E porque existem muitas realidades dentro da realidade e outras possibilidades dentro das impossibilidades, surge este espaço dedicado a todos aqueles que gostam de divagar por aí ( sempre sem perder de vista o chão ) e aos outros que simplesmente têm curiosidade.
Um espaço aberto a todos os amantes do mistério, viciados em utopias, filosofeiros da vida, buscadores de algo e poetas à solta. Os mais curiosos também podem entrar e talvez também deixem ficar a sua opinião.
O vídeo mostra-nos o segundo
episódio de uma série que junta templários, tesouros e piratas. Este episódio
debruça-se mais sobre Portugal e os templários portugueses, mas a ligação com
esses templários é estabelecida ao longo de toda a série.
Depois, nos dois links seguintes,
uma entrevista com o autor do livro: “First Templar Nation”.
Em ambos os casos, tal como seria
de esperar, muita especulação (também é preciso) e alguns factos.
O reino da consciência e a
primeira nação templária (de um autor pouco conhecido, mas existem mais livros
e autores que falam sobre os templários e a ligação com Portugal):
Neste link, as EQM são analisadas
desde um ponto de vista idealista (ontologia). Trata-se, a meu ver, de uma
análise muito interessante e bastante pertinente, principalmente porque foca
alguns aspectos importantes que por vezes geram algum debate. Está em inglês
mas recomendo a leitura do texto.
Existe também um vídeo onde
algumas pessoas contam as suas experiências em detalhe. Verificamos vários
padrões comuns nestas experiências, mas há um que se destaca bastante: nenhuma
daquelas pessoas queria voltar! Sabemos que a Terra não é propriamente o melhor
lugar que podemos imaginar, mas, segundo estas experiências, a diferença entre
planos (ou dimensões) é abismal! Existe também um outro pormenor (embora não
seja uma total novidade), está relacionado com a nossa liberdade de decisão e
escolha. Se tomarmos em conta as EQM, constatamos que a nossa liberdade tem os
seus limites. Não é algo muito agradável de se ouvir mas, por muito que nos
custe, essa parece ser a realidade. Claro que isso não significa que, no que
diz respeito à nossa jornada na Terra, não haja algum espaço para tentar mudar
situações e fazer escolhas em nosso benefício, embora nunca saibamos ao certo a
verdadeira extensão das nossas possibilidades porque muita coisa está oculta e
permanece vedada ao nosso conhecimento. Mas as vivências dentro deste corpo
físico parecem ser um imperativo do qual não podemos por enquanto escapar.
Alguns dos avistamentos são, na
verdade, naves tripuladas por seres humanos? Será?!
Há quem afirme que não devemos
automaticamente dizer que essas naves são todas de origem extraterrestre (em
sentido amplo). Algumas pessoas defendem que uma boa parte desses objectos
(OVNIS) são tecnologia criada por humanos ou produto de engenharia reversa de
tecnologia extraterrestre.
Como é óbvio, não sou dono da
verdade mas encontro razões coerentes e razoáveis para não acreditar nesta
tese. Os OVNIS (falo daqueles que nos interessam porque nem todos os ovnis
permitem-nos tirar conclusões) não são produto de nenhuma tecnologia humana nem
de engenharia reversa de naves ou tecnologia recuperada, pois penso que tal
cenário é pouco provável!
Em seguida irei expor alguns
argumentos no sentido de esclarecer melhor a minha posição:
-Em relação à engenharia reversa,
é importante ter em consideração o seguinte: o mais provável é que exista um
enorme fosso tecnológico e científico entre nós humanos e essas entidades, por
isso é muito pouco provável que os melhores cientistas entendam e consigam
replicar tecnologia ET. Cito o ufólogo Stanton Friedman: “Se fosse possível
recuar quinhentos anos e oferecer a Cristóvão Colombo um submarino nuclear e um
orçamento ilimitado, será que ele conseguiria fazer a engenharia reversa? ” A
resposta parece-me óbvia…;
- Não é plausível que seja
produto de tecnologia cem por cento humana, nem hoje e muito menos no passado,
e se recuarmos no tempo (não muito), conseguimos obter registos que não são
nada compatíveis com qualquer possibilidade humana a nível tecnológico;
-O comportamento destes objectos
é característico de curiosidade (mas não só), existe também, aqui e ali, um
contacto muito característico ou qualquer tipo de intenção invulgar que parece
mostrar que se trata de visitantes de fora, ou de alguém que aparece e se faz
notar deliberadamente por alguma razão concreta. Portanto, este não é o
comportamento que se esperaria de humanos que já conhecem as dinâmicas
habituais e por isso não teriam qualquer interesse em adoptar este tipo de
comportamento, até porque não precisam de usar essas naves para estudar seja o
que for ou aceder à população;
-Vamos admitir que alguém teve
sucesso na tal engenharia reversa (o que, tal como vimos, seria pouco provável)
e existe um projecto secreto de alguma potência. Se esse grupo de humanos
pretende manter tudo isso em segredo, porque é que então decidem aparecer e
andar a passear por zonas povoadas e às vezes até densamente povoadas? Não faz
muito sentido! Seria mais lógico que se afastassem dessas zonas. Ninguém no seu
juízo perfeito iria ostentar aquilo que pretende manter secreto. Com toda a
certeza, não iriam testar estas coisas em cima da cabeça dos outros, muito
menos a uma baixa altitude, porque existem outras formas de o fazer, logo, na
minha opinião, podemos descartar esta teoria;
- Por último, será que esses
seres, essas entidades permitiriam uma coisa dessas? Permitiriam que um ser
humano esteve na posse de tecnologia ET? É uma boa questão! Estaria tal facto
dentro dos seus interesses? E alguém acha que eles teriam alguma dificuldade em
impedir isso? Claro que não teriam, seria demasiado fácil para eles.
Existem também outras alegações
que circulam por aí mas que, na minha opinião, não passam de especulações sem
evidências e com bases muito débeis, para além de outras alegações em relação à
formação académica, cientifica e sobre o passado de algumas pessoas, afirmações
que não são corroboradas por outras testemunhas nem por documentos. Ou seja,
coisas que deixam muitas dúvidas e provavelmente são embustes.
Por isso, neste momento, a única
explicação que faz todo o sentido, tendo em conta os principais casos e estudos,
é aquela que afirma que a origem desses objectos (aqueles que interessam) é cem
por cento exógena e não são tripulados por humanos da Terra pertencentes às
nossas civilizações actuais, mas sim tripulados por outras entidades. E esta
conclusão é puramente racional. A posição por mim adoptada não é simplesmente produto
de uma qualquer ânsia do ser humano para encontrar outras formas de
inteligência ou mesmo um sentido da vida. E mesmo que haja até um certo desejo
de encontrar vida inteligente, isso não invalida determinados argumentos.
Existem duas atitudes: tanto
podemos verificar aqueles que acreditam em todas as versões oficiais, acreditam
em tudo aquilo que é mainstream e,
para essas pessoas, a ortodoxia tem sempre razão, eles alinham facilmente,
seguem as tendências, às vezes passivamente, seja no âmbito que for. Depois,
contrariamente aos primeiros, temos também aqueles que acham que quase todas as
teorias da conspiração são verdadeiras e apenas as versões alternativas são
válidas e confiáveis.
Ambos os casos são dois extremos,
na minha perspectiva. Por um lado, devemos sempre estar atentos e ser críticos
em relação às versões e teorias oficiais porque nem todas fazem sentido mas,
por outro lado, também não devemos acreditar em tudo aquilo que circula na Internet
porque uma boa parte é pura desinformação e lixo, ou seja, devemos ser
criteriosos na hora de escolher e não devemos tomar decisões levianamente sobre
determinados assuntos. E por várias razões, às vezes não é muito produtivo
debater ou tentar convencer as pessoas, primeiro porque deparamo-nos com
resistência e gastamos muita energia nesse processo, então que cada um pense o
que bem quiser, é preferível assim, cada vez mais me convenço disso! Devemos
pensar duas vezes antes de tentar convencer alguém sobre alguma coisa ou tentar
mudar alguém, porque isso é frequentemente estéril e contra produtivo. Toda a
gente pode em determinados momentos oferecer resistência, eu também, por isso
não me estou a colocar em nenhuma posição de superioridade, mas apesar disso,
tento sempre oferecer argumentos que sustentem as minhas posições e quando
tenho dúvidas simplesmente digo que não sei ou que não tenho a certeza. Para
ser sincero, existem ocasiões em que inicialmente me surgem intuições imediatas
sobre determinados assuntos e, logo aí, muita coisa não me parece credível,
quase que posso cheirar quando certas coisas não são reais, mas depois procuro
analisar e verificar essa informação ou teoria, estabelecendo raciocínios.
No entanto, tendo em consideração
tudo quanto foi acima exposto, isso não significa que às vezes não possamos
tirar algumas conclusões partindo de bases seguras. É importante nunca deixar
de fazer perguntas e duvidar quando houver razões para tal, e é precisamente
isso que é feito no vídeo abaixo (nota: são profissionais e técnicos que falam
e não teóricos da conspiração, convém realçar).
Em resposta ao materialismo, que parece
ser cada vez mais inconsistente para cada vez mais gente (inclusivamente para alguns
filósofos ateus. Sim, pasme-se, caro leitor), são recuperadas outras visões
acerca da realidade, entre elas estão o pampsiquismo e o idealismo. Serão
compatíveis? Qual dos dois fará mais sentido? Vamos ver alguns vídeos e pontos
de vista sobre o assunto. Os dois primeiros vídeos falam sobre o pampsiquismo e
o terceiro vídeo mostra-nos, na perspectiva do autor, as diferenças e
incompatibilidades entre o idealismo (não-dualismo) e o pampsiquismo.
Vídeos:
Nota: No terceiro vídeo, no sentido de explicar melhor as suas ideias, em determinada altura, o autor faz uma comparação com a imagiologia cerebral num contexto específico. Claro que ele apenas tentou usar um exemplo no sentido de passar melhor a sua mensagem, e isso é perfeitamente compreensível. Este tema não tem nada a ver com o assunto do artigo. Havia muita coisa a dizer sobre esta área em particular e também em relação à forma como interpretamos estas imagens, mas é importante ter em consideração o seguinte:
Alguns vêem o materialismo como
superstição e puro nonsense. Quanto ao
uso da palavra superstição, isso talvez surja como resposta àqueles que, na
defesa do seu materialismo, classificam outras visões da realidade usando essa
mesma palavra com um sentido e intenção altamente pejorativo (uma estratégia
que leva ao afastamento de certas ideias porque ninguém quer parecer inculto,
estúpido, ignorante, e isso quase sempre funciona, é bastante eficaz), apesar
de às vezes afirmarem que apenas o fazem pelo simples facto de que certas
ideias e crenças não possuem respaldo científico e evidências que as sustentem.
No entanto, nós sabemos que a
verdadeira razão é muito mais profunda. Meus caros amigos, quando tocamos na
mundivisão e nas convicções de alguns homens da ciência, cuidado! Em certo
sentido, podemos obter reacções semelhantes àquelas demonstradas por algumas
pessoas que possuem uma particular crença religiosa ou de outro género. Não
importa o âmbito donde vem! Claro que isto nem sempre se verifica, logo não
podemos colocar o ser humano numa uniformidade, nem todos têm os mesmos comportamentos
e nem todos concordam com as mesmas coisas, apesar de muitos serem pura e
simplesmente levados na corrente da cultura onde nasceram e cresceram.
Por exemplo, quando falamos sobre
estudos e pesquisas acerca de temas comummente chamados de paranormais, alguns
têm por hábito argumentar que podemos ser críticos em relação a certos estudos
científicos, e eu concordo, sim,isso é verdade, podemos e devemos ser críticos
em relação a todos os estudos científicos, seja em que área for, mas quando
começamos a ver sempre o mesmo comportamento de negação em relação a todos os
temas que possam pôr em causa o materialismo (mesmo antes de analisarem os
dados já estão a pôr em causa), começamos a ver uma tendência e verificamos que
estes detractores não podem ser levados a sério.
Ora, é improvável que todos os
investigadores (pessoas formadas em ciência) estejam enganados, e alguns desses
investigadores estudam coisas e fenómenos completamente diferentes, é
improvável que os estudos e meta-análises de tanta gente estejam todas erradas.
E o mais curioso é que os “cépticos” sempre têm o mesmo comportamento: nunca
encontram nada estatisticamente relevante e quando encontram dizem que não
podemos tirar conclusões… Será que não podemos?! Ou então colocam umas palas e
preferem não olhar. Na minha opinião, estes detractores não podem ser levados a
sério e fico com a impressão de que uma boa parte destas pessoas que pesquisam
os temas proibidos, essas pessoas que se atrevem e arriscam, apresentam
trabalhos com mais rigor e qualidade do que nas outras áreas mais
convencionais, e isso acontece precisamente porque sabem que a probabilidade de
serem atacados é enorme, por isso esmeram-se. Eu tenho a certeza de que há por
aí muitos estudos convencionais com muito menos qualidade e são mais duvidosos
(uns já foram confirmados e, em relação a outros, fica a dúvida).
Convém também salientar que estes
estudos são publicados em revistas científicas, portanto são sujeitos a revisão
por pares, exactamente como acontece com os outros estudos das áreas mais
convencionais, para além de terem sido já replicados por outros investigadores,
e isso é importante. Por isso, existem critérios aqui, isto não é feito
levianamente. Tinha dito que os investigadores eram pessoas com formação em
áreas científicas, com qualificações, mas, se não me engano, para realizar e
publicar estudos científicos não é necessário possuir um título académico,
basta que o trabalho tenha qualidade e preencha os requisitos impostos, mas
penso que, na prática, é provável que dêem mais oportunidades a pessoas que
possuem títulos académicos e não encontramos muitos investigadores
autodidactas.
É importante também dizer que a
ausência de evidência não significa evidência de ausência, como alguém dizia,
mas alguns preferem completar esta frase dizendo que só aceitarão evidências
extraordinárias! A sério?! Mas essa palavra extraordinário significa o quê?!
Talvez signifique que estão prontos a aceitar evidências normais quando estas
são provenientes de áreas também normais, mas depois em relação a estes temas,
só aceitam evidências se estas forem extraordinárias, mas, penso eu, as evidências
devem ter os mesmos critérios seja em que área for!
Tal como dizia, muitos preferem
colocar umas palas e decidem não olhar para certas evidências quando estas não
são bem-vindas. Por exemplo, há dias vi um estudo que usou ratinhos (pobres cobaias,
experimentar em animais não é absolutamente necessário, segundo alguns),que
mostrava que um dos coadjuvantes das vacinas provocava danos no organismo,
mudanças comportamentais, danos cerebrais, quando era injectado dentro de um
esquema semelhante ao das vacinas, e parece que as entidades competentes e a
comunidade médica ignoraram completamente este estudo. Como não puderam atacar
o estudo, decidiram então ignorá-lo. Qual deveria ter sido a atitude? A atitude
correcta seria investigar melhor a situação e ir ao fundo da questão, mas decidiram
simplesmente ignorar! E este padrão de comportamento também se verifica nos
temas mais, digamos, paranormais. Preferem não olhar para certas evidências
empíricas, estatísticas, que confirmam aquilo que não é bem-vindo...
Fico bastante surpreendido quando
algumas pessoas abraçam certas certezas e metafisicas materialistas, com todas
as suas falhas e problemas, paradoxos e lacunas na explicação de coisas que são
importantes, e abraçaram-no como se fosse uma verdade demasiado evidente, mas
quando é analisado à lupa, não sobrevive a uma análise crítica e racional.
Verificamos dois problemas: o cientificismo
e o materialismo que, segundo alguns, pode ser entendido como uma superstição.
Se a palavra superstição significa algo que se toma como verdade sem haver
nenhum fundamento (cientificamente não consigamos provar, sendo até, segundo
alguns, cientificamente inconsistente, e racionalmente filosoficamente
encontramos problemas), portanto, se a palavra for usada nesse sentido, então
também podemos usá-la para classificar o materialismo. O que mais me desagrada
não é o facto de algumas pessoas terem abraçado metafisicas diferentes da minha,
porque cada um é livre para acreditar no que quiser e eu respeito isso, mas eu
não consigo aceitar que o materialismo nos seja apresentado como a única visão
razoável e racional, e penso que não podemos tolerar que certas pessoas passem
essa ideia para a sociedade.
A ciência estuda os padrões e as
regularidades da natureza, faz previsões, é essencialmente profética, para além
de outros aspectos e objectivos que tão bem conhecemos. E não esquecer que os
modelos não são a realidade, nunca esquecer isto, por mais valiosos e práticos
que possam parecer neste momento, certas coisas são apenas modelos
interpretativos, usados para explicar, analisar, entender melhor e predizer
fenómenos, porque nós não conseguimos ter a percepção sobre certas coisas, nem uma
perspectiva total completa, embora possamos construir modelos sobre a
realidade. E apesar de algumas limitações e críticas que alguns possam fazer à
ciência, obviamente ela tem também a sua utilidade, as suas vantagens e essas
são inegáveis. No entanto, determinadas pessoas às vezes deslumbram-se e
enveredam por uma espécie de caminho semelhante ao fanatismo religioso (ou
fanatismo de certos cultos, determinadas seitas e afins) e são igualmente
intolerantes ao ponto de negar a utilidade e importância de outras áreas do
conhecimento, e às vezes ouvimos declarações vindas de pessoas do meio científico,
alguns bastante mediáticos, bastante doutrinários, pregadores de uma certa
ideologia, que demonstram uma certa ignorância (ninguém é perfeito) mas também
falta de bom senso. O pior que pode acontecer a alguém é especializar-se numa
determinada área e esquecer, ou negar tudo o resto, limitando-se,
radicalizando-se tal como alguns religiosos o fazem. Sabem muito sobre muito
pouco e quase nada sobre tudo o resto (um grande resto), e isso pode se tornar
um problema!
Em primeiro lugar, é necessário
não desvalorizar as experiências das pessoas, principalmente quando a história,
ou o caso apresentado, é consistente e apresenta determinadas características e
pormenores. Também é importante saber que existem diferentes tipos de abduções,
as experiências não são todas iguais, há quem descreva diferentes seres e
espécies, diferentes procedimentos e instrumentos utilizados, mas a amnésia
parece ser o aspecto comum na maior parte destes casos.
Partindo do princípio de que as abduções
são reais, há algo que me deixa com algumas dúvidas. Em muitos dos relatos de
abduções, as pessoas referem que foram submetidas a exames invasivos dolorosos,
mas eu apenas queria colocar a seguinte pergunta: uma civilização mais
avançada, com tecnologia e uma medicina mais avançada, não tem noções de
analgesia e anestesia? Se até nós humanos conseguimos realizar exames em
animais e pessoas, sem que haja demasiada dor e desconforto, uma civilização
mais avançada não tem capacidade para fazer o mesmo? Para além disso, uma
civilização mais avançada usaria, por exemplo, tecnologia de scanning e
nanotecnologia, não necessitaria de introduzir instrumentos grandes e
complicados, de forma dolorosa… Serão sádicos? Prefiro acreditar que não! Haverá
alguma razão concreta?! Tenho lido algumas tentativas de explicação, mas confesso
que não consigo tirar nenhuma conclusão definitiva em relação a este tópico. Mas
acho que podemos afirmar que esses seres, com certeza, não estão submetidos a
medidas de austeridade de algum governo ou Estado que os obriga a utilizar
material mais barato.
Em relação aos extraterrestres,
essas entidades que nos visitam, durante uma entrevista alguém dizia algo
bastante interessante, não me lembro como era a frase exacta, mas era algo
assim do género: se hoje aparecessem mil pessoas e apresentassem testemunho das
suas experiências, e se amanhã aparecessem mais mil pessoas e fizessem o mesmo,
então no dia seguinte a atitude dos media mudaria, seria bastante diferente.
Da mesma forma, se determinadas
áreas de pesquisa científica começarem a ser aceites por cada vez mais pessoas
(principalmente dentro da comunidade cientifica), então a atitude dos media também
mudaria, principalmente em relação à sua divulgação (uma divulgação que se quer
neutra e sem preconceitos). E se existirem dúvidas, é preferível discuti-las,
debatê-las, em igualdade, dando um tratamento igual a ambas as partes, sem
habilidades. Mas ignorar completamente o assunto é algo que não deveria
acontecer.
Costuma-se dizer que em ciência
não existem provas porque não existem certezas absolutas nem verdades
perfeitas, as provas ficam apenas para a lógica e a matemática. Apenas podemos dizer
que existem evidências, então vamos ver algumas dessas evidências.
Energia emitida pelas mãos? Truque?
Estará a nossa mente ligada à realidade através de maneiras que não conseguimos
compreender?
O caso apresentado no vídeo,
aparentemente não parece ser um truque, uma das razões é o facto de os animais
não terem sido escolhidos por kanzawa. Poderia também colocar-se a hipótese da
utilização da hipnose, mas dada a distância e a posição de alguns animais, acho
que podemos também descartar essa hipótese.
Na verdade, existem mais casos
invulgares à semelhança deste. Existem outras situações que parecem desafiar as
crenças arreigadas de uma certa ciência mainstream que, apesar das grandes
revoluções científicas verificadas a partir de certa altura do século XX e de
novas perspectivas dentro da filosofia da ciência, prefere teimosamente manter
uma postura em tudo semelhante a uma certa arrogância e rigidez próprias da
ciência do século XIX (o mesmo século que via os homens das cavernas,
nomeadamente o Neandertal, como um individuo boçal, estúpido, primitivo, mas
agora pensa-se que, apesar de provavelmente ter sido uma espécie agressiva na
defesa do seu território, eram mais complexos e inteligentes do que
imaginávamos e com características culturais semelhantes às da nossa espécie).
Existem muitas alegações por aí,
mas o que nos interessa são demonstrações, qualquer tipo de prova, isso é
significativo e permite-nos, se assim quisermos, explorar melhor certos
assuntos. Mas se algumas pessoas não aceitam determinadas evidências, que são diferentes
e variadas, recolhidas em laboratório (e suponho que nunca aceitarão), então
também não aceitarão este tipo de situação apresentada no vídeo, isso é certo!
Às vezes é difícil ter certezas
absolutas. No entanto, são as novas ideias que fazem avançar o mundo, rasgos de
criatividade. Os desmancha-prazeres e os "bota abaixo" nunca trazem
nada de novo, apenas os visionários e aqueles que sonham (com os pés no chão)
trazem novidades e enriquecem as nossas vidas, e aí está implícito ter uma
mente aberta e ver oportunidades.
Também sabemos que cada um tem o
seu conceito de Deus, há pessoas que preferem não acreditar num Deus barbudo
que está lá no céu e que é sempre interventivo, já outros preferem nem sequer
falar em Deus mas usam outro tipo de linguagem e ideias. Existe também uma
frase que tem sido muito usada para questões de crença, mas que, na verdade,
pode ser aplicada a qualquer tema que quisermos, é a seguinte: “Para aqueles
que acreditam, nenhuma prova é necessária, para os que não crêem, nenhuma prova
é possível.” O que significa que em certos contextos nenhuma evidência é
suficiente e nenhuma evidência é possível…
Antes de mais, para que não haja
qualquer tipo de dúvida, devo dizer que obviamente, sou a favor da liberdade,
assim como de outros princípios que considero fundamentais, por isso quero
deixar bem claro que não é minha intenção estar aqui a defender injustiças,
desigualdades, espancamentos de mulheres e outras coisas do género. Também não
venho para aqui fazer críticas sobre certas opções e escolhas que as pessoas
fazem, principalmente assuntos privados, isso aqui não interessa nada e foge ao
âmbito deste artigo, desta forma não pretendo converter ninguém a nada.
No entanto, há um tema que surge
bastante na nossa sociedade e até tem gerado acesas discussões na Internet, trata-se
do feminismo, e como este blogue pretende mostrar outras realidades, a outra
face das coisas, decidi tocar neste assunto e analisá-lo, tentando ser o mais
neutro possível.
Devo dizer que não tenho um
conhecimento muito aprofundado sobre as raízes históricas do feminismo, mas
tenho uma ideia geral sobre o assunto e penso que essa ideia não anda muito
longe da verdade. De qualquer forma, apenas queria mostrar a minha opinião, o
meu ponto de vista.
Em Portugal não se discute muito
sobre este assunto, ao contrário de outros países como o Brasil, EUA, etc.
Tenho lido algumas coisas na Internet, muitas teorias, algumas são teorias da
conspiração que vêem o feminismo como um plano secreto para destruir a
sociedade, um plano da esquerda, orquestrado para tomar o poder, algo assim do
género. Por outro lado, temos também aquele feminismo mais radical, com
afirmações e posições bastante discutíveis e algumas até preocupantes.
Bom, eu não sei se houve ou não
conspiração para destruir os valores defendidos por uma certa direita (e não
só) ou se simplesmente foram mudanças culturais normais, novas ideias que foram
surgindo e naturalmente encontraram adeptos e influenciaram aos poucos a
sociedade. Pessoalmente, não queria encaixar-me em nenhuma direita nem
esquerda, prefiro não me classificar nem estar agarrado a nada, é preciso ir além
dessas divisões… são coisas que não me interessam, embora reconheça certos
aspectos nas políticas da direita com os quais eu não concordo, mas também o
mundo da esquerda não é totalmente perfeito!
Portanto, sobre o tema deste
artigo, tenho lido coisas que para mim fazem sentido e outras que não concordo,
para além do uso de alguma linguagem imprópria e certas informalidades
desnecessárias (quer seja por parte dos críticos do feminismo, ou por parte dos
próprios feministas).
É inegável que houve movimentos
de mulheres que, principalmente nos primórdios, defendiam direitos fundamentais
e a possibilidade de haver mais poder de escolha por parte das mulheres.
Contudo, há quem seja da opinião de que o feminismo não defende igualdade, mas
trata-se de uma ideologia autocentrada, egocêntrica, que procura privilégios e
benefícios sempre que possível e pretende tomar o poder, é uma luta pelo poder.
Para além de outros defeitos apontados pelos críticos (alguns desses críticos
são mulheres…) e com os quais eu concordo.
Na verdade, eu não sei se o
feminismo sempre foi uma farsa ou se simplesmente foi se transformando ao longo
do tempo, corrompendo-se, perdendo o bom senso e deteriorando-se. Talvez a
segunda opção faça mais sentido, mas a influência do feminismo nas nossas
sociedades tem sido muito clara e evidente.
Não gosto muito de
classificações, rótulos, até já falei sobre isso numa publicação anterior, mas
considero que existem vários tipos de feminismos, vários tipos de feministas
(algumas são auto-intituladas) e é difícil muitas vezes estabelecer um padrão,
sendo igualmente difícil entender certas ideias/teorias deste movimento porque
são muito paradoxais, contraditórias e algumas deixaram de ter qualquer
fundamento.
Há também situações absurdas e
completamente surreais, radicalismos estranhos, por exemplo, há pouco tempo vi
algo sobre o feminismo na Suécia e realmente, percebi que este país nórdico não
é o paraíso cor-de-rosa que tantas vezes nos contaram (não é só por causa do
feminismo). A coisa está tão extremista que até uma das feministas mais antigas
chegou ao ponto de questionar e criticar o rumo que as coisas estavam a levar,
principalmente em relação a pessoas que se usam da política para implementar
certas medidas e, acrescento, fazer lavagem cerebral a toda a gente.
Outro aspecto a salientar
prende-se com a reacção de algumas feministas (ou pessoas que se identificam
com alguns aspectos e ideias deste movimento), quando as suas ideias e
argumentos são alvo de críticas. É um clássico, podemos ter de tudo um pouco:
“se não concordas comigo, não vales nada e és um machista” (típico); falácias
do género “ não consigo atacar o argumento, então ataco a pessoa que o fez”;
ataques pessoais; psicologia barata; agressividade; preconceitos e
generalizações; rótulos; diagnósticos; classificações, tudo na tentativa de
calar a pessoa a todo o custo, apelos à emoção e não à razão, provocações em
vez de um diálogo que se quer saudável e construtivo. E é um clássico porque
também podemos ver estes comportamentos noutros âmbitos, por exemplo, algumas
pessoas que não aceitam o fenómeno ovni, dizem e insinuam que quem acredita em
OVNIS e ETs só pode ser maluco, imaturo ou ignorante. O ser humano por vezes
sente-se tentado, não resiste e segue o caminho mais fácil, prefere ter este
tipo de comportamentos, que da mesma forma são usados por homens e mulheres
feministas pois estes não admitem que alguém ponha em causa os seus pontos de
vista.
Depois também existe o famoso
patriarcado, o culpado de todo o sofrimento das mulheres, aquele que oprime as
mulheres. Este patriarcado é uma espécie de fantasma, uma entidade maléfica obscura.
Eu não sei qual é o conceito de patriarcado que algumas pessoas possuem, mas
confesso que por vezes fico bastante confuso. Parece-me absurdo e anacrónico
continuar a culpar o patriarcado mas a vitimização continuará eternamente e
sempre que houver problemas, existirá sempre o mesmo culpado. Quando, por
exemplo, a mulher é vítima de violência, quem é o culpado? Já sabemos a resposta.
E quando a vítima é o homem? Quem será o culpado? *
Verificamos que, não raras vezes,
certas pessoas, defensoras da liberdade e dos valores modernos e feministas,
não respeitam ideias e estilos de vida contrários aos seus, não suportam
estilos de vida e mentalidades mais conservadoras, digamos assim. Começam
imediatamente com a estratégia de rotular e classificar depreciativamente os
outros dizendo que são homens e mulheres das cavernas, gente primitiva. Dá às
vezes a impressão de que se sentem ofendidos, incomodados pelas ideias
contrárias, não suportam a diversidade e procuram influenciar e converter
pessoas ao seu modo de ver as coisas, pretendem criar uma uniformidade. Nós
sabemos que muita gente conservadora também adopta este comportamento de
julgamento das opções alheias, mas é também frequente vermos que suas ideias
não são respeitadas e seus valores são alvo de uma certa troça por parte dos
mais “modernos”. Ou seja, por um lado, defendem valores da liberdade, direitos
e respeito, mas depois dizem que os outros, coitados, são vítimas do patriarcado
ou então são gente primitiva que devia obrigatoriamente pensar como eles. Temos
de ser coerentes e respeitar as ideias, vontades e opções de toda a gente, que
evidentemente devem estar dentro dos limites do bom senso, independentemente de
aprovarmos ou não. Eu posso não concordar com determinados comportamentos,
estilos de vida e opções, tenho esse direito, claro, mas se é algo que pertence
à esfera privada, principalmente se isso não me afecta directamente, então não
me diz respeito e não tenho de estar a dar opiniões, principalmente quando
ninguém me perguntou nada. As pessoas têm o direito de procurar o que acham
melhor para si próprias. E é por estas e por outras razões que eu sempre vejo
mentalidades de rebanho como um problema.
Há também a questão da mulher
como objecto sexual. Feministas reclamam que nas nossas sociedades as mulheres
foram reduzidas a um objecto sexual, usadas em publicidade, revistas e noutros
âmbitos, incluindo a própria vida social normal. E mais uma vez o culpado é o famigerado
patriarcado. Havia muita coisa a dizer sobre isto mas eu vou apenas tocar
nalguns tópicos:
- Os homens sentem desejo pelas
mulheres, é algo biológico e natural, e as mulheres têm plena consciência disso
e, que eu saiba, elas também não são completamente indiferentes e
desinteressadas pelo corpo do homem, embora possam ter outros interesses, assim
como os homens;
- A imagem e o corpo masculino
também é altamente usado na moda e explorado na publicidade;
- O patriarcado era bastante
conservador em relação à exposição do corpo da mulher, então como é que o
patriarcado pode ser o culpado da mulher se ter tornado num objecto sexual?! Os
pais, ao contrário dos dias de hoje, sempre tinham a preocupação de ensinar as
suas filhas a serem muito discretas nesse sentido, porque uma rapariga e
senhora de família não se vestia nem se comportava de determinada maneira. Por
isso eu não entendo porque é que tentam culpar o patriarcado mas talvez tenham
uma definição diferente da minha. Se realmente a mulher é hoje um mero objecto
sexual, então a culpa é apenas do feminismo porque foi este que incentivou a
mulher a tirar a roupa como forma de protesto face à opressão do patriarcado.
Foi uma forma de libertação e emancipação. Se hoje as mulheres vendem o seu
corpo (tal como os homens), se hoje as mulheres andam na rua com calções muito
curtos e apertados, mini-saias, decotes, fios dentais na praia e não só, etc, a
culpa não é do patriarcado!
Nota: convém lembrar, para os
mais distraídos, a função deste artigo é simplesmente criticar alguns
argumentos do feminismo. Não é minha intenção estar aqui a criticar, por
exemplo, as opções de vestuário de cada um. Se fosse esse o objectivo, diria de
forma explícita. Portanto, caro leitor, não faça leituras desnecessárias.
Existem outras incongruências,
contradições e aspectos bastante questionáveis. O tema é vasto mas ficam aqui
apenas alguns aspectos gerais amplamente discutidos na Internet.
Neste vídeo, uma mulher critica o
feminismo e explica a razão pela qual decidiu não ser feminista.
Em relação a Fátima, eu posso
oferecer muitos argumentos, posso colocar muitos defeitos na religião, claro
que posso, mas também posso reconhecer que há muitas pessoas que encontram
conforto, apoio, força, energia, convívio nestas peregrinações, encontram na
religião um significado para as suas vidas, por isso Fátima não é só os OVNIS,
Fátima é muito mais do que isso. E, para mim, apenas uma opinião pessoal,
exemplos como Fátima enquadram-se em lógicas que podem estar muito para além de
determinado credo ou religião específica, independentemente de ter havido
manipulação ou não. Foi também bom para a economia da região e foi bom para o
país, mas isso é apenas na minha óptica!
Quanto ao dinheiro, ele está
metido em todo o lado, neste momento é assim que as nossas sociedades
funcionam, as instituições religiosas não são excepção. Não tenho conhecimento
suficiente para poder discutir certos pormenores em relação ao dinheiro
envolvido no santuário. Sobre isso já ouvi críticas e algumas talvez sejam
legitimas, mas posso dizer que da última vez que lá estive, assisti a cerimónias
junto com familiares e ninguém me pediu coisa alguma... Estou à vontade para
falar porque não sou devoto católico, sou, por isso, insuspeito.
Além disso, é preferível que os
acontecimentos de Fátima fiquem conservados numa esfera do religioso do que em
esfera nenhuma, pior seria terem sido esquecidos e ignorados, que era o que
muitos pretendiam. Se não tivesse sido preservada a memória, não podíamos estar
aqui hoje a discutir interpretações e pontos de vista sobre Fátima...
É verdade que o cenário de uma
manipulação dos acontecimentos faz bastante sentido e há razões para acreditar
nisso. Mas, como já tinha referido, teria sido bastante pior se o acontecimento
tivesse caído no completo esquecimento, se não houvesse registos nem
depoimentos de ninguém, ou se fosse pura e simplesmente ignorado. As pessoas,
por exemplo, podiam não ter dado o benefício da dúvida, podiam não ter
acreditado nas crianças, se isso tivesse acontecido, aquela multidão não teria
presenciado nada, hoje seriam talvez vistas como partidas e invenções de
crianças ou alucinações…
E mais, ocorre-me a seguinte
ideia: apenas especulo mas, partindo do princípio de que não foi Nossa Senhora
que lá apareceu, esses seres teriam algum plano? Sabiam exactamente o que
estavam a fazer? Talvez! Porque é que esses seres não apareceram para
académicos, pessoas cultas, da cidade, por exemplo? Porque é que decidiram
aparecer para crianças humildes, ignorantes, camponeses, muito religiosas?
Claro que pode haver mais do que uma razão para o facto, umas dessas razões
pode estar relacionada com qualquer tipo de característica sensitiva, digamos
assim, das crianças.
Mas a questão fundamental que eu
quero colocar prende-se com a conservação do acontecimento e a importância,
dinâmica colectiva que aquele local ganhou depois do acontecimento. Esses seres
poderiam ter isso em mente e por isso sabiam que, naquela época (e talvez mesmo
hoje), a única maneira de conservar o acontecimento e de dar dinâmica colectiva
àquele local era precisamente sob o manto da religião! Estava tudo calculado!
Seria a única forma de dar força a algo que eles tinham em mente, um projecto
qualquer que envolveria o desenvolvimento daquele local em termos de dinâmicas
colectivas que talvez tenham algum propósito para esses seres… A intenção era
levar gente para ali, durante muito tempo, com algum propósito…
Extra:
São também comuns dois tipos de
afirmações sobre este tema: para uns, nada aconteceu e, para outros, Fátima não
é caso isolado porque existem mais aparições marianas por todo o mundo, Fátima
é apenas mais um acontecimento entre muitos. Em relação à primeira afirmação,
não é verdade que nada aconteceu, algo aconteceu porque temos argumentos
suficientes e provas que sustentam esses acontecimentos invulgares. No que diz
respeito à segunda afirmação, eu não sou especialista em questões de aparições
marianas, mas parece-me que o caso de Fátima possui particularidades que a
maioria dos outros casos não apresenta. É verdade que aparições de Nossas Senhoras
não aconteceram apenas em Portugal, e, para além disso, em Portugal, Fátima não
é o único caso de aparições da virgem, mas o caso de Fátima tem características
únicas e uma riqueza de detalhes, registos, documentos, testemunhos variados,
inclusivamente de um professor de ciências da Universidade de Coimbra, que testemunhou
o acontecimento, para além de jornalistas, etc, o que aliás levou historiadores
a fazer outro tipo de interpretações bastante plausíveis, e é isso que está
aqui em questão, a riqueza do acontecimento, que foi único nesse sentido.
Algumas pessoas ainda colocam a
hipótese de ter sido um caso de humanos do futuro que nos alertavam para certas
situações. Quanto a esta hipótese, sabemos que é teoricamente possível viajar
no tempo, mas deparamo-nos com o chamado paradoxo do avô, por isso, segundo
alguns físicos, no caso de os visitantes serem humanos do futuro, não podem
mudar o seu próprio passado, eles apenas podem mudar ou influenciar o passado
de alguém que pertence a um universo paralelo, ou seja, neste caso, os
pastorinhos são praticamente idênticos aos pastorinhos do passado desses
visitantes, mas essas crianças são de um universo paralelo, o nosso universo.
Não podemos mudar o nosso próprio passado, apenas podemos mudar o passado dos
outros...
No seguimento deste artigo, e
porque estamos a falar de contactos com outros seres, decidi colocar aqui mais
um caso interessante e que, na minha opinião, merece a nossa atenção. Não é
propriamente um caso excepcional mas é mais um que se junta a outros de
natureza semelhante. O caso aparece logo no início do seguinte programa:
O conhecimento não é posse de ninguém,
disso já sabemos, mas no que diz respeito à investigação destas coisas dos OVNIS,
será que precisamos de uma licença para investigar? E quem é que vai emitir
essa licença? Talvez não faça muito sentido!
Já aqui, por várias vezes,
realcei a importância de abordar certos fenómenos numa perspectiva
multidisciplinar, isso inclui a participação de pessoas especializadas em
diferentes áreas do conhecimento. Parece-me uma opção válida, interessante e
que aliás já tem sido posta em prática.
No entanto, algumas pessoas apenas
consideram legítimo que o fenómeno OVNI (assim como outro tipo de fenómenos que
são abordados neste blogue) seja investigado por pessoas qualificadas, com
títulos académicos. Ora, sendo assim, isto não deixa de ser polémico e teríamos
de perguntar o seguinte: já não houve importantes contribuições de pessoas que
não possuíam títulos académicos? E será justo desvalorizar o trabalho de alguém
só porque não tem títulos académicos? Não existirão outros critérios mais
importantes do que esse? A seriedade, por exemplo, será característica
exclusiva de certas pessoas?
É verdade que alguns entusiastas
e interessados no fenómeno cometem muitos erros, não possuem critérios
satisfatoriamente rigorosos, por vezes até inventam demasiado e só acabam por
prejudicar o tema, não dando muitas razões para serem levados a sério. Mas será
justo excluir algumas pessoas, só porque não possuem títulos académicos? Ou
então, será justo excluir determinadas pessoas formadas numa certa área do
conhecimento que, no imediato, não pode ser aplicada ao estudo e interpretação
do fenómeno? O valor de um investigador não se mede pelos títulos!
Depois, tal como sabemos, alguns
académicos nunca aceitarão o fenómeno, e quando são convidados a estudá-lo,
estragam tudo devido à bagagem e suposições que previamente traziam!
É preciso também dizer que o
facto de querermos fazer um esforço para sermos neutros e rigorosos na abordagem,
não invalida que possamos já tirar algumas conclusões e, sinceramente, que
outra hipótese poderíamos colocar senão aquela dos visitantes? É perfeitamente
racional, é a única que neste momento faz mais sentido, é a que tem mais força,
tudo aponta para isso. Qual é então o problema? Porque não dizer isso
abertamente?!
Quanto à comunidade científica
(em geral), não sejamos ingénuos, a comunidade científica não admite nada
destas coisas, nós não podemos confundir comunidade científica com alguns
grupos e pessoas (poucos) que têm formação nalgum ramo da ciência e que aceitam
a possibilidade da visita por ETs. Resumindo, a comunidade científica, o
establishment não admite nada destas coisas!
Os factos sempre falam mais alto do que determinadas retóricas elaboradas com o propósito de iludir as pessoas e até convencê-las de que não é uma atitude sã e culta acreditar em certas coisas.Há
também uma inacreditável e “fantástica” terceira linha de argumentos que
insinua e às vezes até afirma que acreditar nestes temas é algo que se enquadra
no âmbito infanto-juvenil e, por isso, para além de alguém poder ser desprovido de
juízo e ignorante, também pode ser, neste caso, imaturo.Mas, seja qual for o assunto em questão, o que nos deve nortear é a qualidade da investigação e não o tipo de tema!
Entidades exógenas observam-nos e até já chegaram ao ponto de interferir com armas nucleares. O documentário mostra-nos alguns desses casos.
Digno de especial nota, talvez por ser menos conhecido, é o caso ocorrido na ex União Soviética e a investigação desenvolvida depois desse incidente. Portanto, um documentário a não perder!
Ao longo do tempo, o ser humano
tem sido capaz de conceber diferentes tipos de posições metafísicas. O
idealismo, o monismo materialista, o dualismo, assim como outras correntes de
pensamento que defendem mais do que duas substâncias ou princípios, são
propostas que nos oferecem diferentes perspectivas em relação à natureza da
realidade.
O idealismo, o assunto que aqui
nos interessa, de facto, não é um tema fácil, mas, para começar, podemos dizer
que esta corrente filosófica atribui uma especial importância à consciência na
interpretação da realidade. Aqui a subjectividade assume um papel central.
Existem várias posições
filosóficas e diferentes tipos de idealismo, podemos encontrar perspectivas
divergentes dentro deste tema, mas, resumidamente, o idealismo tanto pode
afirmar que a realidade existe essencialmente dentro da nossa mente, às vezes
negando a existência de um mundo exterior material, como também pode afirmar
que a única coisa que realmente podemos conhecer é a consciência e os seus
conteúdos, tudo o resto é incerto, ou seja, não temos um acesso directo ao
mundo porque esse conhecimento acontece através de dimensões puramente mentais.
Sob o ponto de vista
epistemológico, o idealismo defende que, durante o processo de conhecimento,
apenas podemos obter percepções e ideias em relação aos objectos da realidade.
A realidade, tal como a conhecemos, é uma construção mental, por isso estamos
perante uma forma de cepticismo acerca da possibilidade de conhecer qualquer coisa
que seja independente da mente ou consciência humana. Aqui, neste contexto, não
se afirma se os objectos percepcionados têm ou não uma existência num mundo
exterior e material, ou seja, não sabemos se as nossas percepções correspondem
a objectos cuja existência tem lugar num mundo exterior. E, uma vez que aquilo
que conhecemos e experienciamos está no domínio da mente, todo o conhecimento
acaba por ser uma forma de autoconhecimento.
Sob o ponto de vista ontológico,
tudo é reduzido à mente ou espírito. Apenas existem percepções e estados
mentais, nada mais existe, não existe um mundo exterior material, toda a
realidade é imaterial. Mas, convém salientar, isto não significa que, por
exemplo, o meu computador é uma ilusão, o mundo não é negado, a posição aqui
defendida está relacionada com a natureza imaterial do mundo e seus objectos.
Este é o tipo de metafísica de Berkeley, por exemplo.
Berkeley foi um bispo irlandês e
embora tenha elaborado o seu idealismo com um propósito bem definido e um
objectivo muito específico, não deixa de ser um conjunto de raciocínios
interessantes, talvez, na opinião de alguns, não sejam totalmente perfeitos mas
tocam em questões relevantes e são um bom ponto de partida.
Berkeley, religioso,
evidentemente explicou que Deus é a causa das percepções, tudo ocorre na mente
de Deus (causa de todas as coisas). Claro que tudo depende do conceito de Deus
e, não tenho a certeza, mas provavelmente Berkeley via Deus como um criador,
uma entidade (neste caso, uma mente) separada da criação, uma mente causadora
das nossas percepções mas separada de nós. E é principalmente e precisamente
neste ponto que alguns encontram razões para criticar as ideias de Berkeley,
por isso há quem prefira, por exemplo, recorrer ao conceito de inconsciente
colectivo, que é uma parte de nós, mas com a qual não nos conseguimos
identificar.
Na minha opinião, certos tipos de
idealismo apresentam argumentos bem coerentes e, por isso, são propostas que
devem ser tomadas em conta. Para além de possuir argumentos difíceis de
contrariar e desmontar, o idealismo é bastante mais parcimonioso do que outras
propostas metafísicas.
Outro aspecto a salientar é que
alguns pontos de vista partilhados por religiões, certas tradições herméticas e
algumas filosofias orientais, são semelhantes à metafisica idealista. Contudo,
para abraçar o idealismo, não é necessário possuir, por exemplo, uma crença
religiosa.
E a ciência? A ciência
desenvolvida até aos nossos dias contradiz certas posições idealistas? Penso
que não! É verdade que parece não existir unanimidade, mas certas
interpretações propõem que a consciência assume um papel central. Certas formas
de idealismo foram e ainda são defendidas por alguns cientistas e, por exemplo,
teóricos da física.
É importante estarmos sempre
abertos a novas ideias porque não sabemos se as descobertas de amanhã anulam as
de hoje. Neste sentido, devemos tentar ser um pouco desapegados de grandes
doutrinas e certezas.
O futuro pode fazer-nos mudar de
ideias, não podemos ser prisioneiros de ideias rígidas, embora haja certos
pensamentos e pontos importantes, reflexões bem estabelecidas, coerentes e
certas convicções que não mudam.
A vida é um conjunto de momentos
e cada momento tem o seu lado particular e único. Por exemplo, hoje, eu
escreveria de forma diferente sobre certos assuntos que foram abordados no
passado, colocaria e exporia certas ideias de forma diferente, talvez com
algumas correcções, embora, em grande parte, manteria muitas das ideias centrais.
Por isso cada momento tem a sua própria visão, sentimento, uma determinada
disposição emocional e perspectiva das coisas, umas vezes evoluindo no correcto
sentido, outras vezes nem tanto.
Ninguém pode ser totalmente e
absolutamente coerente ao longo de um vasto período de tempo, irá sempre
aparecer alguma mudança que rompe com o passado, mas demasiada e frequente
incoerência também não é muito bom, há que manter alguma base e regra, senão
passamos a mudar tão facilmente como o vento!
Mas nem sempre é fácil mudar de
ideias e quanto mais amarrados estivermos, mais difícil será abandonar
determinada posição (nem sempre é assim, às vezes as coisas são muito rápidas,
quase instantâneas, mas o padrão de resistência é bastante frequente), porque investimos
muito tempo, depositámos muita confiança, e estamos apegados a certos pontos de
vista, e por isso é mais difícil mudar, há um monte de razões para que isso
aconteça, a tal dissonância cognitiva!
A verdade é que podemos arranjar
sempre argumentos para continuar num determinado caminho e defender um ponto de
vista, podemos sempre oferecer argumentos contra e a favor, seja qual for o
assunto. Se não quisermos abandonar determinado ponto de vista, se assim
preferirmos, podemos criar novos argumentos, isso não é impossível, embora por
vezes, em certas situações, torna-se mais difícil defender certas posições
porque contrariamos as evidências.
Temos sempre por hábito enquadrar
os outros segundo uma classificação, muitas vezes até com grande desacerto
porque essas classificações vêm acompanhadas de generalizações, são cómodas, é
verdade, mas por vezes demasiado redutoras porque podem revelar muito pouco
sobre aquela pessoa em particular.
Sabemos que os rótulos são
tramados! E também o hábito de colocar as pessoas em gavetas pode ser uma
tarefa complicada, principalmente se essa pessoa tiver um espírito ecléctico, digamos assim, porque, neste caso, ela buscará ideias em todas as gavetas, sem
ficar presa a nenhuma em particular.
Para além disso, e também neste
sentido, eu, geralmente, prefiro não me classificar porque assim evito
mal-entendidos, preconceitos e outras leituras diferentes da minha. Ou seja,
cada um constrói a sua interpretação sobre um determinado assunto, cada um
entende as coisas à sua maneira, e esse entendimento pode ser bastante
diferente do meu. Por isso, sempre que for possível, é necessário tornar as
coisas claras, defini-las o melhor possível, para que não haja confusões.
Eu posso concordar com algumas
ideias pertencentes a uma determinada escola, filosofia ou ideologia e, ao
mesmo tempo, em relação a essa mesma escola ou ideologia, posso discordar de
outros pontos e ideias!
Outro aspecto a salientar é que as
pessoas precisam de aprender a dialogar, isto é uma difícil tarefa para todos
(para mim também), não fomos educados para saber comunicar eficazmente e convenientemente.
Por isso, se eu optar por usar determinado tipo de linguagem (aliás, os debates
que se fazem na televisão são uns valentes exemplos disto, não deixa de ser
trágico, há pessoas que abusam e acham tudo muito normal…é até bom para as
audiências, embora não queiram reconhecer isso!), logo à partida, isso poderá
criar dificuldades no diálogo, gerando resistências adicionais desnecessárias e
a ideia de conflito pode ficar mais fortalecida. Por isso geralmente, tento
pensar um pouco antes de escrever, não me deixar influenciar por certas emoções
(nem sempre é possível), ter consciência do que se está a passar para não
deixar entrar interferências adicionais no debate ou diálogo, posso também usar
a Internet como um campo de treinos, ou seja, opto por usar uma linguagem mais
empática, com pouco recurso a determinados julgamentos, ataques pessoais,
certas críticas, ou seja, uma comunicação não-violenta (pelo menos tento que
seja), centrando-me nas ideias/argumentos e não na pessoa ou no seu carácter.
A importância do tipo de
comunicação, segundo algumas pessoas, é irrelevante. Já outros até referem que
não fomos educados para expressar as nossas necessidades e sentimentos de forma
adequada e daí surgem os problemas. De qualquer forma, não é um tema simples,
mas penso que a forma como comunicamos pode ser importante para explicar uma parte
da violência, violência que também começa nas palavras!
Dentro destes círculos, alguns
possuem mais complexidade do que outros, uns envolvem cultos e outros não,
alguns são excessivamente ritualizados ou mais formais do que outros, uns são
mais eruditos e elitistas do que outros, alguns recorrem mais ao simbolismo do
que outros, seja para despertar qualquer tipo de verdade interna ou para
estimular certas vivências internas, que actualmente, e segundo alguns, são
secretas apenas no sentido de serem pessoais e difíceis de transformar em
palavras e conceitos, e, por último, algumas dessas sociedades são mais vocacionadas
apenas para transmitir práticas que afinal já não são tão secretas como
costumavam ser… Sejam mais antigas ou recém-criadas, há de tudo para todos,
conforme os gostos, tendências pessoais e nível cultural.
Outro aspecto importante é a
deturpação e distorção do significado dos símbolos e rituais de algumas dessas
sociedades, principalmente por parte de alguns teóricos da conspiração que
tendem a misturar coisas que nada têm a ver…
Afinal de contas, os próprios
xamãs também têm as suas iniciações! E é certo que, em certos momentos, todos
nós temos de aprender com aqueles que têm mais experiência num determinado
assunto, não nego isso! (embora aquele que ensina também pode ter muito a
aprender com o aluno, e nem sempre o ensinamento é válido, completamente
verdadeiro ou actualizado…) Mas devo dizer que sou bastante crítico em relação
a algumas destas dinâmicas, porque, por exemplo, apostam em modelos bastante
antiquados e às vezes demasiado hierarquizados (o que significado, entre outras
coisas, sempre pedestal para alguns “gurus”). Simplesmente, em relação a muitos
destes círculos, não me convencem minimamente, são meras cópias de outras
coisas que já existiam (como a maçonaria e outras do género), com algumas
diferenças e inovações à mistura, mas mais fogo-de-artifício que outra coisa,
embora até admita que aqui e ali possa haver alguma experiência mais interessante
em termos de certas vivências, informações e conhecimentos.
E porque estamos a comentar
coisas que provêm de correntes mais esotéricas, ou místicas, há quem pense que,
por exemplo, o fenómeno OVNI deve ser investigado seguindo uma determinada
abordagem, e não devemos misturar especulações ou informações provenientes destas
correntes. De certa forma, eu até entendo a preocupação dessas pessoas, a
intenção é valorizar o fenómeno, dar algum critério ao seu estudo, e não
deixá-lo cair no descrédito, coisa que por vezes ocorre, apesar dos esforços e,
na minha opinião, alguns avanços conseguidos perante o público.
Mas, tendo tudo isso em conta, eu
penso que não deixa de ser importante recolher todas as perspectivas acerca do
fenómeno (mesmo que seja apenas do ponto de vista de uma Sociologia, História,
etc), é certo que vamos encontrar muita coisa, uma boa parte não será verdade,
mas outras talvez sejam! Tudo isto é feito independentemente de acreditarmos em
x ou y.
No entanto, e reconhecendo a
importância de cada um escolher diferentes caminhos (esotéricos ou não),
diferentes pontos de partida na tentativa de se aproximar do fenómeno (sejam
OVNIS/OVETS ou outro tipo de fenómenos) porque isso só nos enriquece, o meu
entendimento pessoal, a minha sensibilidade pessoal sobre o assunto é que
devemos primeiro partir de bases iniciais que sejam mais ou menos sólidas,
simplificadas ao máximo, e só depois partir para especulações ou informações
mais complexas. E isto não é nada fácil, porque, durante esse processo,
podemos, por exemplo, eventualmente classificar certos testemunhos e
depoimentos como sendo menos relevantes dentro de um amplo contexto, correndo o
risco de estarmos a ser injustos ou errados, mas se não o fizermos, iremos
adensar a confusão, uma vez que frequentemente a informação acaba por ser
bastante contraditória… e torna-se por isso imperativo estabelecer prioridades!
Nota: Este artigo não tem como função
denegrir um grupo em particular, não se destina a ninguém em particular, é
apenas uma análise geral, resultante de uma perspectiva pessoal acerca destes
assuntos. Não tenho qualquer tipo de aversão a estes temas, apenas tenho o meu
ponto de vista que é sempre limitado a este momento e etapa da vida.
A informação
relacionada com estes temas é por vezes bastante complexa e pede-nos para
assimilar muita coisa ao mesmo tempo. Na minha opinião, para incorporar
determinas coisas e aceitá-las (seja qual for a temática escolhida), dando-lhes
prioridade em relação a outras, primeiro é preciso haver um critério. Com toda
a certeza, algumas destas pessoas ligadas ao ocultismo e esoterismo, têm o seu
próprio critério (que provavelmente diverge do meu), porque cada um tem o seu
próprio critério. Já para não falar das diferentes experiências de vida de cada
um, e diferentes impressões/intuições que as coisas provocam em nós.
Em primeiro
lugar, considero que este assunto das escolas esotéricas é sempre um tema
interessante (assim como qualquer outro assunto relacionado com o desconhecido
e os mistérios), por várias razões, independentemente de acreditarmos ou não em
todas as informações. Portanto, eu vejo tudo isto com interesse, não tenho uma
postura completamente fechada, também não considero que estes círculos/sociedades/grupos
são completamente inúteis, mas simplesmente servem mais para uns do que para
outros…
Até poderíamos
dizer que a complexidade não se limita apenas a estes assuntos esotéricos, pois
a própria ciência, por exemplo, para além das óbvias diferenças, tem também
áreas bastante complexas.
Considerando
algumas excepções, a complexidade da informação (assim como alguns supostos
segredos) costuma ser a norma dentro deste tipo de escolas
esotéricas/iniciáticas, até porque costumam ser doutrinas sincréticas. Claro
que o sincretismo não é necessariamente mau, mas muitas vezes, em vez de
simplificar (o que seria sempre melhor), dá lugar a uma acumulação de
informação de enorme complexidade, um conjunto de diferentes assuntos que são
às vezes misturados de forma confusa. E com isto não quero dizer que tudo seja
falso, não é isso! Mas há coisas que deixam muitas dúvidas e também associações
que são feitas e interpretações que parecem não ter uma base suficientemente
sólida (não vale a pena agora entrar em pormenores).
Para além disso,
há sempre algumas divergências de opinião: uns defendem umas coisas, outros
defendem outras e, curiosamente, todos (uma boa parte, melhor dizendo) afirmam
serem os possuidores da verdade, aliás isto não é exclusivo do esoterismo,
porque, até já nem falo das religiões tradicionais, mas se tomarmos como
exemplo os centros espíritas (doutrina de Kardec), iremos encontrar pontos em
comum, naturalmente, mas também algumas divergências: uns dirão que são
melhores, que são mais sérios, que trabalham melhor e de forma mais segura do
que outros, etc.
Para ser
sincero, vejo muita presunção e vaidade nalguns destes supostos iniciados,
mestres e afins. Fico com a sensação e acredito que, na verdade, muitos não
sabem nada, simplesmente repetem aquilo que leram e ouviram de outros, apenas
isso! Às vezes fico também com a sensação de que são mais mestres aqueles que
nada sabem sobre grandes teorias, são mais mestres aqueles que demonstram na
prática, no dia-a-dia, nas coisas simples da vida, deixando um impacto na vida
dos outros, às vezes até passando desapercebidos. Esses são os mestres, esses
são os sábios! Esses não sabem nada de grandes teorias esotéricas, mas
conseguem dar o exemplo de forma genuína e espontânea nas coisas mais simples,
no mais essencial.
É evidente que
também podemos encontrar boas pessoas nesses círculos esotéricos, estão
realmente interessadas em tornarem-se melhores pessoas, pretendem desenvolver
certas qualidades, etc, e pessoalmente, acredito que os fenómenos psi existem e
pode até ser possível desenvolver certas capacidades e provocar certas
experiências, etc. (mas se alegarmos determinadas coisas, depois temos de as
provar, ou então mais vale ficar calado!). As pessoas podem meditar e fazer
montes de coisas, tudo bem quanto a isso! Embora talvez até muitas dessas
coisas nem sejam estritamente necessárias ou essenciais… E que haja muitos
aspectos que desconhecemos, pois com certeza, o Universo é um lugar grande e a
consciência um mistério.
Em relação a
alguns “Gurus”, muitos até escreveram livros e tornaram-se famosos, escreveram
coisas realmente interessantes, profundas até, mas depois a sua vida pessoal e
as alegações que faziam deixam bastantes dúvidas em relação à sua seriedade…
Para escrevermos coisas interessantes não necessitamos de ser perfeitos, mas
por vezes convém estar atento e discernir bem.