E porque existem muitas realidades dentro da realidade e outras possibilidades dentro das impossibilidades, surge este espaço dedicado a todos aqueles que gostam de divagar por aí ( sempre sem perder de vista o chão ) e aos outros que simplesmente têm curiosidade.
Um espaço aberto a todos os amantes do mistério, viciados em utopias, filosofeiros da vida, buscadores de algo e poetas à solta. Os mais curiosos também podem entrar e talvez também deixem ficar a sua opinião.
Em primeiro lugar, é necessário
não desvalorizar as experiências das pessoas, principalmente quando a história,
ou o caso apresentado, é consistente e apresenta determinadas características e
pormenores. Também é importante saber que existem diferentes tipos de abduções,
as experiências não são todas iguais, há quem descreva diferentes seres e
espécies, diferentes procedimentos e instrumentos utilizados, mas a amnésia
parece ser o aspecto comum na maior parte destes casos.
Partindo do princípio de que as abduções
são reais, há algo que me deixa com algumas dúvidas. Em muitos dos relatos de
abduções, as pessoas referem que foram submetidas a exames invasivos dolorosos,
mas eu apenas queria colocar a seguinte pergunta: uma civilização mais
avançada, com tecnologia e uma medicina mais avançada, não tem noções de
analgesia e anestesia? Se até nós humanos conseguimos realizar exames em
animais e pessoas, sem que haja demasiada dor e desconforto, uma civilização
mais avançada não tem capacidade para fazer o mesmo? Para além disso, uma
civilização mais avançada usaria, por exemplo, tecnologia de scanning e
nanotecnologia, não necessitaria de introduzir instrumentos grandes e
complicados, de forma dolorosa… Serão sádicos? Prefiro acreditar que não! Haverá
alguma razão concreta?! Tenho lido algumas tentativas de explicação, mas confesso
que não consigo tirar nenhuma conclusão definitiva em relação a este tópico. Mas
acho que podemos afirmar que esses seres, com certeza, não estão submetidos a
medidas de austeridade de algum governo ou Estado que os obriga a utilizar
material mais barato.
Em relação aos extraterrestres,
essas entidades que nos visitam, durante uma entrevista alguém dizia algo
bastante interessante, não me lembro como era a frase exacta, mas era algo
assim do género: se hoje aparecessem mil pessoas e apresentassem testemunho das
suas experiências, e se amanhã aparecessem mais mil pessoas e fizessem o mesmo,
então no dia seguinte a atitude dos media mudaria, seria bastante diferente.
Da mesma forma, se determinadas
áreas de pesquisa científica começarem a ser aceites por cada vez mais pessoas
(principalmente dentro da comunidade cientifica), então a atitude dos media também
mudaria, principalmente em relação à sua divulgação (uma divulgação que se quer
neutra e sem preconceitos). E se existirem dúvidas, é preferível discuti-las,
debatê-las, em igualdade, dando um tratamento igual a ambas as partes, sem
habilidades. Mas ignorar completamente o assunto é algo que não deveria
acontecer.
Costuma-se dizer que em ciência
não existem provas porque não existem certezas absolutas nem verdades
perfeitas, as provas ficam apenas para a lógica e a matemática. Apenas podemos dizer
que existem evidências, então vamos ver algumas dessas evidências.
Energia emitida pelas mãos? Truque?
Estará a nossa mente ligada à realidade através de maneiras que não conseguimos
compreender?
O caso apresentado no vídeo,
aparentemente não parece ser um truque, uma das razões é o facto de os animais
não terem sido escolhidos por kanzawa. Poderia também colocar-se a hipótese da
utilização da hipnose, mas dada a distância e a posição de alguns animais, acho
que podemos também descartar essa hipótese.
Na verdade, existem mais casos
invulgares à semelhança deste. Existem outras situações que parecem desafiar as
crenças arreigadas de uma certa ciência mainstream que, apesar das grandes
revoluções científicas verificadas a partir de certa altura do século XX e de
novas perspectivas dentro da filosofia da ciência, prefere teimosamente manter
uma postura em tudo semelhante a uma certa arrogância e rigidez próprias da
ciência do século XIX (o mesmo século que via os homens das cavernas,
nomeadamente o Neandertal, como um individuo boçal, estúpido, primitivo, mas
agora pensa-se que, apesar de provavelmente ter sido uma espécie agressiva na
defesa do seu território, eram mais complexos e inteligentes do que
imaginávamos e com características culturais semelhantes às da nossa espécie).
Existem muitas alegações por aí,
mas o que nos interessa são demonstrações, qualquer tipo de prova, isso é
significativo e permite-nos, se assim quisermos, explorar melhor certos
assuntos. Mas se algumas pessoas não aceitam determinadas evidências, que são diferentes
e variadas, recolhidas em laboratório (e suponho que nunca aceitarão), então
também não aceitarão este tipo de situação apresentada no vídeo, isso é certo!
Às vezes é difícil ter certezas
absolutas. No entanto, são as novas ideias que fazem avançar o mundo, rasgos de
criatividade. Os desmancha-prazeres e os "bota abaixo" nunca trazem
nada de novo, apenas os visionários e aqueles que sonham (com os pés no chão)
trazem novidades e enriquecem as nossas vidas, e aí está implícito ter uma
mente aberta e ver oportunidades.
Também sabemos que cada um tem o
seu conceito de Deus, há pessoas que preferem não acreditar num Deus barbudo
que está lá no céu e que é sempre interventivo, já outros preferem nem sequer
falar em Deus mas usam outro tipo de linguagem e ideias. Existe também uma
frase que tem sido muito usada para questões de crença, mas que, na verdade,
pode ser aplicada a qualquer tema que quisermos, é a seguinte: “Para aqueles
que acreditam, nenhuma prova é necessária, para os que não crêem, nenhuma prova
é possível.” O que significa que em certos contextos nenhuma evidência é
suficiente e nenhuma evidência é possível…
Antes de mais, para que não haja
qualquer tipo de dúvida, devo dizer que obviamente, sou a favor da liberdade,
assim como de outros princípios que considero fundamentais, por isso quero
deixar bem claro que não é minha intenção estar aqui a defender injustiças,
desigualdades, espancamentos de mulheres e outras coisas do género. Também não
venho para aqui fazer críticas sobre certas opções e escolhas que as pessoas
fazem, principalmente assuntos privados, isso aqui não interessa nada e foge ao
âmbito deste artigo, desta forma não pretendo converter ninguém a nada.
No entanto, há um tema que surge
bastante na nossa sociedade e até tem gerado acesas discussões na Internet, trata-se
do feminismo, e como este blogue pretende mostrar outras realidades, a outra
face das coisas, decidi tocar neste assunto e analisá-lo, tentando ser o mais
neutro possível.
Devo dizer que não tenho um
conhecimento muito aprofundado sobre as raízes históricas do feminismo, mas
tenho uma ideia geral sobre o assunto e penso que essa ideia não anda muito
longe da verdade. De qualquer forma, apenas queria mostrar a minha opinião, o
meu ponto de vista.
Em Portugal não se discute muito
sobre este assunto, ao contrário de outros países como o Brasil, EUA, etc.
Tenho lido algumas coisas na Internet, muitas teorias, algumas são teorias da
conspiração que vêem o feminismo como um plano secreto para destruir a
sociedade, um plano da esquerda, orquestrado para tomar o poder, algo assim do
género. Por outro lado, temos também aquele feminismo mais radical, com
afirmações e posições bastante discutíveis e algumas até preocupantes.
Bom, eu não sei se houve ou não
conspiração para destruir os valores defendidos por uma certa direita (e não
só) ou se simplesmente foram mudanças culturais normais, novas ideias que foram
surgindo e naturalmente encontraram adeptos e influenciaram aos poucos a
sociedade. Pessoalmente, não queria encaixar-me em nenhuma direita nem
esquerda, prefiro não me classificar nem estar agarrado a nada, é preciso ir além
dessas divisões… são coisas que não me interessam, embora reconheça certos
aspectos nas políticas da direita com os quais eu não concordo, mas também o
mundo da esquerda não é totalmente perfeito!
Portanto, sobre o tema deste
artigo, tenho lido coisas que para mim fazem sentido e outras que não concordo,
para além do uso de alguma linguagem imprópria e certas informalidades
desnecessárias (quer seja por parte dos críticos do feminismo, ou por parte dos
próprios feministas).
É inegável que houve movimentos
de mulheres que, principalmente nos primórdios, defendiam direitos fundamentais
e a possibilidade de haver mais poder de escolha por parte das mulheres.
Contudo, há quem seja da opinião de que o feminismo não defende igualdade, mas
trata-se de uma ideologia autocentrada, egocêntrica, que procura privilégios e
benefícios sempre que possível e pretende tomar o poder, é uma luta pelo poder.
Para além de outros defeitos apontados pelos críticos (alguns desses críticos
são mulheres…) e com os quais eu concordo.
Na verdade, eu não sei se o
feminismo sempre foi uma farsa ou se simplesmente foi se transformando ao longo
do tempo, corrompendo-se, perdendo o bom senso e deteriorando-se. Talvez a
segunda opção faça mais sentido, mas a influência do feminismo nas nossas
sociedades tem sido muito clara e evidente.
Não gosto muito de
classificações, rótulos, até já falei sobre isso numa publicação anterior, mas
considero que existem vários tipos de feminismos, vários tipos de feministas
(algumas são auto-intituladas) e é difícil muitas vezes estabelecer um padrão,
sendo igualmente difícil entender certas ideias/teorias deste movimento porque
são muito paradoxais, contraditórias e algumas deixaram de ter qualquer
fundamento.
Há também situações absurdas e
completamente surreais, radicalismos estranhos, por exemplo, há pouco tempo vi
algo sobre o feminismo na Suécia e realmente, percebi que este país nórdico não
é o paraíso cor-de-rosa que tantas vezes nos contaram (não é só por causa do
feminismo). A coisa está tão extremista que até uma das feministas mais antigas
chegou ao ponto de questionar e criticar o rumo que as coisas estavam a levar,
principalmente em relação a pessoas que se usam da política para implementar
certas medidas e, acrescento, fazer lavagem cerebral a toda a gente.
Outro aspecto a salientar
prende-se com a reacção de algumas feministas (ou pessoas que se identificam
com alguns aspectos e ideias deste movimento), quando as suas ideias e
argumentos são alvo de críticas. É um clássico, podemos ter de tudo um pouco:
“se não concordas comigo, não vales nada e és um machista” (típico); falácias
do género “ não consigo atacar o argumento, então ataco a pessoa que o fez”;
ataques pessoais; psicologia barata; agressividade; preconceitos e
generalizações; rótulos; diagnósticos; classificações, tudo na tentativa de
calar a pessoa a todo o custo, apelos à emoção e não à razão, provocações em
vez de um diálogo que se quer saudável e construtivo. E é um clássico porque
também podemos ver estes comportamentos noutros âmbitos, por exemplo, algumas
pessoas que não aceitam o fenómeno ovni, dizem e insinuam que quem acredita em
OVNIS e ETs só pode ser maluco, imaturo ou ignorante. O ser humano por vezes
sente-se tentado, não resiste e segue o caminho mais fácil, prefere ter este
tipo de comportamentos, que da mesma forma são usados por homens e mulheres
feministas pois estes não admitem que alguém ponha em causa os seus pontos de
vista.
Depois também existe o famoso
patriarcado, o culpado de todo o sofrimento das mulheres, aquele que oprime as
mulheres. Este patriarcado é uma espécie de fantasma, uma entidade maléfica obscura.
Eu não sei qual é o conceito de patriarcado que algumas pessoas possuem, mas
confesso que por vezes fico bastante confuso. Parece-me absurdo e anacrónico
continuar a culpar o patriarcado mas a vitimização continuará eternamente e
sempre que houver problemas, existirá sempre o mesmo culpado. Quando, por
exemplo, a mulher é vítima de violência, quem é o culpado? Já sabemos a resposta.
E quando a vítima é o homem? Quem será o culpado? *
Verificamos que, não raras vezes,
certas pessoas, defensoras da liberdade e dos valores modernos e feministas,
não respeitam ideias e estilos de vida contrários aos seus, não suportam
estilos de vida e mentalidades mais conservadoras, digamos assim. Começam
imediatamente com a estratégia de rotular e classificar depreciativamente os
outros dizendo que são homens e mulheres das cavernas, gente primitiva. Dá às
vezes a impressão de que se sentem ofendidos, incomodados pelas ideias
contrárias, não suportam a diversidade e procuram influenciar e converter
pessoas ao seu modo de ver as coisas, pretendem criar uma uniformidade. Nós
sabemos que muita gente conservadora também adopta este comportamento de
julgamento das opções alheias, mas é também frequente vermos que suas ideias
não são respeitadas e seus valores são alvo de uma certa troça por parte dos
mais “modernos”. Ou seja, por um lado, defendem valores da liberdade, direitos
e respeito, mas depois dizem que os outros, coitados, são vítimas do patriarcado
ou então são gente primitiva que devia obrigatoriamente pensar como eles. Temos
de ser coerentes e respeitar as ideias, vontades e opções de toda a gente, que
evidentemente devem estar dentro dos limites do bom senso, independentemente de
aprovarmos ou não. Eu posso não concordar com determinados comportamentos,
estilos de vida e opções, tenho esse direito, claro, mas se é algo que pertence
à esfera privada, principalmente se isso não me afecta directamente, então não
me diz respeito e não tenho de estar a dar opiniões, principalmente quando
ninguém me perguntou nada. As pessoas têm o direito de procurar o que acham
melhor para si próprias. E é por estas e por outras razões que eu sempre vejo
mentalidades de rebanho como um problema.
Há também a questão da mulher
como objecto sexual. Feministas reclamam que nas nossas sociedades as mulheres
foram reduzidas a um objecto sexual, usadas em publicidade, revistas e noutros
âmbitos, incluindo a própria vida social normal. E mais uma vez o culpado é o famigerado
patriarcado. Havia muita coisa a dizer sobre isto mas eu vou apenas tocar
nalguns tópicos:
- Os homens sentem desejo pelas
mulheres, é algo biológico e natural, e as mulheres têm plena consciência disso
e, que eu saiba, elas também não são completamente indiferentes e
desinteressadas pelo corpo do homem, embora possam ter outros interesses, assim
como os homens;
- A imagem e o corpo masculino
também é altamente usado na moda e explorado na publicidade;
- O patriarcado era bastante
conservador em relação à exposição do corpo da mulher, então como é que o
patriarcado pode ser o culpado da mulher se ter tornado num objecto sexual?! Os
pais, ao contrário dos dias de hoje, sempre tinham a preocupação de ensinar as
suas filhas a serem muito discretas nesse sentido, porque uma rapariga e
senhora de família não se vestia nem se comportava de determinada maneira. Por
isso eu não entendo porque é que tentam culpar o patriarcado mas talvez tenham
uma definição diferente da minha. Se realmente a mulher é hoje um mero objecto
sexual, então a culpa é apenas do feminismo porque foi este que incentivou a
mulher a tirar a roupa como forma de protesto face à opressão do patriarcado.
Foi uma forma de libertação e emancipação. Se hoje as mulheres vendem o seu
corpo (tal como os homens), se hoje as mulheres andam na rua com calções muito
curtos e apertados, mini-saias, decotes, fios dentais na praia e não só, etc, a
culpa não é do patriarcado!
Nota: convém lembrar, para os
mais distraídos, a função deste artigo é simplesmente criticar alguns
argumentos do feminismo. Não é minha intenção estar aqui a criticar, por
exemplo, as opções de vestuário de cada um. Se fosse esse o objectivo, diria de
forma explícita. Portanto, caro leitor, não faça leituras desnecessárias.
Existem outras incongruências,
contradições e aspectos bastante questionáveis. O tema é vasto mas ficam aqui
apenas alguns aspectos gerais amplamente discutidos na Internet.
Neste vídeo, uma mulher critica o
feminismo e explica a razão pela qual decidiu não ser feminista.
Em relação a Fátima, eu posso
oferecer muitos argumentos, posso colocar muitos defeitos na religião, claro
que posso, mas também posso reconhecer que há muitas pessoas que encontram
conforto, apoio, força, energia, convívio nestas peregrinações, encontram na
religião um significado para as suas vidas, por isso Fátima não é só os OVNIS,
Fátima é muito mais do que isso. E, para mim, apenas uma opinião pessoal,
exemplos como Fátima enquadram-se em lógicas que podem estar muito para além de
determinado credo ou religião específica, independentemente de ter havido
manipulação ou não. Foi também bom para a economia da região e foi bom para o
país, mas isso é apenas na minha óptica!
Quanto ao dinheiro, ele está
metido em todo o lado, neste momento é assim que as nossas sociedades
funcionam, as instituições religiosas não são excepção. Não tenho conhecimento
suficiente para poder discutir certos pormenores em relação ao dinheiro
envolvido no santuário. Sobre isso já ouvi críticas e algumas talvez sejam
legitimas, mas posso dizer que da última vez que lá estive, assisti a cerimónias
junto com familiares e ninguém me pediu coisa alguma... Estou à vontade para
falar porque não sou devoto católico, sou, por isso, insuspeito.
Além disso, é preferível que os
acontecimentos de Fátima fiquem conservados numa esfera do religioso do que em
esfera nenhuma, pior seria terem sido esquecidos e ignorados, que era o que
muitos pretendiam. Se não tivesse sido preservada a memória, não podíamos estar
aqui hoje a discutir interpretações e pontos de vista sobre Fátima...
É verdade que o cenário de uma
manipulação dos acontecimentos faz bastante sentido e há razões para acreditar
nisso. Mas, como já tinha referido, teria sido bastante pior se o acontecimento
tivesse caído no completo esquecimento, se não houvesse registos nem
depoimentos de ninguém, ou se fosse pura e simplesmente ignorado. As pessoas,
por exemplo, podiam não ter dado o benefício da dúvida, podiam não ter
acreditado nas crianças, se isso tivesse acontecido, aquela multidão não teria
presenciado nada, hoje seriam talvez vistas como partidas e invenções de
crianças ou alucinações…
E mais, ocorre-me a seguinte
ideia: apenas especulo mas, partindo do princípio de que não foi Nossa Senhora
que lá apareceu, esses seres teriam algum plano? Sabiam exactamente o que
estavam a fazer? Talvez! Porque é que esses seres não apareceram para
académicos, pessoas cultas, da cidade, por exemplo? Porque é que decidiram
aparecer para crianças humildes, ignorantes, camponeses, muito religiosas?
Claro que pode haver mais do que uma razão para o facto, umas dessas razões
pode estar relacionada com qualquer tipo de característica sensitiva, digamos
assim, das crianças.
Mas a questão fundamental que eu
quero colocar prende-se com a conservação do acontecimento e a importância,
dinâmica colectiva que aquele local ganhou depois do acontecimento. Esses seres
poderiam ter isso em mente e por isso sabiam que, naquela época (e talvez mesmo
hoje), a única maneira de conservar o acontecimento e de dar dinâmica colectiva
àquele local era precisamente sob o manto da religião! Estava tudo calculado!
Seria a única forma de dar força a algo que eles tinham em mente, um projecto
qualquer que envolveria o desenvolvimento daquele local em termos de dinâmicas
colectivas que talvez tenham algum propósito para esses seres… A intenção era
levar gente para ali, durante muito tempo, com algum propósito…
Extra:
São também comuns dois tipos de
afirmações sobre este tema: para uns, nada aconteceu e, para outros, Fátima não
é caso isolado porque existem mais aparições marianas por todo o mundo, Fátima
é apenas mais um acontecimento entre muitos. Em relação à primeira afirmação,
não é verdade que nada aconteceu, algo aconteceu porque temos argumentos
suficientes e provas que sustentam esses acontecimentos invulgares. No que diz
respeito à segunda afirmação, eu não sou especialista em questões de aparições
marianas, mas parece-me que o caso de Fátima possui particularidades que a
maioria dos outros casos não apresenta. É verdade que aparições de Nossas Senhoras
não aconteceram apenas em Portugal, e, para além disso, em Portugal, Fátima não
é o único caso de aparições da virgem, mas o caso de Fátima tem características
únicas e uma riqueza de detalhes, registos, documentos, testemunhos variados,
inclusivamente de um professor de ciências da Universidade de Coimbra, que testemunhou
o acontecimento, para além de jornalistas, etc, o que aliás levou historiadores
a fazer outro tipo de interpretações bastante plausíveis, e é isso que está
aqui em questão, a riqueza do acontecimento, que foi único nesse sentido.
Algumas pessoas ainda colocam a
hipótese de ter sido um caso de humanos do futuro que nos alertavam para certas
situações. Quanto a esta hipótese, sabemos que é teoricamente possível viajar
no tempo, mas deparamo-nos com o chamado paradoxo do avô, por isso, segundo
alguns físicos, no caso de os visitantes serem humanos do futuro, não podem
mudar o seu próprio passado, eles apenas podem mudar ou influenciar o passado
de alguém que pertence a um universo paralelo, ou seja, neste caso, os
pastorinhos são praticamente idênticos aos pastorinhos do passado desses
visitantes, mas essas crianças são de um universo paralelo, o nosso universo.
Não podemos mudar o nosso próprio passado, apenas podemos mudar o passado dos
outros...
No seguimento deste artigo, e
porque estamos a falar de contactos com outros seres, decidi colocar aqui mais
um caso interessante e que, na minha opinião, merece a nossa atenção. Não é
propriamente um caso excepcional mas é mais um que se junta a outros de
natureza semelhante. O caso aparece logo no início do seguinte programa:
O conhecimento não é posse de ninguém,
disso já sabemos, mas no que diz respeito à investigação destas coisas dos OVNIS,
será que precisamos de uma licença para investigar? E quem é que vai emitir
essa licença? Talvez não faça muito sentido!
Já aqui, por várias vezes,
realcei a importância de abordar certos fenómenos numa perspectiva
multidisciplinar, isso inclui a participação de pessoas especializadas em
diferentes áreas do conhecimento. Parece-me uma opção válida, interessante e
que aliás já tem sido posta em prática.
No entanto, algumas pessoas apenas
consideram legítimo que o fenómeno OVNI (assim como outro tipo de fenómenos que
são abordados neste blogue) seja investigado por pessoas qualificadas, com
títulos académicos. Ora, sendo assim, isto não deixa de ser polémico e teríamos
de perguntar o seguinte: já não houve importantes contribuições de pessoas que
não possuíam títulos académicos? E será justo desvalorizar o trabalho de alguém
só porque não tem títulos académicos? Não existirão outros critérios mais
importantes do que esse? A seriedade, por exemplo, será característica
exclusiva de certas pessoas?
É verdade que alguns entusiastas
e interessados no fenómeno cometem muitos erros, não possuem critérios
satisfatoriamente rigorosos, por vezes até inventam demasiado e só acabam por
prejudicar o tema, não dando muitas razões para serem levados a sério. Mas será
justo excluir algumas pessoas, só porque não possuem títulos académicos? Ou
então, será justo excluir determinadas pessoas formadas numa certa área do
conhecimento que, no imediato, não pode ser aplicada ao estudo e interpretação
do fenómeno? O valor de um investigador não se mede pelos títulos!
Depois, tal como sabemos, alguns
académicos nunca aceitarão o fenómeno, e quando são convidados a estudá-lo,
estragam tudo devido à bagagem e suposições que previamente traziam!
É preciso também dizer que o
facto de querermos fazer um esforço para sermos neutros e rigorosos na abordagem,
não invalida que possamos já tirar algumas conclusões e, sinceramente, que
outra hipótese poderíamos colocar senão aquela dos visitantes? É perfeitamente
racional, é a única que neste momento faz mais sentido, é a que tem mais força,
tudo aponta para isso. Qual é então o problema? Porque não dizer isso
abertamente?!
Quanto à comunidade científica
(em geral), não sejamos ingénuos, a comunidade científica não admite nada
destas coisas, nós não podemos confundir comunidade científica com alguns
grupos e pessoas (poucos) que têm formação nalgum ramo da ciência e que aceitam
a possibilidade da visita por ETs. Resumindo, a comunidade científica, o
establishment não admite nada destas coisas!
Os factos sempre falam mais alto do que determinadas retóricas elaboradas com o propósito de iludir as pessoas e até convencê-las de que não é uma atitude sã e culta acreditar em certas coisas.Há
também uma inacreditável e “fantástica” terceira linha de argumentos que
insinua e às vezes até afirma que acreditar nestes temas é algo que se enquadra
no âmbito infanto-juvenil e, por isso, para além de alguém poder ser desprovido de
juízo e ignorante, também pode ser, neste caso, imaturo.Mas, seja qual for o assunto em questão, o que nos deve nortear é a qualidade da investigação e não o tipo de tema!
Entidades exógenas observam-nos e até já chegaram ao ponto de interferir com armas nucleares. O documentário mostra-nos alguns desses casos.
Digno de especial nota, talvez por ser menos conhecido, é o caso ocorrido na ex União Soviética e a investigação desenvolvida depois desse incidente. Portanto, um documentário a não perder!