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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O Capacete de Deus

As experiências realizadas por Persinger consistem na estimulação de certas partes do cérebro através da utilização de campos magnéticos. Persinger refere que é possível produzir certas experiências (que vulgarmente chamamos de místicas) e sensações/percepções fora do comum.

Têm surgido algumas críticas ao seu trabalho e estas estão relacionadas com a forma como essas experiências foram conduzidas (em termos de rigor) e parece que houve uma tentativa de reproduzir a experiência, mas não foi bem-sucedida (pelo menos, foi o que eu li, mas se quiserem, podem pesquisar melhor este aspecto). No entanto, Persinger está confiante no seu trabalho e refutou todas essas críticas, inclusivamente explicando porque é que o outro investigador não conseguiu obter os mesmos resultados positivos (mais uma vez, se quiserem, podem pesquisar melhor isto, porque não perdi muito tempo com este tipo de pormenores).

Mas, acreditando no trabalho de Persinger, o que é que podemos concluir de tudo isto? Podemos concluir que estas experiências e sensações podem ser produzidas artificialmente e, por isso, são apenas fantasias, alucinações ou criações do nosso cérebro?

A ideia é que, em determinadas situações, certas pessoas passam por experiências místicas e paranormais, quando são estimuladas por campos magnéticos. Esses campos magnéticos existem na natureza ou então são produzidos pela tecnologia humana. Quando expostas a estes campos, certas pessoas podem ser mais sensíveis do que outras. Para além disso, há certas condições neurológicas que, só por si, podem desencadear determinadas experiências deste género, tal como alguns afirmam.

Perante este cenário, os materialistas convictos esfregam as mãos e dizem: “Ah, estão a ver? Isto prova que tudo são fantasias! É tudo fabricado pelo cérebro e nada mais existe de místico ou transcendente.”

Mas calma aí, minha gente! A verdade é que isto não prova absolutamente nada e podemos ter duas interpretações diferentes: a primeira seria a interpretação materialista (parece-me errada); a segunda seria a ideia de que os campos magnéticos modificam algo dentro do nosso cérebro e, ao estimulá-lo de uma determinada maneira, conseguimos perceber realidades, dimensões ou mundos paralelos que habitualmente escapam à nossa percepção comum. Por outras palavras, ficamos sintonizados noutro tipo de frequências que nos rodeiam.

Para além disso, o facto destas experiências/sensações/percepções serem semelhantes a outras de carácter místico, transcendental ou mesmo paranormal, não quer dizer que sejam exactamente iguais! Podemos admitir que há certas condições que, uma vez preenchidas, facilitam determinadas experiências. Contudo, isto não serve para explicar todos os fenómenos existentes. Seria demasiado redutor, tendo em conta a diversidade e a complexidade de muitos destes fenómenos! (e, optando por uma postura/interpretação 100% materialista, ainda mais redutor seria! É muito fácil pegar em algo e dizer que tudo são apenas ilusões, alucinações, fantasias, etc e depois encosta-se o assunto a um canto qualquer, mas essa talvez não seja a melhor atitude…).

Por isso, na minha opinião, esta teoria não vem provar a inexistência de outras realidades e, bem pelo contrário, pode até ser uma ferramenta para explorar melhor esses estados alterados de consciência. Podemos olhar para isto como uma porta de acesso a outras realidades.

Na minha perspectiva, existem fortes evidências que sustentam que a consciência não é apenas um produto da actividade do cérebro, quer seja no âmbito das EQMs, projecção de consciência/experiências fora do corpo, ou outro tipo de experiências paranormais. Mas podemos esperar todo o tipo de propaganda e falsos argumentos na tentativa de contrariar tudo isto.

Quando observados ao pormenor, todos os argumentos que se apresentam como tentativas de reduzir a consciência unicamente a um cérebro têm-se revelado inconsistentes. E, por exemplo, mesmo em relação ao capacete de Deus, verificamos que há pessoas que tiveram experiências fora do corpo e observaram tudo de cima, inclusivamente viram Persinger e toda a sua equipa! Como explicar isto?! Se a consciência é algo que está limitado a um cérebro, então isto não seria possível!   

    






domingo, 1 de setembro de 2013

A importância do silêncio e o apaziguamento dos egos

Este tema não é simples de colocar em prática, não é uma coisa imediata e instantânea para a maior parte de nós, e muitas pessoas falam e falam sobre isto, mas na altura de demonstrar falham bastante, porque de palavras está o mundo cheio. Por isso quero frisar que não estou aqui para dar lições a ninguém, apenas acho relevante tocar neste assunto, porque, mesmo que não seja possível colocá-lo sempre em prática, podemos usá-lo em algumas situações. Mas só podemos colocá-lo em prática se primeiro pensarmos frequentemente sobre o tema, caso contrário, ele desaparecerá facilmente da nossa memória e entraremos no piloto automático habitual.    

Quando falo do silêncio falo de um silêncio que, na minha opinião, é necessário e benéfico. Não estou necessariamente a falar de grandes esquemas ou atitudes místicas ou de grandes meditações para chegar não sei aonde ou para ser não sei o quê, mas falo de um certo silêncio que pode ser atingido de vez em quando e que sabemos que nem sempre é fácil de atingir. Por outro lado, convém que não seja demasiado forçado e deve ser tomado na dose indicada conforme as possibilidades ou as necessidades espontâneas de cada um.

Claro que o silêncio não vem só de uma boca fechada, mas por vezes pode ser mental também, porque tudo começa na mente.

Estamos sempre a maquinar, propositadamente e espontaneamente, descontroladamente por vezes, planeamos e fazemos mais uma série de habilidades compulsivamente e às vezes sem necessidade. Defendemos nossos pontos de vista e ideias a todo o custo e nem sempre com as motivações certas ou adequadas, apenas queremos ter a razão e estar por cima do outro para satisfazer o nosso ego! (às vezes é como aquelas conversas infantis repetitivas que todos já conhecemos).

A entrega ao puro silêncio tem muito de aceitação (não confundir com submissão, passividade, etc.) e ensina-nos muita coisa. Por momentos estamos numa posição de receptividade e não de reacção, stresse e resistência constante. A distracção natural da mente (não confundir com alienação) é viver simplesmente certas experiências sem interferir.

Já alguém disse uma vez que uma vida irreflectida (ou não examinada) não vale a pena ser vivida, mas também, neste caso, não precisamos de fazê-lo a toda hora. Contudo, essa reflexão torna-se por vezes necessária para filtrar as coisas, fugir às armadilhas do “rebanho”, não ser inundado por lixo informativo e não só, não perder tempo a cuscar a vida do vizinho ou da celebridade x e para não pensar pela cabeça dos outros mas sim pela nossa própria cabeça!


Na minha perspectiva, o artigo em baixo toca em alguns pontos essenciais que são comuns no nosso dia-a-dia e vai ao encontro do que eu disse anteriormente.





Percepção Extra-sensorial e Telecinesia

Percepção extra-sensorial (PES), na perspectiva da parapsicologia, é a faculdade ou capacidade de percepcionar, entre outras coisas, eventos, fenómenos, objectos e pessoas, sem recorrer aos órgãos dos sentidos convencionais.

É dito que estas são capacidades que todos nós possuímos, mas, por alguma razão, certas pessoas têm-nas mais desenvolvidas. Essas pessoas são chamadas de sensitivas.

Alguns exemplos deste tipo de faculdades são: clarividência, telepatia, precognição, psicometria, etc.

Para além destes fenómenos (PES), temos também a telecinesia que é a capacidade de mover objectos apenas com a mente. É, de facto, algo que é difícil de acreditar e, em princípio, diríamos que é impossível, mas talvez não seja!

A telecinesia espontânea tem surgido como explicação para o fenómeno poltergeist, mas não é um tema muito fácil…

Um dos casos mais famosos de telecinesia foi o da russa Nina Kulagina que chegou a ser estudada por vários cientistas que confirmaram o seu dom, mas há quem desconfie seriamente deste caso. (existem outros casos, inclusivamente no oriente).

As investigações realizadas nesta área começaram já há muitos anos. J.B. Rhine foi um dos primeiros a estudar em laboratório este tipo de fenómenos. Mas, desde esse tempo, muitas mais experiências foram realizadas!

Há muitos argumentos que colocam em causa estas experiências, mas segundo algumas fontes, muitos desses experimentos já foram repetidos e deram os mesmos resultados positivos (a reprodutibilidade é um dos dogmas científicos), ao contrário do que os críticos dizem, por isso há aqui uma grande confusão e polémica. No entanto, há quem defenda que nem tudo pode ser provado sob condições científicas rigorosas devido às características e particularidades de alguns desses fenómenos.

Embora estes fenómenos sejam rejeitados pela comunidade científica, sabemos que foram explorados por outras instituições ou entidades, principalmente no âmbito militar!

Na minha opinião, alguns destes fenómenos são reais e não são tão raros como se possa pensar. Já outros talvez sejam mais raros e difíceis de abordar.


Exemplos de alguns estudos publicados nesta área: 

http://neodualista.blogspot.pt/2013/05/base-de-dados-de-artigos-sobre.html




Achei o seguinte documentário bastante tendencioso e, vindo deste canal de televisão, é algo que não me surpreende demasiado. Mas, mesmo assim, decidi publicar porque tem coisas interessantes:










sábado, 31 de agosto de 2013

Intuição ou Pensamento?

Livre arbítrio ou destino? Talvez surjam os dois ao mesmo tempo e estejam misturados de tal maneira que temos dificuldade em perceber onde começa um e acaba o outro. Ou, talvez, nenhum dos dois seja real e tudo isto seja uma ilusão dentro da nossa cabeça, um jogo para nos entreter!

E isto leva-nos à intuição e ao pensamento e a um tema por vezes confuso e que não pode ser tocado levianamente.

Posso até ser extremista nalgumas coisas porque acredito nos argumentos que sustentam essas posições, mas considero que o extremismo por vezes dá asneira da grossa. Por exemplo, por vezes assistimos a duas posturas filosóficas muito extremistas e antagónicas. Por um lado, temos aqueles que dizem que devemos apenas usar a intuição e, por outro lado, temos os defensores do pensamento e que rejeitam a intuição.

Qual é a solução para isto? Bem, talvez devamos usar as duas! O ser humano nasceu com as duas, possui intuição, sensações, sentimentos, emoções, mas também possui pensamento, raciocínio, etc. O que é necessário é um equilíbrio entre essas duas polaridades. Se só tivéssemos uma delas, ficaríamos incompletos. No entanto, poderá haver situações onde só nos devemos levar por uma delas, mas se tivermos uma posição extremista em relação a todas as situações, o resultado pode não ser o melhor!

Confesso que até simpatizo com certo tipo de filosofia oriental antiga (e não só) que enfatiza muito esse aspecto da intuição, da espontaneidade, de fazer o que é natural, seguir a natureza das coisas sem forçar demasiado e, claro, isto implica não pensar ou raciocinar demasiado na tentativa de tentar controlar a vida, não ser um escravo dos aspectos mentais e fazer apenas aquilo que podemos fazer e não aquilo que não podemos fazer. Eu admito que encontro muita sabedoria nestas ideias e até acredito que alguém possa viver guiando-se principalmente pela sua própria intuição ou luz interior, etc, mas isto precisa de ser gerido e enquadrado na vida de uma determinada maneira… Mas vamos ser francos, sendo nós (a maior parte de nós) seres imperfeitos, poderemos guiar-nos apenas pela intuição em todas as situações? Se o fizermos, com certeza não será muito boa ideia! E não será muito boa ideia mesmo para aqueles que mais pregam o uso da intuição, isto inclui muitos gurus que por aí desfilam e que julgam que sabem aquilo que na verdade não sabem! (com isto não quero destruir ou fazer inquisição em cima dos gurus, pois têm todo o direito de existir e de defender o que quiserem e muitas vezes até ajudam os outros. Por isso liberdade acima de tudo! Também não estou a defender nenhum lobby das psicoterapias e daqueles que acham que só esse caminho é o melhor e o mais digno ou sério para todos, o que sinceramente duvido!)

Por isso, sendo o ser humano imperfeito (na sua larga maioria), será imprudente dizer que apenas nos devemos guiar por aquilo que intuímos ou sentimos em todas as situações. Necessitamos de um auxiliar e esse auxiliar é o pensamento e o raciocínio. Isto não quer dizer que a intuição também não possa ser treinada e que, com o aperfeiçoamento da pessoa, não possa vir a ocupar um lugar privilegiado. Uma maior perfeição (seja lá o que isso for em termos absolutos) poderá vir associada a uma intuição mais certeira, aguçada, mas enquanto não chegarmos lá, é preciso ter cautela para não nos espalharmos no chão, até porque muitas vezes a intuição mistura-se com o desejo (ou ambições pessoais) e podemos ficar bastante confusos, de tal maneira que, filtrando as coisas, a intuição pode apontar num sentido e o desejo (ou ambição pessoal) pode apontar noutro sentido que nem sempre é o melhor para nós. Já noutras ocasiões, o desejo e a intuição estão em sintonia perfeita. Mas tudo isto não é fácil de abordar e teremos que partir do princípio de que existe um princípio orientador dentro de nós que funciona independentemente do condicionamento social, primeiro colocamos essa hipótese. Mas aqueles que possam pensar que estou aqui a desvalorizar os desejos naturais, desenganem-se! Não sou a favor de mortificações, grandes renúncias e aventuras desse género. Sou a favor é de uma gestão inteligente e moderada desses desejos. Também não sou a favor de grandes moralidades, principalmente quando vêm associadas a religiões, tradições, e outros aspectos culturais. Grandes normas e regras sociais vistas como inquestionáveis que em grande parte servem para controlar os outros e satisfazer a vaidade humana, o renome, etc, embora haja certas moralidades que me agradam (todos nós temos as nossas contradições, mas penso que não é grave!). Mas o importante é que essa moralidade possa também ser questionada e tudo aquilo que não apresentar sólidos argumentos deve ser questionado. Não existe nada que não possa estar sujeito à nossa reflexão, não podemos apenas assimilar as coisas passivamente e, mais do que uma moral de vida, devemos ter uma ética de vida e que os nossos princípios sejam bem fundamentados!

Depois, quando alguém anuncia que quer atingir um certo ideal de perfeição (com objectivos bem declarados) e ainda por cima quer atingi-los rapidamente, não se esqueça de uma coisa: o “diabo” está a ouvir e irá colocar-te todos os obstáculos possíveis e imaginários no teu caminho. Por isso, tem cuidado, nunca faças promessas, vive um dia de cada vez e nunca anuncies nada. É um dia de cada vez e mais nada! Devagar se vai ao longe e respeita a tua natureza.

Sendo eu muito imperfeito, e se não é demasiada presunção da minha parte, um conselho para os racionalistas extremistas: Cuidado quando usamos apenas a cabeça, porque, se puxarmos muito por ela, corremos o risco de arrancá-la pelo pescoço, destruímos uma boa parte da criatividade e mais um sem número de coisas. As melhores ideias criativas aparecem quando têm de aparecer, aparecem quando estamos relaxados e preparados para recebê-las, a coisa não vai com grandes pressas, controlos ou doutrinas hiper-racionalistas. Certos artistas, escritores e cientistas sabem disto e sabem-no muito melhor do que eu. Há um lado misterioso nestas coisas e nem sempre elas estão disponíveis. É um momento e esse momento pode até nunca mais se repetir. Às vezes também aparecem quando nem estamos à espera, foi “acidentalmente” e dá trabalho para apontá-las no momento, antes que elas fujam da nossa memória e pode se tornar desagradável porque vem tudo ao mesmo tempo! Isto até pode atormentar muitas pessoas se elas não souberem lidar com a situação! (podemos falar de inspiração, podemos falar de outras coisas…)

De lembrar que alguns artistas entram em estados alterados de consciência…

A respeito da intuição e dos gurus, quero fechar dizendo que proferir palavras sábias não transforma ninguém num sábio, uma coisa pode não acompanhar a outra, é como a sorte ou o sucesso na vida, nem sempre vem acompanhado pelo aparente merecimento (mas apenas vemos a superfície, não é?). O saber está no fazer, o verdadeiro sábio distingue-se pela sua acção e coerência, ele demonstra-o naturalmente, espontaneamente, consistentemente, sem fazer teatro. Ser sábio é uma coisa que acontece, não pode ser forçado, ou és ou não és (eu não sou e, mesmo que fosse, nunca o anunciaria, mas isso sou eu! Cada um é que sabe!). De conversa está o mundo cheio, não é? Gurus disto e daquilo abundam, mas verdadeiros sábios já é mais difícil de encontrar. E afinal o que é um verdadeiro sábio? A verdade é que, numa determinada perspectiva, toda a gente pode ser sábia numa área ou noutra.  






Psicomanteum

O espelho dá-nos o reflexo de nós próprios e do ambiente que nos rodeia ou então serve como porta de acesso a outras realidades ocultas aos nossos sentidos. Há também quem diga que a realidade é um espelho.

O espelho dá-nos o reflexo, mas somos sempre nós que interpretamos esse reflexo, ou seja, muitas vezes cada um vê as coisas conforme a sua disposição mental, emocional ou nível de consciência e num determinado dia vemo-nos de uma maneira, já noutro dia podemos ver-nos de outra maneira completamente diferente. Se o espelho distorcer a nossa imagem, então talvez a nossa percepção seja ainda mais distorcida. Não somos a imagem do espelho, é apenas o nosso reflexo, assim como a imagem que os outros têm de nós é uma construção deles e talvez nem a imagem que os outros têm de nós nem a imagem que nós temos de nós próprios seja a mais verdadeira e fidedigna…. 

Muitas pessoas dizem que a mente deveria ser como um bom, perfeito e limpo espelho, não rejeitando nem se apegando a nenhuma imagem e reflectindo tudo o que se encontra à sua frente exactamente como se apresenta, não seleccionando esta ou aquela imagem, mas reflectindo tudo da mesma forma, sendo por isso neutro.

O espelho tem sido usado como metáfora em várias histórias e também como porta para outros mundos. Ele não serve apenas para ver se estamos bonitos (neste aspecto, demasiada obsessão pelo espelho pode não ser muito boa ideia, principalmente quando nos preocupamos demasiado com a imagem!), bem penteados ou se precisamos de perder alguma barriga, o espelho, para além de nos poder mostrar o nosso estado interior e emocional, tem também algo de mágico e místico.

Muitas vezes questionamo-nos: “o que existirá do outro lado do espelho”? Será apenas um reflexo deste mundo ou existirá outro mundo do outro lado do espelho? Outro mundo muito semelhante a este ou outro mundo muito diferente deste, mas com personagens reais? Haverá outra pessoa semelhante a mim no mundo do espelho, com uma vida semelhante à minha ou, por outro lado, existirá outra pessoa completamente diferente?”. Poderão pensar que neste momento perderam o juízo ou enlouqueceram, mas talvez haja algum sentido nestas perguntas…

Quantas vezes olhamos no espelho e perguntamos: “ quem é a pessoa que está do outro lado? Quem é este fulano? Serei eu próprio ou será outra pessoa? Eu conheço esta pessoa? Quem sou eu?” Por breves momentos, ficamos com uma sensação estranha e aparece um vazio na nossa mente, ficamos surpreendidos e, olhando nos nossos próprios olhos, fica a sensação de que temos um estranho à nossa frente e afinal não nos conhecemos assim tão bem. Penso que algumas pessoas já tiveram esta experiência!

O espelho parece assim ser um instrumento polivalente que nos poderá mostrar várias realidades, incluindo a nossa!

Existem técnicas de projecção astral ou projecção de consciência, os sonhos lúcidos e, dentro destas temáticas relacionadas com técnicas para atingir estados alterados de consciência, podemos também encontrar o psicomanteum.

Psicomanteum é uma técnica curiosa que, uma vez preenchidas determinadas condições destinadas a criar um ambiente adequado, utiliza um espelho para comunicar com o mundo espiritual. Alguns também defendem que estas visões ou experiências resultantes da utilização desta técnica são projecções do inconsciente.

No passado, esta comunicação era realizada usando água ou outro tipo de superfície que reflectisse a luz e vem-nos imediatamente à memória a tão conhecida bola de cristal!

Nota: recomenda-se prudência, porque o mundo da mente e, para quem acredita, o acesso a outras realidades às vezes assemelha-se à navegação num oceano desconhecido que poderá esconder perigos. Por isso, este tipo de experiência deve, em certas situações, ser evitado, ou então merece especial cuidado, principalmente quando realizamos sozinhos e pela primeira vez. Em certo sentido, poderá ser o equivalente a fazer uma viagem com uma planta enteógena sem um bom guia. Ou seja, a receita para o desastre! E, no caso de querermos aprender por nós próprios, primeiro devemos tentar saber o máximo sobre este assunto e depois avaliar se temos ou não características ou condições psicológicas para seguir em frente, no sentido de tomar a decisão certa.

Como curiosidade, a técnica foi utilizada por Raymond Moody, que pesquisou sobre o tema das EQM (experiências de quase morte).


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Alquimia

A alquimia é uma tradição antiga que, através da obtenção da misteriosa Pedra Filosofal, tinha como objectivo a transmutação dos metais inferiores em ouro e a busca pelo elixir da longa vida, uma panaceia universal.

A alquimia, precursora da química e da medicina, era também uma disciplina mística, hermética e foi praticada em várias partes do mundo.

Mesmo hoje em dia, há pessoas que, refugiando-se em argumentos habilidosos e talvez motivados pelo seu próprio ego, referem que os segredos da alquimia ainda precisam de ser guardados e dão a entender que eles próprios talvez conheçam esses segredos, mas apenas os iniciados podem entendê-los… Para mim, tudo não passa de conversa e este tipo de atitude está claramente fora de contexto e de época. Não existe nada que não possa ser revelado hoje, a não ser que isso possa constituir um perigo para a pessoa que obtém esse conhecimento e também para a sociedade! Já outros expõem esses segredos e dão a sua interpretação, que não sabemos ao certo se é correcta ou não!

Dentro deste contexto, há uma ideia que parece reunir algum consenso: a alquimia, para além de poder ser um processo físico de transformação dos metais, também é um processo de transformação interior! E daí ter sido conveniente ocultar essa componente espiritual, porque, como sabemos, a Igreja Católica via isto como heresia, perseguia toda a gente e a inquisição era implacável (curioso, porque os cristãos foram perseguidos e depois o que vimos? Os cristãos a perseguir outros! Isto é o tipo de coisa que acontece muito e a História dá-nos muitos exemplos. Hoje em dia, temos a comunidade cientifica, que também foi perseguida no passado e hoje frequentemente tem por hábito “queimar” muitos heréticos).

Por isso, o processo alquímico, Opus Magnum (A Grande Obra) pode ser visto como uma metáfora. A transmutação dos metais em ouro seria o aperfeiçoamento do ser humano que, através de algumas fases ou etapas, atinge um estado de maior perfeição. Trata-se de uma purificação espiritual no sentido de conseguir atingir uma mudança de consciência ou estado de iluminação interior. Da ignorância até à sabedoria. Todo o simbolismo enigmático poderá ter esse sentido.

Para muitos, as imagens apresentadas pela alquimia são alegorias e a pedra filosofal é semelhante à busca pelo Graal.





terça-feira, 27 de agosto de 2013

Métodos Divinatórios

Os métodos divinatórios são usados para guiar e orientar o Homem, são também oráculos e servem para prever o futuro (e aqui há muitas abordagens, perspectivas e conceitos sobre a natureza desse futuro).

Boa parte destas técnicas, algumas provenientes da chamada sabedoria antiga, são métodos que permitem estabelecer uma ponte com o mundo interior. Permitem aceder às verdades que estão guardadas dentro de cada um de nós, por isso funcionam como um espelho. E é essa a ideia que está por detrás de muitos destes métodos e, por exemplo, no caso da astrologia, podemos ver a correspondência entre o macrocosmo e o microcosmo.

Muitos usam o conceito de sincronicidade para explicar o funcionamento destas técnicas e referem que as mesmas estabelecem uma ligação com o nosso inconsciente e com as respostas que estão guardadas dentro dele.

Quanto a evidências científicas, parece que têm-se realizado alguns estudos em relação à astrologia (a verdadeira astrologia não é a das revistas) e a mais um ou outro método. Já li coisas contraditórias acerca disto, estudos contra e estudos a favor, mas é uma questão de explorar melhor neste aspecto e ver o que realmente existe, mas confesso que não posso dar uma resposta clara sobre isso, porque não tenho muitos dados. Agora não há tempo, talvez fique para uma próxima oportunidade…

Mas é sempre difícil estudar certas coisas de forma totalmente cientifica devido às próprias características de algumas dessas técnicas e também porque existem elementos de subjectividade envolvidos e terá de fazer ou não sentido para a própria pessoa que está a consultar tais métodos…

Estas artes, como alguns lhes chamam, poderão ser consultadas pela própria pessoa ou através de um intermediário que saiba usá-las e, neste último caso, quanto às pessoas que praticam estes métodos, há de tudo! Por isso, cautela! Penso que é importante ter sempre a mente aberta e ao mesmo tempo algum pensamento crítico e discernimento!

Há quem afirme que não se deve fazer negócio com estas coisas e argumentam nesse sentido e há também aqueles que defendem que se pode cobrar.

O vídeo a seguir fala sobre um desses métodos, a cartomancia!








sábado, 24 de agosto de 2013

A Música e a sua importância

Desde a luz que recebemos até aos ruídos que nos rodeiam. A dieta, o estilo de vida, o meio em que nascemos e vivemos, as emoções dos outros e as nossas, etc. Existem milhentas coisas que nos podem afectar e afectam mesmo e muitas vezes nem estamos conscientes delas.

Tudo é importante e às vezes os pequenos pormenores podem se tornar grandes pormenores. Muitas coisas são negligenciadas, porque não temos tempo para elas ou por outra razão qualquer. Ou então não se dá o devido valor, porque certas entidades oficiais pura e simplesmente desvalorizam-nas ou não falam delas, quer seja por falta de evidências ou não (e, embora haja situações claramente injustas, a verdade é que também é necessário algum cuidado, porque a superstição pode se meter nesta história- isso é um facto!).

A música também pode exercer uma enorme influência nas pessoas e, segundo alguns, isso não é suficientemente valorizado! Para além da nossa própria experiência pessoal, também existem estudos científicos que provam que certo tipo de música pode influenciar-nos em muitos sentidos. Para além disso, assim como as emoções, também a música parece deixar uma impressão na água (isto é polémico, mas pelos vistos existe alguma confirmação desta realidade, aliás como já foi mostrado num documentário publicado anteriormente). A Cimática também é outro tema recorrente quando falamos de ondas sonoras e dos seus efeitos na matéria, etc.

Portanto, a música tem a sua importância e há quem defenda que a frequência 432 Hz (afinação musical), a frequência esquecida, é a ideal. Esta frequência sincroniza com os ritmos naturais e biológicos e tem um efeito muito mais positivo do que a actual de 440 Hz que foi adoptada no Século XX.


Bem, não há nada como fazer a experiência e ouvir uma música em 432Hz e depois ver qual é a diferença! Poderão fazê-lo aqui na Internet, pois há musicas que foram convertidas para 432Hz.



quarta-feira, 1 de maio de 2013

Projecto Consciência Global

O Projecto Consciência Global consiste numa pesquisa científica que pretende estudar a relação entre a consciência colectiva e a realidade física. Este projecto tem sido realizado através de uma rede informática mundial.









Programa sobre o tema :http://tu.tv/videos/proyecto-conciencia-global-cuarto-mile_1



sexta-feira, 12 de abril de 2013

As EQM vividas por portugueses


Mais uma vez o tema das EQM e desta vez uma reportagem de cá.

Em determinado momento da reportagem, alguém diz que o que há são apenas teorias… Pois é! Contudo, para as pessoas que passaram pela experiência (e não só), não será difícil tirar pelo menos uma pequena conclusão. Eu sei que fica mal tirar conclusões, mas às vezes temos de arriscar, nem que utilizemos a palavra “parece”.

Mas isto de teorias é mesmo assim, há coisas que são apenas teorias duvidosas e desesperadas tentativas de credibilizar uma determinada área e aí as coisas passam a ser papagueadas como se fossem certezas científicas. E, em relação a outros temas que até parecem possuir mais evidências, ninguém quer tirar conclusões… Já estamos habituados!

De lembrar que cada um dos argumentos propostos pelos defensores de uma causa meramente biológica podem ser contrariados. Para que não fique a impressão de que o tema pode ter duas interpretações, poder pode e respeitam-se todas as opiniões, mas os argumentos mais materialistas têm vindo a perder terreno.

A comunidade médica não tem uma opinião unânime, mas eu tenho a certeza de que isso pouco importa para as pessoas que viveram a experiência. No final, pouco importa tudo isso, a única verdade que conta é aquela que cada um sentiu ao passar por essa experiência. E, como alguém costuma dizer, quando o mistério te bate à porta, vem sem avisar, é como se levasses um murro no estômago e depois todas as tuas ideias rigidamente estabelecidas começam a cair por terra.


segunda-feira, 25 de março de 2013

Enteógenos e Mudança de Percepção

O xamanismo, as plantas e substâncias enteógenas (que não são coisas para serem tomadas de qualquer maneira e necessitam orientação de pessoas sérias e experimentadas nestas coisas), os estados alterados de consciência, a mudança de percepção, a cultura e, segundo parece, a censura...









Segundo parece, o video abaixo foi censurado pelo TED... Hum...interessante...





segunda-feira, 18 de março de 2013

Hipnose


Todas as pessoas são facilmente hipnotizáveis? Não, nem toda a gente é Hipno sensível. Mas isso não quer dizer que nunca poderão ser hipnotizadas ou que não sejam auto-hipnotizáveis, mas, devido a características relacionadas com a sua própria personalidade e a outros factores, não são facilmente hipnotizáveis.

A hipnose é real? Sim. Funciona? Sem dúvida!







quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O que é a Realidade?


A Inteligência, para além de não ser imutável, às vezes também pode ser algo difícil de definir, pois existem muitos tipos de inteligência e seguramente é algo que não pode estar limitado a um simples teste (como por exemplo, o teste de QI- que também tem sido alvo de algumas críticas) ou nota escolar.

Mas, tal como a inteligência, a realidade também pode ser algo difícil de definir. Para além disso, quando falamos da realidade, não podemos deixar de falar da consciência.

No que diz respeito à consciência, parece haver três perspectivas:

1- A consciência é o resultado da actividade cerebral, é um mero produto da mesma e apenas o material existe (uma visão mecanicista);

2- Existem duas coisas distintas: a matéria e a consciência. A consciência, embora se possa ligar à matéria, é de natureza completamente distinta desta (dualismo);

3- Apenas a consciência existe e aquilo a que chamamos matéria (ou realidade material) é apenas uma mera projecção realizada pela consciência e, dependendo de vários factores, a realidade pode ser percepcionada de várias maneiras e umas são mais ilusórias do que outras. Portanto, é o nosso corpo que está dentro da nossa consciência e não o contrário.

Sem querer estar a defender esta ou aquela perspectiva e sem querer estar a entrar em conceitos filosóficos/científicos muito complicados citando este ou aquele autor, o que parece ser verdade é que aquilo que percebemos como realidade material (inclusivamente o nosso próprio corpo) é o resultado da interpretação de estímulos sensoriais, ou seja, somos nós que damos forma à realidade exterior e, no caso de ela existir por si própria, torna-se sempre difícil saber se aquilo que existe lá fora é exactamente como o percepcionamos e em muitos casos, olhando mais de perto, aquilo que parece sólido, afinal não é assim tão sólido!

Uma coisa que podemos constatar é que não podemos separar completamente a realidade exterior do mundo interior, ou seja, embora possamos estar conscientes de algo, esse algo existe sempre dentro da nossa consciência.

Por outro lado, poderão também existir vários níveis de realidade e o que parece ser real e evidente para uns, poderá não ser tão real para outros. Numa determinada perspectiva, se todos concordam que algo é real, então será real… Mas, imaginando outras possibilidades, poderão existir diferentes níveis de consciência, consciências, afinidades e formas de ver a realidade. E, embora possamos partir do princípio de que, neste mundo, todos mais ou menos vemos a realidade da mesma maneira (embora de certo modo, nem sempre seja assim!), noutras dimensões, mundos e formas de existência que possam existir, a realidade pode ser vista de uma maneira muito diferente da nossa…     

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Meditação


Desde muito cedo, fomos condicionados pela sociedade em muitos sentidos. Para além disso, ainda vivemos numa época de feudalismo (uma versão diferente do passado, mas no fundo é a mesma coisa) e umas formas de escravatura foram substituídas por outras, porém continuamos a ser subservientes.

Um dos bens mais preciosos que podemos ter é a liberdade, mas muitas pessoas defendem que as revoluções exteriores não terão qualidade ou não farão sentido se em primeiro lugar não forem feitas revoluções internas (talvez seja assim, mas será regra absoluta?). Neste contexto, surge a reflexão e a meditação (que não pode ser confundida com a reflexão). 

Não vou entrar em grandes definições sobre o que é meditar, nem vou falar nas diferentes formas de praticar, cada um que procure por si próprio se achar que vale a pena. Muitas pessoas dizem que simplesmente consiste em focar a nossa atenção no momento presente, não interferindo, ou seja, não alimentando julgamentos nem análises sobre as coisas, desapegando-se das “maquinações” mentais.

Não sou um guru da meditação nem um expert no tema, muito menos um praticante assíduo, pois nem sequer tenho paciência para sentar-me durante muito tempo e praticá-la sempre a uma determinada hora marcada. Mas já fiz as minhas experiências e li algumas coisas sobre o tema e por isso tenho uma ideia formada sobre o mesmo (assim como toda gente pode ter a sua).

A meditação é uma ferramenta com provas dadas (inclusivamente em estudos científicos), mas não a vejo como uma panaceia. Será útil para uns e não tão útil para outros e, em certas situações, poderá ter também os seus efeitos secundários (e isto muitas vezes é pouco falado). A meditação pode ser uma faca de dois gumes, pois também pode trazer alguns problemas e, em certas situações, não se deve abusar, pois pode agravar determinadas situações ou estados psicológicos desagradáveis. É algo que deve ser bem ponderado e abordado, porque pode colocar determinadas pessoas em situações menos boas, principalmente quando se medita sentado e imóvel, que é para a maior parte das pessoas a prática mais difícil em termos de focar a atenção. Portanto, se alguém pensa em entrar nisto com toda a força (“a matar”) sem ser de uma forma gradual, deve ter algum cuidado. Ou seja, às vezes as pessoas entram com grandes expectativas logo de início e há a tendência para forçar as coisas, o que muitas vezes acontece sem a pessoa querer e de uma forma quase inconsciente.

Sendo assim, para algumas pessoas, a meditação em movimento talvez seja a melhor forma de iniciar e, nesse caso, qualquer coisa pode servir para focar a atenção. Existem várias formas de a praticar e há pessoas que às vezes meditam mesmo sem terem consciência disso quando, por exemplo, fazem um simples hobby ou realizam outra actividade qualquer. A própria actividade física ou o exercício físico, desde que seja abordado de uma determinada maneira, pode ser um caminho ou uma forma de meditação e neste caso podemos usar o corpo, o movimento e a qualidade do movimento como foco de atenção (trata-se de unir o corpo e a mente criando uma unidade). Viver sempre dentro da própria cabeça pode não ser muito boa ideia e também é importante viver o corpo e sentir o corpo.

Ao fazermos isto, corremos “sérios riscos” de esvaziar a mente por momentos, o que pode trazer-nos algumas vantagens mais tarde. Por exemplo, para além de outros benefícios, muitas pessoas relatam, durante estes momentos, terem desenvolvido ideias criativas que surgem espontaneamente, sem qualquer esforço (e às vezes fazendo algo tão simples como caminhar). Mas, com ou sem movimento, a importância está nesse “esvaziar da mente”.

Hoje em dia, o exercício físico costuma ser praticado por questões de saúde, para melhorar a aparência física ou para satisfazer a nossa obsessão de competir (no caso do desporto). No entanto, ele também pode ser usado com uma filosofia diferente, ou seja, para além de poder ser encarado como uma forma de arte, pode também servir para focar a atenção no que estamos a fazer e a sentir, de maneira que deixamos de estar reféns de um determinado resultado e esse resultado acabará por vir sem esforço, espontaneamente. Fazemos porque gostamos e desfrutamos daquele momento, sem pensar demasiado na meta. Com isto não quero dizer que não possam existir objectivos, mas quando ficamos demasiado obcecados com o destino, isso gera ansiedade, não desfrutamos da viagem e perdemos coisas importantes e, como quase ninguém é perfeito, todos caímos nesta armadilha (uns mais, outros menos).

Portanto, se não há cabeça nem paciência para meditar, então mais vale focar a atenção noutra tarefa qualquer e a meditação acabará por surgir naturalmente. E não acredito muito em regras rígidas, posturas muito rígidas, etc. A ideia que está por detrás dos exercícios é o mais importante e os progressos, se aparecerem, vêm daí.  

A meditação é uma forma de estar, não é necessariamente algo que se tenha de fazer sempre sentado e à hora marcada. Para além disso, e segundo algumas pessoas, a meditação poderá ser a porta de entrada para realidades e dimensões que escapam à nossa percepção comum… e até admito que possa ser.

Muitas vezes a meditação acontece naturalmente, sem nos apercebermos disso e não acontece apenas quando estamos sentados, como já referi. Qualquer coisa pode ser meditação e não precisamos de ser monges nem ascetas renunciando a quase tudo e muitas vezes até reprimindo violentamente coisas que são perfeitamente naturais (em alguns casos). Esse caminho poderá servir para algumas pessoas quando elas sentem que é necessário percorrê-lo, mas não penso que isso sirva para toda a gente e nem se quer tenho a certeza de que seja estritamente necessário seguir tal caminho (seja pelo motivo que for). Não acredito muito nesse “deixar de viver” voluntário (já nos basta por vezes o involuntário). Talvez para essas pessoas a coisa seja vista de uma outra forma e eu entendo as razões e as lógicas de quem segue esses caminhos, mas também não esqueço que há muitos caminhos e ninguém sabe bem para onde vai, por isso... Às vezes não é tanto o que fazemos ou o que deixamos de fazer, mas sim como o fazemos, é a forma como fazemos. Se o objectivo é apenas ser uma melhor pessoa, ser mais tranquilo ou explorar a mente e suas potencialidades, isso poderá ser atingido sem entrar nesses caminhos mais extremistas.

Muitos afirmam (talvez com razão) que quem sentar a pensar que, esforçando-se muito, vai conseguir sair dali um buda, está a enganar-se a si próprio e o simples facto de ter esse objectivo já o afasta disso. Para quem acredita que tal estado pode ser alcançado, talvez demasiada austeridade não seja uma boa ideia, pois poderá correr o risco de puxar a polaridade oposta, ou seja, a pessoa poderá entrar em descontrolo total, puxando a polaridade que mais deseja evitar, e, como se costuma dizer, o caminho do meio é o melhor!

Nota: Quando eu digo que por vezes a meditação (ao estar sentado e imóvel) também pode ter os seus efeitos secundários, estou sobretudo a falar daquele tipo de meditação na qual a atenção é direccionada para um único objecto ou aspecto, ignorando outro tipo de estímulos. Este tipo de meditação é particularmente mais difícil e requer algum esforço, embora a ideia seja ser paciente e não empregar demasiado esforço.  

Já o mindfulness (também realizado sentado, e agora também mais na moda), pelo contrário, é um tipo de meditação em que a atenção é direccionada para todo o tipo de estímulos que possam ocorrer, tanto internos como externos. Neste caso, a atitude recomendada é de total desapego, aceitação e não-julgamento perante as situações que se apresentam no momento presente, ou seja, pura e simples observação dos aspectos que aparecem e passam na nossa mente. Este tipo de meditação parece ser aparentemente mais fácil do que a primeira, mas isso não quer dizer que também não possua os seus inconvenientes e dificuldades…

Existem também outros tipos de meditação, mas nunca nos podemos esquecer que é possível usar o movimento do corpo e as nossas rotinas diárias como foco da atenção, depositando intencionalmente a atenção num ou mais aspectos, ou mesmo deixando que essa meditação ocorra espontaneamente.




sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Reencarnação


O que é a consciência? Qual é a origem da consciência? Muitas outras questões poderiam se colocar, mas talvez a próxima e mais natural pergunta seja: Quando é que tudo começou? Quando é que começou o nosso ponto de partida? Começou no momento da concepção ou nascimento ou terá começado uma eternidade antes?

Na tentativa de responder a estas questões, não podemos evitar ou deixar de falar num conceito muito antigo e que está presente em várias religiões e filosofias antigas (embora com algumas diferenças) - a reencarnação.

A reencarnação, basicamente, consiste na ideia de que existe um espírito ou alma (muitas pessoas costumam fazer uma distinção entre espírito e alma, por isso muitas vezes opto por usar a palavra consciência) que é imortal e capaz de ligar-se sucessivamente a diversos corpos com um fim específico que pode ser o auto-aperfeiçoamento, a vivência de certo tipo de experiências e aprendizagens ou razões relacionadas com um outro conceito chamado karma (do sânscrito e significa acção) que, segundo alguns, enquanto não for extinto, manter-nos-á presos a este ciclo de morte e renascimento.

Nesta teoria, a consciência teria um ponto de origem e faria um percurso de evolução, progredindo e encarnando em diversas formas de existência ou corpos cada vez mais evoluídos até chegar a uma libertação deste processo e, como consequência, voltar novamente a esse ponto de origem que constitui a verdadeira essência e identidade de todas as coisas e seres.

Dentro desta visão, os animais e outros organismos menos complexos também possuem uma consciência sujeita a estes processos e, para alguns, também nós humanos passámos por esses estágios.

Outros termos que surgem associados à reencarnação, sendo parentes dela, são o renascimento e a metempsicose. Segundo algumas fontes, a metempsicose é uma teoria diferente de reencarnação em alguns aspectos. Quanto ao renascimento budista, é um conceito, de facto, com algumas diferenças.

Mas que provas temos em relação à reencarnação?

Embora muitos defendam que não se pode provar tal coisa, pois a objectividade não se aplica neste contexto, têm surgido alguns estudos e casos que sugerem que a reencarnação poderá ser um fenómeno real.

Entre esses estudos, destaca-se, por exemplo, o trabalho realizado por Ian Stevenson, da Universidade de Virgínia nos Estados Unidos. Ele estudou uma grande quantidade de casos em todo o mundo e encontrou evidências que apoiam a possibilidade da reencarnação. Segundo Stevenson, os relatos de vidas passadas surgem geralmente aos dois anos de idade, desaparecendo com o desenvolvimento do cérebro.

Outra possível prova é a chamada regressão hipnótica (contestada e rejeitada por muitos e aceite por outros como reveladora de memórias reais). Para Brian weiss, autor e terapeuta, a regressão, para quem consegue fazê-la, pode ser transformadora e revela pormenores de vidas passadas, pormenores que podem ser verificados. Brian, de acordo com a sua prática, defende que a regressão tem ajudado e solucionado problemas de muitas pessoas. Refere que acontecimentos traumáticos e situações que ficaram por resolver noutras vidas podem ser a causa de muitos tipos de problemas nesta vida actual.

De lembrar, e pelo que sei, a regressão não é possível para todas as pessoas, por razões que talvez desconheçamos, mas uma delas, por exemplo, pode ser devido ao facto de nem toda a gente ser hipnosensível. Também é importante dizer que muitos factos foram confirmados posteriormente e assim foi dada maior credibilidade às histórias. Em relação aos críticos da regressão, pois com certeza que estão no direito de duvidar, mas não nos podemos esquecer que, à partida, muitas vezes existe um preconceito devido ao paradigma materialista cientifico actual e isso dificulta muita coisa. A verdade é que, em termos de evidência, também existem muitas críticas e dúvidas por parte de algumas pessoas em relação à psicoterapia convencional, mas como ela se encaixa dentro de um paradigma mais “normalzinho” digamos assim, então já existe uma maior facilidade em ser aceite pela grande maioria das pessoas.

Tudo no universo e na natureza é feito de ciclos: vida, morte e renascimento. A nossa consciência, através da encarnação em vários seres, realiza também vários ciclos, ciclos que se perpetuam no tempo e que, para alguns, poderão ser ultrapassados e transcendidos.

Numa outra perspectiva, também poderíamos dizer que, mesmo dentro desta vida, morremos e renascemos uma série de vezes. Onde está a criança que um dia já fomos? Ela morreu e deu lugar a outra pessoa completamente diferente que, embora não seja totalmente diferente, completamente igual também não é. Também podemos experienciar a morte e nascimento de diferentes estados mentais num curto espaço de tempo. Por isso, os ciclos estão sempre presentes e as mudanças ocorrem mesmo sem o corpo físico morrer. De certa forma, não somos uma verdadeira identidade permanente, estamos sempre em constante mudança! A pessoa que entra e senta-se numa cadeira de comboio pode ser uma pessoa diferente daquela que se levanta e sai do comboio, embora aparentemente sejam a mesma pessoa.

Haverá, no entanto, uma parte de nós que nunca muda? Talvez haja e, de uma forma ou de outra, quando o tempo chegar, todos iremos saber a resposta.
















sábado, 20 de outubro de 2012

EQM


O tema das EQM volta a estar em discussão depois da revista Newsweek publicar uma reportagem que fala sobre a experiência vivida por um neurocirurgião.

Nesta entrevista de rádio, Eben Alexander fala sobre a sua experiência e revela-nos como ela foi transformadora e mudou a sua visão materialista. Para Eben já não existem dúvidas, ele refere que a consciência é independente do cérebro.







quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Sincronicidade


Sincronicidade foi um termo cunhado por Jung e descreve acontecimentos que não estão ligados através de uma relação causal, mas sim através de uma relação de significado.

A sincronicidade, também muitas vezes designada por coincidência significativa, implica um padrão subjacente que é expresso através de eventos ou relações significativas. Ou seja, são situações onde ocorrem dois ou mais eventos que coincidem de uma maneira que seja significativa para a pessoa ou pessoas que vivenciaram essas coincidências significativas.

Acredita-se que a sincronicidade pode revelar-nos algo e necessita de uma compreensão que por vezes surge espontaneamente.






Programa sobre Sincronicidadeshttp://tu.tv/videos/cuarto-milenio-sincronicidades-14-10-07



quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Estados Alterados

Testar os limites do corpo humano, os estados alterados de consciência, o domínio da mente e do corpo. Para uns, são coisas que, mediante uma disciplina rigorosa, treino e a utilização de técnicas específicas, podem ser atingidas por qualquer pessoa. Para outros, são coisas que dependem de diversos factores/condições e talvez não estejam acessíveis para toda a gente da mesma maneira (e com certeza que torna-se muito mais difícil para umas pessoas do que para outras). 

Este documentário fala sobre temas como a meditação e os limites do corpo humano, a hipnose, o curandeirismo e a visão remota (capacidade psíquica que, segundo os seus defensores, permite ver ou ter acesso a determinadas informações sobre um determinado local, objecto, lugar ou pessoa que situa-se longe do observador). 

Umas situações parecem ser factos já provados ou verificáveis, outras ainda são alvo de controvérsia.