Que futuro iremos ter? Que futuro iremos escolher?
Dois vídeos, dois caminhos.
E porque existem muitas realidades dentro da realidade e outras possibilidades dentro das impossibilidades, surge este espaço dedicado a todos aqueles que gostam de divagar por aí ( sempre sem perder de vista o chão ) e aos outros que simplesmente têm curiosidade. Um espaço aberto a todos os amantes do mistério, viciados em utopias, filosofeiros da vida, buscadores de algo e poetas à solta. Os mais curiosos também podem entrar e talvez também deixem ficar a sua opinião.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Será que Deus tem futuro? E a religião?
Estas e outras questões são
colocadas nos debates apresentados em baixo. Debates que abordam temas
relacionados com Deus, religião, ciência, cientismo, ateísmo, cepticismo, crença,
consciência, etc.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
A NATO estudou o Fenómeno OVNI
Muitos são os casos de pessoas
que dizem saber coisas importantes sobre o fenómeno OVNI, inclusivamente
algumas alegam que foram contactadas por entidades não humanas e que lhes foram
fornecidas determinadas informações. Neste âmbito, podemos encontrar desde o
cidadão mais comum e desconhecido até às pessoas que ocupam ou ocuparam cargos
de responsabilidade. Naturalmente, nem tudo o que se diz por aí deve ser verdade
e algumas pessoas têm mais credibilidade e idoneidade do que outras, mas é um
pouco difícil de acreditar que estejam todos alucinados, confundidos ou que
sejam todos mentirosos, principalmente quando as histórias de alguns coincidem.
Neste contexto, podemos encontrar
os testemunhos e histórias de muitos ex-militares que decidiram contar as suas
experiências e revelar aquilo que sabem. Bob Dean, Sargento Major aposentado do
exército norte-americano, é um desses casos. Como oficial teve acesso a documentos
secretos da NATO que falavam sobre o fenómeno OVNI. Embora alguns acusem-no de
ser um mentiroso, ele tem mantido a sua história ao longo dos anos, história
que revela pormenores e coisas importantes sobre o fenómeno OVNI e a sua
origem. Será que Bob Dean conta a verdade?
A partir do minuto 2:45
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Quem são os visitantes?
Eu penso que existe vida
inteligente noutras partes do Universo e não faria sentido se assim não fosse.
No planeta Terra existe vida sim, mas ainda há dúvidas se ela é inteligente! :)
Quando a maior parte das pessoas
pergunta: "Quem são os ETs?", possivelmente estão a referir-se aos
seres (ou entidades) que nos visitam ou aos tripulantes dessas naves que muitas
vezes chamamos de OVNIs. Pessoalmente, estou convicto de que somos visitados
por algo exógeno à nossa realidade, pelo menos será algo que em princípio não
pertence à nossa civilização tal como a conhecemos. Por várias razões, não
acredito que seja algum projecto secreto militar por exemplo, pelo menos como
primeira origem.
Muitos objectos podem ser
simplesmente sondas sem tripulantes. No entanto, como já tinha referido num
texto publicado anteriormente, acho que, com ou sem tripulantes, várias
hipóteses poderiam se colocar quanto à sua origem: viajantes do tempo; seres de
outros planetas dentro do nosso Universo; seres de um Universo paralelo; seres
de uma outra dimensão ou realidade qualquer ou então alguém que poderá viver
nesta mesma Terra há imenso tempo (talvez há mais tempo do que nós), mas que
permanece de certa forma escondido em bases subterrâneas e outro tipo de
estruturas, inclusivamente usando o fundo do oceano. Portanto, que somos
visitados, isso já tenho poucas dúvidas, a questão é saber por quem! E aqui
acho que todas estas hipóteses podem fazer sentido. Por isso, talvez não
estejamos a ser visitados apenas por ETs (ETs no sentido que estamos todos
habituados a compreender), mas por diferentes entidades de diferentes lugares
do espaço e do tempo. Sendo possível que a viagem possa ser realizada através
de uma espécie de portais (isso tornaria as viagens mais curtas, no caso de
civilizações que estejam a grandes distâncias de nós). Eu sei que há pessoas
que afirmam que esses visitantes são seres de outras galáxias (ou mesmo da via
láctea) e de outros planetas dentro do nosso Universo e eu acredito que sejam,
mas, como eu próprio não sei, gostaria de abrir outras hipóteses e não excluir
nada.
Em relação às intenções dessas
entidades, pois aqui as opiniões dividem-se, mas eu penso que não são más intenções (pelo menos a grande maioria), mas como não posso ter a certeza, não podemos
excluir a possibilidade de algumas visitas serem feitas com intenções menos
boas. Pode ser com uma intenção de mera curiosidade, pesquisa ou por outras
razões que nos ultrapassam. Eu acredito que, se de facto são civilizações anos-luz
mais evoluídas do que nós, então já tiveram tempo suficiente para terem
desenvolvido conceitos éticos e de respeito pela vida, respeito pela liberdade
dos outros e devem perceber as verdades universais muito melhor do que nós e
daí eu pensar que, na sua larga maioria, não nos querem mal. Mas não será
difícil perceber porque é que quererão manter uma certa distância... (pelo
menos para já).
Já li também quem defenda que poderiam ser demónios. Bem, quanto a isto, não acredito muito, mas posso sempre
estar enganado. Se pensarmos em demónios como entidades incorpóreas, ou seja,
imateriais em sua essência, então não precisarão de veículos ou naves para se
deslocarem... É verdade que já foram descritos seres como sendo de luz, mas não
conhecemos a natureza dessa luz (se seria algo espiritual, digamos assim, ou
não), mas, mesmo estes, vieram em veículos...
A verdade é que estes fenómenos
são um grande mistério (pelo menos para mim) e torna-se sempre difícil falar
destas coisas quando sabemos tão pouco sobre elas. Estamos ainda muito no reino
das suposições, das hipóteses e numa fase de tentar perceber o que é que se
está a passar. No entanto, eu penso que os casos das abduções (que tantas
pessoas referem) são assuntos muito mais complexos do que os avistamentos
normais, digamos assim. Eu tenho uma visão geral do fenómeno das abduções, mas
confesso que não perco muito tempo com este assunto, pois dedico-me mais ao
resto que está relacionado com o fenómeno OVNI. Quando falamos de avistamentos
de naves e entidades associadas a essas naves em circunstâncias normais (sem
ser abduções propriamente ditas), com ou sem múltiplas testemunhas, torna-se um
assunto muito menos complexo, na minha opinião. Com isto, não quero
desvalorizar as abduções nem as experiências das pessoas, mas cada caso é um
caso e aqui podem estar muitos factores envolvidos...
Em relação às pessoas dizerem que
passaram por paredes, etc (no caso da experiência ser real e até pode ser), eu
penso que isso não prova necessariamente que sejam demónios a operar, porque
estes seres biológicos podem conhecer novas leis da física (nós dizemos que são
leis, porque somos obcecados com a ideia de autoridade...) e podem possuir uma
tecnologia que nem imaginamos ser possível.
Neste contexto das abduções e quanto
às suas intenções, pois aparentemente faz sentido o que algumas pessoas dizem, ou
seja, se eles levam alguém contra a sua vontade e realizam não sei quantas
experiências, então aparentemente não respeitam a liberdade do ser humano. Mas,
a questão é saber porque é que fazem isso, saber qual a verdadeira intenção e,
mesmo que algumas pessoas tolerem mal essa experiência, a intenção pode ser boa
no final! Muitas vezes nós fazemos o mesmo com os outros animais e,
possivelmente, eles também não compreendem a razão e julgam que lhes queremos
fazer mal e reagem mal. No entanto, apanhamos certos animais e fazemos certas
coisas com eles com uma boa intenção, seja para preservar a espécie que está em
extinção, etc. Mas, claro, raptar alguém contra a sua vontade é sempre uma
violação da liberdade e aparentemente uma falta de respeito e, como é lógico,
ninguém vai querer uma coisa dessas a não ser que haja uma justificação e um
pedido de consentimento.
E porque é que vocês acham que
eles (os visitantes- sejam eles quem forem) não se apresentam ou contactam de
uma forma mais aberta?
1-Porque respeitam a vontade dos
governos (supondo que os governos não querem que o cidadão comum tenha
conhecimento da existência desses visitantes);
2-Porque estão se nas tintas para
os governos, mas não vêem nenhum motivo para estabelecer um contacto mais
abrangente. Simplesmente, não valemos muito a pena, somos ainda muito limitados
e com uma consciência pouco evoluída em relação a eles. Nunca iríamos
compreendê-los na totalidade;
3- Porque existe um propósito,
existe uma razão específica e importante para eles decidirem não contactar de
uma forma mais aberta;
4- Eles pretendem contactar, mas
preferem fazê-lo gradualmente para preparar-nos aos poucos e assim fazer-nos
aceitar melhor a sua presença sem levar um susto de repente.
5-Possivelmente existem
diferentes visitantes, por isso todas as possibilidades sugeridas anteriormente
estão correctas.
E será que eles (os visitantes)
pensam como a maior parte de nós (humanos da Terra)? O que é que os move? Será
que a sua acção é motivada única e exclusivamente pelos seus interesses
egocêntricos? Possuirão valores diferentes? (De lembrar que, apesar de tudo,
mesmo que nem todas as pessoas sejam genuínas, aqui na Terra há muitas que se
dedicam a causas humanitárias, por exemplo). Uma civilização que exista há
muito mais tempo do que nós (e não digo 100 nem 200 anos, mas muito muito mais)
funcionará e pensará como nós? A sabedoria acumulada poderá ser imensa
(sabedoria até mais do que conhecimento), de tal maneira que a separação entre
religião e ciência poderá ter sido ultrapassada e algo novo e unificador pode
ter surgido... Pois acredito que não é possível serem mais avançados do que
nós, ainda andarem por aqui, e continuarem a comportar-se de forma infantil e auto
destrutiva, tal como nós humanos fazemos. Têm possivelmente uma consciência e ética*cósmica (isto não é religião!). É evidente que o desconhecido é sempre o
desconhecido e pode haver sempre excepções e visitantes com intenções menos
boas, mas eu espero que não!
Aparentemente, os visitantes não
interferem e deixam as coisas seguir o seu curso, mas será que, aqui e ali,
interferem e nós nem percebemos isso?
Em relação a estarmos preparados,
há pessoas que dizem que nós também não perderíamos tempo a falar com uma
formiga ou uma minhoca, porque a formiga ou a minhoca nunca nos entenderia. Eu
penso que a distância entre nós e eles (os visitantes) não será assim tão
grande, mas poderá existir uma distância. Poderá ser preciso algo mais... Por
exemplo, será que uma criança de repente pode entender e fazer o que um adulto
faz, ou terá de amadurecer primeiro? Isto não é necessariamente ter de ser
perfeito, mas poderá exigir um pouco mais de nós! Nós também sabemos que, não
raras vezes, o ser humano dá-se muito mal com a diferença e já tivemos muitos
exemplos disso... Por isso, pode haver razões fortes para as coisas não serem
feitas de repente, mas um mistério é sempre um mistério e só eles (os
visitantes) podem saber as razões! (ou talvez não!)
* Prefiro usar a palavra ética,
porque a ética preocupa-se em fundamentar as ideias e as acções. Por outro
lado, a moral está mais ligada à religião, a aspectos culturais, tradições e tende
a ser uma coisa que é imposta, uma espécie de dogma que não pode ser discutido
nem reflectido. Muitas regras morais podem não fazer muito sentido e outras
podem ser questionadas. Mas a liberdade individual, desde que não prejudique
nada nem ninguém, deve ser sempre respeitada.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
O que é a Realidade?
A Inteligência, para além de não
ser imutável, às vezes também pode ser algo difícil de definir, pois existem
muitos tipos de inteligência e seguramente é algo que não pode estar limitado a
um simples teste (como por exemplo, o teste de QI- que também tem sido alvo de
algumas críticas) ou nota escolar.
Mas, tal como a inteligência, a realidade
também pode ser algo difícil de definir. Para além disso, quando falamos da
realidade, não podemos deixar de falar da consciência.
No que diz respeito à
consciência, parece haver três perspectivas:
1- A consciência é o resultado da
actividade cerebral, é um mero produto da mesma e apenas o material existe (uma
visão mecanicista);
2- Existem duas coisas distintas: a
matéria e a consciência. A consciência, embora se possa ligar à matéria, é de
natureza completamente distinta desta (dualismo);
3- Apenas a consciência existe e aquilo
a que chamamos matéria (ou realidade material) é apenas uma mera projecção
realizada pela consciência e, dependendo de vários factores, a realidade pode
ser percepcionada de várias maneiras e umas são mais ilusórias do que outras.
Portanto, é o nosso corpo que está dentro da nossa consciência e não o contrário.
Sem querer estar a defender esta
ou aquela perspectiva e sem querer estar a entrar em conceitos
filosóficos/científicos muito complicados citando este ou aquele autor, o que parece
ser verdade é que aquilo que percebemos como realidade material (inclusivamente
o nosso próprio corpo) é o resultado da interpretação de estímulos sensoriais,
ou seja, somos nós que damos forma à realidade exterior e, no caso de ela
existir por si própria, torna-se sempre difícil saber se aquilo que existe lá
fora é exactamente como o percepcionamos e em muitos casos, olhando mais de
perto, aquilo que parece sólido, afinal não é assim tão sólido!
Uma coisa que podemos constatar é
que não podemos separar completamente a realidade exterior do mundo interior,
ou seja, embora possamos estar conscientes de algo, esse algo existe sempre
dentro da nossa consciência.
Por outro lado, poderão também
existir vários níveis de realidade e o que parece ser real e evidente para uns,
poderá não ser tão real para outros. Numa determinada perspectiva, se todos
concordam que algo é real, então será real… Mas, imaginando outras
possibilidades, poderão existir diferentes níveis de consciência, consciências,
afinidades e formas de ver a realidade. E, embora possamos partir do princípio
de que, neste mundo, todos mais ou menos vemos a realidade da mesma maneira
(embora de certo modo, nem sempre seja assim!), noutras dimensões, mundos e
formas de existência que possam existir, a realidade pode ser vista de uma
maneira muito diferente da nossa…
sábado, 12 de janeiro de 2013
Profetas da Ficção Científica
Assim como certas lendas e mitos
antigos não devem ser totalmente descartados, as histórias da ficção científica
também poderão ter a sua importância.
A ficção científica por vezes
consegue ser profética e, embora muitas vezes seja posta de parte porque parece
descrever fantasias pouco realistas, ela já influenciou e inspirou muitas
pessoas a concretizarem coisas iguais ou semelhantes àquelas que são descritas
nas histórias. Por isso, para além de muitas vezes levantar questões
filosóficas e éticas importantes, parece também ter a capacidade de ser
profética em certo sentido. Às vezes dá quase a sensação de que o escritor ou a
pessoa que criou um determinado cenário está de alguma forma a ter acesso a uma
espécie de biblioteca ou sítio onde estão armazenadas ou registadas todas as
informações e acontecimentos que ocorreram, ocorrem e ocorrerão neste Universo
(ou noutro universo paralelo). Mesmo que por vezes seja só um vislumbre.
Noutras ocasiões, a ficção científica
é acusada de ser a responsável por alegações de avistamentos de seres e
objectos voadores que parecem vir de outro mundo. Segundo algumas pessoas, a
ficção influencia certas mentes e leva-as a experienciar fantasias, falsas
interpretações e percepções das coisas. Em muitos casos, esta afirmação poderá até ter uma certa lógica, mas não será que o contrário também acontece? Ou seja,
não serão reais certas experiências e avistamentos? E as mesmas não
influenciaram as histórias da ficção científica? A resposta parece-me clara!
Esta série fala sobre os
visionários da ficção científica e nestes episódios podemos conhecer um pouco
do trabalho de Arthur C. Clarke e Júlio Verne.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Meditação
Desde muito cedo, fomos condicionados
pela sociedade em muitos sentidos. Para além disso, ainda vivemos numa época de
feudalismo (uma versão diferente do passado, mas no fundo é a mesma coisa) e
umas formas de escravatura foram substituídas por outras, porém continuamos a
ser subservientes.
Um dos bens mais preciosos que
podemos ter é a liberdade, mas muitas pessoas defendem que as revoluções
exteriores não terão qualidade ou não farão sentido se em primeiro lugar não
forem feitas revoluções internas (talvez seja assim, mas será regra absoluta?).
Neste contexto, surge a reflexão e a meditação (que não pode ser confundida com
a reflexão).
Não vou entrar em grandes
definições sobre o que é meditar, nem vou falar nas diferentes formas de
praticar, cada um que procure por si próprio se achar que vale a pena. Muitas
pessoas dizem que simplesmente consiste em focar a nossa atenção no momento
presente, não interferindo, ou seja, não alimentando julgamentos nem análises
sobre as coisas, desapegando-se das “maquinações” mentais.
Não sou um guru da meditação nem
um expert no tema, muito menos um
praticante assíduo, pois nem sequer tenho paciência para sentar-me durante
muito tempo e praticá-la sempre a uma determinada hora marcada. Mas já fiz as
minhas experiências e li algumas coisas sobre o tema e por isso tenho uma ideia
formada sobre o mesmo (assim como toda gente pode ter a sua).
A meditação é uma ferramenta com
provas dadas (inclusivamente em estudos científicos), mas não a vejo como uma
panaceia. Será útil para uns e não tão útil para outros e, em certas situações,
poderá ter também os seus efeitos secundários (e isto muitas vezes é pouco
falado). A meditação pode ser uma faca de dois gumes, pois também pode trazer alguns
problemas e, em certas situações, não se deve abusar, pois pode agravar
determinadas situações ou estados psicológicos desagradáveis. É algo que deve
ser bem ponderado e abordado, porque pode colocar determinadas pessoas em
situações menos boas, principalmente quando se medita sentado e imóvel, que é
para a maior parte das pessoas a prática mais difícil em termos de focar a
atenção. Portanto, se alguém pensa em entrar nisto com toda a força (“a matar”)
sem ser de uma forma gradual, deve ter algum cuidado. Ou seja, às vezes as
pessoas entram com grandes expectativas logo de início e há a tendência para
forçar as coisas, o que muitas vezes acontece sem a pessoa querer e de uma
forma quase inconsciente.
Sendo assim, para algumas
pessoas, a meditação em movimento talvez seja a melhor forma de iniciar e,
nesse caso, qualquer coisa pode servir para focar a atenção. Existem várias
formas de a praticar e há pessoas que às vezes meditam mesmo sem terem consciência
disso quando, por exemplo, fazem um simples hobby
ou realizam outra actividade qualquer. A própria actividade física ou o
exercício físico, desde que seja abordado de uma determinada maneira, pode ser
um caminho ou uma forma de meditação e neste caso podemos usar o corpo, o movimento
e a qualidade do movimento como foco de atenção (trata-se de unir o corpo e a
mente criando uma unidade). Viver sempre dentro da própria cabeça pode não ser
muito boa ideia e também é importante viver o corpo e sentir o corpo.
Ao fazermos isto, corremos
“sérios riscos” de esvaziar a mente por momentos, o que pode trazer-nos algumas
vantagens mais tarde. Por exemplo, para além de outros benefícios, muitas
pessoas relatam, durante estes momentos, terem desenvolvido ideias criativas
que surgem espontaneamente, sem qualquer esforço (e às vezes fazendo algo tão
simples como caminhar). Mas, com ou sem movimento, a importância está nesse “esvaziar
da mente”.
Hoje em dia, o exercício físico costuma
ser praticado por questões de saúde, para melhorar a aparência física ou para
satisfazer a nossa obsessão de competir (no caso do desporto). No entanto, ele
também pode ser usado com uma filosofia diferente, ou seja, para além de poder
ser encarado como uma forma de arte, pode também servir para focar a atenção no
que estamos a fazer e a sentir, de maneira que deixamos de estar reféns de um
determinado resultado e esse resultado acabará por vir sem esforço,
espontaneamente. Fazemos porque gostamos e desfrutamos daquele momento, sem
pensar demasiado na meta. Com isto não quero dizer que não possam existir
objectivos, mas quando ficamos demasiado obcecados com o destino, isso gera
ansiedade, não desfrutamos da viagem e perdemos coisas importantes e, como
quase ninguém é perfeito, todos caímos nesta armadilha (uns mais, outros
menos).
Portanto, se não há cabeça nem
paciência para meditar, então mais vale focar a atenção noutra tarefa qualquer
e a meditação acabará por surgir naturalmente. E não acredito muito em regras
rígidas, posturas muito rígidas, etc. A ideia que está por detrás dos
exercícios é o mais importante e os progressos, se aparecerem, vêm daí.
A meditação é uma forma de estar,
não é necessariamente algo que se tenha de fazer sempre sentado e à hora marcada.
Para além disso, e segundo algumas pessoas, a meditação poderá ser a porta de
entrada para realidades e dimensões que escapam à nossa percepção comum… e até
admito que possa ser.
Muitas vezes a meditação acontece
naturalmente, sem nos apercebermos disso e não acontece apenas quando estamos
sentados, como já referi. Qualquer coisa pode ser meditação e não precisamos de
ser monges nem ascetas renunciando a quase tudo e muitas vezes até reprimindo
violentamente coisas que são perfeitamente naturais (em alguns casos). Esse
caminho poderá servir para algumas pessoas quando elas sentem que é necessário
percorrê-lo, mas não penso que isso sirva para toda a gente e nem se quer tenho
a certeza de que seja estritamente necessário seguir tal caminho (seja pelo
motivo que for). Não acredito muito nesse “deixar de viver” voluntário (já nos
basta por vezes o involuntário). Talvez para essas pessoas a coisa seja vista
de uma outra forma e eu entendo as razões e as lógicas de quem segue esses
caminhos, mas também não esqueço que há muitos caminhos e ninguém sabe bem para
onde vai, por isso... Às vezes não é tanto o que fazemos ou o que deixamos de
fazer, mas sim como o fazemos, é a forma como fazemos. Se o objectivo é apenas
ser uma melhor pessoa, ser mais tranquilo ou explorar a mente e suas
potencialidades, isso poderá ser atingido sem entrar nesses caminhos mais
extremistas.
Muitos afirmam (talvez com razão) que quem
sentar a pensar que, esforçando-se muito, vai conseguir sair dali um buda, está
a enganar-se a si próprio e o simples facto de ter esse objectivo já o afasta
disso. Para quem acredita que tal estado pode ser alcançado, talvez demasiada
austeridade não seja uma boa ideia, pois poderá correr o risco de puxar a
polaridade oposta, ou seja, a pessoa poderá entrar em descontrolo total,
puxando a polaridade que mais deseja evitar, e, como se costuma dizer, o
caminho do meio é o melhor!
Nota: Quando eu digo que por
vezes a meditação (ao estar sentado e imóvel) também pode ter os seus efeitos
secundários, estou sobretudo a falar daquele tipo de meditação na qual a
atenção é direccionada para um único objecto ou aspecto, ignorando outro tipo
de estímulos. Este tipo de meditação é particularmente mais difícil e requer
algum esforço, embora a ideia seja ser paciente e não empregar demasiado esforço.
Já o mindfulness (também
realizado sentado, e agora também mais na moda), pelo contrário, é um tipo de
meditação em que a atenção é direccionada para todo o tipo de estímulos que
possam ocorrer, tanto internos como externos. Neste caso, a atitude recomendada
é de total desapego, aceitação e não-julgamento perante as situações que se
apresentam no momento presente, ou seja, pura e simples observação dos aspectos
que aparecem e passam na nossa mente. Este tipo de meditação parece ser
aparentemente mais fácil do que a primeira, mas isso não quer dizer que também
não possua os seus inconvenientes e dificuldades…
Existem também outros tipos de
meditação, mas nunca nos podemos esquecer que é possível usar o movimento do
corpo e as nossas rotinas diárias como foco da atenção, depositando intencionalmente
a atenção num ou mais aspectos, ou mesmo deixando que essa meditação ocorra
espontaneamente.
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