Este é um tema que ainda hoje não
reúne sempre consenso, embora haja práticas mais aceites do que outras. Uns
preferem chamar-lhes terapias alternativas, outros preferem chamar-lhes
terapias complementares.
Muitos ataques que são feitos a
algumas destas terapias surgem disfarçados de seriedade científica, mas no fundo
estão carregados de interesse próprio e são corporativistas, etc. Neste capítulo,
penso que podemos ou não discordar de certas coisas, podemos apresentar
argumentos contra ou a favor, mas, se são práticas inócuas ou relativamente
seguras, então cabe a cada pessoa decidir se quer ou não usá-las e não
precisamos de gente que está constantemente preocupada em eliminar
inquisitorialmente algumas destas práticas. É simples: Parem com isso! Já somos
crescidinhos!
Põe-se também o problema da
certificação e, segundo sei, parece que estão a tratar de regulamentar algumas
dessas terapias em Portugal. É um processo que já se arrasta há algum tempo e tem
encontrado muitos problemas e provavelmente vai continuar a encontrar.
Podemos falar de dois exemplos, a
acupunctura e a homeopatia.
No caso da acupunctura, aceitemos
ou não as suas teorias e modelos, podemos verificar que existem alguns estudos
que mostram a sua eficácia, principalmente para tratar certo tipo de dores. Há
também quem critique as limitações e a forma como esses estudos foram
conduzidos, mas a verdade é que se trata de uma medicina milenar que, mesmo
hoje em dia, tem ajudado imensas pessoas!
A homeopatia é outro exemplo e é
também uma medicina antiga que, tal como a medicina chinesa ou a acupunctura,
vê o ser humano como um todo, tem uma perspectiva holística, perspectiva essa
que muitas pessoas dizem que falta à medicina convencional!
E, sobre a homeopatia e em termos
da sua eficácia, podemos encontrar, como era de esperar, duas posturas muito
distintas: a dos defensores e a dos detractores.
Os detractores referem que é
apenas um placebo. Dizem que, tendo em conta os estudos existentes, não existem
evidências científicas e que aqueles estudos que demonstram alguma eficácia da
homeopatia não são para valorizar.
Já os defensores afirmam que a
homeopatia funciona e inclusivamente em crianças muito pequenas e animais e, no
caso dos animais, alguns veterinários afirmam que têm tido bons resultados (se
isto é verdade, então placebos não podem funcionar em animais, suponho!). O
problema, segundo dizem alguns homeopatas, é que muitas vezes é difícil de
encontrar provas científicas devido às limitações desses estudos e à forma como
são conduzidos, porque cada pessoa requer um medicamento homeopático
especifico, o que quer dizer que pessoas com o mesmo diagnóstico podem receber
diferentes medicamentos homeopáticos e isso dependerá das manifestações que
cada um apresenta em termos de sinais e sintomas, assim como de outros aspectos
como a personalidade de cada um, etc.