mas sim tripulados por outras entidades. E esta conclusão é puramente racional. A posição por mim adoptada não é simplesmente produto de uma qualquer ânsia do ser humano para encontrar outras formas de inteligência ou mesmo um sentido da vida. E mesmo que haja até um certo desejo de encontrar vida inteligente, isso não invalida determinados argumentos.   

sábado, 9 de janeiro de 2016

Informação de radar e OVNIS

Existem casos em que estes objectos são captados e confirmados por radar, vamos ver um exemplo:



quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Uma dúvida ovnilógica

Em primeiro lugar, é necessário não desvalorizar as experiências das pessoas, principalmente quando a história, ou o caso apresentado, é consistente e apresenta determinadas características e pormenores. Também é importante saber que existem diferentes tipos de abduções, as experiências não são todas iguais, há quem descreva diferentes seres e espécies, diferentes procedimentos e instrumentos utilizados, mas a amnésia parece ser o aspecto comum na maior parte destes casos.
 
Partindo do princípio de que as abduções são reais, há algo que me deixa com algumas dúvidas. Em muitos dos relatos de abduções, as pessoas referem que foram submetidas a exames invasivos dolorosos, mas eu apenas queria colocar a seguinte pergunta: uma civilização mais avançada, com tecnologia e uma medicina mais avançada, não tem noções de analgesia e anestesia? Se até nós humanos conseguimos realizar exames em animais e pessoas, sem que haja demasiada dor e desconforto, uma civilização mais avançada não tem capacidade para fazer o mesmo? Para além disso, uma civilização mais avançada usaria, por exemplo, tecnologia de scanning e nanotecnologia, não necessitaria de introduzir instrumentos grandes e complicados, de forma dolorosa… Serão sádicos? Prefiro acreditar que não! Haverá alguma razão concreta?! Tenho lido algumas tentativas de explicação, mas confesso que não consigo tirar nenhuma conclusão definitiva em relação a este tópico. Mas acho que podemos afirmar que esses seres, com certeza, não estão submetidos a medidas de austeridade de algum governo ou Estado que os obriga a utilizar material mais barato.
 
 

domingo, 13 de dezembro de 2015

Em torno da questão de Fátima


Em relação a Fátima, eu posso oferecer muitos argumentos, posso colocar muitos defeitos na religião, claro que posso, mas também posso reconhecer que há muitas pessoas que encontram conforto, apoio, força, energia, convívio nestas peregrinações, encontram na religião um significado para as suas vidas, por isso Fátima não é só os OVNIS, Fátima é muito mais do que isso. E, para mim, apenas uma opinião pessoal, exemplos como Fátima enquadram-se em lógicas que podem estar muito para além de determinado credo ou religião específica, independentemente de ter havido manipulação ou não. Foi também bom para a economia da região e foi bom para o país, mas isso é apenas na minha óptica!
 
Quanto ao dinheiro, ele está metido em todo o lado, neste momento é assim que as nossas sociedades funcionam, as instituições religiosas não são excepção. Não tenho conhecimento suficiente para poder discutir certos pormenores em relação ao dinheiro envolvido no santuário. Sobre isso já ouvi críticas e algumas talvez sejam legitimas, mas posso dizer que da última vez que lá estive, assisti a cerimónias junto com familiares e ninguém me pediu coisa alguma... Estou à vontade para falar porque não sou devoto católico, sou, por isso, insuspeito.
 
Além disso, é preferível que os acontecimentos de Fátima fiquem conservados numa esfera do religioso do que em esfera nenhuma, pior seria terem sido esquecidos e ignorados, que era o que muitos pretendiam. Se não tivesse sido preservada a memória, não podíamos estar aqui hoje a discutir interpretações e pontos de vista sobre Fátima...
 
É verdade que o cenário de uma manipulação dos acontecimentos faz bastante sentido e há razões para acreditar nisso. Mas, como já tinha referido, teria sido bastante pior se o acontecimento tivesse caído no completo esquecimento, se não houvesse registos nem depoimentos de ninguém, ou se fosse pura e simplesmente ignorado. As pessoas, por exemplo, podiam não ter dado o benefício da dúvida, podiam não ter acreditado nas crianças, se isso tivesse acontecido, aquela multidão não teria presenciado nada, hoje seriam talvez vistas como partidas e invenções de crianças ou alucinações…
 
E mais, ocorre-me a seguinte ideia: apenas especulo mas, partindo do princípio de que não foi Nossa Senhora que lá apareceu, esses seres teriam algum plano? Sabiam exactamente o que estavam a fazer? Talvez! Porque é que esses seres não apareceram para académicos, pessoas cultas, da cidade, por exemplo? Porque é que decidiram aparecer para crianças humildes, ignorantes, camponeses, muito religiosas? Claro que pode haver mais do que uma razão para o facto, umas dessas razões pode estar relacionada com qualquer tipo de característica sensitiva, digamos assim, das crianças.  
 
Mas a questão fundamental que eu quero colocar prende-se com a conservação do acontecimento e a importância, dinâmica colectiva que aquele local ganhou depois do acontecimento. Esses seres poderiam ter isso em mente e por isso sabiam que, naquela época (e talvez mesmo hoje), a única maneira de conservar o acontecimento e de dar dinâmica colectiva àquele local era precisamente sob o manto da religião! Estava tudo calculado! Seria a única forma de dar força a algo que eles tinham em mente, um projecto qualquer que envolveria o desenvolvimento daquele local em termos de dinâmicas colectivas que talvez tenham algum propósito para esses seres… A intenção era levar gente para ali, durante muito tempo, com algum propósito…



Extra:

São também comuns dois tipos de afirmações sobre este tema: para uns, nada aconteceu e, para outros, Fátima não é caso isolado porque existem mais aparições marianas por todo o mundo, Fátima é apenas mais um acontecimento entre muitos. Em relação à primeira afirmação, não é verdade que nada aconteceu, algo aconteceu porque temos argumentos suficientes e provas que sustentam esses acontecimentos invulgares. No que diz respeito à segunda afirmação, eu não sou especialista em questões de aparições marianas, mas parece-me que o caso de Fátima possui particularidades que a maioria dos outros casos não apresenta. É verdade que aparições de Nossas Senhoras não aconteceram apenas em Portugal, e, para além disso, em Portugal, Fátima não é o único caso de aparições da virgem, mas o caso de Fátima tem características únicas e uma riqueza de detalhes, registos, documentos, testemunhos variados, inclusivamente de um professor de ciências da Universidade de Coimbra, que testemunhou o acontecimento, para além de jornalistas, etc, o que aliás levou historiadores a fazer outro tipo de interpretações bastante plausíveis, e é isso que está aqui em questão, a riqueza do acontecimento, que foi único nesse sentido.

Algumas pessoas ainda colocam a hipótese de ter sido um caso de humanos do futuro que nos alertavam para certas situações. Quanto a esta hipótese, sabemos que é teoricamente possível viajar no tempo, mas deparamo-nos com o chamado paradoxo do avô, por isso, segundo alguns físicos, no caso de os visitantes serem humanos do futuro, não podem mudar o seu próprio passado, eles apenas podem mudar ou influenciar o passado de alguém que pertence a um universo paralelo, ou seja, neste caso, os pastorinhos são praticamente idênticos aos pastorinhos do passado desses visitantes, mas essas crianças são de um universo paralelo, o nosso universo. Não podemos mudar o nosso próprio passado, apenas podemos mudar o passado dos outros...    

No seguimento deste artigo, e porque estamos a falar de contactos com outros seres, decidi colocar aqui mais um caso interessante e que, na minha opinião, merece a nossa atenção. Não é propriamente um caso excepcional mas é mais um que se junta a outros de natureza semelhante. O caso aparece logo no início do seguinte programa:
 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O fenómeno OVNI não é posse de ninguém!

O conhecimento não é posse de ninguém, disso já sabemos, mas no que diz respeito à investigação destas coisas dos OVNIS, será que precisamos de uma licença para investigar? E quem é que vai emitir essa licença? Talvez não faça muito sentido!

Já aqui, por várias vezes, realcei a importância de abordar certos fenómenos numa perspectiva multidisciplinar, isso inclui a participação de pessoas especializadas em diferentes áreas do conhecimento. Parece-me uma opção válida, interessante e que aliás já tem sido posta em prática.

No entanto, algumas pessoas apenas consideram legítimo que o fenómeno OVNI (assim como outro tipo de fenómenos que são abordados neste blogue) seja investigado por pessoas qualificadas, com títulos académicos. Ora, sendo assim, isto não deixa de ser polémico e teríamos de perguntar o seguinte: já não houve importantes contribuições de pessoas que não possuíam títulos académicos? E será justo desvalorizar o trabalho de alguém só porque não tem títulos académicos? Não existirão outros critérios mais importantes do que esse? A seriedade, por exemplo, será característica exclusiva de certas pessoas?

É verdade que alguns entusiastas e interessados no fenómeno cometem muitos erros, não possuem critérios satisfatoriamente rigorosos, por vezes até inventam demasiado e só acabam por prejudicar o tema, não dando muitas razões para serem levados a sério. Mas será justo excluir algumas pessoas, só porque não possuem títulos académicos? Ou então, será justo excluir determinadas pessoas formadas numa certa área do conhecimento que, no imediato, não pode ser aplicada ao estudo e interpretação do fenómeno? O valor de um investigador não se mede pelos títulos!

Depois, tal como sabemos, alguns académicos nunca aceitarão o fenómeno, e quando são convidados a estudá-lo, estragam tudo devido à bagagem e suposições que previamente traziam!

É preciso também dizer que o facto de querermos fazer um esforço para sermos neutros e rigorosos na abordagem, não invalida que possamos já tirar algumas conclusões e, sinceramente, que outra hipótese poderíamos colocar senão aquela dos visitantes? É perfeitamente racional, é a única que neste momento faz mais sentido, é a que tem mais força, tudo aponta para isso. Qual é então o problema? Porque não dizer isso abertamente?!


Quanto à comunidade científica (em geral), não sejamos ingénuos, a comunidade científica não admite nada destas coisas, nós não podemos confundir comunidade científica com alguns grupos e pessoas (poucos) que têm formação nalgum ramo da ciência e que aceitam a possibilidade da visita por ETs. Resumindo, a comunidade científica, o establishment não admite nada destas coisas!


domingo, 29 de novembro de 2015

Os OVNIS e o armamento nuclear

Os factos sempre falam mais alto do que determinadas retóricas elaboradas com o propósito de iludir as pessoas e até convencê-las de que não é uma atitude sã e culta acreditar em certas coisas. Há também uma inacreditável e “fantástica” terceira linha de argumentos que insinua e às vezes até afirma que acreditar nestes temas é algo que se enquadra no âmbito infanto-juvenil e, por isso, para além de alguém poder ser desprovido de juízo e ignorante, também pode ser, neste caso, imaturo. Mas, seja qual for o assunto em questão, o que nos deve nortear é a qualidade da investigação e não o tipo de tema! 

Entidades exógenas observam-nos e até já chegaram ao ponto de interferir com armas nucleares. O documentário mostra-nos alguns desses casos. 

Digno de especial nota, talvez por ser menos conhecido, é o caso ocorrido na ex União Soviética e a investigação desenvolvida depois desse incidente. Portanto, um documentário a não perder!




quarta-feira, 22 de julho de 2015

Temas e Questões Ovnilógicas: OVNIS, ETs, cultos e esoterismo!

“Devemos tratar estes temas com prudência e uma rigorosa avaliação científica, usando o método científico, no sentido de obter provas. Não temos de misturar isto com assuntos ligados ao religioso, místico, esotérico ou outro tipo de crenças. Há muita gente que faz altas misturas, criam cultos e alguns, como sabemos, não correram muito bem!”

Evidentemente, não consigo discordar, é claro que devemos tratar este tema (e também outros temas) com bom senso, prudência, e avaliação científica, dentro das nossas possibilidades.

No entanto, devemos também não esquecer que a ciência não nos dá verdades perfeitas, portanto qualquer teoria está sempre sujeita a ser abandonada e substituída por outra. Será sempre difícil ter a certeza absoluta de alguma coisa, por isso costuma-se dizer que não existem provas na ciência, as provas ficam para a matemática, por exemplo. Se a palavra prova significa uma verdade completamente objectiva e absoluta, então não se aplica neste caso. Evidências sim aplicam-se. As teorias podem ser vistas como hipóteses que ainda não foram refutadas.

Também é importante referir que a comunidade científica, constituída por seres humanos, está sujeita às dinâmicas de grupo, pressões, convenções, e isso influencia muita coisa. Muitas vezes acontece que as anomalias são sistematicamente descartadas porque simplesmente não encaixam no paradigma dominante, até que um dia a mudança é inevitável...

Outro aspecto importante é saber que a negação de algo constitui também uma forma de crença! Não devemos confundir cepticismo com negação dogmática. Por isso, a crença não está somente do lado daqueles que acreditam no místico, esotérico, ETs, whatever, porque aqueles que referem que nada existe, nada mesmo, somente o seu mundinho existe, esses também possuem uma forte crença! (mais valia dizer: não sei! Mas estou aberto a essa possibilidade).

Concordo que misturar o fenómeno OVNI com outros assuntos designados religiosos ou não, pode tornar as coisas mais confusas, mas penso que é sempre importante manter a mente aberta, sem deixar de ser prudente na abordagem. Nem todas as crenças têm de ser necessariamente falsas, a não ser que consigamos provar que são realmente falsas. Por isso, nem tudo aquilo que é religioso, esotérico, tem de ser obrigatoriamente falso.

Para além disso, se adoptarmos uma postura 100% cientificista, talvez não seja bom, porque estaremos a eliminar muitas coisas importantes. Tal como já tinha referido, o fenómeno OVNI, assim como outras coisas, deve ser estudado numa perspectiva multidisciplinar, devido às suas características próprias, ou seja, não se trata de excluir as ciências naturais, mas sim integrá-las juntamente com outras áreas do conhecimento, para assim termos uma perspectiva mais completa do fenómeno. Devemos usar todas as ferramentas à nossa disposição, quer sejam provenientes das ciências naturais ou não. Tudo é importante, porque o que queremos é perceber melhor as coisas.

Em relação ao método científico, não existe um método científico, no sentido em que não há uma única forma de construir teorias, fazer ciência ou construir conhecimento. As coisas muitas vezes não começam com grandes observações… O método científico não é um conjunto de passos rígidos, não funciona como se fosse uma receita culinária! Muita coisa começa com ideias criativas, intuições que nos invadem a mente, etc. Em certo sentido, a ciência não é muito diferente de outras coisas, tem também o seu lado misterioso (embora alguns não concordem com esta designação).

Quanto ao resto, não podemos esquecer que a ciência não é um exercício totalmente neutro e livre, como algumas pessoas talvez possam pensar, porque existem mais factores aqui envolvidos, como já referi anteriormente, de forma leve.

Neste contexto, a Ovnilogia será sempre de certa forma incompreendida, porque, para muitas pessoas que assumem posturas estritamente cientificistas, o testemunho, o depoimento, tenha a credibilidade que tenha, nunca será valorizado, não conta para nada, é que é mesmo assim! Embora eu saiba que há muita gente ligada ao mundo científico (e académico) e que não têm tal postura, têm a mente aberta, mas alguns ainda optam, por medo de consequências, não dizer tudo o que pensam.


Quanto ao resto da sociedade, vemos ainda muita ignorância e preconceito, embora haja bastante mais informação hoje em dia. Acredito que não é impossível mudar esta situação, mas, tal como dizia Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito! (quanto à ignorância, as pessoas devem aceitar esta crítica, isto não deve constituir uma ofensa, porque ninguém pode saber tudo, eu próprio sou ignorante em relação a muita coisa. No que diz respeito ao preconceito, pode ser uma consequência imediata e natural motivada por essa mesma ignorância, embora haja mais razões. Por outro lado, existem determinadas situações que hoje são encaradas como sendo preconceitos infundados, mas na realidade, essas situações e opiniões não são tão absurdas como se possa pensar, simplesmente foram rotuladas e passaram a ser vistas como preconceitos devido a uma forte propaganda das ideias e cultura dominante). 

  

terça-feira, 21 de julho de 2015

Temas e Questões Ovnilógicas: Contacto, origem e significado

Há quem afirme que os OVNIS (e não esquecer que também existem OSNIS porque estes objectos também submergem), assim como os seus tripulantes, seriam uma espécie de plasmação da mente colectiva, uma espécie de projecção ou materialização na nossa realidade (assumindo que existe uma lá fora), uma manifestação de conteúdos pertencentes ao imaginário de uma determinada cultura ou culturas.

Não deixa de ser uma teoria interessante, mas que deixa bastantes dúvidas e possui algumas lacunas principalmente porque já existiam alguns relatos destas coisas no passado e nessas épocas as pessoas não estavam expostas à mesma cultura de hoje, nem partilhavam as mesmas ideias e noções… Por isso, suspeito fortemente que outros seres nos visitam!

Mas, no fundo, talvez aquilo que chamamos de real (aquilo que chamamos realidade ou mundo exterior) seja um fenómeno que apenas tenha lugar na nossa consciência, dentro de uma espécie de idealismo… Não sei! De qualquer forma, o mundo não deixa de ser algo que está sujeito a uma interpretação, ou construção, não apenas individual mas também colectiva (isto não significa necessariamente uma posição reducionista materialista do tipo cérebro produz consciência, mas sabemos que as interpretações do mundo variam e também diferentes estados de consciência produzem diferentes percepções do mundo, uma boa parte dessas percepções são mais partilhadas pelo colectivo do que outras).

Aceitando que esses seres possuem uma existência independente em relação a nós humanos, um outro aspecto, também já falado, prende-se com a possibilidade destas entidades possuírem uma relação com a nossa psique, ou seja, alguns defendem que o seu aparecimento tem ligação com os nossos estados mentais, emocionais, expectativas, e também aqui assume especial relevância os momentos históricos e mais importantes da humanidade.

Já outros consideram que tais entidades operam em várias dimensões e planos da existência, para além de comunicarem telepaticamente.

“Esses seres preferem não contactar connosco. Algumas pessoas dizem que a humanidade ainda não está preparada para o contacto, mas são tretas porque ninguém sabe a verdadeira razão.”

Não nos contactam de forma aberta, sim isso é verdade, mas há outras formas de contacto mais individualizadas, digamos assim. Não sei se ninguém faz a menor ideia dessa razão, com certeza alguém deve saber um pouco mais do que eu… Mas claro que isto não significa que todas as alegações sejam verdadeiras, e estou certo de que muitas não são!


Com certeza, também não será através do SETI, mas posso estar enganado.


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Temas e Questões Ovnilógicas: As evidências

Segue-se um conjunto de respostas a algumas das mais frequentes afirmações e opiniões acerca deste tema:

“Até hoje ninguém tirou nenhuma foto de homenzinhos verdes ou marcianos.”

E mesmo que alguém fotografasse, provavelmente ninguém acreditaria. Que se saiba, não existem homens verdes, com antenas na cabeça, em Marte, pelo menos as sondas ainda não viram nada, mas talvez até existam, nunca se sabe! Apenas uma confirmação de uma foto da NASA, ou de outra agência, serviria como prova para os mais exigentes, mas duvido que isso aconteça porque essa informação traria muitas implicações e consequências e, como tal, a NASA não iria revelar nada! Há quem discorde, mas eu tenho minhas dúvidas quanto a esta situação.

O problema é que, com tantas fraudes que circulam na net (intoxicações propositadas ou não), provavelmente quando aparecer uma foto interessante, já ninguém vai acreditar, nem sequer perder tempo a analisar tal foto... Mas, apesar disso, nós ainda temos algumas boas fotos de OVNIS, uma delas foi tirada no território português, tendo sido devidamente analisada...

Eu até diria mais: mais do que intoxicado, está tudo contaminado, está tudo minado, e isso dificulta muito as coisas. Nada melhor do que espalhar a confusão, para depois descredibilizar o resto que valha a pena, e se isto for uma táctica, se tiver um propósito, não deixa de ser uma boa táctica. Mas acredito que uma boa parte é simplesmente pelo prazer de enganar os outros, pura diversão.

“Existem muitos astrónomos, profissionais e amadores, gente que entende destas coisas, eles observam os céus e nunca encontram nada relevante”

Na verdade, existem astrónomos amadores que observam os céus e de vez em quando afirmam ver coisas estranhas e relevantes, mas claro está, tudo depende do nosso conceito de “ coisa relevante”...

Captar algo verdadeiramente extraordinário e conseguir ter tempo para fotografar e filmar a uma curta distância ou obter um grande plano de um objecto, talvez não seja a coisa mais fácil do mundo, mas já aconteceu, inclusivamente em Alfena, famoso caso de Alfena, aqui em Portugal, por exemplo.

Eu não entendo muito dessa tecnologia, mas também depois tudo poderá depender do tipo de material que usamos e das suas capacidades. Se calhar nem todos os telescópios são os mais indicados, principalmente se o objecto estiver na baixa atmosfera...

Por exemplo, em Hessdalen, Noruega, projecto realizado por uma universidade e que conseguiram filmar e estudar umas estranhas luzes. Mas existem mais exemplos interessantes.

E em relação a astrónomos profissionais, mesmo tendo em conta que nem todos os telescópios podem ser adequados, lembro-me perfeitamente de ouvir o astrónomo Allen Hynek dizer que tinha conhecimento, na altura, de seus colegas que afirmaram ter visto coisas estranhas. Estou certo de que hoje alguns astrónomos profissionais também já viram coisas estranhas, mas, como sabemos, falar pode ser sempre perigoso para a sua carreira... Exactamente como os pilotos, muitos só optam por falar quando a sua carreira termina...

“Não existem provas, sejamos francos! Apenas umas luzinhas aqui e ali, às vezes um objecto estranho mas que não conseguimos definir. Parece-me muito pouco! Para além disso, hoje toda a gente tem câmaras nos telemóveis, smartphones, etc… Além disso, a maior parte desses supostos avistamentos podem ser facilmente explicados através de ilusões de óptica, ignorância pura, ou então alucinações!” 

É claro que devemos aceitar outras visões e opiniões, até porque às vezes são levantadas questões importantes. Mas, na minha opinião, penso que nestas coisas, em primeiro lugar, é preciso ter tempo e principalmente querer “perder” esse tempo, para sabermos do que estamos a falar, pelo menos isso. O tema também não serve para mentes demasiado ortodoxas ou até obtusas, porque determinadas mentes estão demasiado formatadas e isso cria muitos anticorpos e rejeições de todo o tipo. Portanto, isto não é para todos!

Depois, em relação a estes temas, algumas pessoas referem que certos testemunhos e depoimentos são bons é para meter no lixo, pois não servem para nada, mas os tribunais e a polícia trabalham com testemunhos e depoimentos, não é? São epistemologias diferentes, mas curiosamente, recorrer a testemunhos e depoimentos é algo que parece ser aceite por todos, desde que ninguém fale em OVNIS, claro!

Se a nossa epistemologia limita-se a considerar como evidência apenas uma nave exposta num museu, ou ADN/corpo de um ET num laboratório, tudo exposto para todos verem, então nesse caso não existem evidências, estamos de acordo quanto a isso! Mas o conhecimento não se constrói nem se limita apenas a essa visão naturalista das coisas…

A Ovnilogia não é uma ciência, assim como são as ciências naturais. A Ovnilogia é uma área de pesquisa onde se juntam várias ferramentas, algumas podem vir da área das ciências naturais, mas não exclusivamente. Portanto, assemelha-se em grande parte a uma investigação criminal e policial, etc. Podemos somente compreender certos fenómenos, se fizermos uma abordagem multidisciplinar, e é exactamente isso que falta a outras áreas que despoticamente apenas querem ver as coisas numa única e exclusiva perspectiva. Por isso, como já tinha referido anteriormente, aqui a evidência toma um outro sentido que não se resume àquele estritamente científico, uma vez que não temos a tal nave exposta num museu nem ADN no laboratório, mas temos muitas outras coisas, e é possível e, ao mesmo tempo que filtramos, tem sido possível montar um certo puzzle...    

Em relação aos telemóveis, não me parece que sejam adequados para realizar determinadas filmagens ou fotos… E o facto de haver muita fraude e luzinhas insignificantes, não quer dizer que não haja coisas interessantes em termos de imagem e que mereçam mais e melhor pesquisa.

Para terminar, equiparar os avistamentos de OVNIS a alucinações (medicalização da sociedade) não me parece justo ou lógico, isso não faz qualquer sentido. Os depoimentos e testemunhos não aparecem isolados, eles muitas vezes aparecem dentro de um contexto onde fazem parte outros dados (alguns objectivos), e muitas vezes estamos a falar de casos de múltiplas testemunhas…

“Certas pessoas falam daquilo que não sabem, suas conclusões são fruto dos seus desejos e necessidades psicológicas, projectam suas crenças na realidade. Vejo muita especulação e muitos desses pseudoinvestigadores conhecem tanto os objectos de estudo como eu, nunca os viram!“

Este é um falso argumento. Não necessitamos de ver para podermos compilar e estudar as informações que nos chegam, quer seja através das testemunhas ou de outros dados, que devem ser devidamente filtrados. Existe muito que desconhecemos, é verdade, mas não podemos negar que estamos a ser visitados há bastante tempo! Não é preciso ser muito inteligente para perceber isso! A não ser que queiramos aceitar a tal teoria de que toda a gente alucina ou de que os OVNIS são uma espécie de materialização da mente colectiva, mas, excluindo essas hipóteses, não encontro outra explicação que não seja a dos visitantes.

Existem vários estudos realizados sobre o fenómeno OVNI, o "Relatório Cometa" é um exemplo digno de nota:




sábado, 11 de julho de 2015

Temas e Questões Ovnilógicas: As intenções e os objectivos dos visitantes

Segue-se um conjunto de respostas a algumas das mais frequentes afirmações e opiniões relacionadas com estas temáticas:

“Se os ETs realmente existirem, sendo tecnologicamente muito mais avançados do que nós, é bastante provável que nos queiram dominar, explorar nossos recursos naturais, porque estarão interessados em colonizar outros planetas”

Essa é a visão que determinado tipo de ficção científica (não toda) nos apresenta! Visão também reforçada por aquilo que sabemos da História do ser humano.

É certo que não posso excluir essa possibilidade, mas eu pergunto: Quem consegue viajar grandes distâncias até chegar ao nosso planeta (através de atalhos ou não), quem demonstra possuir tecnologia tão avançada, estará interessado em aniquilar-nos ou roubar os nossos recursos naturais? Não poderá encontrar recursos em qualquer outro planeta desabitado? (o que não falta aí são planetas!). Não será demasiado trivial? É possível que se estejam nas tintas para os nossos recursos! O objectivo pode até passar por coisas que nem conseguimos compreender!

Não sei se os ETs são todos iguais no que diz respeito a intenções e objectivos. Porém, há sempre a tendência para achar que os ETs são como nós, mas isso pode ser um erro. Talvez não tenham esse comportamento infantil de destruir tudo o que encontram à sua volta e consumir todos os recursos naturais. Podemos até dizer que alguns homens criaram Deus (um certo conceito de Deus) à sua semelhança, e agora existem outros homens a tentar fazer o mesmo em relação aos ETs.

“No caso de haver um contacto, poderá ser semelhante à chegada dos europeus à América, quando Colombo descobriu ou, como alguns preferem dizer, encontrou a América.”

Na minha opinião, não me parece que esta comparação faça algum sentido!

Quanto aos ETs, e apenas pensando no nosso universo, é importante não esquecer que o sistema solar é jovem quando comparado com outras regiões da nossa galáxia. Há regiões da nossa galáxia muito mais antigas. Por isso, imaginando que existem outras civilizações mais avançadas, essas civilizações podem ser milhares ou milhões de anos mais avançadas do que nós! Conseguimos imaginar tal coisa?! Ou seja, supondo que Colombo foi o primeiro europeu a encontrar a América (o que sinceramente duvido), comparar este tema com a chegada dos europeus à América, isso revela alguma ingenuidade… (acontece aos melhores)

Para além disso, devemos pensar no conceito de ET de uma forma mais abrangente: desde viajantes do tempo do próprio planeta Terra, ou então algo que surge de uma outra dimensão ou universo paralelo, e até mesmo cenários e situações que hoje não conseguimos compreender nem sequer imaginar… Ou seja, o conceito de ET pode não se limitar a seres que habitam no nosso Universo, quer seja nesta ou noutra galáxia.

“Não há nenhuma razão para acreditar que outras espécies inteligentes sejam humanóides, provavelmente serão muito diferentes de nós, logo alguns desses avistamentos e testemunhos divulgados pela ovnilogia são todos produtos de uma fértil imaginação”

Afirmações como esta, na minha opinião, são apenas especulações sem qualquer tipo de base. Por isso, talvez uma boa parte dessas espécies não seja tão exótica assim, podem até ter algum tipo de semelhança e evoluído de forma similar àquela que verificamos aqui na Terra. Não podemos excluir essa possibilidade, embora reconheça que espécies totalmente exóticas também podem existir.

E, se aceitarmos a hipótese interdimensional, avistamentos de seres humanóides fazem ainda mais sentido.

Mas é evidente que algumas pessoas sempre pensam que essas formas de vida teriam obrigatoriamente de ser bastante diferentes daquilo que existe na Terra, mas são apenas suposições de quem não aceita o facto de já estarmos a ser visitados por outras inteligências.

 “É um erro assumir que, neste vasto Universo, todas as civilizações tecnologicamente mais avançadas são pacíficas, civilizadas e que só nos querem ajudar a evoluir espiritualmente. Isso são tudo tretas!”

Não podemos dizer, com total certeza, que não haja alguma civilização visitante com más intenções, mas existem razões para acreditar que são “boazinhas” e mais sábias do que nós, uma dessas razões é o facto de não se terem autodestruído e por isso conseguiram evoluir e sair do estado de civilização tipo 0, que é um nível de civilização muito perigoso e é precisamente nesse nível que nos encontramos actualmente. Por isso, essas civilizações já tiveram tempo suficiente para entender certas coisas, ao contrário de nós, que não sabemos, não queremos ver ou fingimos que não sabemos. Para além disso, nós podemos estar a viver numa espécie de zoo e a nossa evolução enquanto espécie pode estar a ser influenciada por alguns desses ETs. Onde está o elo perdido? Pois então, nada nos garante que ele não esteja precisamente nessas manipulações genéticas.

“ Mas mesmo que não se tenham autodestruído, isso não exclui a possibilidade de serem agressivas para outras espécies. Por exemplo, os leões não se autodestroem, serão pacifistas?”

Reafirmo: não podemos excluir a possibilidade de alguns desses visitantes terem más intenções, e muitas pessoas pensam que, de facto, assim acontece. Na verdade, entre muita especulação, existem algumas situações e casos que nos deixam com dúvidas… Contudo, eu até poderia estar aqui a fazer referência a certos episódios e testemunhos de credibilidade, inclusivamente do âmbito militar, no sentido de dar força ao argumento que diz que eles são “bonzinhos”, mas bastaria apenas dizer que existem razões bem lógicas e coerentes para acreditar que uma grande parte desses visitantes é pacifista (eles já passaram por muito…).  

Em relação aos leões, é bom lembrar que, por exemplo, os leões estão bastante limitados na sua natureza e capacidades, pois não possuem armas nucleares e afins, nem produzem tecnologia, tal como nós humanos produzimos. Para além disso, estamos a querer comparar situações completamente distintas, daí, na minha opinião, não fazer muito sentido este tipo de argumento. O leão, mesmo que quisesse, não teria a capacidade para destruir a natureza, produzir alterações ecológicas, destruir a biodiversidade do planeta Terra e o clima, nem teria a capacidade de se autodestruir numa qualquer guerra, sob um qualquer pretexto, ideológico ou não.

“São tudo especulações, não podemos saber qual é o perfil dessas civilizações porque nunca tivemos um contacto com elas, nem sequer sabemos se existem! São fantasias!”

São exercícios fantasiosos, mas partilhados por alguns cientistas, tais como Michio Kaku, por exemplo, que, como bem sabemos, é um tipo bastante “fantasioso”. Mas, convém lembrar que essas classificações têm uma razão de ser e uma lógica por detrás. Convém também dizer que a palavra fantasia não é uma coisa necessariamente negativa. Quantas fantasias da ficção científica inspiraram realizações científicas e tecnológicas? A ficção alimenta a ciência e a ciência alimenta a fantasia, é um processo mútuo.

“Partindo do princípio de que certos relatos são verdadeiros, algumas pessoas referem ter sido raptadas por outras entidades e submetidas a experiências desagradáveis. Não podemos ocultar o facto de determinadas pessoas terem saído traumatizadas dessas experiências.”

Que alguém seja raptado e sujeito a experiências sem dar o seu consentimento, segundo a nossa perspectiva humana, isso não deixa de ser algo que aparentemente está errado. Ainda mais se isso provocar qualquer espécie de trauma na pessoa! Mas, segundo pude perceber, também é verdade que muitas pessoas dizem que saem transformadas para melhor, a longo prazo, por isso existem diferenças na forma como as pessoas encaram tais experiências, quando conseguem recuperar a memória das mesmas. Mas quais são as verdadeiras intenções e objectivos? Nós temos de ver todas as perspectivas, não só a nossa como humanos. Já sei que não existe unanimidade neste capítulo, mas podemos dizer que nós humanos também capturamos certos animais contra a sua vontade, anestesiamos, colocamos coisas neles para monitorizá-los, fazemos testes invasivos e depois devolvemos esses animais ao seu habitat, mas a nossa intenção é boa e prende-se com o facto de querermos preservar a espécie ou protegê-la nalgum sentido…

“Até podem querer transformar-nos em comida, nós também comemos todo o tipo de animais e, inclusivamente, já houve casos de canibalismo… Devemos ser prudentes, nada de messianismos!”

É verdade, alguns humanos devoram animais de quase todas as espécies, mas uns devoram mais do que outros, e alguns simplesmente não comem carne, temos de tudo um pouco. Mas de uma coisa podemos ter a certeza: se esses visitantes quisessem nos eliminar e limpar do mapa, já o teriam feito há muito tempo; também é verdade que a população humana tem aumentado bastante nas últimas décadas e, que eu saiba, até agora ninguém nos transformou em chouriços humanos e afins, pelo menos não numa larga escala, a não ser que queiramos aceitar o cenário do filme "Predator", porque de vez em quando lá desaparece alguém no mundo e nunca mais se sabe nada sobre essas pessoas, aí talvez entre essa possibilidade e outras. Mas eu penso que não vale a pena amedrontar demasiado as pessoas. Podíamos até ir buscar também as mutilações de gado e outras coisas, por isso sim eu não excluo totalmente essas possibilidades, embora certas pessoas afirmem que o perigo não está no facto de quererem nos transformar em comida, mas sim reside noutro tipo de manipulações.

Eu penso que o messianismo pode viver lado a lado com a tal prudência, porque acredito que existem razões e informações que nos levam a pensar que fazemos parte de uma família maior.

“Há aqui muito wishfull thinking nestas histórias, sinceramente! Não temos de misturar estes assuntos com temas religiosos ou esotéricos, é esta mania de andar a cultuar supostas entidades superiores. São mitos, invenções de gente tonta! E depois, não podemos juntar prudência com messianismo, são inconciliáveis!”

Pois é, uns possuem wishfull thinking (mesmo que argumentem minimamente a sua posição) e outros são ultrapessimistas. Portanto, temos de tudo um pouco.

O ponto fulcral é que temos vindo a ser visitados, já o resto talvez seja mais especulativo.

O mito não é necessariamente uma mentira ou algo sem importância que não merece análise…

O messianismo não exclui a prudência, porque diferentes visitantes podem ter diferentes intenções, embora eu acredite que a grande maioria não nos quer mal.

Não se trata de cultuar ninguém, não foi esse o sentido que eu dei quando falei em família maior. É que, com ou sem religião, as pessoas ainda vivem amarradas a falsos paradigmas e acreditam piamente que são peças isoladas independentes, e foi precisamente esse pensamento que nos levou a fazer muitos disparates no nosso planeta. A interdependência existe, por isso aquilo que eu faço aqui pode mais cedo ou mais tarde ter um impacto ali, de maneira que esses visitantes, alguns talvez na posse de mais sabedoria e conhecimento, sabem que ao ajudar-nos também se ajudam a si próprios. Também não convém muito que estas crianças humanas saiam por aí colonizando o espaço, são demasiado perigosas e imaturas, por isso convém primeiro que elas cresçam um pouco e depois sim, que se juntem a algo maior. Embora eu ache, e não estou sozinho nesta opinião, que a maioria das civilizações semelhantes à nossa, provavelmente não chegam a fazer grandes viagens por esse universo (ou universos) fora, porque, antes que isso aconteça, elas autodestroem-se, e apenas progridem aquelas civilizações que conseguem: controlar e gerir certos aspectos da sua psique, construir sociedades cooperativas e pacifistas, e cuidar da sua “casa” (e é essa filosofia que é transportada para fora, para os outros vizinhos). Agora, claro, pode haver sempre excepções.

Eles observam mas aparentemente não interferem, ou interferem sem a maioria de nós dar conta disso. Mas isto é muito complexo, porque envolve também concepções acerca de dimensões, espaço, tempo, a natureza da consciência, concepções que a maioria de nós tem dificuldade em compreender.

“ Pois é, o Homem é capaz de fazer esses erros todos, faz parte da sua natureza humana! Com certeza, não irá mudar só porque estabeleceu contacto com seres de outra civilização…”

Em relação à natureza humana, isso é um tema antigo e que tem gerado bastante controvérsia, discussões filosóficas e não só. Mas do meu ponto de vista, eu não concebo uma natureza humana completamente fixa e imutável e, para além disso, encontrámos e encontramos alguma variabilidade, ou seja, certas características e comportamentos não foram e não são partilhados por todos da mesma maneira. Com isto não quero descartar a parte biológica do ser humano, essa está presente, mas simplesmente é impossível estudar/compreender a biologia fora do contexto do ambiente, porque o ser humano não nasce num vácuo e isto é ainda mais verdade e importante no aspecto comportamental.

Portanto, o que vem de fora, seja o que for, pode sempre de qualquer maneira, com mais ou menos tempo, influenciar-nos. Agora, o facto de alguma coisa servir como catalisador (quer seja numa direcção ou noutra), por si só, não muda determinada situação, porque nós não somos agentes passivos, depende também de nós. Pode até ser que muitas dessas civilizações não queiram perder tempo connosco, porque simplesmente estão noutra “sintonia”, digamos assim. Mas outras já querem e têm qualquer tipo de interesse.

“ Em relação a esses seres, o avanço tecnológico não tem de necessariamente vir acompanhando de uma moral. Isso não dá mais superioridade moral a ninguém”

Em relação ao avanço tecnológico ser condizente com uma moral (a nossa), realmente não posso ter a certeza absoluta de que isso seja uma regra absoluta, mas, como já expliquei anteriormente, encontro razões para defender essa posição. Mas prefiro antes usar a palavra ética porque a ética preocupa-se em fundamentar as acções (sem esquecer que o raciocínio não é a única ferramenta e não tem de ser incompatível com outros aspectos…)

Quanto à ética de alguns desses visitantes, se tivermos em conta o seu comportamento durante as visitas realizadas às bases de misseis nucleares, então podemos concluir que em certos aspectos essa ética não diverge muito daquela partilhada por alguns de nós.

É verdade que ser tecnologicamente mais avançado, por si só, não dá mais superioridade ética a ninguém, aliás nós temos culturas, sociedades e comunidades com menos tecnologia mas mais pacíficas, cooperantes, e sábias (não todas, mas uma parte delas). Por isso, depende principalmente da interacção com essa tecnologia, da reflexão em relação à mesma, das experiências adquiridas ao longo de um largo período de tempo, do conhecimento e sabedoria acumulado, que fazem com que uma determinada civilização siga o melhor caminho possível e, durante esse processo, consiga corrigir certos aspectos e melhorá-los, ou, segundo alguns, acordar para aquilo que sempre foi mas esqueceu por força das circunstâncias. Caso não o faça, corre sérios riscos de desaparecer, na minha opinião.


sexta-feira, 19 de junho de 2015

Será um pássaro? Será um avião? Não! É um OVNI! (e é mais provável que seja um OVET)

A pergunta que muitos fazem, com razão, é a seguinte: que mais será preciso?!

Documentário sobre alguns casos envolvendo pilotos e astronautas (com gravações das comunicações)





Episódio da série Encontros Imediatos (que já foi publicada e comentada neste blogue). O aparecimento de OVNIS a rondar instalações militares é um clássico e tem-se verificado um pouco por todo o globo.

De especial relevância são aqueles casos em que estes objectos interferiram com mísseis nucleares e foram observados a sobrevoar estas bases.