domingo, 7 de fevereiro de 2016

Tesouros, piratas, templários e o reino da consciência

O vídeo mostra-nos o segundo episódio de uma série que junta templários, tesouros e piratas. Este episódio debruça-se mais sobre Portugal e os templários portugueses, mas a ligação com esses templários é estabelecida ao longo de toda a série.

Depois, nos dois links seguintes, uma entrevista com o autor do livro: “First Templar Nation”.

Em ambos os casos, tal como seria de esperar, muita especulação (também é preciso) e alguns factos.


 

O reino da consciência e a primeira nação templária (de um autor pouco conhecido, mas existem mais livros e autores que falam sobre os templários e a ligação com Portugal):

https://www.youtube.com/watch?v=iVuWZ6Rx6GU  (ver a partir do minuto 3:28)

https://www.youtube.com/watch?v=oXN-CfBEpqc
 

sábado, 6 de fevereiro de 2016

As EQM sob a lupa do Idealismo


Neste link, as EQM são analisadas desde um ponto de vista idealista (ontologia). Trata-se, a meu ver, de uma análise muito interessante e bastante pertinente, principalmente porque foca alguns aspectos importantes que por vezes geram algum debate. Está em inglês mas recomendo a leitura do texto.
 
Existe também um vídeo onde algumas pessoas contam as suas experiências em detalhe. Verificamos vários padrões comuns nestas experiências, mas há um que se destaca bastante: nenhuma daquelas pessoas queria voltar! Sabemos que a Terra não é propriamente o melhor lugar que podemos imaginar, mas, segundo estas experiências, a diferença entre planos (ou dimensões) é abismal! Existe também um outro pormenor (embora não seja uma total novidade), está relacionado com a nossa liberdade de decisão e escolha. Se tomarmos em conta as EQM, constatamos que a nossa liberdade tem os seus limites. Não é algo muito agradável de se ouvir mas, por muito que nos custe, essa parece ser a realidade. Claro que isso não significa que, no que diz respeito à nossa jornada na Terra, não haja algum espaço para tentar mudar situações e fazer escolhas em nosso benefício, embora nunca saibamos ao certo a verdadeira extensão das nossas possibilidades porque muita coisa está oculta e permanece vedada ao nosso conhecimento. Mas as vivências dentro deste corpo físico parecem ser um imperativo do qual não podemos por enquanto escapar.
 
 
 
 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Questões ovnilógicas: a origem mais razoável!

Alguns dos avistamentos são, na verdade, naves tripuladas por seres humanos? Será?!
 
Há quem afirme que não devemos automaticamente dizer que essas naves são todas de origem extraterrestre (em sentido amplo). Algumas pessoas defendem que uma boa parte desses objectos (OVNIS) são tecnologia criada por humanos ou produto de engenharia reversa de tecnologia extraterrestre.  
 
Como é óbvio, não sou dono da verdade mas encontro razões coerentes e razoáveis para não acreditar nesta tese. Os OVNIS (falo daqueles que nos interessam porque nem todos os ovnis permitem-nos tirar conclusões) não são produto de nenhuma tecnologia humana nem de engenharia reversa de naves ou tecnologia recuperada, pois penso que tal cenário é pouco provável!
 
Em seguida irei expor alguns argumentos no sentido de esclarecer melhor a minha posição:
 
-Em relação à engenharia reversa, é importante ter em consideração o seguinte: o mais provável é que exista um enorme fosso tecnológico e científico entre nós humanos e essas entidades, por isso é muito pouco provável que os melhores cientistas entendam e consigam replicar tecnologia ET. Cito o ufólogo Stanton Friedman: “Se fosse possível recuar quinhentos anos e oferecer a Cristóvão Colombo um submarino nuclear e um orçamento ilimitado, será que ele conseguiria fazer a engenharia reversa? ” A resposta parece-me óbvia…;
 
- Não é plausível que seja produto de tecnologia cem por cento humana, nem hoje e muito menos no passado, e se recuarmos no tempo (não muito), conseguimos obter registos que não são nada compatíveis com qualquer possibilidade humana a nível tecnológico;
-O comportamento destes objectos é característico de curiosidade (mas não só), existe também, aqui e ali, um contacto muito característico ou qualquer tipo de intenção invulgar que parece mostrar que se trata de visitantes de fora, ou de alguém que aparece e se faz notar deliberadamente por alguma razão concreta. Portanto, este não é o comportamento que se esperaria de humanos que já conhecem as dinâmicas habituais e por isso não teriam qualquer interesse em adoptar este tipo de comportamento, até porque não precisam de usar essas naves para estudar seja o que for ou aceder à população;
 
-Vamos admitir que alguém teve sucesso na tal engenharia reversa (o que, tal como vimos, seria pouco provável) e existe um projecto secreto de alguma potência. Se esse grupo de humanos pretende manter tudo isso em segredo, porque é que então decidem aparecer e andar a passear por zonas povoadas e às vezes até densamente povoadas? Não faz muito sentido! Seria mais lógico que se afastassem dessas zonas. Ninguém no seu juízo perfeito iria ostentar aquilo que pretende manter secreto. Com toda a certeza, não iriam testar estas coisas em cima da cabeça dos outros, muito menos a uma baixa altitude, porque existem outras formas de o fazer, logo, na minha opinião, podemos descartar esta teoria;
- Por último, será que esses seres, essas entidades permitiriam uma coisa dessas? Permitiriam que um ser humano esteve na posse de tecnologia ET? É uma boa questão! Estaria tal facto dentro dos seus interesses? E alguém acha que eles teriam alguma dificuldade em impedir isso? Claro que não teriam, seria demasiado fácil para eles.
 
Existem também outras alegações que circulam por aí mas que, na minha opinião, não passam de especulações sem evidências e com bases muito débeis, para além de outras alegações em relação à formação académica, cientifica e sobre o passado de algumas pessoas, afirmações que não são corroboradas por outras testemunhas nem por documentos. Ou seja, coisas que deixam muitas dúvidas e provavelmente são embustes.
Por isso, neste momento, a única explicação que faz todo o sentido, tendo em conta os principais casos e estudos, é aquela que afirma que a origem desses objectos (aqueles que interessam) é cem por cento exógena e não são tripulados por humanos da Terra pertencentes às nossas civilizações actuais, mas sim tripulados por outras entidades. E esta conclusão é puramente racional. A posição por mim adoptada não é simplesmente produto de uma qualquer ânsia do ser humano para encontrar outras formas de inteligência ou mesmo um sentido da vida. E mesmo que haja até um certo desejo de encontrar vida inteligente, isso não invalida determinados argumentos.   

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Questionar ambos os lados!

Existem duas atitudes: tanto podemos verificar aqueles que acreditam em todas as versões oficiais, acreditam em tudo aquilo que é mainstream e, para essas pessoas, a ortodoxia tem sempre razão, eles alinham facilmente, seguem as tendências, às vezes passivamente, seja no âmbito que for. Depois, contrariamente aos primeiros, temos também aqueles que acham que quase todas as teorias da conspiração são verdadeiras e apenas as versões alternativas são válidas e confiáveis.

Ambos os casos são dois extremos, na minha perspectiva. Por um lado, devemos sempre estar atentos e ser críticos em relação às versões e teorias oficiais porque nem todas fazem sentido mas, por outro lado, também não devemos acreditar em tudo aquilo que circula na Internet porque uma boa parte é pura desinformação e lixo, ou seja, devemos ser criteriosos na hora de escolher e não devemos tomar decisões levianamente sobre determinados assuntos. E por várias razões, às vezes não é muito produtivo debater ou tentar convencer as pessoas, primeiro porque deparamo-nos com resistência e gastamos muita energia nesse processo, então que cada um pense o que bem quiser, é preferível assim, cada vez mais me convenço disso! Devemos pensar duas vezes antes de tentar convencer alguém sobre alguma coisa ou tentar mudar alguém, porque isso é frequentemente estéril e contra produtivo. Toda a gente pode em determinados momentos oferecer resistência, eu também, por isso não me estou a colocar em nenhuma posição de superioridade, mas apesar disso, tento sempre oferecer argumentos que sustentem as minhas posições e quando tenho dúvidas simplesmente digo que não sei ou que não tenho a certeza. Para ser sincero, existem ocasiões em que inicialmente me surgem intuições imediatas sobre determinados assuntos e, logo aí, muita coisa não me parece credível, quase que posso cheirar quando certas coisas não são reais, mas depois procuro analisar e verificar essa informação ou teoria, estabelecendo raciocínios. 

No entanto, tendo em consideração tudo quanto foi acima exposto, isso não significa que às vezes não possamos tirar algumas conclusões partindo de bases seguras. É importante nunca deixar de fazer perguntas e duvidar quando houver razões para tal, e é precisamente isso que é feito no vídeo abaixo (nota: são profissionais e técnicos que falam e não teóricos da conspiração, convém realçar). 
 


sábado, 9 de janeiro de 2016

Idealismo e pampsiquismo

Em resposta ao materialismo, que parece ser cada vez mais inconsistente para cada vez mais gente (inclusivamente para alguns filósofos ateus. Sim, pasme-se, caro leitor), são recuperadas outras visões acerca da realidade, entre elas estão o pampsiquismo e o idealismo. Serão compatíveis? Qual dos dois fará mais sentido? Vamos ver alguns vídeos e pontos de vista sobre o assunto. Os dois primeiros vídeos falam sobre o pampsiquismo e o terceiro vídeo mostra-nos, na perspectiva do autor, as diferenças e incompatibilidades entre o idealismo (não-dualismo) e o pampsiquismo.

Vídeos:











Nota: No terceiro vídeo, no sentido de explicar melhor as suas ideias, em determinada altura, o autor faz uma comparação com a imagiologia cerebral num contexto específico. Claro que ele apenas tentou usar um exemplo no sentido de passar melhor a sua mensagem, e isso é perfeitamente compreensível. Este tema não tem nada a ver com o assunto do artigo. Havia muita coisa a dizer sobre esta área em particular e também em relação à forma como interpretamos estas imagens, mas é importante ter em consideração o seguinte:

http://www.nimh.nih.gov/health/publications/neuroimaging-and-mental-illness-a-window-into-the-brain/index.shtml

Informação de radar e OVNIS

Existem casos em que estes objectos são captados e confirmados por radar, vamos ver um exemplo:



quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Cientismo: a radicalização cientifico-religiosa

Alguns vêem o materialismo como superstição e puro nonsense. Quanto ao uso da palavra superstição, isso talvez surja como resposta àqueles que, na defesa do seu materialismo, classificam outras visões da realidade usando essa mesma palavra com um sentido e intenção altamente pejorativo (uma estratégia que leva ao afastamento de certas ideias porque ninguém quer parecer inculto, estúpido, ignorante, e isso quase sempre funciona, é bastante eficaz), apesar de às vezes afirmarem que apenas o fazem pelo simples facto de que certas ideias e crenças não possuem respaldo científico e evidências que as sustentem.

No entanto, nós sabemos que a verdadeira razão é muito mais profunda. Meus caros amigos, quando tocamos na mundivisão e nas convicções de alguns homens da ciência, cuidado! Em certo sentido, podemos obter reacções semelhantes àquelas demonstradas por algumas pessoas que possuem uma particular crença religiosa ou de outro género. Não importa o âmbito donde vem! Claro que isto nem sempre se verifica, logo não podemos colocar o ser humano numa uniformidade, nem todos têm os mesmos comportamentos e nem todos concordam com as mesmas coisas, apesar de muitos serem pura e simplesmente levados na corrente da cultura onde nasceram e cresceram.

Por exemplo, quando falamos sobre estudos e pesquisas acerca de temas comummente chamados de paranormais, alguns têm por hábito argumentar que podemos ser críticos em relação a certos estudos científicos, e eu concordo, sim,isso é verdade, podemos e devemos ser críticos em relação a todos os estudos científicos, seja em que área for, mas quando começamos a ver sempre o mesmo comportamento de negação em relação a todos os temas que possam pôr em causa o materialismo (mesmo antes de analisarem os dados já estão a pôr em causa), começamos a ver uma tendência e verificamos que estes detractores não podem ser levados a sério.

Ora, é improvável que todos os investigadores (pessoas formadas em ciência) estejam enganados, e alguns desses investigadores estudam coisas e fenómenos completamente diferentes, é improvável que os estudos e meta-análises de tanta gente estejam todas erradas. E o mais curioso é que os “cépticos” sempre têm o mesmo comportamento: nunca encontram nada estatisticamente relevante e quando encontram dizem que não podemos tirar conclusões… Será que não podemos?! Ou então colocam umas palas e preferem não olhar. Na minha opinião, estes detractores não podem ser levados a sério e fico com a impressão de que uma boa parte destas pessoas que pesquisam os temas proibidos, essas pessoas que se atrevem e arriscam, apresentam trabalhos com mais rigor e qualidade do que nas outras áreas mais convencionais, e isso acontece precisamente porque sabem que a probabilidade de serem atacados é enorme, por isso esmeram-se. Eu tenho a certeza de que há por aí muitos estudos convencionais com muito menos qualidade e são mais duvidosos (uns já foram confirmados e, em relação a outros, fica a dúvida).

Convém também salientar que estes estudos são publicados em revistas científicas, portanto são sujeitos a revisão por pares, exactamente como acontece com os outros estudos das áreas mais convencionais, para além de terem sido já replicados por outros investigadores, e isso é importante. Por isso, existem critérios aqui, isto não é feito levianamente. Tinha dito que os investigadores eram pessoas com formação em áreas científicas, com qualificações, mas, se não me engano, para realizar e publicar estudos científicos não é necessário possuir um título académico, basta que o trabalho tenha qualidade e preencha os requisitos impostos, mas penso que, na prática, é provável que dêem mais oportunidades a pessoas que possuem títulos académicos e não encontramos muitos investigadores autodidactas.    

É importante também dizer que a ausência de evidência não significa evidência de ausência, como alguém dizia, mas alguns preferem completar esta frase dizendo que só aceitarão evidências extraordinárias! A sério?! Mas essa palavra extraordinário significa o quê?! Talvez signifique que estão prontos a aceitar evidências normais quando estas são provenientes de áreas também normais, mas depois em relação a estes temas, só aceitam evidências se estas forem extraordinárias, mas, penso eu, as evidências devem ter os mesmos critérios seja em que área for!

Tal como dizia, muitos preferem colocar umas palas e decidem não olhar para certas evidências quando estas não são bem-vindas. Por exemplo, há dias vi um estudo que usou ratinhos (pobres cobaias, experimentar em animais não é absolutamente necessário, segundo alguns),que mostrava que um dos coadjuvantes das vacinas provocava danos no organismo, mudanças comportamentais, danos cerebrais, quando era injectado dentro de um esquema semelhante ao das vacinas, e parece que as entidades competentes e a comunidade médica ignoraram completamente este estudo. Como não puderam atacar o estudo, decidiram então ignorá-lo. Qual deveria ter sido a atitude? A atitude correcta seria investigar melhor a situação e ir ao fundo da questão, mas decidiram simplesmente ignorar! E este padrão de comportamento também se verifica nos temas mais, digamos, paranormais. Preferem não olhar para certas evidências empíricas, estatísticas, que confirmam aquilo que não é bem-vindo...

Fico bastante surpreendido quando algumas pessoas abraçam certas certezas e metafisicas materialistas, com todas as suas falhas e problemas, paradoxos e lacunas na explicação de coisas que são importantes, e abraçaram-no como se fosse uma verdade demasiado evidente, mas quando é analisado à lupa, não sobrevive a uma análise crítica e racional.

Verificamos dois problemas: o cientificismo e o materialismo que, segundo alguns, pode ser entendido como uma superstição. Se a palavra superstição significa algo que se toma como verdade sem haver nenhum fundamento (cientificamente não consigamos provar, sendo até, segundo alguns, cientificamente inconsistente, e racionalmente filosoficamente encontramos problemas), portanto, se a palavra for usada nesse sentido, então também podemos usá-la para classificar o materialismo. O que mais me desagrada não é o facto de algumas pessoas terem abraçado metafisicas diferentes da minha, porque cada um é livre para acreditar no que quiser e eu respeito isso, mas eu não consigo aceitar que o materialismo nos seja apresentado como a única visão razoável e racional, e penso que não podemos tolerar que certas pessoas passem essa ideia para a sociedade.

A ciência estuda os padrões e as regularidades da natureza, faz previsões, é essencialmente profética, para além de outros aspectos e objectivos que tão bem conhecemos. E não esquecer que os modelos não são a realidade, nunca esquecer isto, por mais valiosos e práticos que possam parecer neste momento, certas coisas são apenas modelos interpretativos, usados para explicar, analisar, entender melhor e predizer fenómenos, porque nós não conseguimos ter a percepção sobre certas coisas, nem uma perspectiva total completa, embora possamos construir modelos sobre a realidade. E apesar de algumas limitações e críticas que alguns possam fazer à ciência, obviamente ela tem também a sua utilidade, as suas vantagens e essas são inegáveis. No entanto, determinadas pessoas às vezes deslumbram-se e enveredam por uma espécie de caminho semelhante ao fanatismo religioso (ou fanatismo de certos cultos, determinadas seitas e afins) e são igualmente intolerantes ao ponto de negar a utilidade e importância de outras áreas do conhecimento, e às vezes ouvimos declarações vindas de pessoas do meio científico, alguns bastante mediáticos, bastante doutrinários, pregadores de uma certa ideologia, que demonstram uma certa ignorância (ninguém é perfeito) mas também falta de bom senso. O pior que pode acontecer a alguém é especializar-se numa determinada área e esquecer, ou negar tudo o resto, limitando-se, radicalizando-se tal como alguns religiosos o fazem. Sabem muito sobre muito pouco e quase nada sobre tudo o resto (um grande resto), e isso pode se tornar um problema!
 



Extra: Um Universo que surge do nada!
 

 

Uma dúvida ovnilógica

Em primeiro lugar, é necessário não desvalorizar as experiências das pessoas, principalmente quando a história, ou o caso apresentado, é consistente e apresenta determinadas características e pormenores. Também é importante saber que existem diferentes tipos de abduções, as experiências não são todas iguais, há quem descreva diferentes seres e espécies, diferentes procedimentos e instrumentos utilizados, mas a amnésia parece ser o aspecto comum na maior parte destes casos.
 
Partindo do princípio de que as abduções são reais, há algo que me deixa com algumas dúvidas. Em muitos dos relatos de abduções, as pessoas referem que foram submetidas a exames invasivos dolorosos, mas eu apenas queria colocar a seguinte pergunta: uma civilização mais avançada, com tecnologia e uma medicina mais avançada, não tem noções de analgesia e anestesia? Se até nós humanos conseguimos realizar exames em animais e pessoas, sem que haja demasiada dor e desconforto, uma civilização mais avançada não tem capacidade para fazer o mesmo? Para além disso, uma civilização mais avançada usaria, por exemplo, tecnologia de scanning e nanotecnologia, não necessitaria de introduzir instrumentos grandes e complicados, de forma dolorosa… Serão sádicos? Prefiro acreditar que não! Haverá alguma razão concreta?! Tenho lido algumas tentativas de explicação, mas confesso que não consigo tirar nenhuma conclusão definitiva em relação a este tópico. Mas acho que podemos afirmar que esses seres, com certeza, não estão submetidos a medidas de austeridade de algum governo ou Estado que os obriga a utilizar material mais barato.
 
 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

As evidências incómodas!

Em relação aos extraterrestres, essas entidades que nos visitam, durante uma entrevista alguém dizia algo bastante interessante, não me lembro como era a frase exacta, mas era algo assim do género: se hoje aparecessem mil pessoas e apresentassem testemunho das suas experiências, e se amanhã aparecessem mais mil pessoas e fizessem o mesmo, então no dia seguinte a atitude dos media mudaria, seria bastante diferente.

Da mesma forma, se determinadas áreas de pesquisa científica começarem a ser aceites por cada vez mais pessoas (principalmente dentro da comunidade cientifica), então a atitude dos media também mudaria, principalmente em relação à sua divulgação (uma divulgação que se quer neutra e sem preconceitos). E se existirem dúvidas, é preferível discuti-las, debatê-las, em igualdade, dando um tratamento igual a ambas as partes, sem habilidades. Mas ignorar completamente o assunto é algo que não deveria acontecer.  

Costuma-se dizer que em ciência não existem provas porque não existem certezas absolutas nem verdades perfeitas, as provas ficam apenas para a lógica e a matemática. Apenas podemos dizer que existem evidências, então vamos ver algumas dessas evidências.

 



Extra: debate sobre a ciência e a consciência


sábado, 2 de janeiro de 2016

Adormecer animais à distância!

 
Energia emitida pelas mãos? Truque? Estará a nossa mente ligada à realidade através de maneiras que não conseguimos compreender?
O caso apresentado no vídeo, aparentemente não parece ser um truque, uma das razões é o facto de os animais não terem sido escolhidos por kanzawa. Poderia também colocar-se a hipótese da utilização da hipnose, mas dada a distância e a posição de alguns animais, acho que podemos também descartar essa hipótese.
Na verdade, existem mais casos invulgares à semelhança deste. Existem outras situações que parecem desafiar as crenças arreigadas de uma certa ciência mainstream que, apesar das grandes revoluções científicas verificadas a partir de certa altura do século XX e de novas perspectivas dentro da filosofia da ciência, prefere teimosamente manter uma postura em tudo semelhante a uma certa arrogância e rigidez próprias da ciência do século XIX (o mesmo século que via os homens das cavernas, nomeadamente o Neandertal, como um individuo boçal, estúpido, primitivo, mas agora pensa-se que, apesar de provavelmente ter sido uma espécie agressiva na defesa do seu território, eram mais complexos e inteligentes do que imaginávamos e com características culturais semelhantes às da nossa espécie).      
Existem muitas alegações por aí, mas o que nos interessa são demonstrações, qualquer tipo de prova, isso é significativo e permite-nos, se assim quisermos, explorar melhor certos assuntos. Mas se algumas pessoas não aceitam determinadas evidências, que são diferentes e variadas, recolhidas em laboratório (e suponho que nunca aceitarão), então também não aceitarão este tipo de situação apresentada no vídeo, isso é certo!
Às vezes é difícil ter certezas absolutas. No entanto, são as novas ideias que fazem avançar o mundo, rasgos de criatividade. Os desmancha-prazeres e os "bota abaixo" nunca trazem nada de novo, apenas os visionários e aqueles que sonham (com os pés no chão) trazem novidades e enriquecem as nossas vidas, e aí está implícito ter uma mente aberta e ver oportunidades.
Também sabemos que cada um tem o seu conceito de Deus, há pessoas que preferem não acreditar num Deus barbudo que está lá no céu e que é sempre interventivo, já outros preferem nem sequer falar em Deus mas usam outro tipo de linguagem e ideias. Existe também uma frase que tem sido muito usada para questões de crença, mas que, na verdade, pode ser aplicada a qualquer tema que quisermos, é a seguinte: “Para aqueles que acreditam, nenhuma prova é necessária, para os que não crêem, nenhuma prova é possível.” O que significa que em certos contextos nenhuma evidência é suficiente e nenhuma evidência é possível…
 
 
 
 

domingo, 20 de dezembro de 2015

Feminismo: a outra face

Antes de mais, para que não haja qualquer tipo de dúvida, devo dizer que obviamente, sou a favor da liberdade, assim como de outros princípios que considero fundamentais, por isso quero deixar bem claro que não é minha intenção estar aqui a defender injustiças, desigualdades, espancamentos de mulheres e outras coisas do género. Também não venho para aqui fazer críticas sobre certas opções e escolhas que as pessoas fazem, principalmente assuntos privados, isso aqui não interessa nada e foge ao âmbito deste artigo, desta forma não pretendo converter ninguém a nada.

No entanto, há um tema que surge bastante na nossa sociedade e até tem gerado acesas discussões na Internet, trata-se do feminismo, e como este blogue pretende mostrar outras realidades, a outra face das coisas, decidi tocar neste assunto e analisá-lo, tentando ser o mais neutro possível.
Devo dizer que não tenho um conhecimento muito aprofundado sobre as raízes históricas do feminismo, mas tenho uma ideia geral sobre o assunto e penso que essa ideia não anda muito longe da verdade. De qualquer forma, apenas queria mostrar a minha opinião, o meu ponto de vista.

Em Portugal não se discute muito sobre este assunto, ao contrário de outros países como o Brasil, EUA, etc. Tenho lido algumas coisas na Internet, muitas teorias, algumas são teorias da conspiração que vêem o feminismo como um plano secreto para destruir a sociedade, um plano da esquerda, orquestrado para tomar o poder, algo assim do género. Por outro lado, temos também aquele feminismo mais radical, com afirmações e posições bastante discutíveis e algumas até preocupantes.
Bom, eu não sei se houve ou não conspiração para destruir os valores defendidos por uma certa direita (e não só) ou se simplesmente foram mudanças culturais normais, novas ideias que foram surgindo e naturalmente encontraram adeptos e influenciaram aos poucos a sociedade. Pessoalmente, não queria encaixar-me em nenhuma direita nem esquerda, prefiro não me classificar nem estar agarrado a nada, é preciso ir além dessas divisões… são coisas que não me interessam, embora reconheça certos aspectos nas políticas da direita com os quais eu não concordo, mas também o mundo da esquerda não é totalmente perfeito!

Portanto, sobre o tema deste artigo, tenho lido coisas que para mim fazem sentido e outras que não concordo, para além do uso de alguma linguagem imprópria e certas informalidades desnecessárias (quer seja por parte dos críticos do feminismo, ou por parte dos próprios feministas).
É inegável que houve movimentos de mulheres que, principalmente nos primórdios, defendiam direitos fundamentais e a possibilidade de haver mais poder de escolha por parte das mulheres. Contudo, há quem seja da opinião de que o feminismo não defende igualdade, mas trata-se de uma ideologia autocentrada, egocêntrica, que procura privilégios e benefícios sempre que possível e pretende tomar o poder, é uma luta pelo poder. Para além de outros defeitos apontados pelos críticos (alguns desses críticos são mulheres…) e com os quais eu concordo.

Na verdade, eu não sei se o feminismo sempre foi uma farsa ou se simplesmente foi se transformando ao longo do tempo, corrompendo-se, perdendo o bom senso e deteriorando-se. Talvez a segunda opção faça mais sentido, mas a influência do feminismo nas nossas sociedades tem sido muito clara e evidente.

Não gosto muito de classificações, rótulos, até já falei sobre isso numa publicação anterior, mas considero que existem vários tipos de feminismos, vários tipos de feministas (algumas são auto-intituladas) e é difícil muitas vezes estabelecer um padrão, sendo igualmente difícil entender certas ideias/teorias deste movimento porque são muito paradoxais, contraditórias e algumas deixaram de ter qualquer fundamento.
Há também situações absurdas e completamente surreais, radicalismos estranhos, por exemplo, há pouco tempo vi algo sobre o feminismo na Suécia e realmente, percebi que este país nórdico não é o paraíso cor-de-rosa que tantas vezes nos contaram (não é só por causa do feminismo). A coisa está tão extremista que até uma das feministas mais antigas chegou ao ponto de questionar e criticar o rumo que as coisas estavam a levar, principalmente em relação a pessoas que se usam da política para implementar certas medidas e, acrescento, fazer lavagem cerebral a toda a gente.

Outro aspecto a salientar prende-se com a reacção de algumas feministas (ou pessoas que se identificam com alguns aspectos e ideias deste movimento), quando as suas ideias e argumentos são alvo de críticas. É um clássico, podemos ter de tudo um pouco: “se não concordas comigo, não vales nada e és um machista” (típico); falácias do género “ não consigo atacar o argumento, então ataco a pessoa que o fez”; ataques pessoais; psicologia barata; agressividade; preconceitos e generalizações; rótulos; diagnósticos; classificações, tudo na tentativa de calar a pessoa a todo o custo, apelos à emoção e não à razão, provocações em vez de um diálogo que se quer saudável e construtivo. E é um clássico porque também podemos ver estes comportamentos noutros âmbitos, por exemplo, algumas pessoas que não aceitam o fenómeno ovni, dizem e insinuam que quem acredita em OVNIS e ETs só pode ser maluco, imaturo ou ignorante. O ser humano por vezes sente-se tentado, não resiste e segue o caminho mais fácil, prefere ter este tipo de comportamentos, que da mesma forma são usados por homens e mulheres feministas pois estes não admitem que alguém ponha em causa os seus pontos de vista.
Depois também existe o famoso patriarcado, o culpado de todo o sofrimento das mulheres, aquele que oprime as mulheres. Este patriarcado é uma espécie de fantasma, uma entidade maléfica obscura. Eu não sei qual é o conceito de patriarcado que algumas pessoas possuem, mas confesso que por vezes fico bastante confuso. Parece-me absurdo e anacrónico continuar a culpar o patriarcado mas a vitimização continuará eternamente e sempre que houver problemas, existirá sempre o mesmo culpado. Quando, por exemplo, a mulher é vítima de violência, quem é o culpado? Já sabemos a resposta. E quando a vítima é o homem? Quem será o culpado? *

Verificamos que, não raras vezes, certas pessoas, defensoras da liberdade e dos valores modernos e feministas, não respeitam ideias e estilos de vida contrários aos seus, não suportam estilos de vida e mentalidades mais conservadoras, digamos assim. Começam imediatamente com a estratégia de rotular e classificar depreciativamente os outros dizendo que são homens e mulheres das cavernas, gente primitiva. Dá às vezes a impressão de que se sentem ofendidos, incomodados pelas ideias contrárias, não suportam a diversidade e procuram influenciar e converter pessoas ao seu modo de ver as coisas, pretendem criar uma uniformidade. Nós sabemos que muita gente conservadora também adopta este comportamento de julgamento das opções alheias, mas é também frequente vermos que suas ideias não são respeitadas e seus valores são alvo de uma certa troça por parte dos mais “modernos”. Ou seja, por um lado, defendem valores da liberdade, direitos e respeito, mas depois dizem que os outros, coitados, são vítimas do patriarcado ou então são gente primitiva que devia obrigatoriamente pensar como eles. Temos de ser coerentes e respeitar as ideias, vontades e opções de toda a gente, que evidentemente devem estar dentro dos limites do bom senso, independentemente de aprovarmos ou não. Eu posso não concordar com determinados comportamentos, estilos de vida e opções, tenho esse direito, claro, mas se é algo que pertence à esfera privada, principalmente se isso não me afecta directamente, então não me diz respeito e não tenho de estar a dar opiniões, principalmente quando ninguém me perguntou nada. As pessoas têm o direito de procurar o que acham melhor para si próprias. E é por estas e por outras razões que eu sempre vejo mentalidades de rebanho como um problema.
Há também a questão da mulher como objecto sexual. Feministas reclamam que nas nossas sociedades as mulheres foram reduzidas a um objecto sexual, usadas em publicidade, revistas e noutros âmbitos, incluindo a própria vida social normal. E mais uma vez o culpado é o famigerado patriarcado. Havia muita coisa a dizer sobre isto mas eu vou apenas tocar nalguns tópicos:

- Os homens sentem desejo pelas mulheres, é algo biológico e natural, e as mulheres têm plena consciência disso e, que eu saiba, elas também não são completamente indiferentes e desinteressadas pelo corpo do homem, embora possam ter outros interesses, assim como os homens;
- A imagem e o corpo masculino também é altamente usado na moda e explorado na publicidade;

- O patriarcado era bastante conservador em relação à exposição do corpo da mulher, então como é que o patriarcado pode ser o culpado da mulher se ter tornado num objecto sexual?! Os pais, ao contrário dos dias de hoje, sempre tinham a preocupação de ensinar as suas filhas a serem muito discretas nesse sentido, porque uma rapariga e senhora de família não se vestia nem se comportava de determinada maneira. Por isso eu não entendo porque é que tentam culpar o patriarcado mas talvez tenham uma definição diferente da minha. Se realmente a mulher é hoje um mero objecto sexual, então a culpa é apenas do feminismo porque foi este que incentivou a mulher a tirar a roupa como forma de protesto face à opressão do patriarcado. Foi uma forma de libertação e emancipação. Se hoje as mulheres vendem o seu corpo (tal como os homens), se hoje as mulheres andam na rua com calções muito curtos e apertados, mini-saias, decotes, fios dentais na praia e não só, etc, a culpa não é do patriarcado!
Nota: convém lembrar, para os mais distraídos, a função deste artigo é simplesmente criticar alguns argumentos do feminismo. Não é minha intenção estar aqui a criticar, por exemplo, as opções de vestuário de cada um. Se fosse esse o objectivo, diria de forma explícita. Portanto, caro leitor, não faça leituras desnecessárias.
 
Existem outras incongruências, contradições e aspectos bastante questionáveis. O tema é vasto mas ficam aqui apenas alguns aspectos gerais amplamente discutidos na Internet.

 
Neste vídeo, uma mulher critica o feminismo e explica a razão pela qual decidiu não ser feminista.



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domingo, 13 de dezembro de 2015

Em torno da questão de Fátima


Em relação a Fátima, eu posso oferecer muitos argumentos, posso colocar muitos defeitos na religião, claro que posso, mas também posso reconhecer que há muitas pessoas que encontram conforto, apoio, força, energia, convívio nestas peregrinações, encontram na religião um significado para as suas vidas, por isso Fátima não é só os OVNIS, Fátima é muito mais do que isso. E, para mim, apenas uma opinião pessoal, exemplos como Fátima enquadram-se em lógicas que podem estar muito para além de determinado credo ou religião específica, independentemente de ter havido manipulação ou não. Foi também bom para a economia da região e foi bom para o país, mas isso é apenas na minha óptica!
 
Quanto ao dinheiro, ele está metido em todo o lado, neste momento é assim que as nossas sociedades funcionam, as instituições religiosas não são excepção. Não tenho conhecimento suficiente para poder discutir certos pormenores em relação ao dinheiro envolvido no santuário. Sobre isso já ouvi críticas e algumas talvez sejam legitimas, mas posso dizer que da última vez que lá estive, assisti a cerimónias junto com familiares e ninguém me pediu coisa alguma... Estou à vontade para falar porque não sou devoto católico, sou, por isso, insuspeito.
 
Além disso, é preferível que os acontecimentos de Fátima fiquem conservados numa esfera do religioso do que em esfera nenhuma, pior seria terem sido esquecidos e ignorados, que era o que muitos pretendiam. Se não tivesse sido preservada a memória, não podíamos estar aqui hoje a discutir interpretações e pontos de vista sobre Fátima...
 
É verdade que o cenário de uma manipulação dos acontecimentos faz bastante sentido e há razões para acreditar nisso. Mas, como já tinha referido, teria sido bastante pior se o acontecimento tivesse caído no completo esquecimento, se não houvesse registos nem depoimentos de ninguém, ou se fosse pura e simplesmente ignorado. As pessoas, por exemplo, podiam não ter dado o benefício da dúvida, podiam não ter acreditado nas crianças, se isso tivesse acontecido, aquela multidão não teria presenciado nada, hoje seriam talvez vistas como partidas e invenções de crianças ou alucinações…
 
E mais, ocorre-me a seguinte ideia: apenas especulo mas, partindo do princípio de que não foi Nossa Senhora que lá apareceu, esses seres teriam algum plano? Sabiam exactamente o que estavam a fazer? Talvez! Porque é que esses seres não apareceram para académicos, pessoas cultas, da cidade, por exemplo? Porque é que decidiram aparecer para crianças humildes, ignorantes, camponeses, muito religiosas? Claro que pode haver mais do que uma razão para o facto, umas dessas razões pode estar relacionada com qualquer tipo de característica sensitiva, digamos assim, das crianças.  
 
Mas a questão fundamental que eu quero colocar prende-se com a conservação do acontecimento e a importância, dinâmica colectiva que aquele local ganhou depois do acontecimento. Esses seres poderiam ter isso em mente e por isso sabiam que, naquela época (e talvez mesmo hoje), a única maneira de conservar o acontecimento e de dar dinâmica colectiva àquele local era precisamente sob o manto da religião! Estava tudo calculado! Seria a única forma de dar força a algo que eles tinham em mente, um projecto qualquer que envolveria o desenvolvimento daquele local em termos de dinâmicas colectivas que talvez tenham algum propósito para esses seres… A intenção era levar gente para ali, durante muito tempo, com algum propósito…



Extra:

São também comuns dois tipos de afirmações sobre este tema: para uns, nada aconteceu e, para outros, Fátima não é caso isolado porque existem mais aparições marianas por todo o mundo, Fátima é apenas mais um acontecimento entre muitos. Em relação à primeira afirmação, não é verdade que nada aconteceu, algo aconteceu porque temos argumentos suficientes e provas que sustentam esses acontecimentos invulgares. No que diz respeito à segunda afirmação, eu não sou especialista em questões de aparições marianas, mas parece-me que o caso de Fátima possui particularidades que a maioria dos outros casos não apresenta. É verdade que aparições de Nossas Senhoras não aconteceram apenas em Portugal, e, para além disso, em Portugal, Fátima não é o único caso de aparições da virgem, mas o caso de Fátima tem características únicas e uma riqueza de detalhes, registos, documentos, testemunhos variados, inclusivamente de um professor de ciências da Universidade de Coimbra, que testemunhou o acontecimento, para além de jornalistas, etc, o que aliás levou historiadores a fazer outro tipo de interpretações bastante plausíveis, e é isso que está aqui em questão, a riqueza do acontecimento, que foi único nesse sentido.

Algumas pessoas ainda colocam a hipótese de ter sido um caso de humanos do futuro que nos alertavam para certas situações. Quanto a esta hipótese, sabemos que é teoricamente possível viajar no tempo, mas deparamo-nos com o chamado paradoxo do avô, por isso, segundo alguns físicos, no caso de os visitantes serem humanos do futuro, não podem mudar o seu próprio passado, eles apenas podem mudar ou influenciar o passado de alguém que pertence a um universo paralelo, ou seja, neste caso, os pastorinhos são praticamente idênticos aos pastorinhos do passado desses visitantes, mas essas crianças são de um universo paralelo, o nosso universo. Não podemos mudar o nosso próprio passado, apenas podemos mudar o passado dos outros...    

No seguimento deste artigo, e porque estamos a falar de contactos com outros seres, decidi colocar aqui mais um caso interessante e que, na minha opinião, merece a nossa atenção. Não é propriamente um caso excepcional mas é mais um que se junta a outros de natureza semelhante. O caso aparece logo no início do seguinte programa:
 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O fenómeno OVNI não é posse de ninguém!

O conhecimento não é posse de ninguém, disso já sabemos, mas no que diz respeito à investigação destas coisas dos OVNIS, será que precisamos de uma licença para investigar? E quem é que vai emitir essa licença? Talvez não faça muito sentido!

Já aqui, por várias vezes, realcei a importância de abordar certos fenómenos numa perspectiva multidisciplinar, isso inclui a participação de pessoas especializadas em diferentes áreas do conhecimento. Parece-me uma opção válida, interessante e que aliás já tem sido posta em prática.

No entanto, algumas pessoas apenas consideram legítimo que o fenómeno OVNI (assim como outro tipo de fenómenos que são abordados neste blogue) seja investigado por pessoas qualificadas, com títulos académicos. Ora, sendo assim, isto não deixa de ser polémico e teríamos de perguntar o seguinte: já não houve importantes contribuições de pessoas que não possuíam títulos académicos? E será justo desvalorizar o trabalho de alguém só porque não tem títulos académicos? Não existirão outros critérios mais importantes do que esse? A seriedade, por exemplo, será característica exclusiva de certas pessoas?

É verdade que alguns entusiastas e interessados no fenómeno cometem muitos erros, não possuem critérios satisfatoriamente rigorosos, por vezes até inventam demasiado e só acabam por prejudicar o tema, não dando muitas razões para serem levados a sério. Mas será justo excluir algumas pessoas, só porque não possuem títulos académicos? Ou então, será justo excluir determinadas pessoas formadas numa certa área do conhecimento que, no imediato, não pode ser aplicada ao estudo e interpretação do fenómeno? O valor de um investigador não se mede pelos títulos!

Depois, tal como sabemos, alguns académicos nunca aceitarão o fenómeno, e quando são convidados a estudá-lo, estragam tudo devido à bagagem e suposições que previamente traziam!

É preciso também dizer que o facto de querermos fazer um esforço para sermos neutros e rigorosos na abordagem, não invalida que possamos já tirar algumas conclusões e, sinceramente, que outra hipótese poderíamos colocar senão aquela dos visitantes? É perfeitamente racional, é a única que neste momento faz mais sentido, é a que tem mais força, tudo aponta para isso. Qual é então o problema? Porque não dizer isso abertamente?!


Quanto à comunidade científica (em geral), não sejamos ingénuos, a comunidade científica não admite nada destas coisas, nós não podemos confundir comunidade científica com alguns grupos e pessoas (poucos) que têm formação nalgum ramo da ciência e que aceitam a possibilidade da visita por ETs. Resumindo, a comunidade científica, o establishment não admite nada destas coisas!


domingo, 29 de novembro de 2015

Os OVNIS e o armamento nuclear

Os factos sempre falam mais alto do que determinadas retóricas elaboradas com o propósito de iludir as pessoas e até convencê-las de que não é uma atitude sã e culta acreditar em certas coisas. Há também uma inacreditável e “fantástica” terceira linha de argumentos que insinua e às vezes até afirma que acreditar nestes temas é algo que se enquadra no âmbito infanto-juvenil e, por isso, para além de alguém poder ser desprovido de juízo e ignorante, também pode ser, neste caso, imaturo. Mas, seja qual for o assunto em questão, o que nos deve nortear é a qualidade da investigação e não o tipo de tema! 

Entidades exógenas observam-nos e até já chegaram ao ponto de interferir com armas nucleares. O documentário mostra-nos alguns desses casos. 

Digno de especial nota, talvez por ser menos conhecido, é o caso ocorrido na ex União Soviética e a investigação desenvolvida depois desse incidente. Portanto, um documentário a não perder!




segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Idealismo: O primado da consciência

Ao longo do tempo, o ser humano tem sido capaz de conceber diferentes tipos de posições metafísicas. O idealismo, o monismo materialista, o dualismo, assim como outras correntes de pensamento que defendem mais do que duas substâncias ou princípios, são propostas que nos oferecem diferentes perspectivas em relação à natureza da realidade.

O idealismo, o assunto que aqui nos interessa, de facto, não é um tema fácil, mas, para começar, podemos dizer que esta corrente filosófica atribui uma especial importância à consciência na interpretação da realidade. Aqui a subjectividade assume um papel central.

Existem várias posições filosóficas e diferentes tipos de idealismo, podemos encontrar perspectivas divergentes dentro deste tema, mas, resumidamente, o idealismo tanto pode afirmar que a realidade existe essencialmente dentro da nossa mente, às vezes negando a existência de um mundo exterior material, como também pode afirmar que a única coisa que realmente podemos conhecer é a consciência e os seus conteúdos, tudo o resto é incerto, ou seja, não temos um acesso directo ao mundo porque esse conhecimento acontece através de dimensões puramente mentais.

Sob o ponto de vista epistemológico, o idealismo defende que, durante o processo de conhecimento, apenas podemos obter percepções e ideias em relação aos objectos da realidade. A realidade, tal como a conhecemos, é uma construção mental, por isso estamos perante uma forma de cepticismo acerca da possibilidade de conhecer qualquer coisa que seja independente da mente ou consciência humana. Aqui, neste contexto, não se afirma se os objectos percepcionados têm ou não uma existência num mundo exterior e material, ou seja, não sabemos se as nossas percepções correspondem a objectos cuja existência tem lugar num mundo exterior. E, uma vez que aquilo que conhecemos e experienciamos está no domínio da mente, todo o conhecimento acaba por ser uma forma de autoconhecimento.

Sob o ponto de vista ontológico, tudo é reduzido à mente ou espírito. Apenas existem percepções e estados mentais, nada mais existe, não existe um mundo exterior material, toda a realidade é imaterial. Mas, convém salientar, isto não significa que, por exemplo, o meu computador é uma ilusão, o mundo não é negado, a posição aqui defendida está relacionada com a natureza imaterial do mundo e seus objectos. Este é o tipo de metafísica de Berkeley, por exemplo.

Berkeley foi um bispo irlandês e embora tenha elaborado o seu idealismo com um propósito bem definido e um objectivo muito específico, não deixa de ser um conjunto de raciocínios interessantes, talvez, na opinião de alguns, não sejam totalmente perfeitos mas tocam em questões relevantes e são um bom ponto de partida.

Berkeley, religioso, evidentemente explicou que Deus é a causa das percepções, tudo ocorre na mente de Deus (causa de todas as coisas). Claro que tudo depende do conceito de Deus e, não tenho a certeza, mas provavelmente Berkeley via Deus como um criador, uma entidade (neste caso, uma mente) separada da criação, uma mente causadora das nossas percepções mas separada de nós. E é principalmente e precisamente neste ponto que alguns encontram razões para criticar as ideias de Berkeley, por isso há quem prefira, por exemplo, recorrer ao conceito de inconsciente colectivo, que é uma parte de nós, mas com a qual não nos conseguimos identificar.

Na minha opinião, certos tipos de idealismo apresentam argumentos bem coerentes e, por isso, são propostas que devem ser tomadas em conta. Para além de possuir argumentos difíceis de contrariar e desmontar, o idealismo é bastante mais parcimonioso do que outras propostas metafísicas.

Outro aspecto a salientar é que alguns pontos de vista partilhados por religiões, certas tradições herméticas e algumas filosofias orientais, são semelhantes à metafisica idealista. Contudo, para abraçar o idealismo, não é necessário possuir, por exemplo, uma crença religiosa.

E a ciência? A ciência desenvolvida até aos nossos dias contradiz certas posições idealistas? Penso que não! É verdade que parece não existir unanimidade, mas certas interpretações propõem que a consciência assume um papel central. Certas formas de idealismo foram e ainda são defendidas por alguns cientistas e, por exemplo, teóricos da física.




sábado, 12 de setembro de 2015

Mente sempre aberta mas não escancarada!

É importante estarmos sempre abertos a novas ideias porque não sabemos se as descobertas de amanhã anulam as de hoje. Neste sentido, devemos tentar ser um pouco desapegados de grandes doutrinas e certezas.

O futuro pode fazer-nos mudar de ideias, não podemos ser prisioneiros de ideias rígidas, embora haja certos pensamentos e pontos importantes, reflexões bem estabelecidas, coerentes e certas convicções que não mudam.

A vida é um conjunto de momentos e cada momento tem o seu lado particular e único. Por exemplo, hoje, eu escreveria de forma diferente sobre certos assuntos que foram abordados no passado, colocaria e exporia certas ideias de forma diferente, talvez com algumas correcções, embora, em grande parte, manteria muitas das ideias centrais. Por isso cada momento tem a sua própria visão, sentimento, uma determinada disposição emocional e perspectiva das coisas, umas vezes evoluindo no correcto sentido, outras vezes nem tanto.

Ninguém pode ser totalmente e absolutamente coerente ao longo de um vasto período de tempo, irá sempre aparecer alguma mudança que rompe com o passado, mas demasiada e frequente incoerência também não é muito bom, há que manter alguma base e regra, senão passamos a mudar tão facilmente como o vento!

Mas nem sempre é fácil mudar de ideias e quanto mais amarrados estivermos, mais difícil será abandonar determinada posição (nem sempre é assim, às vezes as coisas são muito rápidas, quase instantâneas, mas o padrão de resistência é bastante frequente), porque investimos muito tempo, depositámos muita confiança, e estamos apegados a certos pontos de vista, e por isso é mais difícil mudar, há um monte de razões para que isso aconteça, a tal dissonância cognitiva!


A verdade é que podemos arranjar sempre argumentos para continuar num determinado caminho e defender um ponto de vista, podemos sempre oferecer argumentos contra e a favor, seja qual for o assunto. Se não quisermos abandonar determinado ponto de vista, se assim preferirmos, podemos criar novos argumentos, isso não é impossível, embora por vezes, em certas situações, torna-se mais difícil defender certas posições porque contrariamos as evidências. 

Rótulos, gavetas, diálogo e comunicação

Temos sempre por hábito enquadrar os outros segundo uma classificação, muitas vezes até com grande desacerto porque essas classificações vêm acompanhadas de generalizações, são cómodas, é verdade, mas por vezes demasiado redutoras porque podem revelar muito pouco sobre aquela pessoa em particular.

Sabemos que os rótulos são tramados! E também o hábito de colocar as pessoas em gavetas pode ser uma tarefa complicada, principalmente se essa pessoa tiver um espírito ecléctico, digamos assim, porque, neste caso, ela buscará ideias em todas as gavetas, sem ficar presa a nenhuma em particular.

Para além disso, e também neste sentido, eu, geralmente, prefiro não me classificar porque assim evito mal-entendidos, preconceitos e outras leituras diferentes da minha. Ou seja, cada um constrói a sua interpretação sobre um determinado assunto, cada um entende as coisas à sua maneira, e esse entendimento pode ser bastante diferente do meu. Por isso, sempre que for possível, é necessário tornar as coisas claras, defini-las o melhor possível, para que não haja confusões.

Eu posso concordar com algumas ideias pertencentes a uma determinada escola, filosofia ou ideologia e, ao mesmo tempo, em relação a essa mesma escola ou ideologia, posso discordar de outros pontos e ideias!

Outro aspecto a salientar é que as pessoas precisam de aprender a dialogar, isto é uma difícil tarefa para todos (para mim também), não fomos educados para saber comunicar eficazmente e convenientemente. Por isso, se eu optar por usar determinado tipo de linguagem (aliás, os debates que se fazem na televisão são uns valentes exemplos disto, não deixa de ser trágico, há pessoas que abusam e acham tudo muito normal…é até bom para as audiências, embora não queiram reconhecer isso!), logo à partida, isso poderá criar dificuldades no diálogo, gerando resistências adicionais desnecessárias e a ideia de conflito pode ficar mais fortalecida. Por isso geralmente, tento pensar um pouco antes de escrever, não me deixar influenciar por certas emoções (nem sempre é possível), ter consciência do que se está a passar para não deixar entrar interferências adicionais no debate ou diálogo, posso também usar a Internet como um campo de treinos, ou seja, opto por usar uma linguagem mais empática, com pouco recurso a determinados julgamentos, ataques pessoais, certas críticas, ou seja, uma comunicação não-violenta (pelo menos tento que seja), centrando-me nas ideias/argumentos e não na pessoa ou no seu carácter.

A importância do tipo de comunicação, segundo algumas pessoas, é irrelevante. Já outros até referem que não fomos educados para expressar as nossas necessidades e sentimentos de forma adequada e daí surgem os problemas. De qualquer forma, não é um tema simples, mas penso que a forma como comunicamos pode ser importante para explicar uma parte da violência, violência que também começa nas palavras!

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Esoterismo, espiritualismo, ocultismo, metafisicas e questões fundamentais: Escolas esotéricas e círculos ocultistas (segunda parte)

Dentro destes círculos, alguns possuem mais complexidade do que outros, uns envolvem cultos e outros não, alguns são excessivamente ritualizados ou mais formais do que outros, uns são mais eruditos e elitistas do que outros, alguns recorrem mais ao simbolismo do que outros, seja para despertar qualquer tipo de verdade interna ou para estimular certas vivências internas, que actualmente, e segundo alguns, são secretas apenas no sentido de serem pessoais e difíceis de transformar em palavras e conceitos, e, por último, algumas dessas sociedades são mais vocacionadas apenas para transmitir práticas que afinal já não são tão secretas como costumavam ser… Sejam mais antigas ou recém-criadas, há de tudo para todos, conforme os gostos, tendências pessoais e nível cultural.

Outro aspecto importante é a deturpação e distorção do significado dos símbolos e rituais de algumas dessas sociedades, principalmente por parte de alguns teóricos da conspiração que tendem a misturar coisas que nada têm a ver…

Afinal de contas, os próprios xamãs também têm as suas iniciações! E é certo que, em certos momentos, todos nós temos de aprender com aqueles que têm mais experiência num determinado assunto, não nego isso! (embora aquele que ensina também pode ter muito a aprender com o aluno, e nem sempre o ensinamento é válido, completamente verdadeiro ou actualizado…) Mas devo dizer que sou bastante crítico em relação a algumas destas dinâmicas, porque, por exemplo, apostam em modelos bastante antiquados e às vezes demasiado hierarquizados (o que significado, entre outras coisas, sempre pedestal para alguns “gurus”). Simplesmente, em relação a muitos destes círculos, não me convencem minimamente, são meras cópias de outras coisas que já existiam (como a maçonaria e outras do género), com algumas diferenças e inovações à mistura, mas mais fogo-de-artifício que outra coisa, embora até admita que aqui e ali possa haver alguma experiência mais interessante em termos de certas vivências, informações e conhecimentos.

E porque estamos a comentar coisas que provêm de correntes mais esotéricas, ou místicas, há quem pense que, por exemplo, o fenómeno OVNI deve ser investigado seguindo uma determinada abordagem, e não devemos misturar especulações ou informações provenientes destas correntes. De certa forma, eu até entendo a preocupação dessas pessoas, a intenção é valorizar o fenómeno, dar algum critério ao seu estudo, e não deixá-lo cair no descrédito, coisa que por vezes ocorre, apesar dos esforços e, na minha opinião, alguns avanços conseguidos perante o público.

Mas, tendo tudo isso em conta, eu penso que não deixa de ser importante recolher todas as perspectivas acerca do fenómeno (mesmo que seja apenas do ponto de vista de uma Sociologia, História, etc), é certo que vamos encontrar muita coisa, uma boa parte não será verdade, mas outras talvez sejam! Tudo isto é feito independentemente de acreditarmos em x ou y.  

No entanto, e reconhecendo a importância de cada um escolher diferentes caminhos (esotéricos ou não), diferentes pontos de partida na tentativa de se aproximar do fenómeno (sejam OVNIS/OVETS ou outro tipo de fenómenos) porque isso só nos enriquece, o meu entendimento pessoal, a minha sensibilidade pessoal sobre o assunto é que devemos primeiro partir de bases iniciais que sejam mais ou menos sólidas, simplificadas ao máximo, e só depois partir para especulações ou informações mais complexas. E isto não é nada fácil, porque, durante esse processo, podemos, por exemplo, eventualmente classificar certos testemunhos e depoimentos como sendo menos relevantes dentro de um amplo contexto, correndo o risco de estarmos a ser injustos ou errados, mas se não o fizermos, iremos adensar a confusão, uma vez que frequentemente a informação acaba por ser bastante contraditória… e torna-se por isso imperativo estabelecer prioridades!


Esoterismo, espiritualismo, ocultismo, metafisicas e questões fundamentais: Escolas esotéricas e círculos ocultistas

Nota: Este artigo não tem como função denegrir um grupo em particular, não se destina a ninguém em particular, é apenas uma análise geral, resultante de uma perspectiva pessoal acerca destes assuntos. Não tenho qualquer tipo de aversão a estes temas, apenas tenho o meu ponto de vista que é sempre limitado a este momento e etapa da vida.

A informação relacionada com estes temas é por vezes bastante complexa e pede-nos para assimilar muita coisa ao mesmo tempo. Na minha opinião, para incorporar determinas coisas e aceitá-las (seja qual for a temática escolhida), dando-lhes prioridade em relação a outras, primeiro é preciso haver um critério. Com toda a certeza, algumas destas pessoas ligadas ao ocultismo e esoterismo, têm o seu próprio critério (que provavelmente diverge do meu), porque cada um tem o seu próprio critério. Já para não falar das diferentes experiências de vida de cada um, e diferentes impressões/intuições que as coisas provocam em nós.

Em primeiro lugar, considero que este assunto das escolas esotéricas é sempre um tema interessante (assim como qualquer outro assunto relacionado com o desconhecido e os mistérios), por várias razões, independentemente de acreditarmos ou não em todas as informações. Portanto, eu vejo tudo isto com interesse, não tenho uma postura completamente fechada, também não considero que estes círculos/sociedades/grupos são completamente inúteis, mas simplesmente servem mais para uns do que para outros…

Até poderíamos dizer que a complexidade não se limita apenas a estes assuntos esotéricos, pois a própria ciência, por exemplo, para além das óbvias diferenças, tem também áreas bastante complexas.

Considerando algumas excepções, a complexidade da informação (assim como alguns supostos segredos) costuma ser a norma dentro deste tipo de escolas esotéricas/iniciáticas, até porque costumam ser doutrinas sincréticas. Claro que o sincretismo não é necessariamente mau, mas muitas vezes, em vez de simplificar (o que seria sempre melhor), dá lugar a uma acumulação de informação de enorme complexidade, um conjunto de diferentes assuntos que são às vezes misturados de forma confusa. E com isto não quero dizer que tudo seja falso, não é isso! Mas há coisas que deixam muitas dúvidas e também associações que são feitas e interpretações que parecem não ter uma base suficientemente sólida (não vale a pena agora entrar em pormenores).

Para além disso, há sempre algumas divergências de opinião: uns defendem umas coisas, outros defendem outras e, curiosamente, todos (uma boa parte, melhor dizendo) afirmam serem os possuidores da verdade, aliás isto não é exclusivo do esoterismo, porque, até já nem falo das religiões tradicionais, mas se tomarmos como exemplo os centros espíritas (doutrina de Kardec), iremos encontrar pontos em comum, naturalmente, mas também algumas divergências: uns dirão que são melhores, que são mais sérios, que trabalham melhor e de forma mais segura do que outros, etc.  

Para ser sincero, vejo muita presunção e vaidade nalguns destes supostos iniciados, mestres e afins. Fico com a sensação e acredito que, na verdade, muitos não sabem nada, simplesmente repetem aquilo que leram e ouviram de outros, apenas isso! Às vezes fico também com a sensação de que são mais mestres aqueles que nada sabem sobre grandes teorias, são mais mestres aqueles que demonstram na prática, no dia-a-dia, nas coisas simples da vida, deixando um impacto na vida dos outros, às vezes até passando desapercebidos. Esses são os mestres, esses são os sábios! Esses não sabem nada de grandes teorias esotéricas, mas conseguem dar o exemplo de forma genuína e espontânea nas coisas mais simples, no mais essencial.

É evidente que também podemos encontrar boas pessoas nesses círculos esotéricos, estão realmente interessadas em tornarem-se melhores pessoas, pretendem desenvolver certas qualidades, etc, e pessoalmente, acredito que os fenómenos psi existem e pode até ser possível desenvolver certas capacidades e provocar certas experiências, etc. (mas se alegarmos determinadas coisas, depois temos de as provar, ou então mais vale ficar calado!). As pessoas podem meditar e fazer montes de coisas, tudo bem quanto a isso! Embora talvez até muitas dessas coisas nem sejam estritamente necessárias ou essenciais… E que haja muitos aspectos que desconhecemos, pois com certeza, o Universo é um lugar grande e a consciência um mistério.


Em relação a alguns “Gurus”, muitos até escreveram livros e tornaram-se famosos, escreveram coisas realmente interessantes, profundas até, mas depois a sua vida pessoal e as alegações que faziam deixam bastantes dúvidas em relação à sua seriedade… Para escrevermos coisas interessantes não necessitamos de ser perfeitos, mas por vezes convém estar atento e discernir bem.