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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Por detrás da cortina

 
Quando falamos de aparições, normalmente pensamos naquela ideia digamos mais clássica, mais comum, que consiste numa imagem incorpórea, intangível, etérea, translúcida, acinzentada ou a preto e branco, quase como se fosse uma imagem radiográfica. Nalgumas observações são descritas cores e pormenores mais perceptíveis, mas noutras ocasiões a imagem é pouco definida. Vultos e silhuetas são também descritos. Portanto, estas são as ideias gerais que todos temos na cabeça. Mas, por mais estranho e improvável que possa parecer, também existe aquilo que alguns chamam de materialização, é algo tangível e indistinguível de uma pessoa de carne e osso.
 
Algumas vezes apresenta-se perante o observador a imagem de um corpo inteiro de uma pessoa ou até de outro ser. Outras vezes apenas metade de um corpo é visível, manifesta-se, portanto, de forma incompleta. O tempo da observação pode ser breve e a imagem esfuma-se rapidamente, desaparece após alguns segundos. Já noutros casos essa observação pode durar mais tempo. Outro aspecto também importante é saber se essa figura estabelece ou não interacção, manifestação, contacto com o observador e se existem outros fenómenos associados (aspecto já abordado neste blogue noutra publicação anterior). 
 
O estudo e a pesquisa destes fenómenos levam-nos à conclusão lógica de que são reais e não fruto da imaginação de alguém, principalmente quando existem múltiplas testemunhas e outro tipo de corroborações, tal como podemos constatar através da investigação disponibilizada neste link:
(Ver a partir do minuto 43:30. Recomenda-se ver com atenção porque existem vários pormenores que todos ligados dão-nos uma melhor compreensão).  
 
Se quisermos, podemos negar e desprezar estas coisas, e construir interpretações alternativas à nossa escolha, interpretações de cunho materialista, por exemplo. Contudo, isso não impede que haja determinadas experiências e testemunhos sobre este tipo de aparições e fenómenos. Também não impede que haja gente séria que investiga e fornece informação, dados relevantes que, na minha opinião, contrariam as teses mais materialistas e mostram-nos que a nossa percepção comum é incapaz de captar realidades que nos rodeiam.
 
Para além de outros aspectos comuns verificados nestas investigações, muitas vezes encontramos alterações do campo magnético que se fazem notar precisamente nos pontos onde as observações, sensações e fenómenos ocorrem.
 
Para finalizar, gostaria de dizer que um investigador (seja mais especializado, traquejado ou menos especializado e preparado), ou simplesmente no caso daqueles que buscam informação ou aqueles que buscam uma verdade qualquer, seja qual for o método que utilizem, devem-se guiar por critérios. A função de um investigador não está isenta de hipóteses pessoais ou mesmo convicções pessoais, desde que estas sejam fundamentadas ou sustentadas em argumentos plausíveis. Mas especialmente em determinadas circunstâncias e situações, deve-se ter alguns cuidados na forma de abordar certos casos e temas, no sentido de tentar ser o mais imparcial e rigoroso possível. Um certo nível de pensamento crítico tem de estar sempre presente, a reflexão não pode ser simplesmente abandonada, mesmo quando chegamos a um patamar onde uma determinada realidade parece ser verdadeira, por exemplo quando várias informações de proveniência diversa nos levam à mesma conclusão e parecem confirmar a existência dessa mesma realidade. Pode ser que, a partir daí, haja coisas que precisem de ser mais esmiuçadas… E seja do ponto de vista meramente teórico, filosófico, ou através de uma experiência directa das coisas, a passividade perante certos temas e realidades não tem de ser a norma e talvez seja conveniente explorar e questionar certas coisas. Fizemos o mesmo em relação à religião e à ciência, porque não fazer o mesmo em relação a outros temas e dinâmicas de domínio oculto? Assuntos não exclusivamente relacionados com o tema das aparições, mas principalmente acerca das dinâmicas profundas da existência e também sobre outros planos. Sobre isso falarei mais tarde de forma mais ou menos breve, provavelmente num texto/comentário que complementará um artigo principal já publicado.
   

domingo, 2 de abril de 2017

Realidades paralelas

Este programa apresenta-nos uma investigação multidisciplinar com resultados importantes que, na minha opinião, não deveriam deixar ninguém indiferente. É, portanto, um exemplo a seguir, principalmente porque todo o processo de investigação foi filmado e os resultados são partilhados com o público, estimulando assim uma reflexão sobre estes fenómenos.
 
Para além de um certo rigor e cuidado na forma de conduzir a investigação (o que é sempre importante), são revelados aspectos interessantes e existem algumas corroborações. Por isso recomendo ver com atenção.
 
É também importante salientar que algumas características repetem-se e são comuns neste tipo de fenómenos, tal como podemos verificar através de outras investigações que foram realizadas dentro de um modelo semelhante.
 
(No link abaixo, ver a partir do minuto 24)
 
 
 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Documentos da CIA: repercussões justas?

A CIA disponibilizou recentemente documentos através da Internet e, entre os milhões de páginas, foi dado especial destaque a alguns temas que já foram abordados neste blogue: Investigações acerca do EVP (Electronic Voice Phenomena); 70% de acerto em experiências sobre visão remota; casos de poltergeist; incidentes com ovnis; tácticas de desinformação e outro tipo de assuntos.
Estamos perante uma situação que nos permite pensar em duas hipóteses, só existem duas explicações para o que vimos: podemos acreditar que a CIA inventou tudo isto ( na minha opinião, não faz sentido); ou então tudo realmente aconteceu (o que bate certo, principalmente quando sabemos que existem mais dados, informações e estudos que corroboram a existência destes fenómenos).
Será que a CIA, assim como outros serviços secretos e militares de outros países que também investigaram estas coisas, dar-se-ia ao trabalho de gastar tempo e recursos para estudar e testar estes temas se realmente não houvesse razões e tudo não passasse de uma treta?
Na verdade, trata-se de migalhas, como alguém dizia, mas certas informações já seriam expectáveis.
Em vários países, a notícia foi passada nalguns meios de comunicação social mais, digamos, convencionais mas, na maioria desses meios, a notícia terá tido o impacto merecido? Fica a questão! Houve algum tipo de debate sério? Por exemplo, a comunidade científica, assim como outras organizações e grupos não disseram nada?
Dá-me a sensação de que os media, em geral, pouco ou nada debateram sobre isto, pelo menos não vi muito enfoque no assunto, é irrelevante segundo a perspectiva deles, uma simples curiosidade. Do meu ponto de vista, isto é incompreensível! Não houve nem direito a um pequeno debate, pelo menos não encontrei nada aqui nos canais nacionais, apenas breves notícias em jornais on-line, mas de resto nada de muito relevante. Em termos internacionais, salvo algumas excepções, posso até estar enganado, mas do pouco que pesquisei, também não vi grande debate sobre este assunto, preferem insistir sempre no mesmo do costume.
No panorama nacional, é certo que já têm aparecido algumas reportagens dedicadas a este tipo de temas, por exemplo existem algumas reportagens e programas nacionais ( podem ser encontrados na internet) que não estão todos publicados neste blogue porque apenas coloquei aqueles vídeos que me pareceram mais relevantes e menos repetitivos, mas penso que continua a haver um certo vazio em relação a estes assuntos.
 
É verdade que ainda existem algumas excepções aqui e ali, principalmente para quem tem acesso a muitos canais, já para não falar das alternativas que a Internet nos proporciona e isso tem sido, na minha opinião, uma verdadeira bênção, apesar de ser muitas vezes crucial separar o trigo do joio nesta grande rede. Contudo, vejo por aí muitos canais que desperdiçam demasiado tempo em certas áreas que, como é evidente, também têm o seu lugar e são desejadas pelo público, mas há por vezes um excesso de programas, uma insistência repetitiva nos mesmos temas e assuntos, sempre nas mesmas áreas, por isso acho que deveriam conceder algum tempo e espaço para outro tipo de conteúdos.
No que diz respeito a certos meios de informação, a manipulação (quando acontece), a instrumentalização de certas ocorrências para alimentar e reforçar certas ideias, tentando puxar certas agendas para a frente, interferindo na sociedade a diversos níveis e, nesse sentido, basta usar as televisões, assim como outros meios, para ir aos poucos doutrinando o público. Existem sempre aproveitamentos e meias verdades que são deitadas para o ar todo o santo tempo, algumas colam, outras não colam porque já são mais difíceis de absorver na totalidade. Claro que as interpretações não são sempre unanimes e as doutrinas não são sempre más, mas é preciso estar atento, convém! E neste sentido, a Internet, tal como referi anteriormente, pode ser uma verdadeira bênção!
 
Programa com debate (no inicio do programa):

 

sábado, 6 de fevereiro de 2016

As EQM sob a lupa do Idealismo


Neste link, as EQM são analisadas desde um ponto de vista idealista (ontologia). Trata-se, a meu ver, de uma análise muito interessante e bastante pertinente, principalmente porque foca alguns aspectos importantes que por vezes geram algum debate. Está em inglês mas recomendo a leitura do texto.
 
Existe também um vídeo onde algumas pessoas contam as suas experiências em detalhe. Verificamos vários padrões comuns nestas experiências, mas há um que se destaca bastante: nenhuma daquelas pessoas queria voltar! Sabemos que a Terra não é propriamente o melhor lugar que podemos imaginar, mas, segundo estas experiências, a diferença entre planos (ou dimensões) é abismal! Existe também um outro pormenor (embora não seja uma total novidade), está relacionado com a nossa liberdade de decisão e escolha. Se tomarmos em conta as EQM, constatamos que a nossa liberdade tem os seus limites. Não é algo muito agradável de se ouvir mas, por muito que nos custe, essa parece ser a realidade. Claro que isso não significa que, no que diz respeito à nossa jornada na Terra, não haja algum espaço para tentar mudar situações e fazer escolhas em nosso benefício, embora nunca saibamos ao certo a verdadeira extensão das nossas possibilidades porque muita coisa está oculta e permanece vedada ao nosso conhecimento. Mas as vivências dentro deste corpo físico parecem ser um imperativo do qual não podemos por enquanto escapar.
 
 
 
 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

As evidências incómodas!

Em relação aos extraterrestres, essas entidades que nos visitam, durante uma entrevista alguém dizia algo bastante interessante, não me lembro como era a frase exacta, mas era algo assim do género: se hoje aparecessem mil pessoas e apresentassem testemunho das suas experiências, e se amanhã aparecessem mais mil pessoas e fizessem o mesmo, então no dia seguinte a atitude dos media mudaria, seria bastante diferente.

Da mesma forma, se determinadas áreas de pesquisa científica começarem a ser aceites por cada vez mais pessoas (principalmente dentro da comunidade cientifica), então a atitude dos media também mudaria, principalmente em relação à sua divulgação (uma divulgação que se quer neutra e sem preconceitos). E se existirem dúvidas, é preferível discuti-las, debatê-las, em igualdade, dando um tratamento igual a ambas as partes, sem habilidades. Mas ignorar completamente o assunto é algo que não deveria acontecer.  

Costuma-se dizer que em ciência não existem provas porque não existem certezas absolutas nem verdades perfeitas, as provas ficam apenas para a lógica e a matemática. Apenas podemos dizer que existem evidências, então vamos ver algumas dessas evidências.

 



Extra: debate sobre a ciência e a consciência


sábado, 2 de janeiro de 2016

Adormecer animais à distância!

 
Energia emitida pelas mãos? Truque? Estará a nossa mente ligada à realidade através de maneiras que não conseguimos compreender?
O caso apresentado no vídeo, aparentemente não parece ser um truque, uma das razões é o facto de os animais não terem sido escolhidos por kanzawa. Poderia também colocar-se a hipótese da utilização da hipnose, mas dada a distância e a posição de alguns animais, acho que podemos também descartar essa hipótese.
Na verdade, existem mais casos invulgares à semelhança deste. Existem outras situações que parecem desafiar as crenças arreigadas de uma certa ciência mainstream que, apesar das grandes revoluções científicas verificadas a partir de certa altura do século XX e de novas perspectivas dentro da filosofia da ciência, prefere teimosamente manter uma postura em tudo semelhante a uma certa arrogância e rigidez próprias da ciência do século XIX (o mesmo século que via os homens das cavernas, nomeadamente o Neandertal, como um individuo boçal, estúpido, primitivo, mas agora pensa-se que, apesar de provavelmente ter sido uma espécie agressiva na defesa do seu território, eram mais complexos e inteligentes do que imaginávamos e com características culturais semelhantes às da nossa espécie).      
Existem muitas alegações por aí, mas o que nos interessa são demonstrações, qualquer tipo de prova, isso é significativo e permite-nos, se assim quisermos, explorar melhor certos assuntos. Mas se algumas pessoas não aceitam determinadas evidências, que são diferentes e variadas, recolhidas em laboratório (e suponho que nunca aceitarão), então também não aceitarão este tipo de situação apresentada no vídeo, isso é certo!
Às vezes é difícil ter certezas absolutas. No entanto, são as novas ideias que fazem avançar o mundo, rasgos de criatividade. Os desmancha-prazeres e os "bota abaixo" nunca trazem nada de novo, apenas os visionários e aqueles que sonham (com os pés no chão) trazem novidades e enriquecem as nossas vidas, e aí está implícito ter uma mente aberta e ver oportunidades.
Também sabemos que cada um tem o seu conceito de Deus, há pessoas que preferem não acreditar num Deus barbudo que está lá no céu e que é sempre interventivo, já outros preferem nem sequer falar em Deus mas usam outro tipo de linguagem e ideias. Existe também uma frase que tem sido muito usada para questões de crença, mas que, na verdade, pode ser aplicada a qualquer tema que quisermos, é a seguinte: “Para aqueles que acreditam, nenhuma prova é necessária, para os que não crêem, nenhuma prova é possível.” O que significa que em certos contextos nenhuma evidência é suficiente e nenhuma evidência é possível…
 
 
 
 

domingo, 30 de agosto de 2015

Esoterismo, espiritualismo, ocultismo, metafisicas e questões fundamentais: Outras realidades, Deus e ciência

Segue-se um conjunto de respostas a algumas das mais frequentes afirmações e posições acerca destes temas:

“ A ciência não admite a existência de outras realidades, a única realidade é a matéria que conhecemos”

A ciência não pode (ou não deveria) assumir posições metafisicas materialistas porque não existe nenhuma lei que descarte a possibilidade da existência de outras realidades, as leis da ciência não dizem nada a esse respeito! Para além disso, se encararmos determinada crença religiosa (ou outra) como uma mera crença, também podemos estabelecer que o materialismo é mais uma crença, e apesar de muitas vezes ser confundido com a ciência, ele nada tem a ver com a ciência, não existe nenhuma verdade científica que exclua outras realidades, visões e até interpretações da realidade (principalmente dentro do âmbito da mecânica quântica, mas não só…).

Outro facto curioso é que alguns dos principais pais fundadores da ciência foram fortemente influenciados por ideias religiosas, aliás nós podemos encontrar essas influências na linguagem e nos modelos da ciência. Esses primeiros fundadores foram influenciados pelos gregos e também pela tradição judaico-cristã: as leis da natureza, as leis da física, imutáveis e criadas por Deus desde o início do tempo, são também leis divinas, assim como as leis morais. Por isso, conhecer essas leis era ter acesso à mente, aos pensamentos de Deus, aquele que desenhou e criou tudo quanto existe, aliás, segundo alguns, Deus seria o grande arquitecto; uma concepção do tempo que é linear, ao contrário da perspectiva cíclica do tempo, que era partilhada por outras culturas; a influência também está presente no próprio modelo mecanicista, o criador e a máquina, o criador e o artefacto, portanto um mecanicismo onde Deus era uma espécie de relojoeiro. Claro que depois arranjaram maneira de eliminar o criador, estava a ocupar demasiado espaço, e ficámos apenas com um artefacto…

Confesso que há muita gente (cépticos) a dizer coisas realmente interessantes (e digo isto sem qualquer tipo de ironia), colocam questões importantes e por vezes suas críticas são construtivas, produtivas e alertam-nos para certas situações, mas também, é um facto, algumas dessas mesmas pessoas conseguem dizer coisas com as quais eu não posso nem devo concordar! Fazem generalizações abusivas e tocam em temas sobre os quais aparentemente pouco entendem, contribuindo para alimentar o preconceito e a desinformação sobre esses mesmos temas! O problema é que a maior parte dessas pessoas não são isentas (nem um pouco), todos nós temos a nossas inclinações… Os debunkers (aliás, o próprio nome já diz tudo) possuem uma ideologia particular e alguns têm sido já desmascarados pela sua falta de seriedade! Há uma agenda, essas pessoas não estão interessadas em buscar nenhuma verdade e isso é triste!

Em relação aos fenómenos religiosos/místicos, não penso que possamos afirmar de forma redutora que tudo se resume a histórias de gente perturbada, ilusões ou uma qualquer hipóxia cerebral...

“ A teoria da evolução das espécies não é condizente com a existência de um Deus criador”

Quanto à teoria da evolução das espécies, na minha óptica, a teoria não exclui a possibilidade da existência de um criador.

No entanto, se concordarmos que não faz nenhum sentido conceber um criador, isso continua a deixar espaço para conceber qualquer tipo de “criador”, mas não um criador no sentido de ser um fabricante de coisas, um artesão. Podemos então pensar seriamente numa essência profunda de todas as coisas, uma derradeira realidade, que permeia tudo, transformando-se em tudo e, ao mesmo tempo, sendo a raiz de tudo quanto existe. É uma criatividade que se manifesta (pensada por alguns, intuída e até experienciada por outros). Mas definir essa essência pode ser uma tarefa bastante difícil porque é algo que não consegue ficar restringido aos nossos conceitos, não pode ser adequadamente explicado através da nossa linguagem. Está fora do tempo e do espaço, mas é também o próprio Universo que vivenciamos aqui e agora.

Há também várias formas de olhar a realidade, podemos olhá-la de várias maneiras, mas existem três maneiras, ou tradições principais, formas de ver a realidade: a primeira encara o Universo como um mecanismo, uma máquina; a segunda encara tudo como sendo um organismo; a terceira encara tudo como se fosse uma peça de teatro. De todas estas visões, a primeira não satisfaz completamente.

“ Dizer que existem mais realidades e seres para além da matéria, tudo isso são meras especulações, suposições”

Na minha opinião, não são apenas meras suposições, elas partem de alguma base… mas, na verdade, o que não são suposições, pressupostos? Neste momento, nada me garante que eu não esteja a sonhar. A realidade da própria vida também pode ser vista como apenas uma mera hipótese porque, contrariamente ao que pensamos, tudo pode se resumir a um sonho! Quando estamos a sonhar, acreditamos que tudo é real, geralmente não duvidamos, mas depois despertamos para outra realidade, aquela que acreditamos ser a nossa e inteiramente real. Talvez seja um sonho dentro de outro sonho maior chamado vida.

“Se existisse um Deus, então não haveria lugar para o livre arbítrio”

Bem, tudo depende do conceito de Deus, talvez o ser humano não seja um completo fantoche! (para muitos, o seu conceito de Deus inclui livre arbítrio). Mas, curiosamente, alguns ateus defendem que o livre arbítrio é uma ilusão…


Em relação a este e a outros assuntos, finalizo dizendo o seguinte:


Certamente, não tenho respostas para tudo, tenho minhas dúvidas também, e com toda a sinceridade, pessoalmente, não posso dizer que tenha conseguido até agora experienciar directamente outras realidades (nunca de uma maneira suficientemente satisfatória, embora, no passado, tenha havido alguns raros episódios estranhos…), isso é um ponto importante! Neste sentido, posso dizer que sou um ignorante! Tem de haver rigor e seriedade máxima quando se abordam estes temas, sempre! Essa é a minha posição! Não invento nada nem pretendo ser leviano. Apenas posso dizer que as minhas suspeitas, digamos assim, não são motivadas por nenhum fervor religioso, mas antes pelos resultados de uma procura genuína (tento que essa procura seja neutra, embora não seja inteiramente possível, admito! Quase ninguém consegue ser completamente neutro…), alicerçada numa curiosidade e interesse pelo desconhecido, uma investigação (nunca acabada) como qualquer outra! Portanto aqui entrou pesquisa de vários assuntos, reflexão, e sobretudo, ouço aquilo que os outros têm para me dizer, escuto atentamente os testemunhos daqueles que passaram por certas experiências, embora eu sempre diga que não sou nem serei especialista de nada. Se todas estas coisas podem ser consideradas como sendo as tais evidências, é coisa discutível. Mas, cada vez mais me convenço de que a única e derradeira evidência é a experiência directa das coisas, muito mais do que argumentos, teorias ou raciocínios. Essa é a única coisa que nos pode realmente convencer, apenas a nós próprios, claro.


domingo, 16 de agosto de 2015

Esoterismo, espiritualismo, ocultismo, metafisicas e questões fundamentais: aparições, visitantes e intrusos!

Dentro do amplo espectro das estranhas visões e experiências, podemos ter várias situações: algumas ocorrem quando sonhamos (ou quando acreditamos que estamos a sonhar); outras ocorrem naquela fase intermédia entre o sono e a vigília (são bastante comuns); em certos casos ocorrem também durante extremos estados de consciência involuntários ou então quando alguém provoca intencionalmente um estado alterado de consciência (que pode ser obtido de várias maneiras); e, por último, em grande parte das situações, essas experiências e visões acontecem no estado de vigília completamente normal.

Quanto aos sonhos, nós sonhamos com muita coisa ao longo da vida, esses sonhos podem até precisar de uma interpretação devido ao seu simbolismo, existem muitas teorias sobre isso, algumas ligam os sonhos a manifestações do inconsciente, enquanto outras dão-lhe um carácter mais transcendente, digamos assim, às vezes mediúnico e até premonitório. Penso que não é um tema fácil porque aqui misturam-se muitos aspectos ao mesmo tempo. É evidente que os conteúdos dos nossos sonhos podem estar claramente relacionados com aspectos da nossa vida, desejos, fantasias, memórias (sejam elas traumáticas ou não), e isso é perfeitamente fácil de identificar. Mas mesmo reconhecendo que existem vários aspectos que se misturam quando sonhamos, será que os nossos sonhos ocorrem num determinado lugar (fora do nosso quarto)? E, partindo do princípio de que existem outras consciências, será que elas podem interferir no meu sonho? Ou será que tudo é criado e ocorre exclusivamente dentro de nós (mesmo quando experienciamos o nosso estado normal de vigília)? Será que estamos a viver um sonho dentro de outro sonho? A única coisa que podemos afirmar, e isto não é nenhuma novidade, é que realmente o ponto de partida é a consciência, partimos do facto de sermos conscientes, a seguir verificamos que podemos passar por diferentes estados de consciência e, sejam experiências dentro do corpo ou fora do corpo, tudo são aspectos que ocorrem dentro da consciência.

Se eu quiser abrir todas as possibilidades, principalmente em certos casos, não posso descartar a possibilidade de se tratar de alucinações relacionadas com a paralisia do sono, mas confesso que tenho algumas dúvidas, e cada vez mais fico com a sensação de que estas experiências são demasiado estranhas, a nossa consciência por vezes parece conectar-se com outras realidades que escapam à nossa percepção comum, um pouco como as ondas de rádio, podemos sintonizar diferentes frequências e quando escolhemos uma determinada frequência em particular, as outras não deixam de existir…

Por exemplo, dentro do tema da criptozoologia, neste momento surge na minha mente a história do Bigfoot… Devo confessar que não é um tema que me desperta especial atenção, mas não deixa de ser estranho que haja imensos relatos e pessoas que estão extremamente convictas de que viram um estranho animal ou ser, embora eu não descarte algumas fraudes também! Mas o que é que o Bigfoot (e outras criaturas) tem a ver com isto? Aparentemente nada! No entanto, todos nós já ouvimos testemunhos sobre o Bigfoot, e, não raras vezes, as pessoas referem que de repente esse ser desaparece no meio da floresta e apenas conseguem vê-lo durante breves instantes. É claro que os cépticos dizem que as pessoas assustam-se, enganam-se e confundem ursos e outros animais com o Bigfoot, também referem que o Bigfoot é uma lenda, não existe porque nunca foi encontrada nenhuma prova. Mas é possível que os cépticos estejam parcialmente correctos, ou seja, há uma hipótese que diz que essas criaturas não existem na nossa realidade, mas devido a certas anomalias existentes em determinados locais, essas espécies desconhecidas materializam-se na nossa realidade, para depois voltarem a desaparecer. Talvez sejam criaturas que existem paralelamente mas numa outra dimensão, fazem parte do passado da Terra, mas estão actualmente extintas, no nosso tempo presente. 

Voltando ao tema inicial, e tal como já tinha referido, a verdade é que nem todas as experiências incluem paralisia, algumas acontecem no estado normal de vigília, os testemunhos possuem alguma coerência, às vezes são corroborados e partilhados por mais pessoas, e nem sempre são experiências assustadoras ou desconfortáveis.

Sabemos que antigamente o diabo surgia como explicação para tudo aquilo que era desconfortável para as autoridades religiosas dessas épocas. Hoje já não é o diabo que surge como explicação, mas sim a alucinação! Tudo o que é desconfortável passa a ser visto como uma alucinação. A conclusão é que o Iluminismo (e outros ismos que vieram a seguir) não trouxe só coisas boas… (às vezes passamos do 8 ao 80, na sociedade há muita coisa que passou rapidamente a extremos, não foi só em relação a estes temas…)

Se é verdade que, em certos casos, explicar as coisas como sendo alucinações pode até servir para aliviar a tensão e preocupação produzidas por determinado tipo de experiência, e devemos ter em conta este aspecto! Contudo, também não deixa de ser verdade que noutros casos essa mesma explicação pode ser contraproducente até…




O vídeo/documentário pode impressionar algumas pessoas, por isso fica a advertência. Não sinto especial prazer em explorar assuntos que podem produzir medo, terror ou assustar as pessoas, mas pareceu-me importante partilhar este tema. Sugestão para pesquisa: ver sobre “shadow people” e “Hat Man”.   





terça-feira, 23 de junho de 2015

Além do visível

O documentário abaixo fala sobre a natureza da consciência humana, as EQM e a possibilidade da comunicação com outras dimensões.

E, por exemplo, pegando num dos assuntos aqui abordados, é certo que podemos encontrar problemas e muitos pontos de interrogação dentro do espiritismo, até porque estamos a falar de assuntos complicados.

Para alguns, a mediunidade, seja qual for a forma que ela assuma, não pode, pelo menos neste momento, ser “provada” cientificamente, apesar de alguns estudos interessantes que têm surgido (recorrendo a experiências que envolvem monitorizações fisiológicas e também outro tipo de estudos controlados).

Portanto, é possível avaliar o grau de precisão e exactidão de certas afirmações/ informações apresentadas por médiuns, mas cientificamente podemos apenas concluir, embora sem unanimidade (como não podia deixar de ser), que estamos perante um fenómeno real (não inventado, ou seja, ocorre mesmo alguma coisa) que, para além de assumir várias formas, pode, em situações específicas (aquelas que foram estudadas), levar-nos a propor mais do que uma hipótese (não apenas aquela que se imaginaria à partida) sobre a origem de, por exemplo, uma determinada informação apresentada. Ou seja, numa determinada situação (experiência controlada realizada), a explicação pode não ser aquela que à partida imaginamos ou cremos, podendo esta estar associada a outro tipo de fenómenos psíquicos.

Mas o facto de ainda não podermos concluir nada através do rótulo “ciência” (assim como não podemos ainda provar a existência de universos paralelos mas temos boas razões para aceitar a sua existência), não significa que não haja outro tipo de estudos e abordagens que nos permitam tirar pelo menos algumas conclusões…

Quanto a este tema, quer seja no passado, quer seja no presente, para além daqueles que afirmam serem médiuns mais desenvolvidos (e se os mesmos apresentarem algum tipo de prova, sempre fica mais fácil…), vão se acumulando casos de pessoas normais e comuns, digamos assim, que inesperadamente vão tendo experiências importantes e, não tendo aparentemente nada a ganhar com isso, partilham aquilo que vivenciaram. São testemunhos cujas histórias e descrições apresentam alguma coerência e significado, não havendo motivo para, nestes casos, aceitar a famosa “ explicação mais simples” proposta por muitos “cépticos”.

Sugestões:


http://www.mitele.es/programas-tv/cuarto-milenio/temporada-10/programa-384/ (ver a partir do momento em que marca 01:18: 58)


Documentário:



Nota:

Nestes assuntos relacionados com aquilo que nos está oculto, ou aquilo que podemos chamar de realidades ocultas, é certo que podemos também aqui encontrar divergências de opinião no que diz respeito ao tema abordado nesta publicação. Para além de alguns pontos em comum, como é natural, também podemos encontrar diferentes posições, doutrinas, ideias e interpretações sobre estes assuntos.

Desde a teosofia, passando por outras escolas esotéricas/iniciáticas, até à doutrina espirita (Kardec), conseguimos encontrar sempre uma certa divergência de opinião. E se a estes exemplos juntarmos algumas das religiões mais tradicionais, então temos posições ainda mais discordantes. Esta situação pode ser interessante ou não, pode ser benéfica ou não, dependendo do ponto de vista escolhido.

Depois, temos um outro aspecto, vivemos em sociedades construídas e alicerçadas numa metafisica materialista (irei falar disso na próxima publicação), que controla grande parte das estruturas académicas e científicas, e estas por sua vez são estruturas altamente influenciadoras da mente colectiva, onde certas coisas são tabus e quase tudo é visto como superstição a eliminar.

De sociedades controladas por clérigos que puniam e reprimiam toda e qualquer prática ou ideia diferente da religião oficial, dando a explicação que mais lhes convinha e deixando o povo na total ignorância, passámos para sociedades cheias de “peneiras” promovidas por certos intelectuais (ou pseudo-intelectuais, segundo alguns), pressupostos materialistas e preconceitos, onde investigar certos temas é proibido ou então é digno de uma boa gargalhada ou troça humorística de um espertinho qualquer.

O resultado disto tudo é o seguinte: a ignorância, ausência de informação, confusões, muitas contradições, e a ausência de estudos e pesquisas sérias que sejam desvinculadas de religiões, escolas, certos grupos, grandes doutrinas ou grandes dogmas, não desvalorizando todas essas coisas, aprendendo com todas essas coisas, mas com os devidos filtros, critérios e cuidados.

É importante, na minha opinião, explorar, investigar, sem esquecer o que está para trás, mas compreender que certas coisas não devem ficar cristalizadas no tempo, estagnadas, porque deve haver renovação em termos de pesquisa, e talvez seja possível obter um novo entendimento sobre certos temas. E, dentro deste contexto actual, independentemente das explicações que se possam dar, quer sejam de natureza mais psicológica ou não (e muitas vezes a explicação parece ser mais do que psicológica…), estamos a semear terreno para cada vez mais pessoas (principalmente jovens adolescentes, e por isso talvez mais vulneráveis) caírem em situações potencialmente perigosas como esta:  
                   
http://cadenaser.com/programa/2011/11/13/milenio_3/1321143428_850215.html                                                     
(aliás, se bem me lembro, o tema do link já foi abordado noutra publicação mais antiga). 

Ou seja, resumindo, os temas mediúnicos não têm de estar necessariamente ligados a situações desagradáveis e perigosas (e muitas vezes não estão!). Mas aqui, tal como noutras áreas, primeiro há que estudar, pesquisar, tentar perceber o sentido e a orientação das coisas, discernir, ver bem para não abrir alguma porta desnecessária, saber o que estamos a fazer. E por vezes não há necessidade nenhuma de realizar certas experiências, usando certos métodos sem cautela, porque isso pode ser desaconselhável devido a factores psicológicos ou a certas características intrínsecas e, admitindo outras possibilidades, quando abrimos uma porta sem o devido cuidado, não sabemos quem poderá entrar por ela…

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Experiências insólitas: estranhos objectos voadores e seres estrambólicos!

Tem havido casos de observações invulgares de estranhas figuras, ou seres, (nem sempre associados ao fenómeno OVNI e provavelmente de natureza completamente distinta), durante a noite, em estradas do país vizinho (e, com toda a certeza, isto também se verifica noutros países, inclusivamente aqui). Entre esses casos, alguns foram comunicados à polícia, que também ela própria tem sido testemunha do insólito. Veja-se, por exemplo, o caso apresentado no vídeo que surge no final desta publicação. (1)

Por vezes, as forças da autoridade são também testemunhas do fenómeno OVNI. (como podemos constatar através do exemplo apresentado em baixo, que é apenas um entre vários ocorridos por todo o mundo e em diferentes países). (2)

Será também compreensível verificar que enquanto alguns decidem falar, outros preferem manter silêncio, devido ao medo de virem a sofrer consequências na sua vida profissional, e talvez seja por essa razão que alguns apenas optam por contar a sua experiência mais tarde. Temos igualmente o caso de alguns pilotos que no passado, num primeiro momento, optaram pelo silêncio (um pequeno exemplo: https://www.youtube.com/watch?v=AmMQSBGW7K0 ).

Apesar de alguns avanços conseguidos, é também perfeitamente compreensível a preocupação de virem a ser ridicularizados ou a possibilidade de receberem duras críticas e ataques, porque há ainda muita gente que usa e abusa de julgamentos e críticas contundentes, muitas vezes ofensivas e, em boa parte das situações, sem fundamentos sérios nem qualquer tipo de respeito. Basta ver, por exemplo, as caixas de comentários que abundam nas redes sociais e não só. Ou seja, não se medem as palavras, vale tudo!


(1)


(2)


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Bruxaria: desmontando preconceitos e confusões!

Um documentário interessante, que pretende desmistificar certas ideias e explicar o verdadeiro sentido da Bruxaria.

A bruxaria, por razões históricas, acabou por ganhar um sentido e significado distorcido, que ainda hoje faz parte do imaginário de uma grande parte da população.

Sendo frequentemente e erradamente associada a práticas de magia negra ou a cultos satânicos, a palavra ganhou uma conotação negativa e, não raras vezes, tem servido para, de forma jocosa, classificar todo o tipo de práticas e cosmovisões não aceites pela cultura vigente, de maneira que muitos acabam por misturar coisas que, embora tenham aspectos semelhantes, devem ser distinguidas.

Na verdade, desvirtuar o sentido original de certas coisas tem sido prática comum por parte dos detractores e vencedores que vão conseguindo espalhar a confusão, sendo normalmente bem-sucedidos. Podemos até dizer que existem outros exemplos ainda mais notórios do que este, mas pertencentes a âmbitos não relacionados com o ocultismo.

Nota:

Esta publicação não pretende demonstrar se determinadas práticas/rituais são reais ou não. Aqui não há nenhuma intenção de demonstrar, ou convencer, que certas práticas funcionam. Isso é outra conversa completamente diferente, trata-se de outro tipo de questões cuja abordagem envolve alguma complexidade, pelo menos no que diz respeito a este assunto em particular. Embora saibamos que foram realizados alguns estudos sobre temas que talvez possuam alguns aspectos em comum com, por exemplo, os rituais da bruxaria e, sendo esses estudos polémicos, muitos defendem que os resultados foram importantes (é igualmente importante lembrar que uma boa parte desses estudos constata a existência de pequenos efeitos, ou seja, não estamos a falar de coisas semelhantes àquilo que vemos na banda desenhada, por exemplo. Embora por vezes haja fenómenos extraordinários e casos dignos de nota).

Como sempre, devemos manter a nossa mente aberta, mas com algum tipo de filtragem e critério satisfatoriamente cuidadoso (tendo como base estudos mais amplos ou simplesmente a nossa experiência pessoal).  

E, por outro lado, assumindo que existe alguma realidade no que diz respeito àquilo que nos está oculto, será também importante ter algum cuidado para não abrir possíveis portas desnecessárias e potencialmente perigosas, ou então, saber primeiro como e por onde navegar… Mas, não menos importantes são os efeitos nefastos que o medo e a ignorância por vezes provocam nas pessoas. Isso, por si só, pode produzir um impacto por meio da simples sugestão que, tendo o poder de desencadear benefícios, também é capaz de trazer seus prejuízos.

É importante também salientar que quando vemos alguns católicos fervorosos criticarem o paganismo, eles esquecem-se que a sua religião é mais pagã do que imaginam! Basta ver, por exemplo, o vasto panteão católico…,etc.





quarta-feira, 27 de maio de 2015

Estudos Proibidos

O vídeo fala sobre alguns estudos relacionados com uma área de pesquisa completamente herética, mas que conta com alguns valentes que não se importam de arriscar, aplicando o método científico e as ferramentas das ciências naturais, recorrendo a metanálises, dentro das possibilidades actuais e com resultados interessantes.

A ciência deve se libertar de preconceitos e acolher qualquer hipótese de trabalho. A ciência deve explorar aquilo que for possível, por muito que isso custe a alguns figurões (e outros menos figurões).

Tenho tido conhecimento que muitos desses figurões tentam por vezes aldrabar e fazer as suas próprias estatísticas, manipulando as coisas de forma a encaixarem no seu paradigma, inventando todo o tipo de argumentos (alguns falaciosos) e descobrindo falhas em todo o lado, mesmo quando esses estudos parecem ter sido conduzidos com rigor, levando a resultados estatisticamente relevantes.

E o mais curioso é que toda essa gente, esses figurões tendenciosos, sempre tão preocupados, tão exigentes no policiamento, nunca se preocupam com a verdadeira e perigosa charlatanice existente noutras áreas, veja-se, por exemplo, na área da medicina onde temos aldrabices monumentais e, com a conivência de muitos. Deveria ser motivo de preocupação o facto de muita gente estar a tomar substâncias (longe de serem inócuas) quando as mesmas não são melhores do que um placebo, ou seja, sem evidências significativas.

Se bem me lembro, recentemente alguém dizia que a comunidade científica necessitaria de uma espécie de tribunal, onde tudo pudesse ser debatido, vários pontos de vista apresentados, onde tudo pudesse ser apresentado e argumentado. Os dissidentes e o mainstream deviam ter a possibilidade de falar, em igualdade, sem que haja a possibilidade de alguém evadir-se de determinadas perguntas. E tudo dentro de um sistema bem organizado, não permitindo posturas parciais por parte da comunicação social no que diz respeito à cobertura e transmissão desses debates. Nem permitindo que haja pressões ou influências e interesses externos (ou internos, acrescento). Não sei se um tribunal é a melhor ideia, mas talvez uma espécie de fórum ou algo inovador que ainda não exista.





segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Maratona EQM

Antes de mais, é importante dizer que não se trata de converter pessoas, como se de uma religião se tratasse. Mas penso que existem boas razões para levar a sério (como sendo real) este tipo de experiências. É também importante ter bem claro na nossa mente que as EQM (assim como outros temas) apenas podem ser entendidas com mais clareza quando tomamos em consideração todos os seus vários aspectos. Embora possamos construir argumentações baseando-nos em apenas um ou dois aspectos, é importante juntar tudo e não deixar nada de fora, não ignorar nada. E às EQM podemos juntar outros fenómenos (alguns não tão raros como se possa pensar) e estudos (inclusivamente antropológicos, históricos, etc). E é assim, juntando tudo, que podemos obter uma perspectiva do quadro todo. De forma a obter um todo coerente.

Porque é que eu penso que não vale a pena perder tempo a tentar convencer os cépticos (e afins)? (para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de pensar nisto, volto novamente a tocar neste assunto. E não podia deixar de tocar neste tópico, porque faz também parte do “jogo”, vem juntamente com a embalagem)

Em primeiro lugar, no caso daqueles que dizem que são ateus, principalmente os militantes, é totalmente inútil, uma tarefa estéril. Qualquer pessoa que fale sobre EQM será vista como um “inimigo da razão” e outros preconceitos do género. Certos ateus defendem a razão mas são também eles próprios capazes de dizerem coisas sem sentido e ilógicas. Em certo sentido, alguns parecem estar ao mesmo nível de um bom fundamentalista religioso intolerante, noto que ambos têm em comum realizar interpretações literalistas, ou descontextualizadas, de certos textos e escrituras religiosas, mitológicas, etc.

Quanto aos auto-intitulados cépticos, dá a sensação (falsa) de que ainda é possível estabelecer algum tipo de diálogo. Mas será possível dialogar ou tentar mostrar algo a um materialista convicto? Evidentemente que não! É perder tempo! Não são imparciais, independentemente do que possam dizer.

Por isso, este tipo de informação apenas pode ser destinado a todos aqueles que estão dispostos a aceitar a ideia, aqueles que podem ter reais dúvidas mas não se fecham a essa possibilidade, ou então aqueles que já conhecem o tema mas pretendem aprofundá-lo ou saber mais alguma informação.

Existem também algumas pessoas religiosas que podem não estar satisfeitas com certas revelações, digamos assim, e relatos de algumas dessas experiências. Encaram esses mesmos relatos como totais mentiras porque estão em contradição com a sua doutrina religiosa (ou relatam situações que não estão de acordo com uma determinada interpretação das escrituras dessa religião).

Penso que é essencial continuar com este tipo de pesquisa, incentivá-lo, divulgar toda a informação (mesmo que não queiramos tirar conclusões, ou seja, pode ser algo puramente descritivo), para que haja uma compreensão cada vez maior.

Evidentemente respeitar as dúvidas que possam surgir (as nossas e as dos outros), mas estar sempre atento àqueles que querem simplesmente negar e forçar argumentos e explicações a todo o momento (nem que seja necessário tirar coisas fora do contexto ou introduzir), aqueles que gostam de ludibriar as pessoas, etc. O assunto também não pode ser abordado de forma superficial! Naturalmente, não sou contra um cepticismo saudável, devemos ser rigorosos com certas coisas, devemos estar atentos, mas existe uma diferença entre possuir uma certa dose de cepticismo e disparar balas em tudo aquilo que sai fora do paradigma materialista.

Uma certa vertente filosófica encara a sabedoria como um fluir pela vida, ou seja, dentro deste conceito, o verdadeiro sábio não demonstra uma imensa preocupação em mudar o mundo (seja qual for o sentido pretendido ou a intenção), ou seja, a sua acção não tenta forçar nada nem ninguém, de maneira que a mudança no mundo, quando surge, vem de forma natural, vem como consequência natural e espontânea da sua acção, que é uma acção particular. Neste sentido, no caso de querermos aplicar esta filosofia, penso que não vale a pena entrar ou dar demasiada importância a este tipo de debates, até porque existem várias ratoeiras nestas coisas, o ego normalmente salienta-se bastante, costuma haver fricções e agressividade (sob várias formas), e devemos sempre questionarmo-nos se certas coisas realmente valem a pena. Dito isto, a única função que este género de debate pode ter é única e exclusivamente fornecer determinado tipo de informações e pontos de vista (e para isso até nem sequer necessitamos de debates e confrontos). Os debates (e não só) destinam-se a atingir aquelas pessoas realmente interessadas e de mente aberta, com reais e sinceras dúvidas ou desconhecedoras dos temas. E depois cada um tira as suas próprias conclusões. Mas, ao contrário do que alguns talvez pensem, certos debates (e não só) raramente mudam aqueles que defendem ou possuem uma posição contrária! Não é possível mudar aquele que já se decidiu sobre algo (principalmente quando existe uma assistência, na Internet ou fora dela), porque esses oferecerão sempre resistência e temos de respeitá-los (embora, na minha perspectiva, muitos não têm razão nenhuma nas afirmações que fazem).

Naturalmente, eu também posso ser acusado de possuir demasiadas certezas. Bom, o que posso dizer sobre isso é que certezas absolutas nunca existem, a dúvida está sempre presente, principalmente para quem não tem a experiência directa das coisas (não só em relação às EQMs),mas penso que tudo (não só as EQMs) aponta para que a visão materialista esteja errada.

Em tudo é necessário uma certa dose de fé, mesmo quando estamos a falar de ciência: fé na ciência, fé nos paradigmas, fé nos modelos, fé nas pessoas que fazem parte da comunidade científica, fé nas pessoas que usam as ferramentas científicas (principalmente quando nada entendemos de determinada área e, para alguns, demasiada dependência nos técnicos/especialistas pode ser um problema). Para além disso, o verdadeiro cientista, aquele que procura conhecimento (conhecimento sem sabedoria é inútil, segundo alguns), tem de ter fé, tem de confiar e saltar para o desconhecido, tem de, se assim for necessário, estar disposto a deixar velhas ideias e abraçar novas, e não pode estar apegado a crenças rígidas sobre as coisas. Quando alguns cientistas seguem por um caminho, eles muitas vezes sentem uma intuição ou um sentimento que os impulsiona, têm de confiar e depois logo verão se valeu a pena e muitas vezes vale.

Dizem que, em ciência, devemos testar as teorias, de maneira que uma teoria apenas pode ser aceite quando “sobreviveu” e reuniu suficientes evidências. Mas, como todos sabemos, a ciência é feita por seres humanos, e aqui as dinâmicas de grupo também exercem a sua influência na produção de conhecimento e na aceitação ou rejeição de determinadas visões do mundo. A comunidade científica precisa de estabelecer acordos, consensos e as pressões (vários tipos) para a conformidade também existem neste âmbito, independentemente da qualidade das evidências ou plausibilidade de uma ideia ou conjunto de ideias. Não é menos verdade que a opinião de determinados membros da comunidade científica tem mais influência do que outras, e mesmo os mais prestigiados podem sofrer consequências, se começarem a defender heresias. A nossa tão querida ciência também tem tabus: certos temas são rapidamente aceites, enquanto outros são negados sem hesitar, e muitas vezes aqueles que são negados chegam a possuir melhores evidências do que alguns daqueles que foram acolhidos e abraçados. Há coisas proibidas!

Felizmente temos pessoas que pesquisam seriamente os temas proibidos (não só as EQM), publicam estudos, apresentam casos, divulgam informação.

Em relação às EQM, se considerarmos que são apenas alucinações, teremos problemas com esse argumento.

Se decidirmos, tal como alguns defendem, que este assunto não pode ser tratado pela ciência porque apenas constitui evidência o que é externamente observável, aquilo que pode ser medido ou é acessível aos sentidos. Se decidirmos que experiências subjectivas deste género (devidamente enquadradas, contextualizadas, e cruzadas com outras informações que as confirmam, etc) não podem ser admitidas, então, na minha perspectiva, teremos de repensar muitos aspectos que são estudados hoje por áreas que consideramos científicas, principalmente na área da psicologia, medicina, neurociências, etc. Ou seja, se nenhum tipo de experiência interna pode ser objecto de estudo ou fazer parte de um estudo científico, então temos também um problema.

Por exemplo, eu posso provar que, durante uma EQM, determinada pessoa não teve uma real experiência fora do corpo? Não! Realmente, não posso provar que não foi real. (partindo do principio de que a pessoa não mentiu, claro).

Eu posso provar que, durante uma EQM, determinada pessoa (ou conjunto de pessoas) teve uma real experiência fora do corpo (EFC)? Se eu aceitar como prova determinadas descrições e informações fornecidas por essa pessoa após a experiência ocorrer, então nesse caso sim, existem provas porque há informações precisas e que seriam impossíveis de saber, se a pessoa não tivesse tido uma EFC real. Aliás, há estudos feitos nesse sentido.

Claro que estas EFC podem ocorrer também noutros contextos… Mas neste contexto assume uma outra importância. Para além disso, uma EFC num contexto de uma EQM dá a sensação de ser uma experiência muito mais profunda e complexa.

E aqui estamos nós, num momento de transição, a consciência não consegue ser explicada em termos puramente materialistas, a consciência dá sinais de ser algo que não se confina a um cérebro, e esta ideia nada tem de novo. Considero que existem áreas experimentalmente mais fáceis, digamos assim, e essas áreas podem oferecer evidências científicas que suportem a ideia de que a consciência não está somente dentro de um crânio (e já ofereceram...). Quanto às EQM, admito que existem características diferentes neste caso, e mesmo que alguns continuem a considerar que esta não é uma área de investigação legitimamente cientifica, acredito que a curiosidade não desaparecerá e continuarão a existir estudos e recolhas de relatos, seja qual for o rótulo que lhe queiramos colocar.

Em ultima análise, se de repente a maior parte das pessoas tivesse tido a “mesma” (nunca é exactamente igual) experiência e a tivesse encarado como tendo sido real, passaria a ser real para todos. O real é aquilo que é partilhado por todos!

Quem realmente pode ter a certeza absoluta de alguma coisa? O que vivemos todos os dias é real ou apenas um sonho? O que é real? O que é a matéria? Para quem vivenciou as EQM, em muitos destes casos há algo que sobressai nos relatos deste tipo de experiência: a experiência foi sentida como tendo sido muito real, demasiado real, mais real do que esta que vivemos todos os dias, segundo as palavras de muitas dessas pessoas. Uma dimensão da existência, um plano que em certos aspectos torna-se difícil de explicar usando a nossa linguagem, está além do tempo e do espaço, fora do tempo e do espaço. E para essas pessoas já não resta nenhuma dúvida.











quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Os fenómenos estranhos partilham a mesma origem?

Algumas pessoas pensam que a nossa realidade é influenciada por algo desconhecido e poderoso. Referem que muitos fenómenos e estranhas aparições têm em comum a mesma origem, assumindo diferentes disfarces ao longo do tempo e em diferentes contextos.


O que me parece é que existem outros e esses outros interferem neste vasto jogo que é a existência/realidade. Se esses outros são apenas diferentes disfarces e têm a mesma origem, isso eu não sei! No entanto, estou inclinado a dizer que existem fenómenos, seres e situações de origem e naturezas distintas.


terça-feira, 19 de agosto de 2014

O caso de Pam Reynolds

Dentro do universo das EQMs, existem certos casos que se destacam e isso deve-se ao facto de possuírem características muito particulares. O caso de Pam Reynolds, devido às circunstâncias em que ocorreu, destaca-se especialmente de todos os outros, embora haja outros casos também interessantes.







sexta-feira, 30 de maio de 2014

Precognição: Uma prova científica

Há quem diga que experienciamos na vida (exteriormente) aquilo que já trazemos dentro de nós, tal como se de um espelho se tratasse, e muitas vezes não temos plena consciência desses aspectos porque não os conseguimos identificar ou então devido ao facto de estarem de certa forma escondidos, encobertos. Se assim for, e mesmo que não aconteça sempre, tal concepção da realidade pode gerar algum desconforto e desconfiança… A ideia da realidade funcionar como se fosse um espelho não é absurda, na minha opinião, mas continuo a achar que há certos exageros que são defendidos por algumas pessoas e que não correspondem à verdade.

Por outro lado, o que não existir dentro nós passa a existir devido a condicionamentos vários e “contágios”.

Mas, e o futuro? O futuro pode influenciar-nos? Se a resposta for afirmativa, então quantos futuros poderão existir? Ou existe apenas um futuro? Se calhar fazemos demasiadas perguntas, ou talvez faça sentido continuar a fazê-las!

Novos estudos científicos demonstram que a precognição existe e é mais comum do que se possa imaginar. Estamos a falar de experiências realizadas em laboratório e que foram replicadas com sucesso. Tendo em conta todos os estudos feitos até ao momento, a conclusão é que existe algo estatisticamente relevante e aqui ninguém escondeu os resultados negativos, ao contrário de outras áreas…

Tudo isto significa exactamente o quê? Se o futuro já existe, há lugar para o livre arbítrio? Sabendo o futuro, podemos modificá-lo? E em que situações podemos modificar o futuro? Até que ponto o presente influencia o passado?

Podemos colocar muitas mais questões, mas baseando-nos nestas experiências, podemos afirmar que existe retrocausalidade, ou seja, o futuro influencia o presente!


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