E porque existem muitas realidades dentro da realidade e outras possibilidades dentro das impossibilidades, surge este espaço dedicado a todos aqueles que gostam de divagar por aí ( sempre sem perder de vista o chão ) e aos outros que simplesmente têm curiosidade. Um espaço aberto a todos os amantes do mistério, viciados em utopias, filosofeiros da vida, buscadores de algo e poetas à solta. Os mais curiosos também podem entrar e talvez também deixem ficar a sua opinião.
Mostrar mensagens com a etiqueta Consciência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Consciência. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 29 de abril de 2014
Efeito Maharishi
Em relação a este tema, comentarei mais tarde, mas penso que vale a pena ver o vídeo.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
O Capacete de Deus
As experiências realizadas por
Persinger consistem na estimulação de certas partes do cérebro através da
utilização de campos magnéticos. Persinger refere que é possível produzir
certas experiências (que vulgarmente chamamos de místicas) e
sensações/percepções fora do comum.
Têm surgido algumas críticas ao
seu trabalho e estas estão relacionadas com a forma como essas experiências foram
conduzidas (em termos de rigor) e parece que houve uma tentativa de reproduzir
a experiência, mas não foi bem-sucedida (pelo menos, foi o que eu li, mas se
quiserem, podem pesquisar melhor este aspecto). No entanto, Persinger está
confiante no seu trabalho e refutou todas essas críticas, inclusivamente
explicando porque é que o outro investigador não conseguiu obter os mesmos
resultados positivos (mais uma vez, se quiserem, podem pesquisar melhor isto,
porque não perdi muito tempo com este tipo de pormenores).
Mas, acreditando no trabalho de
Persinger, o que é que podemos concluir de tudo isto? Podemos concluir que
estas experiências e sensações podem ser produzidas artificialmente e, por
isso, são apenas fantasias, alucinações ou criações do nosso cérebro?
A ideia é que, em determinadas
situações, certas pessoas passam por experiências místicas e paranormais,
quando são estimuladas por campos magnéticos. Esses campos magnéticos existem
na natureza ou então são produzidos pela tecnologia humana. Quando expostas a
estes campos, certas pessoas podem ser mais sensíveis do que outras. Para além
disso, há certas condições neurológicas que, só por si, podem desencadear
determinadas experiências deste género, tal como alguns afirmam.
Perante este cenário, os
materialistas convictos esfregam as mãos e dizem: “Ah, estão a ver? Isto prova
que tudo são fantasias! É tudo fabricado pelo cérebro e nada mais existe de
místico ou transcendente.”
Mas calma aí, minha gente! A
verdade é que isto não prova absolutamente nada e podemos ter duas
interpretações diferentes: a primeira seria a interpretação materialista (parece-me
errada); a segunda seria a ideia de que os campos magnéticos modificam algo
dentro do nosso cérebro e, ao estimulá-lo de uma determinada maneira,
conseguimos perceber realidades, dimensões ou mundos paralelos que
habitualmente escapam à nossa percepção comum. Por outras palavras, ficamos
sintonizados noutro tipo de frequências que nos rodeiam.
Para além disso, o facto destas
experiências/sensações/percepções serem semelhantes a outras de carácter
místico, transcendental ou mesmo paranormal, não quer dizer que sejam
exactamente iguais! Podemos admitir que há certas condições que, uma vez
preenchidas, facilitam determinadas experiências. Contudo, isto não serve para
explicar todos os fenómenos existentes. Seria demasiado redutor, tendo em conta
a diversidade e a complexidade de muitos destes fenómenos! (e, optando por uma
postura/interpretação 100% materialista, ainda mais redutor seria! É muito
fácil pegar em algo e dizer que tudo são apenas ilusões, alucinações,
fantasias, etc e depois encosta-se o assunto a um canto qualquer, mas essa
talvez não seja a melhor atitude…).
Por isso, na minha opinião, esta
teoria não vem provar a inexistência de outras realidades e, bem pelo
contrário, pode até ser uma ferramenta para explorar melhor esses estados
alterados de consciência. Podemos olhar para isto como uma porta de acesso a
outras realidades.
Na minha perspectiva, existem
fortes evidências que sustentam que a consciência não é apenas um produto da
actividade do cérebro, quer seja no âmbito das EQMs, projecção de consciência/experiências
fora do corpo, ou outro tipo de experiências paranormais. Mas podemos esperar
todo o tipo de propaganda e falsos argumentos na tentativa de contrariar tudo
isto.
Quando observados ao pormenor,
todos os argumentos que se apresentam como tentativas de reduzir a consciência
unicamente a um cérebro têm-se revelado inconsistentes. E, por exemplo, mesmo
em relação ao capacete de Deus, verificamos que há pessoas que tiveram
experiências fora do corpo e observaram tudo de cima, inclusivamente viram
Persinger e toda a sua equipa! Como explicar isto?! Se a consciência é algo que
está limitado a um cérebro, então isto não seria possível!
domingo, 1 de setembro de 2013
A importância do silêncio e o apaziguamento dos egos
Este tema não é simples de
colocar em prática, não é uma coisa imediata e instantânea para a maior parte
de nós, e muitas pessoas falam e falam sobre isto, mas na altura de demonstrar
falham bastante, porque de palavras está o mundo cheio. Por isso quero frisar
que não estou aqui para dar lições a ninguém, apenas acho relevante tocar neste
assunto, porque, mesmo que não seja possível colocá-lo sempre em prática,
podemos usá-lo em algumas situações. Mas só podemos colocá-lo em prática se
primeiro pensarmos frequentemente sobre o tema, caso contrário, ele
desaparecerá facilmente da nossa memória e entraremos no piloto automático
habitual.
Quando falo do silêncio falo de
um silêncio que, na minha opinião, é necessário e benéfico. Não estou
necessariamente a falar de grandes esquemas ou atitudes místicas ou de grandes
meditações para chegar não sei aonde ou para ser não sei o quê, mas falo de um
certo silêncio que pode ser atingido de vez em quando e que sabemos que nem
sempre é fácil de atingir. Por outro lado, convém que não seja demasiado
forçado e deve ser tomado na dose indicada conforme as possibilidades ou as
necessidades espontâneas de cada um.
Claro que o silêncio não vem só
de uma boca fechada, mas por vezes pode ser mental também, porque tudo começa
na mente.
Estamos sempre a maquinar,
propositadamente e espontaneamente, descontroladamente por vezes, planeamos e
fazemos mais uma série de habilidades compulsivamente e às vezes sem
necessidade. Defendemos nossos pontos de vista e ideias a todo o custo e nem
sempre com as motivações certas ou adequadas, apenas queremos ter a razão e
estar por cima do outro para satisfazer o nosso ego! (às vezes é como aquelas
conversas infantis repetitivas que todos já conhecemos).
A entrega ao puro silêncio tem
muito de aceitação (não confundir com submissão, passividade, etc.) e
ensina-nos muita coisa. Por momentos estamos numa posição de receptividade e
não de reacção, stresse e resistência constante. A distracção natural da mente
(não confundir com alienação) é viver simplesmente certas experiências sem
interferir.
Já alguém disse uma vez que uma
vida irreflectida (ou não examinada) não vale a pena ser vivida, mas também,
neste caso, não precisamos de fazê-lo a toda hora. Contudo, essa reflexão
torna-se por vezes necessária para filtrar as coisas, fugir às armadilhas do
“rebanho”, não ser inundado por lixo informativo e não só, não perder tempo a
cuscar a vida do vizinho ou da celebridade x e para não pensar pela cabeça dos
outros mas sim pela nossa própria cabeça!
Na minha perspectiva, o artigo em
baixo toca em alguns pontos essenciais que são comuns no nosso dia-a-dia e vai
ao encontro do que eu disse anteriormente.
Percepção Extra-sensorial e Telecinesia
Percepção extra-sensorial (PES),
na perspectiva da parapsicologia, é a faculdade ou capacidade de percepcionar,
entre outras coisas, eventos, fenómenos, objectos e pessoas, sem recorrer aos
órgãos dos sentidos convencionais.
É dito que estas são capacidades
que todos nós possuímos, mas, por alguma razão, certas pessoas têm-nas mais
desenvolvidas. Essas pessoas são chamadas de sensitivas.
Alguns exemplos deste tipo de
faculdades são: clarividência, telepatia, precognição, psicometria, etc.
Para além destes fenómenos (PES),
temos também a telecinesia que é a capacidade de mover objectos apenas com a mente.
É, de facto, algo que é difícil de acreditar e, em princípio, diríamos que é
impossível, mas talvez não seja!
A telecinesia espontânea tem
surgido como explicação para o fenómeno poltergeist, mas não é um tema muito
fácil…
Um dos casos mais famosos de
telecinesia foi o da russa Nina Kulagina que chegou a ser estudada por vários
cientistas que confirmaram o seu dom, mas há quem desconfie seriamente deste
caso. (existem outros casos, inclusivamente no oriente).
As investigações realizadas nesta
área começaram já há muitos anos. J.B. Rhine foi um dos primeiros a estudar em
laboratório este tipo de fenómenos. Mas, desde esse tempo, muitas mais experiências
foram realizadas!
Há muitos argumentos que colocam
em causa estas experiências, mas segundo algumas fontes, muitos desses
experimentos já foram repetidos e deram os mesmos resultados positivos (a
reprodutibilidade é um dos dogmas científicos), ao contrário do que os críticos
dizem, por isso há aqui uma grande confusão e polémica. No entanto, há quem
defenda que nem tudo pode ser provado sob condições científicas rigorosas
devido às características e particularidades de alguns desses fenómenos.
Embora estes fenómenos sejam
rejeitados pela comunidade científica, sabemos que foram explorados por outras
instituições ou entidades, principalmente no âmbito militar!
Na minha opinião, alguns destes fenómenos são reais e não são tão raros como se possa pensar. Já outros talvez sejam mais raros e difíceis de abordar.
Exemplos de alguns estudos publicados nesta área:
http://neodualista.blogspot.pt/2013/05/base-de-dados-de-artigos-sobre.html
Achei o seguinte documentário bastante tendencioso e, vindo deste canal de televisão, é algo que não me surpreende demasiado. Mas, mesmo assim, decidi publicar porque tem coisas interessantes:
sábado, 31 de agosto de 2013
Intuição ou Pensamento?
Livre arbítrio ou destino? Talvez
surjam os dois ao mesmo tempo e estejam misturados de tal maneira que temos dificuldade
em perceber onde começa um e acaba o outro. Ou, talvez, nenhum dos dois seja
real e tudo isto seja uma ilusão dentro da nossa cabeça, um jogo para nos
entreter!
E isto leva-nos à intuição e ao
pensamento e a um tema por vezes confuso e que não pode ser tocado
levianamente.
Posso até ser extremista nalgumas
coisas porque acredito nos argumentos que sustentam essas posições, mas considero
que o extremismo por vezes dá asneira da grossa. Por exemplo, por vezes
assistimos a duas posturas filosóficas muito extremistas e antagónicas. Por um
lado, temos aqueles que dizem que devemos apenas usar a intuição e, por outro
lado, temos os defensores do pensamento e que rejeitam a intuição.
Qual é a solução para isto? Bem,
talvez devamos usar as duas! O ser humano nasceu com as duas, possui intuição,
sensações, sentimentos, emoções, mas também possui pensamento, raciocínio, etc.
O que é necessário é um equilíbrio entre essas duas polaridades. Se só
tivéssemos uma delas, ficaríamos incompletos. No entanto, poderá haver
situações onde só nos devemos levar por uma delas, mas se tivermos uma posição extremista
em relação a todas as situações, o resultado pode não ser o melhor!
Confesso que até simpatizo com
certo tipo de filosofia oriental antiga (e não só) que enfatiza muito esse
aspecto da intuição, da espontaneidade, de fazer o que é natural, seguir a
natureza das coisas sem forçar demasiado e, claro, isto implica não pensar ou
raciocinar demasiado na tentativa de tentar controlar a vida, não ser um
escravo dos aspectos mentais e fazer apenas aquilo que podemos fazer e não
aquilo que não podemos fazer. Eu admito que encontro muita sabedoria nestas
ideias e até acredito que alguém possa viver guiando-se principalmente pela sua
própria intuição ou luz interior, etc, mas isto precisa de ser gerido e
enquadrado na vida de uma determinada maneira… Mas vamos ser francos, sendo nós
(a maior parte de nós) seres imperfeitos, poderemos guiar-nos apenas pela
intuição em todas as situações? Se o fizermos, com certeza não será muito boa
ideia! E não será muito boa ideia mesmo para aqueles que mais pregam o uso da
intuição, isto inclui muitos gurus que por aí desfilam e que julgam que sabem
aquilo que na verdade não sabem! (com isto não quero destruir ou fazer inquisição
em cima dos gurus, pois têm todo o direito de existir e de defender o que
quiserem e muitas vezes até ajudam os outros. Por isso liberdade acima de tudo!
Também não estou a defender nenhum lobby das psicoterapias e daqueles que acham
que só esse caminho é o melhor e o mais digno ou sério para todos, o que
sinceramente duvido!)
Por isso, sendo o ser humano
imperfeito (na sua larga maioria), será imprudente dizer que apenas nos devemos
guiar por aquilo que intuímos ou sentimos em todas as situações. Necessitamos
de um auxiliar e esse auxiliar é o pensamento e o raciocínio. Isto não quer dizer
que a intuição também não possa ser treinada e que, com o aperfeiçoamento da
pessoa, não possa vir a ocupar um lugar privilegiado. Uma maior perfeição (seja
lá o que isso for em termos absolutos) poderá vir associada a uma intuição mais
certeira, aguçada, mas enquanto não chegarmos lá, é preciso ter cautela para
não nos espalharmos no chão, até porque muitas vezes a intuição mistura-se com
o desejo (ou ambições pessoais) e podemos ficar bastante confusos, de tal
maneira que, filtrando as coisas, a intuição pode apontar num sentido e o
desejo (ou ambição pessoal) pode apontar noutro sentido que nem sempre é o
melhor para nós. Já noutras ocasiões, o desejo e a intuição estão em sintonia
perfeita. Mas tudo isto não é fácil de abordar e teremos que partir do
princípio de que existe um princípio orientador dentro de nós que funciona
independentemente do condicionamento social, primeiro colocamos essa hipótese.
Mas aqueles que possam pensar que estou aqui a desvalorizar os desejos
naturais, desenganem-se! Não sou a favor de mortificações, grandes renúncias e
aventuras desse género. Sou a favor é de uma gestão inteligente e moderada
desses desejos. Também não sou a favor de grandes moralidades, principalmente
quando vêm associadas a religiões, tradições, e outros aspectos culturais.
Grandes normas e regras sociais vistas como inquestionáveis que em grande parte
servem para controlar os outros e satisfazer a vaidade humana, o renome, etc, embora
haja certas moralidades que me agradam (todos nós temos as nossas contradições,
mas penso que não é grave!). Mas o importante é que essa moralidade possa também
ser questionada e tudo aquilo que não apresentar sólidos argumentos deve ser
questionado. Não existe nada que não possa estar sujeito à nossa reflexão, não
podemos apenas assimilar as coisas passivamente e, mais do que uma moral de
vida, devemos ter uma ética de vida e que os nossos princípios sejam bem
fundamentados!
Depois, quando alguém anuncia que
quer atingir um certo ideal de perfeição (com objectivos bem declarados) e
ainda por cima quer atingi-los rapidamente, não se esqueça de uma coisa: o
“diabo” está a ouvir e irá colocar-te todos os obstáculos possíveis e
imaginários no teu caminho. Por isso, tem cuidado, nunca faças promessas, vive
um dia de cada vez e nunca anuncies nada. É um dia de cada vez e mais nada!
Devagar se vai ao longe e respeita a tua natureza.
Sendo eu muito imperfeito, e se
não é demasiada presunção da minha parte, um conselho para os racionalistas
extremistas: Cuidado quando usamos apenas a cabeça, porque, se puxarmos muito
por ela, corremos o risco de arrancá-la pelo pescoço, destruímos uma boa parte
da criatividade e mais um sem número de coisas. As melhores ideias criativas
aparecem quando têm de aparecer, aparecem quando estamos relaxados e preparados
para recebê-las, a coisa não vai com grandes pressas, controlos ou doutrinas
hiper-racionalistas. Certos artistas, escritores e cientistas sabem disto e sabem-no
muito melhor do que eu. Há um lado misterioso nestas coisas e nem sempre elas
estão disponíveis. É um momento e esse momento pode até nunca mais se repetir.
Às vezes também aparecem quando nem estamos à espera, foi “acidentalmente” e dá
trabalho para apontá-las no momento, antes que elas fujam da nossa memória e pode
se tornar desagradável porque vem tudo ao mesmo tempo! Isto até pode atormentar
muitas pessoas se elas não souberem lidar com a situação! (podemos falar de inspiração,
podemos falar de outras coisas…)
De lembrar que alguns artistas
entram em estados alterados de consciência…
A respeito da intuição e dos
gurus, quero fechar dizendo que proferir palavras sábias não transforma ninguém
num sábio, uma coisa pode não acompanhar a outra, é como a sorte ou o sucesso
na vida, nem sempre vem acompanhado pelo aparente merecimento (mas apenas vemos
a superfície, não é?). O saber está no fazer, o verdadeiro sábio distingue-se pela
sua acção e coerência, ele demonstra-o naturalmente, espontaneamente,
consistentemente, sem fazer teatro. Ser sábio é uma coisa que acontece, não
pode ser forçado, ou és ou não és (eu não sou e, mesmo que fosse, nunca o
anunciaria, mas isso sou eu! Cada um é que sabe!). De conversa está o mundo
cheio, não é? Gurus disto e daquilo abundam, mas verdadeiros sábios já é mais
difícil de encontrar. E afinal o que é um verdadeiro sábio? A verdade é que,
numa determinada perspectiva, toda a gente pode ser sábia numa área ou noutra.
Psicomanteum
O espelho dá-nos o reflexo de nós
próprios e do ambiente que nos rodeia ou então serve como porta de acesso a
outras realidades ocultas aos nossos sentidos. Há também quem diga que a realidade
é um espelho.
O espelho dá-nos o reflexo, mas somos
sempre nós que interpretamos esse reflexo, ou seja, muitas vezes cada um vê as
coisas conforme a sua disposição mental, emocional ou nível de consciência e
num determinado dia vemo-nos de uma maneira, já noutro dia podemos ver-nos de
outra maneira completamente diferente. Se o espelho distorcer a nossa imagem,
então talvez a nossa percepção seja ainda mais distorcida. Não somos a imagem
do espelho, é apenas o nosso reflexo, assim como a imagem que os outros têm de
nós é uma construção deles e talvez nem a imagem que os outros têm de nós nem a
imagem que nós temos de nós próprios seja a mais verdadeira e fidedigna….
Muitas pessoas dizem que a mente
deveria ser como um bom, perfeito e limpo espelho, não rejeitando nem se apegando
a nenhuma imagem e reflectindo tudo o que se encontra à sua frente exactamente
como se apresenta, não seleccionando esta ou aquela imagem, mas reflectindo
tudo da mesma forma, sendo por isso neutro.
O espelho tem sido usado como
metáfora em várias histórias e também como porta para outros mundos. Ele não
serve apenas para ver se estamos bonitos (neste aspecto, demasiada obsessão
pelo espelho pode não ser muito boa ideia, principalmente quando nos
preocupamos demasiado com a imagem!), bem penteados ou se precisamos de perder
alguma barriga, o espelho, para além de nos poder mostrar o nosso estado
interior e emocional, tem também algo de mágico e místico.
Muitas vezes questionamo-nos: “o
que existirá do outro lado do espelho”? Será apenas um reflexo deste mundo ou
existirá outro mundo do outro lado do espelho? Outro mundo muito semelhante a
este ou outro mundo muito diferente deste, mas com personagens reais? Haverá
outra pessoa semelhante a mim no mundo do espelho, com uma vida semelhante à
minha ou, por outro lado, existirá outra pessoa completamente diferente?”.
Poderão pensar que neste momento perderam o juízo ou enlouqueceram, mas talvez
haja algum sentido nestas perguntas…
Quantas vezes olhamos no espelho
e perguntamos: “ quem é a pessoa que está do outro lado? Quem é este fulano?
Serei eu próprio ou será outra pessoa? Eu conheço esta pessoa? Quem sou eu?”
Por breves momentos, ficamos com uma sensação estranha e aparece um vazio na
nossa mente, ficamos surpreendidos e, olhando nos nossos próprios olhos, fica a
sensação de que temos um estranho à nossa frente e afinal não nos conhecemos
assim tão bem. Penso que algumas pessoas já tiveram esta experiência!
O espelho parece assim ser um
instrumento polivalente que nos poderá mostrar várias realidades, incluindo a
nossa!
Existem técnicas de projecção
astral ou projecção de consciência, os sonhos lúcidos e, dentro destas
temáticas relacionadas com técnicas para atingir estados alterados de
consciência, podemos também encontrar o psicomanteum.
Psicomanteum é uma técnica
curiosa que, uma vez preenchidas determinadas condições destinadas a criar um
ambiente adequado, utiliza um espelho para comunicar com o mundo espiritual. Alguns
também defendem que estas visões ou experiências resultantes da utilização
desta técnica são projecções do inconsciente.
No passado, esta comunicação era realizada
usando água ou outro tipo de superfície que reflectisse a luz e vem-nos
imediatamente à memória a tão conhecida bola de cristal!
Nota: recomenda-se prudência,
porque o mundo da mente e, para quem acredita, o acesso a outras realidades às
vezes assemelha-se à navegação num oceano desconhecido que poderá esconder
perigos. Por isso, este tipo de experiência deve, em certas situações, ser
evitado, ou então merece especial cuidado, principalmente quando realizamos
sozinhos e pela primeira vez. Em certo sentido, poderá ser o equivalente a
fazer uma viagem com uma planta enteógena sem um bom guia. Ou seja, a receita
para o desastre! E, no caso de querermos aprender por nós próprios, primeiro
devemos tentar saber o máximo sobre este assunto e depois avaliar se temos ou
não características ou condições psicológicas para seguir em frente, no sentido
de tomar a decisão certa.
Como curiosidade, a técnica foi
utilizada por Raymond Moody, que pesquisou sobre o tema das EQM (experiências
de quase morte).
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Alquimia
A alquimia é uma tradição antiga
que, através da obtenção da misteriosa Pedra Filosofal, tinha como objectivo a
transmutação dos metais inferiores em ouro e a busca pelo elixir da longa vida,
uma panaceia universal.
A alquimia, precursora da química
e da medicina, era também uma disciplina mística, hermética e foi praticada em
várias partes do mundo.
Mesmo hoje em dia, há pessoas
que, refugiando-se em argumentos habilidosos e talvez motivados pelo seu
próprio ego, referem que os segredos da alquimia ainda precisam de ser
guardados e dão a entender que eles próprios talvez conheçam esses segredos,
mas apenas os iniciados podem entendê-los… Para mim, tudo não passa de conversa
e este tipo de atitude está claramente fora de contexto e de época. Não existe
nada que não possa ser revelado hoje, a não ser que isso possa constituir um
perigo para a pessoa que obtém esse conhecimento e também para a sociedade! Já
outros expõem esses segredos e dão a sua interpretação, que não sabemos ao
certo se é correcta ou não!
Dentro deste contexto, há uma
ideia que parece reunir algum consenso: a alquimia, para além de poder ser um
processo físico de transformação dos metais, também é um processo de
transformação interior! E daí ter sido conveniente ocultar essa componente
espiritual, porque, como sabemos, a Igreja Católica via isto como heresia,
perseguia toda a gente e a inquisição era implacável (curioso, porque os
cristãos foram perseguidos e depois o que vimos? Os cristãos a perseguir
outros! Isto é o tipo de coisa que acontece muito e a História dá-nos muitos
exemplos. Hoje em dia, temos a comunidade cientifica, que também foi perseguida
no passado e hoje frequentemente tem por hábito “queimar” muitos heréticos).
Por isso, o processo alquímico, Opus Magnum (A Grande Obra) pode ser
visto como uma metáfora. A transmutação dos metais em ouro seria o
aperfeiçoamento do ser humano que, através de algumas fases ou etapas, atinge
um estado de maior perfeição. Trata-se de uma purificação espiritual no sentido
de conseguir atingir uma mudança de consciência ou estado de iluminação
interior. Da ignorância até à sabedoria. Todo o simbolismo enigmático poderá
ter esse sentido.
Para muitos, as imagens apresentadas
pela alquimia são alegorias e a pedra filosofal é semelhante à busca pelo
Graal.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Métodos Divinatórios
Os métodos divinatórios são
usados para guiar e orientar o Homem, são também oráculos e servem para prever
o futuro (e aqui há muitas abordagens, perspectivas e conceitos sobre a
natureza desse futuro).
Boa parte destas técnicas,
algumas provenientes da chamada sabedoria antiga, são métodos que permitem
estabelecer uma ponte com o mundo interior. Permitem aceder às verdades que
estão guardadas dentro de cada um de nós, por isso funcionam como um espelho. E
é essa a ideia que está por detrás de muitos destes métodos e, por exemplo, no
caso da astrologia, podemos ver a correspondência entre o macrocosmo e o
microcosmo.
Muitos usam o conceito de
sincronicidade para explicar o funcionamento destas técnicas e referem que as
mesmas estabelecem uma ligação com o nosso inconsciente e com as respostas que
estão guardadas dentro dele.
Quanto a evidências científicas,
parece que têm-se realizado alguns estudos em relação à astrologia (a
verdadeira astrologia não é a das revistas) e a mais um ou outro método. Já li
coisas contraditórias acerca disto, estudos contra e estudos a favor, mas é uma
questão de explorar melhor neste aspecto e ver o que realmente existe, mas
confesso que não posso dar uma resposta clara sobre isso, porque não tenho
muitos dados. Agora não há tempo, talvez fique para uma próxima oportunidade…
Mas é sempre difícil estudar
certas coisas de forma totalmente cientifica devido às próprias características
de algumas dessas técnicas e também porque existem elementos de subjectividade
envolvidos e terá de fazer ou não sentido para a própria pessoa que está a
consultar tais métodos…
Estas artes, como alguns lhes chamam,
poderão ser consultadas pela própria pessoa ou através de um intermediário que
saiba usá-las e, neste último caso, quanto às pessoas que praticam estes
métodos, há de tudo! Por isso, cautela! Penso que é importante ter sempre a
mente aberta e ao mesmo tempo algum pensamento crítico e discernimento!
Há quem afirme que não se deve
fazer negócio com estas coisas e argumentam nesse sentido e há também aqueles
que defendem que se pode cobrar.
O vídeo a seguir fala sobre um
desses métodos, a cartomancia!
sábado, 24 de agosto de 2013
A Música e a sua importância
Desde a luz que recebemos até aos
ruídos que nos rodeiam. A dieta, o estilo de vida, o meio em que nascemos e
vivemos, as emoções dos outros e as nossas, etc. Existem milhentas coisas que
nos podem afectar e afectam mesmo e muitas vezes nem estamos conscientes delas.
Tudo é importante e às vezes os
pequenos pormenores podem se tornar grandes pormenores. Muitas coisas são
negligenciadas, porque não temos tempo para elas ou por outra razão qualquer.
Ou então não se dá o devido valor, porque certas entidades oficiais pura e
simplesmente desvalorizam-nas ou não falam delas, quer seja por falta de
evidências ou não (e, embora haja situações claramente injustas, a verdade é
que também é necessário algum cuidado, porque a superstição pode se meter nesta
história- isso é um facto!).
A música também pode exercer uma
enorme influência nas pessoas e, segundo alguns, isso não é suficientemente
valorizado! Para além da nossa própria experiência pessoal, também existem
estudos científicos que provam que certo tipo de música pode influenciar-nos em
muitos sentidos. Para além disso, assim como as emoções, também a música parece
deixar uma impressão na água (isto é polémico, mas pelos vistos existe alguma
confirmação desta realidade, aliás como já foi mostrado num documentário
publicado anteriormente). A Cimática também é outro tema recorrente quando
falamos de ondas sonoras e dos seus efeitos na matéria, etc.
Portanto, a música tem a sua
importância e há quem defenda que a frequência 432 Hz (afinação musical), a
frequência esquecida, é a ideal. Esta frequência sincroniza com os ritmos
naturais e biológicos e tem um efeito muito mais positivo do que a actual de
440 Hz que foi adoptada no Século XX.
Bem, não há nada como fazer a
experiência e ouvir uma música em 432Hz e depois ver qual é a diferença!
Poderão fazê-lo aqui na Internet, pois há musicas que foram convertidas para
432Hz.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Projecto Consciência Global
O Projecto Consciência Global consiste numa pesquisa científica que pretende estudar a relação entre a consciência colectiva e a realidade física. Este projecto tem sido realizado através de uma rede informática mundial.
Programa sobre o tema :http://tu.tv/videos/proyecto-conciencia-global-cuarto-mile_1
Programa sobre o tema :http://tu.tv/videos/proyecto-conciencia-global-cuarto-mile_1
sexta-feira, 12 de abril de 2013
As EQM vividas por portugueses
Mais uma vez o tema das EQM e
desta vez uma reportagem de cá.
Em determinado momento da reportagem,
alguém diz que o que há são apenas teorias… Pois é! Contudo, para as pessoas
que passaram pela experiência (e não só), não será difícil tirar pelo menos uma
pequena conclusão. Eu sei que fica mal tirar conclusões, mas às vezes temos de
arriscar, nem que utilizemos a palavra “parece”.
Mas isto de teorias é mesmo
assim, há coisas que são apenas teorias duvidosas e desesperadas tentativas de
credibilizar uma determinada área e aí as coisas passam a ser papagueadas como
se fossem certezas científicas. E, em relação a outros temas que até parecem
possuir mais evidências, ninguém quer tirar conclusões… Já estamos habituados!
De lembrar que cada um dos
argumentos propostos pelos defensores de uma causa meramente biológica podem
ser contrariados. Para que não fique a impressão de que o tema pode ter duas
interpretações, poder pode e respeitam-se todas as opiniões, mas os argumentos
mais materialistas têm vindo a perder terreno.
A comunidade médica não tem uma
opinião unânime, mas eu tenho a certeza de que isso pouco importa para as
pessoas que viveram a experiência. No final, pouco importa tudo isso, a única
verdade que conta é aquela que cada um sentiu ao passar por essa experiência.
E, como alguém costuma dizer, quando o mistério te bate à porta, vem sem
avisar, é como se levasses um murro no estômago e depois todas as tuas ideias
rigidamente estabelecidas começam a cair por terra.
segunda-feira, 25 de março de 2013
Enteógenos e Mudança de Percepção
O xamanismo, as plantas e substâncias enteógenas (que não são coisas para serem tomadas de qualquer maneira e necessitam orientação de pessoas sérias e experimentadas nestas coisas), os estados alterados de consciência, a mudança de percepção, a cultura e, segundo parece, a censura...
Segundo parece, o video abaixo foi censurado pelo TED... Hum...interessante...
segunda-feira, 18 de março de 2013
Hipnose
Todas as pessoas são facilmente
hipnotizáveis? Não, nem toda a gente é Hipno sensível. Mas isso não quer dizer
que nunca poderão ser hipnotizadas ou que não sejam auto-hipnotizáveis, mas,
devido a características relacionadas com a sua própria personalidade e a
outros factores, não são facilmente hipnotizáveis.
A hipnose é real? Sim. Funciona?
Sem dúvida!
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
O que é a Realidade?
A Inteligência, para além de não
ser imutável, às vezes também pode ser algo difícil de definir, pois existem
muitos tipos de inteligência e seguramente é algo que não pode estar limitado a
um simples teste (como por exemplo, o teste de QI- que também tem sido alvo de
algumas críticas) ou nota escolar.
Mas, tal como a inteligência, a realidade
também pode ser algo difícil de definir. Para além disso, quando falamos da
realidade, não podemos deixar de falar da consciência.
No que diz respeito à
consciência, parece haver três perspectivas:
1- A consciência é o resultado da
actividade cerebral, é um mero produto da mesma e apenas o material existe (uma
visão mecanicista);
2- Existem duas coisas distintas: a
matéria e a consciência. A consciência, embora se possa ligar à matéria, é de
natureza completamente distinta desta (dualismo);
3- Apenas a consciência existe e aquilo
a que chamamos matéria (ou realidade material) é apenas uma mera projecção
realizada pela consciência e, dependendo de vários factores, a realidade pode
ser percepcionada de várias maneiras e umas são mais ilusórias do que outras.
Portanto, é o nosso corpo que está dentro da nossa consciência e não o contrário.
Sem querer estar a defender esta
ou aquela perspectiva e sem querer estar a entrar em conceitos
filosóficos/científicos muito complicados citando este ou aquele autor, o que parece
ser verdade é que aquilo que percebemos como realidade material (inclusivamente
o nosso próprio corpo) é o resultado da interpretação de estímulos sensoriais,
ou seja, somos nós que damos forma à realidade exterior e, no caso de ela
existir por si própria, torna-se sempre difícil saber se aquilo que existe lá
fora é exactamente como o percepcionamos e em muitos casos, olhando mais de
perto, aquilo que parece sólido, afinal não é assim tão sólido!
Uma coisa que podemos constatar é
que não podemos separar completamente a realidade exterior do mundo interior,
ou seja, embora possamos estar conscientes de algo, esse algo existe sempre
dentro da nossa consciência.
Por outro lado, poderão também
existir vários níveis de realidade e o que parece ser real e evidente para uns,
poderá não ser tão real para outros. Numa determinada perspectiva, se todos
concordam que algo é real, então será real… Mas, imaginando outras
possibilidades, poderão existir diferentes níveis de consciência, consciências,
afinidades e formas de ver a realidade. E, embora possamos partir do princípio
de que, neste mundo, todos mais ou menos vemos a realidade da mesma maneira
(embora de certo modo, nem sempre seja assim!), noutras dimensões, mundos e
formas de existência que possam existir, a realidade pode ser vista de uma
maneira muito diferente da nossa…
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Meditação
Desde muito cedo, fomos condicionados
pela sociedade em muitos sentidos. Para além disso, ainda vivemos numa época de
feudalismo (uma versão diferente do passado, mas no fundo é a mesma coisa) e
umas formas de escravatura foram substituídas por outras, porém continuamos a
ser subservientes.
Um dos bens mais preciosos que
podemos ter é a liberdade, mas muitas pessoas defendem que as revoluções
exteriores não terão qualidade ou não farão sentido se em primeiro lugar não
forem feitas revoluções internas (talvez seja assim, mas será regra absoluta?).
Neste contexto, surge a reflexão e a meditação (que não pode ser confundida com
a reflexão).
Não vou entrar em grandes
definições sobre o que é meditar, nem vou falar nas diferentes formas de
praticar, cada um que procure por si próprio se achar que vale a pena. Muitas
pessoas dizem que simplesmente consiste em focar a nossa atenção no momento
presente, não interferindo, ou seja, não alimentando julgamentos nem análises
sobre as coisas, desapegando-se das “maquinações” mentais.
Não sou um guru da meditação nem
um expert no tema, muito menos um
praticante assíduo, pois nem sequer tenho paciência para sentar-me durante
muito tempo e praticá-la sempre a uma determinada hora marcada. Mas já fiz as
minhas experiências e li algumas coisas sobre o tema e por isso tenho uma ideia
formada sobre o mesmo (assim como toda gente pode ter a sua).
A meditação é uma ferramenta com
provas dadas (inclusivamente em estudos científicos), mas não a vejo como uma
panaceia. Será útil para uns e não tão útil para outros e, em certas situações,
poderá ter também os seus efeitos secundários (e isto muitas vezes é pouco
falado). A meditação pode ser uma faca de dois gumes, pois também pode trazer alguns
problemas e, em certas situações, não se deve abusar, pois pode agravar
determinadas situações ou estados psicológicos desagradáveis. É algo que deve
ser bem ponderado e abordado, porque pode colocar determinadas pessoas em
situações menos boas, principalmente quando se medita sentado e imóvel, que é
para a maior parte das pessoas a prática mais difícil em termos de focar a
atenção. Portanto, se alguém pensa em entrar nisto com toda a força (“a matar”)
sem ser de uma forma gradual, deve ter algum cuidado. Ou seja, às vezes as
pessoas entram com grandes expectativas logo de início e há a tendência para
forçar as coisas, o que muitas vezes acontece sem a pessoa querer e de uma
forma quase inconsciente.
Sendo assim, para algumas
pessoas, a meditação em movimento talvez seja a melhor forma de iniciar e,
nesse caso, qualquer coisa pode servir para focar a atenção. Existem várias
formas de a praticar e há pessoas que às vezes meditam mesmo sem terem consciência
disso quando, por exemplo, fazem um simples hobby
ou realizam outra actividade qualquer. A própria actividade física ou o
exercício físico, desde que seja abordado de uma determinada maneira, pode ser
um caminho ou uma forma de meditação e neste caso podemos usar o corpo, o movimento
e a qualidade do movimento como foco de atenção (trata-se de unir o corpo e a
mente criando uma unidade). Viver sempre dentro da própria cabeça pode não ser
muito boa ideia e também é importante viver o corpo e sentir o corpo.
Ao fazermos isto, corremos
“sérios riscos” de esvaziar a mente por momentos, o que pode trazer-nos algumas
vantagens mais tarde. Por exemplo, para além de outros benefícios, muitas
pessoas relatam, durante estes momentos, terem desenvolvido ideias criativas
que surgem espontaneamente, sem qualquer esforço (e às vezes fazendo algo tão
simples como caminhar). Mas, com ou sem movimento, a importância está nesse “esvaziar
da mente”.
Hoje em dia, o exercício físico costuma
ser praticado por questões de saúde, para melhorar a aparência física ou para
satisfazer a nossa obsessão de competir (no caso do desporto). No entanto, ele
também pode ser usado com uma filosofia diferente, ou seja, para além de poder
ser encarado como uma forma de arte, pode também servir para focar a atenção no
que estamos a fazer e a sentir, de maneira que deixamos de estar reféns de um
determinado resultado e esse resultado acabará por vir sem esforço,
espontaneamente. Fazemos porque gostamos e desfrutamos daquele momento, sem
pensar demasiado na meta. Com isto não quero dizer que não possam existir
objectivos, mas quando ficamos demasiado obcecados com o destino, isso gera
ansiedade, não desfrutamos da viagem e perdemos coisas importantes e, como
quase ninguém é perfeito, todos caímos nesta armadilha (uns mais, outros
menos).
Portanto, se não há cabeça nem
paciência para meditar, então mais vale focar a atenção noutra tarefa qualquer
e a meditação acabará por surgir naturalmente. E não acredito muito em regras
rígidas, posturas muito rígidas, etc. A ideia que está por detrás dos
exercícios é o mais importante e os progressos, se aparecerem, vêm daí.
A meditação é uma forma de estar,
não é necessariamente algo que se tenha de fazer sempre sentado e à hora marcada.
Para além disso, e segundo algumas pessoas, a meditação poderá ser a porta de
entrada para realidades e dimensões que escapam à nossa percepção comum… e até
admito que possa ser.
Muitas vezes a meditação acontece
naturalmente, sem nos apercebermos disso e não acontece apenas quando estamos
sentados, como já referi. Qualquer coisa pode ser meditação e não precisamos de
ser monges nem ascetas renunciando a quase tudo e muitas vezes até reprimindo
violentamente coisas que são perfeitamente naturais (em alguns casos). Esse
caminho poderá servir para algumas pessoas quando elas sentem que é necessário
percorrê-lo, mas não penso que isso sirva para toda a gente e nem se quer tenho
a certeza de que seja estritamente necessário seguir tal caminho (seja pelo
motivo que for). Não acredito muito nesse “deixar de viver” voluntário (já nos
basta por vezes o involuntário). Talvez para essas pessoas a coisa seja vista
de uma outra forma e eu entendo as razões e as lógicas de quem segue esses
caminhos, mas também não esqueço que há muitos caminhos e ninguém sabe bem para
onde vai, por isso... Às vezes não é tanto o que fazemos ou o que deixamos de
fazer, mas sim como o fazemos, é a forma como fazemos. Se o objectivo é apenas
ser uma melhor pessoa, ser mais tranquilo ou explorar a mente e suas
potencialidades, isso poderá ser atingido sem entrar nesses caminhos mais
extremistas.
Muitos afirmam (talvez com razão) que quem
sentar a pensar que, esforçando-se muito, vai conseguir sair dali um buda, está
a enganar-se a si próprio e o simples facto de ter esse objectivo já o afasta
disso. Para quem acredita que tal estado pode ser alcançado, talvez demasiada
austeridade não seja uma boa ideia, pois poderá correr o risco de puxar a
polaridade oposta, ou seja, a pessoa poderá entrar em descontrolo total,
puxando a polaridade que mais deseja evitar, e, como se costuma dizer, o
caminho do meio é o melhor!
Nota: Quando eu digo que por
vezes a meditação (ao estar sentado e imóvel) também pode ter os seus efeitos
secundários, estou sobretudo a falar daquele tipo de meditação na qual a
atenção é direccionada para um único objecto ou aspecto, ignorando outro tipo
de estímulos. Este tipo de meditação é particularmente mais difícil e requer
algum esforço, embora a ideia seja ser paciente e não empregar demasiado esforço.
Já o mindfulness (também
realizado sentado, e agora também mais na moda), pelo contrário, é um tipo de
meditação em que a atenção é direccionada para todo o tipo de estímulos que
possam ocorrer, tanto internos como externos. Neste caso, a atitude recomendada
é de total desapego, aceitação e não-julgamento perante as situações que se
apresentam no momento presente, ou seja, pura e simples observação dos aspectos
que aparecem e passam na nossa mente. Este tipo de meditação parece ser
aparentemente mais fácil do que a primeira, mas isso não quer dizer que também
não possua os seus inconvenientes e dificuldades…
Existem também outros tipos de
meditação, mas nunca nos podemos esquecer que é possível usar o movimento do
corpo e as nossas rotinas diárias como foco da atenção, depositando intencionalmente
a atenção num ou mais aspectos, ou mesmo deixando que essa meditação ocorra
espontaneamente.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Reencarnação
O que é a consciência? Qual é a
origem da consciência? Muitas outras questões poderiam se colocar, mas talvez a
próxima e mais natural pergunta seja: Quando é que tudo começou? Quando é que
começou o nosso ponto de partida? Começou no momento da concepção ou nascimento
ou terá começado uma eternidade antes?
Na tentativa de responder a estas
questões, não podemos evitar ou deixar de falar num conceito muito antigo e que
está presente em várias religiões e filosofias antigas (embora com algumas diferenças)
- a reencarnação.
A reencarnação, basicamente,
consiste na ideia de que existe um espírito ou alma (muitas pessoas costumam
fazer uma distinção entre espírito e alma, por isso muitas vezes opto por usar
a palavra consciência) que é imortal e capaz de ligar-se sucessivamente a
diversos corpos com um fim específico que pode ser o auto-aperfeiçoamento, a vivência
de certo tipo de experiências e aprendizagens ou razões relacionadas com um
outro conceito chamado karma (do sânscrito e significa acção) que, segundo
alguns, enquanto não for extinto, manter-nos-á presos a este ciclo de morte e
renascimento.
Nesta teoria, a consciência teria
um ponto de origem e faria um percurso de evolução, progredindo e encarnando em
diversas formas de existência ou corpos cada vez mais evoluídos até chegar a
uma libertação deste processo e, como consequência, voltar novamente a esse
ponto de origem que constitui a verdadeira essência e identidade de todas as
coisas e seres.
Dentro desta visão, os animais e
outros organismos menos complexos também possuem uma consciência sujeita a
estes processos e, para alguns, também nós humanos passámos por esses estágios.
Outros termos que surgem
associados à reencarnação, sendo parentes dela, são o renascimento e a metempsicose.
Segundo algumas fontes, a metempsicose é uma teoria diferente de reencarnação
em alguns aspectos. Quanto ao renascimento budista, é um conceito, de facto,
com algumas diferenças.
Mas que provas temos em relação à
reencarnação?
Embora muitos defendam que não se
pode provar tal coisa, pois a objectividade não se aplica neste contexto, têm
surgido alguns estudos e casos que sugerem que a reencarnação poderá ser um
fenómeno real.
Entre esses estudos, destaca-se,
por exemplo, o trabalho realizado por Ian Stevenson, da Universidade de
Virgínia nos Estados Unidos. Ele estudou uma grande quantidade de casos em todo
o mundo e encontrou evidências que apoiam a possibilidade da reencarnação. Segundo Stevenson, os relatos de
vidas passadas surgem geralmente aos dois anos de idade, desaparecendo com o
desenvolvimento do cérebro.
Outra possível prova é a chamada regressão
hipnótica (contestada e rejeitada por muitos e aceite por outros como reveladora
de memórias reais). Para Brian weiss, autor e terapeuta, a regressão, para quem
consegue fazê-la, pode ser transformadora e revela pormenores de vidas
passadas, pormenores que podem ser verificados. Brian, de acordo com a sua
prática, defende que a regressão tem ajudado e solucionado problemas de muitas
pessoas. Refere que acontecimentos traumáticos e situações que ficaram por resolver
noutras vidas podem ser a causa de muitos tipos de problemas nesta vida actual.
De lembrar, e pelo que sei, a
regressão não é possível para todas as pessoas, por razões que talvez
desconheçamos, mas uma delas, por exemplo, pode ser devido ao facto de nem toda
a gente ser hipnosensível. Também é importante dizer que muitos factos foram
confirmados posteriormente e assim foi dada maior credibilidade às histórias.
Em relação aos críticos da regressão, pois com certeza que estão no direito de
duvidar, mas não nos podemos esquecer que, à partida, muitas vezes existe um
preconceito devido ao paradigma materialista cientifico actual e isso dificulta
muita coisa. A verdade é que, em termos de evidência, também existem muitas críticas
e dúvidas por parte de algumas pessoas em relação à psicoterapia convencional,
mas como ela se encaixa dentro de um paradigma mais “normalzinho” digamos
assim, então já existe uma maior facilidade em ser aceite pela grande maioria
das pessoas.
Tudo no universo e na natureza é
feito de ciclos: vida, morte e renascimento. A nossa consciência, através da
encarnação em vários seres, realiza também vários ciclos, ciclos que se
perpetuam no tempo e que, para alguns, poderão ser ultrapassados e transcendidos.
Numa outra perspectiva, também
poderíamos dizer que, mesmo dentro desta vida, morremos e renascemos uma série
de vezes. Onde está a criança que um dia já fomos? Ela morreu e deu lugar a
outra pessoa completamente diferente que, embora não seja totalmente diferente,
completamente igual também não é. Também podemos experienciar a morte e
nascimento de diferentes estados mentais num curto espaço de tempo. Por isso,
os ciclos estão sempre presentes e as mudanças ocorrem mesmo sem o corpo físico
morrer. De certa forma, não somos uma verdadeira identidade permanente, estamos
sempre em constante mudança! A pessoa que entra e senta-se numa cadeira de comboio
pode ser uma pessoa diferente daquela que se levanta e sai do comboio, embora
aparentemente sejam a mesma pessoa.
Haverá, no entanto, uma parte de
nós que nunca muda? Talvez haja e, de uma forma ou de outra, quando o tempo
chegar, todos iremos saber a resposta.
sábado, 20 de outubro de 2012
EQM
O tema das EQM volta a estar em discussão depois da revista
Newsweek publicar uma reportagem que fala sobre a experiência vivida por um
neurocirurgião.
Nesta entrevista de rádio, Eben Alexander fala sobre a sua
experiência e revela-nos como ela foi transformadora e mudou a sua visão materialista.
Para Eben já não existem dúvidas, ele refere que a consciência é independente
do cérebro.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Sincronicidade
Sincronicidade foi um termo cunhado
por Jung e descreve acontecimentos que não estão ligados através de uma
relação causal, mas sim através de uma relação de significado.
A sincronicidade, também muitas
vezes designada por coincidência significativa, implica um padrão subjacente que
é expresso através de eventos ou relações significativas. Ou seja, são
situações onde ocorrem dois ou mais eventos que coincidem de uma maneira que
seja significativa para a pessoa ou pessoas que vivenciaram essas coincidências
significativas.
Acredita-se que a sincronicidade
pode revelar-nos algo e necessita de uma compreensão que por vezes surge
espontaneamente.
Programa sobre Sincronicidades : http://tu.tv/videos/cuarto-milenio-sincronicidades-14-10-07
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Estados Alterados
Testar os limites do corpo humano, os estados alterados de consciência, o domínio da mente e do corpo. Para uns, são coisas que, mediante uma disciplina rigorosa, treino e a utilização de técnicas específicas, podem ser atingidas por qualquer pessoa. Para outros, são coisas que dependem de diversos factores/condições e talvez não estejam acessíveis para toda a gente da mesma maneira (e com certeza que torna-se muito mais difícil para umas pessoas do que para outras).
Este documentário fala sobre temas como a meditação e os limites do corpo humano, a hipnose, o curandeirismo e a visão remota (capacidade psíquica que, segundo os seus defensores, permite ver ou ter acesso a determinadas informações sobre um determinado local, objecto, lugar ou pessoa que situa-se longe do observador).
Umas situações parecem ser factos já provados ou verificáveis, outras ainda são alvo de controvérsia.
Subscrever:
Mensagens (Atom)