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quarta-feira, 26 de março de 2014

Fenómenos Psi e outros fenómenos extraordinários

Nesta entrevista (que pode ver no final desta publicação), o autor do livro “Science and Psychic Phenomena: The Fall of the House of Skeptics ” fala-nos sobre algumas evidências acerca dos fenómenos Psi e também sobre os movimentos de cepticismo organizado que tentam destruir estes temas (acabo por ser bastante repetitivo, pode ser ou não um defeito, já falei várias vezes neste tema e noutros que lhe estão associados, mas há sempre coisas a acrescentar).  

Classificar pessoas é sempre uma tarefa complicada e nem sempre desejável, mas podemos dizer que certas pessoas, de tão racionais e científicas que são (provavelmente muitos destes cépticos), acabam por tornar-se demasiado cruas, mecânicas e até previsíveis, não havendo espaço para mais nada nas suas vidas, e por isso não abrem a porta a uma série de possibilidades.

Por outro lado, temos também os mais românticos, idealistas e sonhadores, que são precisamente o contrário dos primeiros e não se envergonham da fantasia. Aqui é tudo emoção e de tanta emoção e sentimento, de tanta ilusão às vezes acabam na desilusão.

Por isso, talvez seja necessário combinar ambas as coisas, ambas as características, criando um equilíbrio. Há aqueles que negam tudo, rejeitam tudo e, por outro lado, há aqueles que acreditam em tudo. Eu prefiro estar no meio desses dois extremos!

Mas, para além de outros aspectos que falarei mais à frente, penso que precisamos de focar a nossa atenção no seguinte:

Primeiro, é necessário compreender que existem diferentes tipos de fenómenos e determinados fenómenos têm as suas próprias regras e mecanismos, por isso torna-se necessário muitas vezes (embora nem sempre) adoptar ferramentas e métodos de investigação apropriados e posturas mais flexíveis. Ou seja, é necessário compreender que nem tudo pode ser reproduzido em laboratório sempre que a minha vontade manda ou sempre que me apetece. E mesmo que alguns fenómenos possam ser provocados ou que haja uma certa probabilidade de os prever, sabemos que, não raras vezes, a sua natureza é altamente imprevisível.

Também sabemos que nem tudo pode ser observado quando queremos. Muitas vezes é preciso ter paciência e esperar pelo momento certo. No mundo natural, por exemplo, também não conseguimos observar eclipses todos os dias, não é?

Mas, mesmo quando são preenchidos todos os requisitos filosóficos e metodológicos dos “cépticos” e positivistas, quando se aplica o método científico, seguindo um empirismo rigoroso, externamente observável, puramente experimental e sem recorrer a mais nada, mesmo nessas situações, observamos rejeição e negacionismo por parte dos cépticos.

Sabemos que a forma como dizemos certas coisas provoca resistência nos outros. Depois temos também aquilo que alguns chamam de dissonância cognitiva e todos tentamos compensar isso, mesmo sem nos apercebermos, e os cépticos não são excepção e isso nota-se perfeitamente em muitos dos seus discursos…

Podemos também dizer que existem vários tipos de conhecimento, vários tipos de ciências (embora algumas pessoas tenham raptado a palavra ciência só para si), vários tipos de ferramentas, diferentes métodos, vários tipos de evidências, ou, até diria, vários níveis de evidências.

As próprias ciências naturais consideram certas coisas como verdades, mas no fundo são suposições, baseadas em algo, é certo, mas contudo, não deixam de ser suposições.

E não nos podemos esquecer de que a realidade, ou, melhor dizendo, o conhecimento é uma construção. Para além de não podermos eliminar por completo a consciência e a subjectividade, pois fazem também parte da equação.

A realidade, na qual a ciência natural se debruça, pode ser ilusória, um sonho, porque os sonhos são todos reais até ao momento em que despertamos… Isso não quer dizer que eu não possa desfrutar do sonho e orientá-lo conforme as possibilidades…





Os autoritarismos e os policiamentos assumem várias formas, independentemente de haver situações excepcionais que exijam tal postura (coisa que pode estar aberta ao debate e deverá ser abordada sob várias perspectivas, o que nem sempre acontece). Temos vários sistemas de controlo e policiamento e, por exemplo, a psiquiatria e algumas áreas similares caem nessa categoria.

A função da psiquiatria é (e sempre foi) ajustar o individuo a uma sociedade profundamente doente (essa sim é doente!). Quem não entender isto, não entende nada!

O DSM5, segundo dizem, é uma autêntica vergonha! (os outros também não eram grande coisa).

Quando referimos que a sociedade estigmatiza o “doente mental”, esquecemo-nos de que os diagnósticos psiquiátricos não fazem outra coisa senão rotular, julgar e estigmatizar as pessoas… Não deixa de ser paradoxal!

A psiquiatria já serviu como instrumento político (e, segundo alguns, ainda serve) e é algo que evolui conforme as regras e normas sociais e culturais. Tende a normalizar e policiar os comportamentos, mas não só… (não esquecer que a homossexualidade já foi uma doença mental e existem outros exemplos). Por isso, tem também muito de pseudociência, mas não me recordo de ver nenhum ataque por parte dos cépticos (ou, melhor dizendo, pseudocépticos) porque no fundo participam todos do mesmo jogo de controlo…

O conceito de doença mental é outra coisa muito confusa e aqui de repente cabe tudo e mais alguma coisa, transforma-se tudo em doenças. Há que entender bem o que é uma doença! Não sou um cientificista, considero que existe espaço para estudar a psique, mas quem disser que existe uma base biológica/química que legitima muitos desses diagnósticos, está a mentir ou então foi alvo de doutrinação enganosa, pois aqui não há qualquer objectividade nesse sentido.

Dito isto, não nego a existência de sofrimento psicológico (que poderá ou não depender de vários factores) e suas possíveis consequências. Que fique bem claro!

E, para além de outras estruturas organizadas que têm também esta função de controlo, temos também estes movimentos organizados de cépticos.

Mas quando falo em estruturas, posso também falar de tradições mantidas, atitudes e comportamentos que agem por “contágio” e cópia, coisas repetidas, até inconscientemente, coisas que permanecem através das gerações, muitas vezes camufladas de coisa normal e boa parte delas partilham lógicas não muito agradáveis.

Depois, podíamos também falar do papel dos media (ou, melhor dizendo, do papel que não têm, porque, dentro de uma determinada lógica, não é suposto terem, apesar de algumas excepções e episódios esporádicos).

Lamentavelmente, muitas ideias ficam apenas limitadas à Internet porque, por exemplo, as televisões não as divulgam nem estão interessadas em debatê-las (ou porque não são bem-vindas ou talvez porque não têm consciência da sua importância). Podemos concordar com o essencial mas não concordar com tudo, podemos concordar com tudo e podemos até nem concordar com nada, mas seria justo dar suficiente tempo de antena a toda a gente e isso não se verifica! Em vez disso, preferem insistir em programas que não acrescentam muito…

O passado é uma construção feita no presente, acontecimentos presentes têm as suas causas no passado, mas em algum momento poderíamos dizer que os acontecimentos passados e presentes são influenciados pelo futuro?

Acerca do futuro, não sei exactamente como ele vai ser, mas podemos sempre fazer uma previsão e há coisas que são mais ou menos óbvias e uma delas é o desemprego. O desemprego será uma realidade no futuro (em geral, sem especificar nenhuma profissão). Isto é o tipo de coisa que provavelmente nenhum político ou economista quer dizer na televisão, mas, por exemplo, a tecnologia começa cada vez mais a “roubar” empregos e continuará a fazê-lo. Ao contrário do que muitos possam pensar, isto representa algo muito positivo porque liberta-nos da escravidão da obrigação do trabalho. No entanto, se não forem feitas mudanças tendo em vista um modelo diferente, então aí será dramático! Alguém vê os media a tocar em assuntos como este? Raríssimo!





A História repete-se em ciclos, sempre existiram ideias que chocam, o contraditório, visões incompatíveis, faz parte do “jogo”. Sempre existiram defensores de algo e opositores, e por vezes é a partir desse diálogo (ou debate) que se avança para outros patamares e novas ideias.

Ser contra algo ou discordar de algo, discordar de uma determinada ideia, etc, não é necessariamente uma coisa má e o conhecimento e a própria ciência evolui dessa maneira.

Neste contexto, sou até capaz de concordar com os cépticos em relação a alguns assuntos, mas estes tipos abusam e tudo aquilo que não se encaixa na sua visão, visões alternativas que sejam diferentes da ortodoxia, do estabelecido (nas mais diversas áreas até), tudo o que mexe leva pau e fortemente, e muitas vezes sem necessidade nenhuma. E fazem-no recorrendo muitas vezes a atitudes e discursos provocatórios e pouco recomendáveis e usando formas que não são construtivas (ataques pessoais não são incomuns). Por vezes apenas incendeiam e ridicularizam, para além de serem peritos em passar “atestados de incompetência” aos outros, quando o assunto não lhes interessa.

Outro aspecto está relacionado com o facto de serem muito selectivos! Porque é que os cépticos nunca tocam, por exemplo, neste assunto: http://www.youtube.com/watch?v=IncNj99k2ig Não tocam nele nem nas mentiras que o rodeiam, mentiras que ainda continuam a ser papagueadas por alguns. O assunto não representa nenhuma novidade e estou certo de que não surpreenderá os mais atentos e perspicazes. Trata-se apenas da ponta do icebergue, pois esta área é abundante em situações duvidosas ou até misteriosas... Não vou entrar em polémicas sobre se a pessoa deve ou não deve tomar isto ou aquilo, isso cada um é que sabe (quando tem a liberdade para decidir…). Não dou palpites sobre a vida de ninguém e não quero ter uma postura demasiado radical. Não sou um proibicionista, desde que ninguém saia prejudicado, claro. Apenas acho que a pessoa tem de estar bem informada (em relação às mentiras também), o que geralmente não acontece. Porque muitas vezes é pior a emenda do que o soneto… Depois também podíamos falar da maneira como se diaboliza umas substâncias e depois tolera-se a venda e consumo de outras, mas isso já é um outro assunto.

Podemos dizer que este e outros assuntos simplesmente não fazem parte da agenda dos cépticos e seguramente não é por falta de motivos ou razões. Parecem ser defensores do status quo, e daí seleccionarem apenas certas coisas.

E sempre que tentam censurar algo (também se dedicam a isso), acabam por produzir o efeito contrário ao pretendido, ou seja, estimulam ainda mais a curiosidade e o interesse do público. Os cépticos parecem não entender psicologia básica! E embora algumas campanhas movidas no sentido de descredibilizar estes temas resultem, no geral não têm sido lá muito bem-sucedidos, pois o interesse por estes temas é cada vez maior!

A História avança e as vítimas por vezes transformam-se nos agressores, e nem o sabem!

É preciso entender como surgiram estes grupos e quais são as suas verdadeiras motivações. A História pode ajudar-nos a entender todos estes aspectos e o autor deste livro aborda também essa perspectiva histórica. Depois, tal como já tinha referido noutras publicações, é importante perceber que existe uma posição ideológica, dogmática, de carácter materialista e que, na minha opinião, é bastante clara, apesar de toda uma retórica mascarada de seriedade científica e de fomento do pensamento critico.

Haverá outra motivação por detrás disto? Algo que desconhecemos completamente? Não sei, mas o certo é que a sua tenacidade é impressionante.

Para além disso, como já tinha dado a entender, existe também aqui um problema relacionado com epistemologia e posturas intolerantes.





Os temas relacionados com mistérios e fenómenos extraordinários ou, se preferirem, invulgares (embora não tanto como se possa imaginar) têm o poder de causar duas reacções antagónicas: desprezo e crítica negativa ou fascínio e interesse crescente. No meu caso provocam um fascínio e interesse crescente!  

Muitas pessoas referem que certos temas são simplesmente tretas e, por exemplo, no caso do fenómeno OVNI, dizem que tudo não passa de folclore moderno. É evidente que têm todo o direito de assim pensarem, mas acredito que certos temas não têm nada de treta e merecem uma maior atenção.

Bem sei que certos temas têm sido maltratados por muita gente, umas vezes por desconhecimento de certos factos, outras vezes por negacionismo dogmático e um certo preconceito epistemológico, e outras vezes simplesmente por medo de serem ridicularizados, porque ainda há temas que, por ignorância, podem ser culturalmente inaceitáveis, embora já se fale mais abertamente deles. Também é verdade que existem muitas pessoas que se aproveitam destas coisas, por isso reconheço que nem tudo é verdade, mas, por outro lado, também há desinformação e tentativas de encobrimento para que ninguém saiba o que se passa...

Qualquer pesquisa feita de forma neutra e séria e que seja livre de preconceitos, irá surpreender, com toda a certeza!

No que toca aos OVNIs, uma percentagem desses objectos ( a maior parte) podem ser facilmente explicados, mas o que nos interessa são aqueles 5 ou 10% dos casos ( e não são poucos) em que decididamente não existe uma explicação, ou seja, são objectos voadores não identificados no sentido em que não possuem uma matricula que identifique a sua origem, mas, sem dúvida alguma, não são de cá! E não são de cá, porque, seguindo uma determinada lógica, a sua tecnologia e suas capacidades aeronáuticas desafiam tudo o que sabemos até ao momento e por isso são aquilo a que podemos chamar de OVETs (objecto voador extraterrestre- extraterrestre no sentido de ser de fora e fora implica muita coisa. Não tem necessariamente de ser do nosso Universo ou dimensão…)

A questão da prova tem muito que se lhe diga e isto está relacionado com aquilo que eu dizia anteriormente. Se alguém decide ter uma postura 100% cientificista e decide que prova é apenas um pedaço de ADN alienígena ou uma nave exposta para toda a gente ver, então nesse caso ainda não existem provas, isso é um facto! Mas se tivermos uma postura mais abrangente e tolerante, digamos assim, então nesse caso existem muitos indícios e mesmo provas. Se colocarmos todas as ferramentas de investigação à nossa disposição, então aí a história passa a ser outra, tal como numa investigação criminal e policial em que a evidência toma um outro sentido. Por isso, evidência não é apenas essa abordagem simplista naturalista, mas pode ser um conjunto de coisas que quando colocadas juntas permitem-nos juntar as peças de um puzzle e tirar algumas conclusões…

E sobre os OVNIS e outros fenómenos, não faz sentido acreditar que todos mentem ou estão alucinados ou que todos se enganam! Mas os cépticos preferem acreditar que assim acontece! Os cépticos dizem que o testemunho não tem qualquer valor… então, nesse caso, a própria medicina estuda sintomas e os sintomas não são externamente observáveis, diríamos o quê? Diríamos que a medicina deveria estudar apenas sinais?

Por exemplo, dizer que o cérebro se comporta mais como se fosse uma espécie de antena e que a consciência está dentro do cérebro da mesma forma que as imagens da TV estão dentro do televisor ou da mesma forma que o locutor de rádio está dentro do aparelho de rádio, mesmo com dados e informações que apontam nesse sentido, isso constitui uma heresia e terá de ser punido com os instrumentos adequados! Para mais algumas informações sobre o tema das EQMs, recomendo ouvir, por exemplo:


Este é mais um tema que, embora distinto (pensamos nós), encaixa perfeitamente nalgumas coisas que referi anteriormente. A ideia de que a consciência é apenas um produto da actividade eléctrica do cérebro pode ser um tremendo erro. Este tipo de reducionismo é defendido por muitas pessoas, mas existem certas evidências que apontam noutro sentido e as EQMs fazem parte desse grupo. Ao contrário do que alguns dizem, há coisas que simplesmente não têm uma explicação. A consciência parece não estar limitada a um cérebro. Mas afinal o que é a consciência? Pode até ser que apenas a consciência exista, é uma hipótese. É lógico que não nego que existe uma relação entre cérebro e consciência, mas parece que algo existe de forma independente…. É um tema polémico, sem dúvida, e que gera por vezes posições e discussões muito acesas e nas quais eu não quero entrar! (convém dizer que as pessoas que passaram por essa experiência geralmente não estão preocupadas em ganhar debates e têm uma postura diferente). Cada um é livre de pensar o que quiser, contra ou a favor, e não vale a pena mover inquisições como alguns cépticos fazem.

O mais curioso é que algumas pessoas que tiveram essa experiência também pensavam como os cépticos e depois abandonaram por completo a sua concepção materialista e o seu cepticismo desapareceu completamente. Existem muitos casos semelhantes, mas é este tipo de transformação radical que me deixa intrigado…









terça-feira, 25 de março de 2014

Capacidades psíquicas: sim ou não?

Dentro dos fenómenos psi, existem experiências realizadas com resultados interessantes e depois temos também casos que, embora sendo mais raros, mostram-nos resultados não só interessantes mas realmente surpreendentes! Podemos dizer que são raros porque o número de pessoas que possui essas capacidades é mais reduzido.

Não basta alguém afirmar que possui certas capacidades, eu concordo que realmente é necessário dar algum tipo de prova, porque infelizmente é muito comum encontrar estas duas situações: por um lado, há pessoas que se convencem de que têm determinadas capacidades mas na realidade não têm (ou então possuem-nas num grau pouco desenvolvido); e, por outro lado, existem pessoas que são literalmente mentirosas! Portanto, isto nem sempre é um assunto fácil de abordar e encontrar pessoas genuinamente psíquicas, digamos assim, pode não ser uma tarefa fácil.

Depois, é também importante referir que muitas experiências realizadas não dão os resultados esperados porque há factores que interferem no processo, ou seja, podemos encontrar pessoas que são realmente psíquicas, mas que naquele momento vêem-se afectadas pela pressão, stress e elevada expectativa associadas ao facto de estarem a ser avaliadas. Há que ter isso em conta e por vezes não desistir facilmente da pessoa e dar algum tempo.

Aqui, nos vídeos em baixo, temos um exemplo de um resultado importante e difícil de ignorar. Para além disso, foi conduzido por cépticos e um deles é relativamente conhecido pelas suas posturas em relação a estes temas. Mas, surpreendentemente, mostrou alguma humildade e não negou as evidências, atitude que nem sempre se verifica por parte dos cépticos, pois encontram sempre argumentos e razões para destruir estes temas.









domingo, 9 de março de 2014

A Cruzada Céptica


Situação dramática e patética: as forças obscuras da inquisição e da censura voltaram! A nossa liberdade está em risco! Este assunto não é novo, mas requer a nossa atenção porque isto começa a tomar proporções perigosas....

Ouvir a partir do minuto 34:00 :  






terça-feira, 26 de novembro de 2013

Sobre as aparições

Este é um tema que nem sempre é fácil, até porque provoca um certo temor e também porque muitas pessoas rejeitam-no e negam-no, é quase instintivo (muitas vezes como mecanismo de defesa e outras vezes não). É também um tema que tem sido fortemente avacalhado (e neste capitulo eu acho que as coisas até já estiveram bem piores) ou então é usado com a intenção de impressionar, no sentido de atrair a atenção dos outros para vários fins…Mas, apesar de tudo isso, penso que é importante abordá-lo mais uma vez e não podemos negá-lo. Estes fenómenos existem, são reais e muitas pessoas têm, tiveram e terão este tipo de experiências (uns optam pelo silêncio, não contam a ninguém, pois têm medo da possibilidade de virem a ser ridicularizados, e outros já falam e contam as suas experiências sem nenhum tipo de receio).

Podemos dizer que as aparições são mais reais do que as partículas subatómicas, porque já ouvimos alguém contar que viu um fantasma e nunca ouvimos ninguém contar que viu uma partícula subatómica e neste sentido a aparição torna-se uma entidade muito mais real e comum. Mas sabemos que a partícula subatómica tem tido um marketing e propaganda mais eficazes e por isso é mais credível do que o fantasma. E, devido a essa situação, imensas pessoas compram mais a partícula do que a aparição e fazem-no mesmo quando não entendem nada de física ou ciência! A aparição é coisa do passado, pertence ao mundo da superstição e já não tem lugar neste mundo. Ou então afirmam que tudo são fantasias, ilusões de óptica, sugestão, etc, etc- é assim que algumas pessoas pensam. Mas será justo formar uma opinião sobre algo quando nunca nos debruçámos seriamente sobre esse algo?

De um lado temos aqueles que já sabem tudo e do outro lado temos aqueles que não sabem nada nem querem saber e fazem tudo para que ninguém saiba… Ambos são de difícil diálogo!

Não é que seja necessário estar constantemente a falar do tema, mas tudo merece um certo estudo e reflexão! (muitas vezes é benéfico deixá-lo estar quieto e até nem mexer demasiado nele…)

Muitos falam em fantasmas, outros em espectros e há também quem distinga um do outro. Mas não vamos entrar aqui em grandes classificações e definições, vamos apenas colocar algumas hipóteses na tentativa de explicar a origem destas aparições. Penso que cada caso é um caso e talvez não haja uma única explicação, mas várias explicações podem ser colocadas e a aparição não tem de ser sempre necessariamente o espirito (vamos chamar-lhe assim) de alguém que deixou o seu corpo físico. Por outro lado, reduzir ou limitar tudo a alucinações e coisas do género não me parece uma boa atitude porque, para além de ser injusta, leva também muitas pessoas a não contarem as suas experiências devido ao medo do rótulo psiquiátrico ou do ridículo! E, na minha opinião, não faz nenhum sentido acreditar em alucinações colectivas, a não ser que estejam todos hipnotizados ou sugestionados para verem e sentirem exactamente as mesmas coisas e isso não corresponde à realidade da maior parte das situações (para além disso, o facto de sujeito x estar perturbado porque vê ou ouve coisas que os outros não vêem nem ouvem, não quer necessariamente dizer que sujeito x vê ou ouve coisas que não existem… Assunto complexo este, mas agora não há tempo para falar do mesmo).

Portanto, sobre este tema, poderíamos colocar as seguintes hipóteses:

- A aparição, em certos casos, pode ser simplesmente o registo de algo, ou seja, de alguma forma, acontecimentos e imagens ficaram impregnados no éter, digamos assim. É como se ficassem registados numa fita magnética e de vez em quando certas pessoas conseguem sentir, ouvir ou mesmo ver esses acontecimentos passados. De maneira que são situações repetitivas e figuras que realizam sempre as mesmas coisas ou tarefas e aparentemente não existe nenhum tipo de interacção, a figura não estabelece nenhum tipo de influência ou contacto com o observador.

- A aparição pode ser, de facto, uma entidade real (por exemplo, alguém que deixou o seu corpo físico) e que está presente num determinado local ou acompanha determinada pessoa e neste caso existe claramente uma tentativa de contacto, é sentida uma presença, existe uma influência, uma interacção. E essa entidade pode produzir também fenómenos físicos e outro tipo de fenómenos, ela tenta comunicar, ela manifesta-se.

- Há também quem fale em egrégoras e formas-pensamento. Resumidamente, consistem em energias ou mesmo entidades criadas conscientemente ou inconscientemente pelo colectivo ou por processos individuais, embora, segundo dizem, a maior parte sejam criações do colectivo (e apontam como exemplos algumas aparições religiosas) e situações resultantes de processos individuais não intencionais. Pessoalmente, não sei até que ponto isto seria possível, talvez não se encaixe em muitas experiências relatadas, mas achei que devia deixar aqui esta hipótese.

- Um vislumbre de uma dimensão escondida ou realidade paralela à nossa que, entre outras possibilidades, pode até ser uma outra época histórica que continua a existir noutro lugar qualquer. E, tal como na primeira hipótese colocada, também aqui não existe nenhum tipo de interacção ou contacto, mas, ao contrário desta, não é só o observador que vê algo, a figura observada também pode ver o observador, ou seja, embora nem sempre aconteça, por vezes podem observar-se mutuamente.

- Uma situação semelhante à anterior, mas neste caso, essa “membrana” que separa os dois mundos não seria inultrapassável. Possivelmente, outros seres podem ver-nos constantemente mas nós não conseguimos vê-los, porque estamos limitados pelos nossos sentidos. Da mesma forma, outros organismos possivelmente também não têm a percepção de estarem a ser frequentemente observados por nós humanos e é bastante provável que esses organismos não tenham uma noção clara ou entendimento do que é um ser humano, simplesmente não sabem o que isso significa… Pode acontecer que algo ou alguém tenha a capacidade de infiltrar-se no nosso meio e manipular-nos, sem que dêmos conta disso!

-Telecinesia espontânea (o poltergeist), mas neste caso não existiria aparição propriamente dita, apenas fenómenos físicos provocados por alguém que está presente (e vivo).

- Outra hipótese seria alguém que controla ou manipula a nossa realidade e de vez em quando projecta imagens e situações falsas, uma espécie de holograma ou jogo para nos testar (há também quem afirme que os OVNIS seriam situações semelhantes a esta, o que, na minha opinião, não faz qualquer sentido!). Esta é já uma hipótese mais difícil de acreditar, até porque não encaixa com tudo aquilo que conhecemos acerca deste tema, especialmente porque são experiências que sempre acompanharam o Homem, muito antes de existir qualquer tipo de tecnologia moderna.

É possível que existam mais situações que possam explicar estes fenómenos, mas estas que foram apresentadas já dão para boas reflexões e discussões (saudáveis).


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Mothman

O Mothman foi uma estranha criatura ou ser sobrenatural que apareceu em West Virginia (EUA), segundo as testemunhas. Para alguns, a aparição desta criatura estaria associada a futuros desastres. O filme: "The Mothman Prophecies" é baseado neste caso.

Tal como no caso dos OVNIs, também o Mothman surge associado a acontecimentos relevantes.(Há quem sugira que um maior número de avistamentos de OVNIs coincide com importantes épocas históricas ou acontecimentos relevantes, mas não sei qual é a base que isto tem, talvez seja estatística, mas não sei!)

Algumas pessoas referem que certas mensagens chegam-nos através de circunstâncias ou coincidências especiais que necessitam de ser entendidas, descodificadas. E há também quem defenda que o aparecimento de determinadas criaturas ou seres está associado a algum tipo de mensagem ou mesmo profecia. Estes seres (nem todos são assustadores…) seriam uma espécie de anunciadores de algo ou veículos através dos quais certas mensagens são transmitidas. E, assim como acontece com os nossos sonhos, também aqui seria necessária uma interpretação (no caso de não haver nenhum tipo de comunicação directa que seja facilmente entendida).

Como explicar estas aparições? Serão manifestações do inconsciente colectivo? Serão uma espécie de egrégoras? Serão talvez seres reais, vindos de outras dimensões e que aparecem em momentos importantes, sem que haja qualquer tipo de influência mental humana? Ou por vezes trata-se de alguma espécie desconhecida e não catalogada? Muitas mais questões poderiam ser colocadas!






(As restantes partes encontram-se no YouTube)



segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Experiências Paranormais

Este programa apresenta-nos alguns casos ocorridos num hospital, experiências que tiveram um forte impacto nas testemunhas.


É de realçar que são apenas testemunhos, não existe aqui nenhum tipo de doutrina filosófica ou religião associada. São descrições de acontecimentos e experiências, apenas isso! Na minha opinião, são casos relevantes porque há aqui um enquadramento, uma lógica, uma sequência e, tal como noutros casos ocorridos noutros lugares, existem coincidências difíceis de explicar!


Programa: ( o tema surge logo no inicio)






domingo, 1 de setembro de 2013

Miscelânea

Por vezes torno-me repetitivo! Não possuo respostas para tudo e tenho dúvidas como qualquer outra pessoa, mas penso que certas coisas merecem a nossa atenção devido à sua importância. Embora tenha feito alguma pesquisa, alguns destes assuntos e temas (não todos) surgiram-me inicialmente na mente, na forma de fortes impressões, sensações ou, se preferirem, intuições e parece-me claro que é este o sentido a seguir e são estas as ideias a defender.

Há quem diga que devemos trazer a mudança e a novidade e que não devemos perder tempo a criticar seja o que for, porque naturalmente tudo se arranjará. Devemos construir e não destruir, devemos perder tempo a melhorar aquilo que entendemos que são os nossos defeitos e não perder tempo a analisar os defeitos dos outros. Entendo e concordo com esta lógica, pois a semente da crítica crescerá e por vezes é um obstáculo e poderá denotar a fraqueza e a frustração que há em nós e desviar-nos do caminho mais positivo. Mas talvez tudo dependa da forma como essa crítica é feita e do número de vezes que perdemos tempo com ela. Uma coisa pelo menos eu tento fazer quando escrevo coisas no blogue, tento nunca apontar o dedo a ninguém em particular, tento não individualizar criticas, não ter alvos individuais específicos a abater, porque entendo que isso é a forma errada de fazer as coisas. Se tiver de dizer alguma coisa, tento falar sempre no geral e sem nunca generalizar demasiado. Não se trata de destruir pessoas mas sim as ideias que me parecem erradas! Dito isto, às vezes há que insistir em certos temas, defender a nossa liberdade e direitos, questionar o que nos dão como certo, e colocar um certo enfoque em determinadas atitudes que poderão não nos permitir evoluir. 

Civilizações nascem e morrem: é cíclico! Filosofias antigas dizem que a humanidade passa por Eras de escuridão e de luz. Neste momento estamos ainda na fase de escuridão onde o Homem não reconhece certas coisas ou esqueceu-as. Verdade ou não, o certo é que as ideias são como as modas, também são cíclicas, mas certas coisas deveriam chegar para ficar e nunca deveriam ser cíclicas! E isto leva-nos a uma série de assuntos e podemos começar, por exemplo, pela política e pelo ensino.

Aos políticos não lhes convém gente bem informada que saiba pensar e sobretudo reflectir! Mas que tipo de educação vamos querer? Que tipo de pedagogia vamos querer? Essa é a questão! Que tipo de conhecimentos vamos transmitir? Vamos continuar a obrigar os jovens a estudar ou vamos estimulá-los e colocar-lhes a semente do conhecimento dentro deles? Vamos apostar num modelo autoritário e caduco de ensino que nos transforma em obedientes robôs, soldados, tipo linha de montagem, ou vamos apostar noutro tipo de ensino que valoriza as características individuais de cada um? Vamos seguir o modelo de Esparta ou vamos seguir um modelo de liberdade? O actual sistema educativo apenas serve para violar as nossas liberdades, traumatizar-nos e servir o sistema e esta coisa chamada Estado! Para além disso, a educação e a sensibilização da criança começa em casa, ao ver o exemplo dos pais. De nada adianta dizer ou ensinar uma coisa e depois fazer outra! Também não adianta querer formar na escola pessoas cultas, com civismo e de carácter elevado quando depois chegam cá fora e a sociedade funciona de maneira completamente diferente, a sociedade não dá os exemplos que devia dar! Hipocrisia a toda a hora! Está tudo feito para limitar-nos as possibilidades e alternativas de pensamento, está tudo feito para perpetuar o sistema. Por acaso temos alguns dissidentes e, claro, a Internet, é o que nos vale! 

Transformaram o ensino em algo obrigatório e isto parece-me loucura total! Se não me engano, é obrigatório até aos 18 anos! Aquilo que deveria ser uma forma de crescimento pessoal, de obter conhecimento e alargar horizontes transformou-se num sistema totalitário, uma ditadura! Mas aprender o quê? E para quê? E quem é que decide o que aprender? Aprender tem de ser um prazer e tem de partir da própria pessoa que, uma vez estimulada convenientemente, ganha motivação para procurar conhecimento, caso contrário é uma tortura! De nada adianta obrigar, porque mais cedo ou mais tarde há consequências disso! E vemos como a maior parte das pessoas aprende a detestar o que lhe é imposto na escola para depois mais tarde descobrir que havia até coisas interessantes mas, por terem sido impostas e ensinadas de uma maneira errada, foram manchadas pelo sistema educativo. Este modelo militar parece que foi altamente influenciado pelos Espartanos, segundo dizem. Um sistema militar que serve totalmente uma determinada ideologia ou ideologias. Também podemos não só falar em soldados, mas também em escravos. Antigamente os escravos (e também os servos) eram mantidos na ignorância e hoje só devem aprender na escola as coisas que certas pessoas acham convenientes! A internet veio compensar muita coisa! (bem filtrada, claro, porque também existe aqui muito lixo e não podemos acreditar em tudo. Eu não aconselho ninguém a “comprar” algo sem se deixar guiar por alguns critérios básicos e a cautela é sempre bem-vinda).

As actuais pedagogias e sistemas de ensino são vantajosas para alguns e cruéis e naturalmente geradoras de ansiedade para muitos outros. São totalmente absurdas e tentam normalizar toda a gente à força como se soubessem o que é o melhor e o normal para todos, por isso não têm em consideração que existem características e diferenças entre as pessoas…

As pessoas têm medo da delinquência e não só e acham que basta obrigar uma pessoa a estudar numa escola e tudo estará resolvido, mas muitas vezes isso tem até um efeito prejudicial e há muitos factores e causas aqui envolvidos. O ser humano é curioso por natureza e procurará sempre conhecer novas coisas. Possivelmente haverá sempre excepções, mas se certas condições estiverem preenchidas, as pessoas quererão sempre aprender! De lembrar que há muito delinquente que tem todos os estudos e mais alguns, mas continua a ser delinquente, e alguns são até engravatados… Dizer mais é chover no molhado!

Em relação aos escravos, pois muita gente lamenta a escravatura e o passado e sem dúvida foi algo praticado em todo o mundo e lamentável (inclusivamente os próprios africanos tinham escravos e vendiam-nos e isto muitas vezes não se comenta… Sim! Nem todos os africanos foram vitimas! A escravatura não foi inventada pelos europeus como muitos afirmam!). Felizmente muita coisa evoluiu! Mas muitas dessas pessoas que criticam a escravatura do passado depois aceitam outro tipo de explorações humanas, digamos assim, e esquecem-se que em muitos sentidos continuamos a usar os outros animais como simples objectos… Não reconhecem nada nos animais, assim como antigamente não reconheceram nada nos escravos humanos, ou porque eram negros ou por outra razão qualquer!

Por isso, e voltando um pouco atrás, há uma grande diferença entre aprender porque se quer e deseja e aprender na base da obrigação e da imposição, e depois temos também de ter em conta a forma como se aprende e a forma como se é avaliado… Só isto dava pano para mangas. Quantas vezes aprendemos melhor sozinhos sendo autodidactas sem nenhum tipo de pressões e stresses? (Tal como eram muitos homens do Renascimento e não só, polivalentes, polímatas e autodidactas. É certo que hoje a vida já requer mais especialização, mas esse espirito é fantástico!) Há aqui muita coisa a ter em atenção, mas penso que todos estes temas, relacionados com a pedagogia e afins, já foram abordados anteriormente, inclusivamente até em vídeos publicados.

Portanto, temos dois cães a ladrarem a toda a hora e a ameaçar que mordem: o Estado que, em troca de uma certa protecção ao cidadão, continua sendo totalitário em muitos sentidos; e os interesses privados que dominam o mundo. Pois nem Estado nem os interesses privados! Se ao menos as pessoas reflectissem… Posso ser acusado de ser radical, mas não podemos esquecer que “Roma e Pavia não se fizeram num dia”! (depois disto, espero que não me considerem um inimigo do Estado a abater…)

E depois temos também o trabalho. Reparem que o ser humano sujeita-se a trabalhar 8 horas por dia, às vezes até mais, e trabalha a vida inteira, muitas vezes fazendo aquilo que não gosta ou aturando coisas que não devia. Tem direito a uma porcaria de um mês de férias e agora nem isso. E aceita tudo isto, orgulha-se de ser um escravo e sofre se não tiver esta vida, sofre se não tiver um empregozito, porque afinal de contas não há outra hipótese. Mas será que não há? Nascemos para criar ou nascemos para trabalhar?! O ser humano orgulha-se de ser um escravo produtivo e tudo isto para alimentar um sistema caduco, ultrapassado que existe para concentrar a riqueza e os recursos na mão de meia dúzia de pessoas! Vivemos numa Era onde existe cada vez mais democratização do conhecimento e o ritmo aumenta! Temos hoje mais condições e conhecimentos do que nunca, mas continuamos a insistir em porcarias deste género e desejamos disparates antiquados. Pobre ser humano! "Crescei e multiplicai-vos"- para quê? Que falta de imaginação! Salve-se quem puder, ainda estamos na selva! Não vêem que o objectivo teria de ser o de libertar as pessoas do trabalho, sem que isso signifique deixar de criar ou prestar um serviço qualquer à sociedade! E quando alguém propõe uma estratégia diferente, é logo rotulado de comunista... Se houvesse um objectivo bem definido que, por etapas, pudesse ser concretizado, seria, entre outros, libertar as pessoas gradualmente e proporcionar-lhes mais tempo e melhor qualidade de vida.

Eu penso que o problema está nas filosofias e nos paradigmas (economia, organização social, etc, etc) e há todo um conjunto de mentalidades que precisam de ser mudadas, se realmente quisermos construir comunidades saudáveis e uma verdadeira civilização global (sem países) que já há muito tempo é esperada e até profetizada por alguns. Para além disso, se não salvarmos rapidamente o planeta, iremos nós próprios passar um mau bocado, até porque, como bem sabem, está tudo ligado. No entanto, eu não acredito que seja necessário ou benéfico dizer que a culpa é da industrialização. Se a industrialização significa a existência de fábricas e a produção rápida e abundante de várias coisas essenciais e importantes para o nosso bem-estar, segurança, conforto, nível de vida, etc, então seria mau se agora nos lembrássemos de acabar com a industrialização. O problema não está na existência de fábricas/linhas de montagem, etc, o problema está na forma como as coisas são feitas e aplicadas, os tais paradigmas. O progresso não pode parar, a técnica, a ciência, as coisas não podem parar, não podemos regredir, apenas temos de seguir o caminho mais inteligente e mudar filosofias. Não podemos pensar agora que o melhor para toda a gente é seguir um modelo primitivista, de tal forma que passamos a viver todos no campo, sem computadores e sem outro tipo de coisas. Voltar às raízes, sim concordo, mas como estilo de vida em harmonia com a natureza e com os outros. Não precisamos de diabolizar a tecnologia e as outras coisas que temos, apenas precisamos de usar as ferramentas existentes de uma outra maneira. Eu até acho que esses modelos mais primitivistas são interessantes e devem ser explorados, mas não podemos achar que isso é a solução para toda a gente. Podemos ter vários modelos à nossa disposição, o importante é a diversidade, sem nunca esquecer que também precisamos de conforto e tecnologia. (falando em primitivismo, eu até acho que algumas criticas que os primitivistas fazem têm até um certo sentido, mas, em relação a certos pontos, não me parecem boas ideias quando levadas ao extremo).

A comunicação social tem também prestado um mau serviço (em geral, porque excepções existem sempre), continuam a não dar voz a novas ideias, são demasiado “realistas” e insistem em dar-nos porcaria. Passam a vida a insistir no negativo ou a espalhar a ideologia. Falharam totalmente, até porque são um negócio e isso explica muito!

Sinceramente, não sei se vou ver a sociedade que eu idealizo, não sei se isso será para o meu tempo. Provavelmente, tudo estará nas mãos de uma próxima geração que não é a minha, mas, claro, já há muita gente a tentar trazer a mudança e quem puder, deve fazê-lo. Tudo tem um início e assim perde-se menos tempo.

Quanto ao futuro, talvez um modelo semelhante ou igual ao Projecto Vénus poderia resolver muita coisa e tornar a nossa vida mais simples, com menos stresse e maior qualidade. Mas, sem nunca esquecer outros modelos sustentáveis, pois penso que há espaço para tudo. O importante é deixar certas porcarias e ideologias de lado e partir para o melhor que podemos fazer em cada momento. E, principalmente, transformar as nossas cidades em espaços mais verdes e saudáveis, trazendo um pouco do espírito do campo para a cidade. As cidades normalmente são sítios pouco agradáveis e saudáveis e precisam de ser redesenhadas e repensadas (embora as nossas até nem sejam das piores, comparando com outros países, porque nesses países a coisa é mesmo louca. No entanto, cá dentro ou lá fora, a filosofia é semelhante). Integrar a cidade na natureza adaptando-a ao meio natural e não o contrário. E depois há o problema das mentalidades das pessoas... A agressividade que nos contamina a todos de uma forma ou de outra, etc...

Mas agora passemos a outros temas mais misteriosos ou ocultos, digamos assim. “A realidade é bem mais estranha do que parece"- este seria sempre um bom título!

É importante dizer que quem quiser chegar a uma conclusão acerca destes temas não pode ter uma visão dogmática e apertada da realidade. Sabemos que a crença cega às vezes dá mau resultado, mas também não devemos confundir ciência com cientismo, não devemos desprezar certas informações e dados só porque não se enquadram em certas abordagens da realidade. Se queremos formar uma opinião, temos de ter uma visão integral e teremos de contar com todas as ferramentas e informações à nossa disposição. Se contamos apenas com as ciências naturais e os seus métodos, então estaremos a colocar no lixo um monte de coisas importantes. Por exemplo, no caso dos OVNIS, não podemos desvalorizar os testemunhos das pessoas, principalmente quando elas não estão ou não estiveram sozinhas durante um determinado avistamento, etc. Se valorizamos os testemunhos em tribunal ou durante uma investigação policial, aqui é diferente porquê? É importante estudar os registos históricos também...Uma boa dose de cepticismo é até saudável, mas aos cépticos mais extremistas apenas digo isto: pesquisem as coisas de forma neutra e sem preconceitos e depois tirem as vossas conclusões. E, principalmente, percam um pouco de tempo a ouvir as pessoas, as testemunhas. Muita coisa se pode perceber numa simples entrevista e seguramente nem todos são mentirosos ou alucinados e há coisas que não deixam lugar para dúvidas! Se no final acharem que é tudo treta, então óptimo, mas primeiro pesquisem a sério!

Sobre os cépticos, às vezes fazem criticas de forma indelicada, cheios de ironias sem sentido, quase que faltando ao respeito, em estilo jocoso, e acho que perdem muito com isto, porque todos temos direito à nossa opinião, mesmo que estejamos equivocados e podemos discutir opiniões e argumentos, mas, se temos este tipo de atitudes, começamos já a perder a razão! E partem para este tipo de atitudes sem haver um motivo que o justifique… Deveriam talvez usar a ironia para outras coisas que, essas sim, são graves, incomodativas e têm um impacto imediato na vida de toda a gente. Para além disso, às vezes também começam os seus ataques com frases feitas, num estilo mais ou menos pomposo, cheios de retórica confusa e insuportável!

Verificamos que o preconceito e a generalização são frequentemente usados quando se aborda estes temas mais ocultos. Então a mentalidade é a seguinte: se acreditas ou perdes muito tempo com estes temas (nem que seja só aos fins de semana) é porque não és muito normal. E, sobre a normalidade, falam como se soubessem o que isso é! Muitos até criaram uma grande “ciência” à custa de uma normalidade qualquer! Claro que não podemos esquecer que sempre existem comportamentos mais bem-vindos do que outros, comportamentos mais desejáveis do que outros, comportamentos que trazem vantagens e outros que trazem desvantagens e também existe o sofrimento. Não nego a realidade das coisas, apenas tento vê-las de outra perspectiva e é importante por vezes relativizar as coisas. Relativismo sim, mas também nem tudo pode ser relativizado porque há coisas claramente condenáveis e erradas. Por isso, entendo o relativismo cultural, entendo que pode haver subjectividade em muitos assuntos mas isso não tem de ser levado ao limite. Mas há claramente muita coisa que pode ser vista de muitas maneiras, principalmente no que toca a este assunto dos comportamentos humanos, emoções e reacções.

Onde estávamos?! Nos temas ocultos e nas avaliações. Então às vezes lá vem uma explicação psicológica qualquer. Fica sempre bem na tentativa de dissecar o outro, quando o outro faz parte de um contexto amplo e muitas vezes é mais vantajoso preferir não ver o quadro todo. E porque não se insiste em ver o quadro todo, apenas gostamos de dizer que uns são normais e outros desviantes patologicamente no sentido de haver algo de profundamente e biologicamente, quimicamente errado (muitas vezes sem provar convenientemente). Reconheço que há comportamentos realmente nefastos e pouco saudáveis e situações demasiado óbvias, mas verificamos uma excessiva generalização das coisas e uma visão excessivamente medicalizada de tudo, onde ou é normal ou patológico, só que muita coisa entra no reino da subjectividade. Vejamos um exemplo: a homossexualidade era uma doença mental e deixou de ser porque simplesmente a sociedade mudou. De sodomitas possuídos com o demónio a doentes mentais e de doentes mentais a pessoas que têm uma opção sexual e já reivindicam todo o tipo de direitos. É uma opção sexual, mas vamos ver: quais foram os critérios para ter passado a ser uma coisa normal? E porque é que este comportamento é normal e outros comportamentos sexuais ainda não são normais? Parece que foram a votos e optaram por desclassificar, ou seja, retiraram a homossexualidade do manual de doenças mentais. Mas estamos a brincar? Que credibilidade tem isto? Então estão a imaginar amanhã a gripe a ir a votos? (não estou a tentar destruir a homossexualidade, apenas dei um exemplo) Isto é tudo uma grande confusão…Primeiro eram os padres, depois os padres foram substituídos por todo o tipo de psis (isto já foi dito por um psi. Estas foram as suas palavras) que, na minha opinião, nem sempre defendem o que é realmente melhor e não baseiam as suas opiniões em argumentos que tenham uma base sustentável e unicamente baseiam-se no que é culturalmente aceitável, nas modas do momento, nas crenças do momento, em certos pressupostos, preconceitos, suposições ou em visões redutoras, apertadas e dogmáticas, centrando-se demasiado em determinadas análises individuais que são muito mais convenientes do que as análises feitas ao meio (o meio é como a terra. Se for de qualidade, dará boas plantas) … Não quero generalizar, por isso digo já que não são todos os psis, uma vez que podemos encontrar outras correntes e são sempre bem-vindos estudos que nos ajudem a entender melhor o ser humano. Por isso não desvalorizo a psicologia enquanto área de pesquisa e conhecimento, mas simplesmente ponho muita coisa em causa!

Eu pergunto: porque é que está na moda ser um céptico extremista, materialista convicto, racional claro? É moda, mas nem tanto como se possa pensar. Se toda a gente dissesse o que pensa ou sente realmente, iriamos ter surpresas… Às vezes é como se os outros (os que perdem tempo com estes temas) não fossem racionais e só eles (os cépticos) pensassem superiormente. Os cépticos acusam os outros de cometerem falácias e esquecem que eles próprios também usam falácias frequentemente! Falam da navalha de Occam, a hipótese mais simples, dizem eles, mesmo que seja ridiculamente parva e sem sentido essa hipótese mais simples e totalmente fora de contexto, no sentido de tentar explicar o que as pessoas claramente viram com seus próprios olhos. Não sabem que nem sempre podemos “simplificar”? Isso não é inteligente! Mas, na verdade, isto é um pseudocepticismo, são iluminados com retórica. Mas o fenómeno da iluminação aparece em todo o lado, desde profissões que se julgam castas superiores até a fenómenos mais transcendentais. O que devemos e podemos dizer é que o puro cepticismo nada tem a ver com estes comportamentos, mas consiste numa postura de abertura perante todas as possibilidades que possam fazer algum sentido e tenham argumentos válidos. Por outro lado, muitas vezes as pessoas não querem ser estigmatizadas nem levar com rótulos e preferem proteger-se, porque simplesmente certos temas ainda não encaixam no culturalmente aceite. Eu defendo que a ignorância tanto pode existir do lado do povo ou dos menos cultos, como pode existir do lado dos que se acham mais intelectualizados ou menos pertencentes ao povo, apenas são dois tipos de ignorâncias distintas (tendo em conta que estas generalizações nem sempre são justas, porque há pessoas bastante cultas e inteligentes pertencentes a classes sociais economicamente menos ricas). Depois, para aqueles que gostam de fazer avaliações psicológicas, lembrem-se que também poderemos interpretar certos comportamentos como mecanismos de defesa. Por exemplo, porque é que certas pessoas são materialistas convictos? Não deveriam pelo menos adoptar uma postura neutra? E os cépticos extremistas e alguns debunkers? Será porque querem ter sempre tudo debaixo do seu controle e não querem admitir que haja muitas realidades que não controlam e desconhecem? Necessidade de certeza e estabilidade? Estarão inseguros? Assustados e com medo? Será porque têm um dogma ou interesses próprios? Ah, não há provas, dizem eles… Não?! Nem indícios?! Estão sempre prontos a aceitar qualquer coisa que a comunidade científica lhes coloca à frente, mesmo quando são coisas duvidosas, mas quando se toca em assuntos digamos heterodoxos, eles aí tornam-se Híper exigentes! Seus raciocínios demonstram por vezes uma visão curta e apertada do Universo/realidade e acham que o ser humano é o pináculo da criação! Mas, como dizia um antigo político: “Olhe que não! Olhe que não!”. Neste caso é: olhem que não!

Certas pessoas, quando se aborda estes temas, preferem começar imediatamente a rir e a fazer piadas descontroladamente e durante toda a conversa, para esconder o medo que sentem do tema, mas o tema não tem culpa disso nem o coitado do convidado do programa de TV que é entrevistado e acaba sempre por achar que estão a gozar com a cara dele e isto vê-se imenso na televisão. O humor é sempre bem-vindo na vida, mesmo quando falamos destas coisas, mas se não houver um pouco de seriedade de vez em quando, perde-se o respeito pelos temas e pela sua importância.

Ou então temos pessoas religiosas que, apesar de dizerem que acreditam em Deus (cada um tem o seu) e têm a sua fé, em relação a certos temas, afirmam: “Ai credo, não, eu não acredito nessas coisas…Eu não sou desses…” Não chego a entender muito bem estes raciocínios! Mas vamos lá, não é somente uma questão de crença, ao menos coloquemos mais alguma coisa, nem que seja a intuição. Eu também acreditei no Pai Natal, ele entregava-me presentes e depois descobri que fui enganado! E se eu acredito em Deus, porque não acreditar em duendes, fadas, fantasmas e outros seres? É como se acreditar em Deus fosse aceitável e as outras coisas não fossem e só porque, lá está, a sociedade ainda tolera que se acredite em Deus mas nas outras coisas já não!

Aqueles que dizem que até hoje não existem evidências, mas depois aceitam qualquer coisa que venha das áreas convencionais e às vezes estão prontos para aceitar coisas até mais duvidosas do que o chamado paranormal, deviam talvez mudar a sua postura, porque os estudos existem! Sabemos que certas pessoas, mesmo antes de lerem esses estudos, já sabem que foram mal conduzidos e só podem ter falhas, mesmo que tenham sido revistos por mais do que uma pessoa e tenham sido publicados em jornais ou revistas científicas!

Eu sei que em muitas áreas do paranormal e afins existe muita treta e pessoas que dizem ser aquilo que, de facto, não são. Também existe muita confusão por parte das pessoas, junta-se tudo no mesmo caldeirão e não se fazem as devidas distinções, não se separam coisas que nada têm a ver umas com as outras (isto já é herança do tempo do domínio e influência da religião católica que tinha sua politica de desinformação). No entanto, por muitos maus exemplos que possam existir, não podemos tomar a parte pelo todo, mesmo que seja uma grande parte! Até porque, se não me engano, boa parte destes estudos foram realizados com pessoas "normais" que não alegavam possuir nenhum tipo de característica fora do comum.

Já disse e volto a dizer: não são os fenómenos os culpados! Os fenómenos, embora não sejam de fácil abordagem, podem ser investigados de variadas formas. Os culpados podem ser algumas pessoas que se apoderam desses fenómenos e maltratam-nos, ou porque colocam em cima deles demasiadas morais, apegos, doutrinas rigidamente estabelecidas e pouco abertas ao debate, desejos pessoais e aspectos culturais, e tudo sem filtrarem as coisas satisfatoriamente. E aqui podemos ter, por exemplo, em relação ao fenómeno OVNI, aproveitadores que tentam usar-se desses fenómenos para criar cultos e esoterismos, transformando-se em gurus e assim alimentando os seus egos. E outro aspecto é o seguinte: nunca cair no erro de querer guardar os fenómenos só para si. Não apoderar-se demasiado deles e das suas interpretações ou explicações. Não retê-los de forma despótica, como se vê muito por aí, não só nestas áreas…


Muitos podem também, face a estes estudos do paranormal, contrariar com outros estudos que afinal “provam” o contrário. E assim como acontece na área da saúde e não só, há sempre estudos que por vezes contrariam os outros ou estudos que apresentam mais qualidade do que outros e depois faz-se uma selecção e muitas vezes o que me parece é que a tal ciência que se diz neutra anda ao sabor das escolhas e selecções que mais convêm a certos interesses que são ou económicos ou dogmáticos. Sem dúvida que existem verdadeiros obstáculos a certas tendências de pesquisa, quer seja nesta área do paranormal ou noutras!



Percepção Extra-sensorial e Telecinesia

Percepção extra-sensorial (PES), na perspectiva da parapsicologia, é a faculdade ou capacidade de percepcionar, entre outras coisas, eventos, fenómenos, objectos e pessoas, sem recorrer aos órgãos dos sentidos convencionais.

É dito que estas são capacidades que todos nós possuímos, mas, por alguma razão, certas pessoas têm-nas mais desenvolvidas. Essas pessoas são chamadas de sensitivas.

Alguns exemplos deste tipo de faculdades são: clarividência, telepatia, precognição, psicometria, etc.

Para além destes fenómenos (PES), temos também a telecinesia que é a capacidade de mover objectos apenas com a mente. É, de facto, algo que é difícil de acreditar e, em princípio, diríamos que é impossível, mas talvez não seja!

A telecinesia espontânea tem surgido como explicação para o fenómeno poltergeist, mas não é um tema muito fácil…

Um dos casos mais famosos de telecinesia foi o da russa Nina Kulagina que chegou a ser estudada por vários cientistas que confirmaram o seu dom, mas há quem desconfie seriamente deste caso. (existem outros casos, inclusivamente no oriente).

As investigações realizadas nesta área começaram já há muitos anos. J.B. Rhine foi um dos primeiros a estudar em laboratório este tipo de fenómenos. Mas, desde esse tempo, muitas mais experiências foram realizadas!

Há muitos argumentos que colocam em causa estas experiências, mas segundo algumas fontes, muitos desses experimentos já foram repetidos e deram os mesmos resultados positivos (a reprodutibilidade é um dos dogmas científicos), ao contrário do que os críticos dizem, por isso há aqui uma grande confusão e polémica. No entanto, há quem defenda que nem tudo pode ser provado sob condições científicas rigorosas devido às características e particularidades de alguns desses fenómenos.

Embora estes fenómenos sejam rejeitados pela comunidade científica, sabemos que foram explorados por outras instituições ou entidades, principalmente no âmbito militar!

Na minha opinião, alguns destes fenómenos são reais e não são tão raros como se possa pensar. Já outros talvez sejam mais raros e difíceis de abordar.


Exemplos de alguns estudos publicados nesta área: 

http://neodualista.blogspot.pt/2013/05/base-de-dados-de-artigos-sobre.html




Achei o seguinte documentário bastante tendencioso e, vindo deste canal de televisão, é algo que não me surpreende demasiado. Mas, mesmo assim, decidi publicar porque tem coisas interessantes:










sábado, 31 de agosto de 2013

Psicomanteum

O espelho dá-nos o reflexo de nós próprios e do ambiente que nos rodeia ou então serve como porta de acesso a outras realidades ocultas aos nossos sentidos. Há também quem diga que a realidade é um espelho.

O espelho dá-nos o reflexo, mas somos sempre nós que interpretamos esse reflexo, ou seja, muitas vezes cada um vê as coisas conforme a sua disposição mental, emocional ou nível de consciência e num determinado dia vemo-nos de uma maneira, já noutro dia podemos ver-nos de outra maneira completamente diferente. Se o espelho distorcer a nossa imagem, então talvez a nossa percepção seja ainda mais distorcida. Não somos a imagem do espelho, é apenas o nosso reflexo, assim como a imagem que os outros têm de nós é uma construção deles e talvez nem a imagem que os outros têm de nós nem a imagem que nós temos de nós próprios seja a mais verdadeira e fidedigna…. 

Muitas pessoas dizem que a mente deveria ser como um bom, perfeito e limpo espelho, não rejeitando nem se apegando a nenhuma imagem e reflectindo tudo o que se encontra à sua frente exactamente como se apresenta, não seleccionando esta ou aquela imagem, mas reflectindo tudo da mesma forma, sendo por isso neutro.

O espelho tem sido usado como metáfora em várias histórias e também como porta para outros mundos. Ele não serve apenas para ver se estamos bonitos (neste aspecto, demasiada obsessão pelo espelho pode não ser muito boa ideia, principalmente quando nos preocupamos demasiado com a imagem!), bem penteados ou se precisamos de perder alguma barriga, o espelho, para além de nos poder mostrar o nosso estado interior e emocional, tem também algo de mágico e místico.

Muitas vezes questionamo-nos: “o que existirá do outro lado do espelho”? Será apenas um reflexo deste mundo ou existirá outro mundo do outro lado do espelho? Outro mundo muito semelhante a este ou outro mundo muito diferente deste, mas com personagens reais? Haverá outra pessoa semelhante a mim no mundo do espelho, com uma vida semelhante à minha ou, por outro lado, existirá outra pessoa completamente diferente?”. Poderão pensar que neste momento perderam o juízo ou enlouqueceram, mas talvez haja algum sentido nestas perguntas…

Quantas vezes olhamos no espelho e perguntamos: “ quem é a pessoa que está do outro lado? Quem é este fulano? Serei eu próprio ou será outra pessoa? Eu conheço esta pessoa? Quem sou eu?” Por breves momentos, ficamos com uma sensação estranha e aparece um vazio na nossa mente, ficamos surpreendidos e, olhando nos nossos próprios olhos, fica a sensação de que temos um estranho à nossa frente e afinal não nos conhecemos assim tão bem. Penso que algumas pessoas já tiveram esta experiência!

O espelho parece assim ser um instrumento polivalente que nos poderá mostrar várias realidades, incluindo a nossa!

Existem técnicas de projecção astral ou projecção de consciência, os sonhos lúcidos e, dentro destas temáticas relacionadas com técnicas para atingir estados alterados de consciência, podemos também encontrar o psicomanteum.

Psicomanteum é uma técnica curiosa que, uma vez preenchidas determinadas condições destinadas a criar um ambiente adequado, utiliza um espelho para comunicar com o mundo espiritual. Alguns também defendem que estas visões ou experiências resultantes da utilização desta técnica são projecções do inconsciente.

No passado, esta comunicação era realizada usando água ou outro tipo de superfície que reflectisse a luz e vem-nos imediatamente à memória a tão conhecida bola de cristal!

Nota: recomenda-se prudência, porque o mundo da mente e, para quem acredita, o acesso a outras realidades às vezes assemelha-se à navegação num oceano desconhecido que poderá esconder perigos. Por isso, este tipo de experiência deve, em certas situações, ser evitado, ou então merece especial cuidado, principalmente quando realizamos sozinhos e pela primeira vez. Em certo sentido, poderá ser o equivalente a fazer uma viagem com uma planta enteógena sem um bom guia. Ou seja, a receita para o desastre! E, no caso de querermos aprender por nós próprios, primeiro devemos tentar saber o máximo sobre este assunto e depois avaliar se temos ou não características ou condições psicológicas para seguir em frente, no sentido de tomar a decisão certa.

Como curiosidade, a técnica foi utilizada por Raymond Moody, que pesquisou sobre o tema das EQM (experiências de quase morte).